Perfil: JERRY GOLDSMITH (1929-2004)


Pouquíssimos compositores de trilhas sonoras alcançam o reconhecimento do público em geral. Dentre os compositores que despontaram em Hollywood entre o final da década de 50 e o final da de 60, Henry Mancini, John Williams, Ennio Morricone e John Barry tornaram-se mundialmente conhecidos, tendo inclusive frequentado as paradas de sucesso com seus temas. Jerry Goldsmith pode ser considerado um notável membro dessa elite, e mesmo o espectador ocasional reconhecerá facilmente alguns de seus trabalhos feitos para a TV e o cinema. Tendo sido um dos mais prolíficos compositores norte-americanos do meio, listar apenas uma parte das suas trilhas originais é uma tarefa árdua. O público e os críticos em geral sem dúvida mencionariam Patton: Herói ou Rebelde?, The Sand Peebles, A Pach of Blue, Instinto Selvagem, Lancelot, além de sua inestimável contribuição para filmes de ficção científica, terror e fantasia, como Jornada nas Estrelas, Planeta dos Macacos, Fuga do Século 23, A Profecia, Alien, O Vingador do Futuro, etc. Ao longo do tempo, Goldsmith formou uma escola no meio musical cinematográfico, e mesmo tendo formação clássica nunca teve receio das inovações, sendo o primeiro compositor a manter uma seção fixa de instrumentos eletrônicos em sua orquestra. Jerrald Goldsmith nasceu em Los Angeles em 29 de fevereiro de 1929, e aprendeu a tocar piano aos 6 anos de idade. Depois de estudar no Dorsey High School e Los Angeles City College durante os anos 40, incluindo aí um semestre de aulas sobre música de cinema com o lendário Miklos Rosza, juntou-se ao departamento musical da CBS em 1950. Inicialmente em um papel secundário, passou em seguida a compor em tempo integral para o rádio e, posteriormente, TV. Sua entrada no cinema deu-se no final dos anos 50 a convite de Alfred Newman, e após um começo hesitante, teve um crescimento surpreendente nos anos 60 ao agarrar todos os tipos imagináveis de assuntos, com alto domínio estilístico.

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Na TV, suas obras incluem trilhas e temas para Além da Imaginação, Dr. Kildare, Viagem ao Fundo do Mar, O Agente da U.N.C.L.E., Os Waltons, Barnaby Jones, QB VII e outros mais. Em um dos seus primeiros trabalhos no cinema, City Of Fear, o pianista que desejava não estava disponível. Seu agente então lhe indicou um desconhecido, Johnny Williams. O resultado é que o futuro compositor de Tubarão tocou na orquestra de Goldsmith em vários trabalhos. Alguns anos depois, Jerry perdeu um grande pianista e o cinema ganhou um dos seus mais proeminentes compositores. De sua fase televisiva, Jerry Goldsmith tinha gratas lembranças de seu trabalho em uma das clássicas séries dos anos 60, Twilight Zone (Além da Imaginação). Apesar de ter composto para diversos episódios, seu predileto era The Invaders, também um dos prediletos dos fãs da série. “O fato de não haver nenhuma palavra falada tornou ainda maior o impacto da música”, relembrou Goldsmith. “Os sons tinham que comunicar todos os sentimentos e emoções da história. Fiquei muito contente com o resultado, e acho que aquele foi um dos meus melhores trabalhos.” A trilha para o clássico contemporâneo da ficção científica Planet of The Apes foi o segundo fruto de sua colaboração com o falecido diretor Franklin Schaffner (o primeiro foi The Stripper, e o o terceiro, Patton), e um dos mais gratificantes. Nela, graças à liberdade de ação dada pelo diretor, Goldsmith empregou uma variedade de instrumentos de sopro, percussão e aparelhos musicais incomuns. À época, foi uma de suas gravações mais populares.

Após uma experiência difícil com Ridley Scott em Alien, onde o diretor cortou do filme muito da trilha original, inclusive substituindo-a por música clássica nos créditos iniciais e finais, o compositor voltou a trabalhar com ele em A Lenda. Goldsmith lembra de ter passado cinco meses compondo uma trilha que ele classifica como uma das melhores que já fizera. Infelizmente, ele também lembra que seu trabalho, pelo menos na versão americana, foi substituída por uma trilha composta pelo grupo alemão Tangerine Dream. “Quando um filme não fica como o esperado,” ele observou, “os responsáveis começam a se agarrar a qualquer coisa para se salvarem. Infelizmente, a última coisa à qual se agarraram foi minha música”. Outra experiência difícil foi em 1981, com Outland. “Este era um filme tão mecanizado que era difícil explorar o elemento humano”, relembrou. “Tive muita dificuldade, já que tudo que eu precisava estava no papel. Porém, quando vi o filme pronto, eu simplesmente não o senti e isso não foi muito agradável.” Apesar de compor muito para filmes de terror, Goldsmith não era exatamente um apreciador do gênero. Mesmo assim, o período em que compôs para Psicose II lhe permitiu que fizesse um tributo a um de seus heróis, Bernard Herrmann, autor da partitura do Psicose original. O resultado foi algo arrepiante e imprevisível, como Norman Bates. “Gosto de pensar que tive uma abordagem mais lírica do que Herrmann, envolvendo Norman em uma música inocente e solitária. Conforme o personagem foi mudando, a música também mudou, tornando-se demente e esquizofrênica.” A música para A Profecia, seu único Oscar, foi uma das mais fáceis de ser composta. “Foi estranho”, ele comentou. “Um dia eu simplesmente sentei e escrevi o material, antes de ir a Roma. Quando voltei, comecei a trabalhar na trilha.” O resultado foi uma música intensa, com um dos corais mais marcantes do cinema e que amplificou em muito o impacto das imagens.

jerrygoldsmith1Em 1982, chegou a hora de trabalhar em Poltergeist. Ao entrar no estúdio com uma orquestra de 60 elementos, um coro de 60 vozes e nada de eletrônicos, Goldsmith criou uma trilha exuberante e impressionista, cujos movimentos acrescentaram tons sobrenaturais até mesmo a uma canção de ninar (“Carol Ann’s Theme”). Os arranjos e o uso magistral das vozes foram dois dos elementos que lhe ajudaram a conquistar mais uma indicação ao Oscar. Seu trabalho de 1979 em Jornada nas Estrelas – O Filme, que também lhe valeu uma indicação para o Oscar, é um clássico exemplo do “precisamos para ontem”. A primeira jornada cinematográfica da USS Enterprise foi amaldiçoada por diversos atrasos de produção, que fizeram com que Goldsmith concluísse seu trabalho perigosamente às vésperas da estréia. “Eles me traziam o filme para a orquestração em pedacinhos, uma ou duas seqüências de cada vez. Foi bem apertado. A última coisa que fiz foi compor a música para as cenas da abertura. Chamei Alexander Courage e Fred Steiner (que trabalharam na Série Original) para me ajudar e terminamos a musica três dias antes da estréia do filme.” Dada a natureza desesperadora da situação, houve um verdadeiro milagre: ao invés de produzir uma cópia de Guerra nas Estrelas, Goldsmith compôs uma trilha original, ao mesmo tempo forte e sutil, combinando orquestração, percussão, instrumentos eletrônicos e o tema familiar de Alexander Courage. Essa contribuição musical épica foi considerada, até pelos mais severos críticos de cinema, como um dos mais brilhantes atributos de Star Trek- The Motion Picture. Especificamente para as cenas da Nuvem Espacial (V´ger), o compositor utilizou um estranho instrumento musical chamado  “Blaster Beam”. Superficialmente ele parece um simples instrumento de percussão, porém ao ser batido emite uma vibração com freqüência muito baixa. A criatividade do compositor foi amplamente reconhecida, tendo o álbum da trilha se tornado uma de suas gravações mais vendidas, e que finalmente foi relançado em uma caprichada edição com músicas adicionais, no final de 1998, pela Sony.

Oito anos mais tarde, sua música ressurgiu em Jornada nas Estrelas – A Nova Geração. O compositor não acompanhou a série, mas gostou do trabalho que incorporou seu tema ao de Alexander Courage. Em 1989, sem a pressa do primeiro filme, Goldsmith retornou à Enterprise para compor a partitura de Jornada nas Estrelas V, que apesar de não possuir a originalidade do trabalho anterior, ainda é uma das melhores trilhas da série cinematográfica. Em 1995, depois de anos afastado da TV, o músico compôs o grandioso tema de abertura da nova série Star Trek Voyager. Em 1996 compôs a música para Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato, juntamente com seu filho Joel. Em 1998, desta vez sozinho, repetiu a dose com o mediano Jornada nas Estrelas: Insurreição. E finalmente, em 2002, concluiu a sua última trilha para a série, Nêmesis. Em 2003 Jerry teve sua partitura musical para Linha do Tempo, de Richard Donner, rejeitada. Sua última trilha original lançada foi a do filme Looney Tunes: De Volta à Ação.

É difícil de acreditar que um compositor de qualidade e com um trabalho no cinema que abrange não só as trilhas já citadas, mas também a trilogia Rambo, Gremlins I e II, Viagem Insólita, O Rio Selvagem, Congo, L. A. Confidential, A Múmia, O 13º Guerreiro, O Homem Sem Sombra, etc, tenha sido tão pouco prestigiado pela Academia de Hollywood. Sua última indicação foi em 1998, por Mulan. Mas Jerry Goldsmith era, acima de tudo, um profissional que, apesar de ter diminuído de produção nos últimos anos de sua vida e ter sido criticado por seus últimos scores, procurava não descuidar da qualidade do seu trabalho. Há alguns anos ele declarou. “Eu estaria queimado há muito tempo se eu simplesmente pegasse um emprego, o dinheiro e desse o fora. Ainda existe um desafio para mim na composição de trilhas. O que me interessa é abraçar um projeto que me ofereça uma chance de fazer algo que ainda não tenha feito. Quando fico inspirado por alguma coisa, a criatividade simplesmente flui. Gosto de uma boa luta. A trilha sempre será feita, mas não fico feliz até que seja bem feita”, concluiu o veterano compositor de longos cabelos brancos. Em 1995, o compositor (e também já falecido) Fred Karlin produziu um inestimável documentário sobre a obra de Goldsmith, lançado numa edição em VHS especial para colecionadores. Nele temos trechos de suas músicas e clipes de filmes, depoimentos de colegas, músicos, diretores, amigos, de seu filho Joel e de sua esposa Carol, que participou como vocalista em algumas das trilhas de Jerry. Alternadamente, acompanhamos as sessões de gravação da partitura de O Rio Selvagem (River Wild), do diretor Curtis Hanson. Este documentário foi relançado em 2005, desta vez em DVD, pela revista britânica Music from The Movies, tendo como material extra cenas de bastidores das sessões de River Wild e mais entrevistas com colaboradores.

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No dia 21 de julho de 2004, após anos travando uma silenciosa batalha contra o câncer, Jerry Goldsmith faleceu em sua residência, dormindo. Se fisicamente Jerry não mais estará entre nós, a sua grande obra seguirá conosco, eternizada em filmes, discos e, principalmente, no coração dos seus milhares fãs. Poucos dias após seu falecimento, amigos e pessoas com quem Jerry mantinha relações profissionais prestaram declarações sobre o compositor. As mais destacadas foram as do diretor Joe Dante, para quem Goldsmith compôs sua última trilha sonora, e Robert Townson, executivo do tradicional selo Varèse Sarabande. Seguem os depoimentos:

Joe Dante – “Eu realmente não consigo colocar em palavras o que Jerry Goldsmith significou para mim, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Se eu pudesse, talvez eu comporia uma sonata. Falando de maneira simples, Jerry foi provavelmente o indivíduo mais talentoso com quem eu já trabalhei. Sua imensa lista de créditos é impressionante tanto em complexidade quanto em variedade, de suas primeiras trilhas para a TV passando por suas composições para filmes e músicas para concerto. Eu costumava brincar com ele sobre Black Patch, sua primeira trilha para o cinema a qual eu ouvi pela primeira vez quando era nova em 1957, porque ela contém orquestrações e temas que trazem a sua assinatura que correm através de seu trabalho. Ao longo dos anos nós desenvolvemos uma espécie de taquigrafia espiritual em relação a quais partes de um filme precisavam ou não de música; onde a música deveria começar e onde deveria terminar. Eu sempre editava meus filmes usando uma série de músicas temporárias (nunca de Jerry) e ele iria vislumbrar exatamente o que eu queria, respondendo com sons que iriam apagar da nossa memória a música temporária, não importanto o quanto havíamos nos acostumado com ela. Eu descobri a gravidade de sua doença durante a primeira sessão de gravação da trilha de Looney Tunes: De Volta à Ação, um projeto problemático que precisava de uma quantidade imensa de música matematicamente precisa, que não seria fácil de compor nem se Jerry estivesse com sua saúde normal. Sua dedicação e seu trabalho exaustivo nela, sua última partitura, foram nada menos do que corajosos. Seus últimos dias foram dolorosos e frustrantes porque ele não podia mais fazer o que mais amava, compor música. Toda as vezes que as coisas ficavam complicadas durante as filmagens, eu dizia: ”Não se preocupem, Jerry vai salvar tudo para nós”. Eu tenho certeza que não sou o único diretor que já disse isso. Mas agora eu sou o último. E o mundo do cinema perdeu um de seus maiores artistas. Mas nós ainda temos a sua música. E nós sempre a teremos.”

Robert Townson – “Eu tenho ficado muito emocionado com a tremenda quantidade de demonstrações de amor e de respeito por Jerry Goldsmith vindas de todo o mundo. Ele fez amigos por todo lado. Sua música produziu um impacto em qualquer um que a tenha ouvido e sua presença literalmente mudou a face da música em Los Angeles. Acho que uma das razões para tanta tristeza por seu falecimento é porque percebemos como nossa vida será sem ele. Nós devemos a ele muito. De fãs que nunca o encontraram na vida, a aqueles de nós que trabalharam lado a lado com ele, existem incontáveis vidas que foram orgulhosamente enriquecidas graças a Jerry. A música que brotava de seu coração formava uma ligação direta entre o maestro e seus fãs. E nós somos todos fãs. Muitos de nós afirmam ter sido atraídos para nossas respectivas profissões, direta ou indiretamente, por Jerry Goldsmith. Além até de sua extraordinária obra, é impossível sequer imaginar o que a música do cinema seria hoje se Jerry não tivesse existido. Falando pessoalmente, eu posso dizer com certeza que eu não estaria fazendo o que estou fazendo se não fosse por ele. Certamente eu trabalhei com igual fervor para preservar a música de Alex North, Bernard Herrmann, Georges Delerue e outros, mas, para mim, tudo começou com Jerry. Do meu primeiro CD lançado (e meu segundo, e meu terceiro) até os cerca de oitenta discos em que nós trabalhamos juntos, raramente houve um tempo em que eu não estivesse envolvido no trabalho de um novo CD de Jerry Goldsmith. Eu aprendi muito com ele. Jerry fez da música algo excitante e tornou a produção dela divertida. Como Ken Hall (o editor de música de Goldsmith) disse em suas tocantes palavras que proferiu durante o velório, ”A música não era apenas importante para Jerry, ela era a sua vida”. Ouça a A Ilha do Adeus e sinta o amor de Jerry, ouça a O Vingador do Futuro e sinta seu fogo. Em Rudy… seu espírito. Jerry tentava evitar discussões intelectuais sobre sua música. Ele sempre clamou escrever apenas o que sentia. Mas ouça Patton: Herói ou Rebelde? ou Planeta dos Macacos e deleite-se com sua profundidade intelectual. A estrutura de suas partituras para o cinema era sempre extremamente intrincada, mas a apreciação era sempre emocional. Como tanta gente em nossa indústria vem para Los Angeles de diferentes partes do pais e do mundo, as relações que se formam entre nós e as pessoas com quem trabalhamos podem tornar-se particularmente profundas. Eu fiquei impressionado, e feliz, pelo senso de família, mesmo entre os amigos e colegas de Jerry, sentimento que ficou tão evidente durante seu velório. E foi sempre assim. Jerry certamente era como se fosse parte da família para mim. Eu literalmente cresci ao lado dele. Eu tenho tantas memórias felizes de Jerry que vão me acompanhar para o resto da vida… e nós temos, é claro, a sua música. A vida dele foi grande. Uma grande aventura. Aqueles de nós afortunados o suficiente para experimentá-la com ele tivemos o tempo de nossas vidas. O choque da perda de Jerry tem sido muito difícil de lidar. Mas à medida que o choque segue à realidade muito mais dura que é saber que ele nunca mais estará do outro lado da linha telefônica me perguntando o que ando ouvindo ou em que estou trabalhando, e que eu nunca mais vou poder vê-lo sobre o pódio em frente a centenas de músicos que o adoram, que eu nunca mais vou poder viajar com ele para Londres ou Glasgow de novo, e que eu nunca mais vou sair de um estúdio de gravação com a antecipação de ter uma nova trilha de Jerry Goldsmith à minha frente, é um enorme vazio que jamais será preenchido. A música de Jerry nos fez chorar várias vezes. Mas as lágrimas que derramamos nas últimas semanas e a dor que continuamos a sentir são por uma amigo caído. Mesmo no silêncio, nossos corações são sempre preenchidos pela música e pelo amor a Jerry Goldsmith.”

Jerry Goldsmith - (c) Hitoshi Sakagami
Jerry Goldsmith – (c) Hitoshi Sakagami

FILMOGRAFIA DE JERRY GOLDSMITH

Timeline (2003) (score rejeitado)
Looney Tunes: Back in Action (2003)
Star Trek: Nemesis (2002)
The Sum of All Fears (2002)
Along Came A Spider (2001)
The Last Castle (2001)
Hollow Man (2000)
The Haunting (1999)
The Mummy (1999)
The Thirteenth Warrior (1999)
Deep Rising (1998)
Mulan (1998)
Small Soldiers (1998)
Star Trek: Insurrection (1998)
U.S. Marshals (1998)
Air Force One (1997)
The Edge (1997)
Fierce Creatures (1997)
L.A. Confidential (1997)
Chain Reaction (1996)
City Hall (1996)
Executive Decision (1996)
A Family Thing (1996)
The Ghost and the Darkness (1996)
Star Trek: First Contact (1996)
Congo (1995)
First Knight (1995)
Powder (1995)
Star Trek: Voyager (1995)
Angie (1994)
Bad Girls (1994)
I.Q. (1994)
The River Wild (1994)
The Shadow (1994)
Dennis the Menace (1993)
Malice (1993)
Matinee (1993)
Rudy (1993)
Six Degrees of Separation (1993)
The Vanishing (1993)
Basic Instinct (1992)
Forever Young (1992)
Love Field (1992)
Medicine Man (1992)
Mom and Dad Save the World (1992)
Mr. Baseball (1992)
Not Without My Daughter (1991)
Omen IV: The Awakening (1991)
Sleeping with the Enemy (1991)
Gremlins 2: The New Batch (1990)
The Russia House (1990)
Total Recall (1990)
The ‘burbs (1989)
Criminal Law (1989)
Leviathan (1989)
Star Trek V: The Final Frontier (1989)
Warlock (1989)
Rambo III (1988)
Rent-a-Cop (1988)
Extreme Prejudice (1987)
Innerspace (1987)
Lionheart (1987)
Hoosiers (1986)
Link (1986)
Poltergeist II: The Other Side (1986)
Baby… Secret of the Lost Legend (1985)
Explorers (1985)
King Solomon’s Mines (1985)
Legend (1985)
Rambo: First Blood Part II (1985)
Gremlins (1984)
The Lonely Guy (1984)
Runaway (1984)
Supergirl (1984)
Dusty (1983)
Psycho II (1983)
The Return of the Man from U.N.C.L.E. (1983)
Twilight Zone: The Movie (1983)
Under Fire (1983)
The Challenge (1982)
First Blood (1982)
Inchon (1982)
Poltergeist (1982)
The Secret of NIMH (1982)
The Final Conflict (1981)
Night Crossing (1981)
Outland (1981)
Raggedy Man (1981)
The Salamander (1981)
Caboblanco (1980)
Alien (1979)
The Great Train Robbery (1979)
Players (1979)
Star Trek: The Motion Picture (1979)
The Boys from Brazil (1978)
Capricorn One (1978)
Coma (1978)
Damien: Omen II (1978)
Magic (1978)
The Swarm (1978)
Contract on Cherry Street (1977)
Damnation Alley (1977)
High Velocity (1977)
Islands in the Stream (1977)
MacArthur (1977)
Twilight’s Last Gleaming (1977)
The Cassandra Crossing (1976)
The Last Hard Men (1976)
Logan’s Run (1976)
The Omen (1976)
Babe (1975)
Breakheart Pass (1975)
Breakout (1975)
A Girl Named Sooner (1975)
Medical Story (1975)
The Reincarnation of Peter Proud (1975)
Take a Hard Ride (1975)
The Terrorists (1975)
The Wind and the Lion (1975)
Chinatown (1974)
S*P*Y*S (1974)
A Tree Grows in Brooklyn (1974)
Winter Kill (1974)
Ace Eli and Rodger of the Skies (1973)
The Don Is Dead (1973)
Hawkins on Murder (1973)
Indict and Convict (1973)
One Little Indian (1973)
Papillon (1973)
Police Story (1973)
The Red Pony (1973)
Shamus (1973)
The Culpepper Cattle Company (1972)
Lights Out (1972)
The Man (1972)
The Other (1972)
Pursuit (1972)
The Brotherhood of the Bell (1971)
Crawlspace (1971)
Crosscurrent (1971)
Do Not Fold
Spindle
or Mutilate (1971)
Escape from the Planet of the Apes (1971)
The Going Up of David Lev (1971)
The Homecoming – A Christmas Story (1971)
The Last Run (1971)
The Mephisto Waltz (1971)
Wild Rovers (1971)
The Ballad of Cable Hogue (1970)
Patton (1970)
Rio Lobo (1970)
A Step Out of Line (1970)
Tora! Tora! Tora! (1970)
The Traveling Executioner (1970)
100 Rifles (1969)
The Chairman (1969)
The Illustrated Man (1969)
Justine (1969)
Bandolero! (1968)
The Detective (1968)
Planet of the Apes (1968)
Sebastian (1968)
The Flim Flam Man (1967)
Hour of the Gun (1967)
In Like Flint (1967)
The Karate Killers (1967)
Warning Shot (1967)
The Blue Max (1966)
One of Our Spies Is Missing (1966)
The Sand Pebbles (1966)
Seconds (1966)
Stagecoach (1966)
To Trap a Spy (1966)
The Trouble With Angels (1966)
The Agony and the Ecstasy (1965)
In Harm’s Way (1965)
Morituri (1965)
Our Man Flint (1965)
A Patch of Blue (1965)
The Satan Bug (1965)
Von Ryan’s Express (1965)
Fate Is the Hunter (1964)
Rio Conchos (1964)
Seven Days in May (1964)
Shock Treatment (1964)
The Spy With My Face (1964)
A Gathering of Eagles (1963)
Lilies of the Field (1963)
The List of Adrian Messenger (1963)
The Prize (1963)
The Stripper (1963)
Take Her
She’s Mine (1963)
Freud (1962)
Lonely Are the Brave (1962)
The Spiral Road (1962)
The Crimebusters (1961)
The General with the Cockeyed ID (1961)
The Expendables (1960)
Studs Lonigan (1960)
City of Fear (1959)
Face of a Fugitive (1959)
Black Patch (1957)
Don’t Bother to Knock (1952).

PRÊMIOS

1976 Oscar – Vencedor, Melhor Trilha Sonora Original – The Omen
1998 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original de Musical ou Comédia – Mulan
1997 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original de Drama – L.A. Confidential
1992 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Basic Instinct
1986 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Hoosiers
1983 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Under Fire
1982 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Poltergeist
1979 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Star Trek: The Motion Picture
1978 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – The Boys from Brazil
1976 Oscar – Indicado, Melhor Canção Original – “Ave Satani” de The Omen
1975 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – The Wind and the Lion
1974 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Chinatown
1973 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Papillon
1970 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Patton
1968 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Planet of the Apes
1966 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – The Sand Pebbles
1965 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – A Patch of Blue
1962 Oscar – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Freud
1998 Globo de Ouro – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Mulan
1997 Globo de Ouro – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – L.A. Confidential
1992 Globo de Ouro – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Basic Instinct
1979 Globo de Ouro – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Alien
1979 Globo de Ouro – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Star Trek: The Motion Picture
1974 Globo de Ouro – Indicado, Melhor Trilha Sonora Original – Chinatown

Jorge Saldanha

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143 opiniões sobre “Perfil: JERRY GOLDSMITH (1929-2004)”

  1. Até suas trilhas menores ou mais fracas, tinham uma emoção sem precedentes. Ele era um compositor completo, original e unico.

    Só descobri que Goldsmith morreu, um ano depois, pelos comentarios de Michael Okuda no DVD de Nemesis. E desde então, procurei ver os filmes que ele musicou, e ele era um verdadeiro genio. Planeta dos Macacos, A Profecia, O Sombra (que foi um dos primeiros filmes que vi com sua musica) Lancelot – O Primeiro Cavaleiro são atestados de seu incrivel talento que passei a respeitar ao longo dos anos.

    Descobri sua musica um pouco tarde demais. Mas ela me proporcionou momentos muito bons. É uma pena que Jerry Goldsmith tenha partido há tanto. Hoje em dia ele faz muita falta…

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  2. Uma pequena ressalva: A primeira colaboração no cinema entre Goldsmith e Schaffner, foi no filme The Stripper. Planet of the Apes foi o segundo e Patton, o terceiro.

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  3. Simplesmente um Gênio. Graças ao Youtube podemos conferir alguns momentos ao vivo conduzindo as orquestras, bem como algumas entrevistas. Porém lamentavelmente estes compositores e maestros como os imortais Jerry Goldsmith, Michael Kamen, John Barry, Henry Mancini, Basil Poledoris e outros tantos não aproveitaram as mídias de VHS e DVD afim de imortalizar seus trabalhos ao vivo para seus fãs ao redor do mundo. Nos resta somente curtir em bom som suas composições em áudio.
    Seu filho Joel Goldsmith que também tinha um talento incrível em trilhas como do seriado Stargate e em alguns filmes do cinema, também não está mais entre nós.
    Parabéns pela reportagem deste fantástico e inesquecível, Jerry Goldsmith.

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