Lançamentos de Trilhas Sonoras – 31/10/2013


As seguintes trilhas sonoras já estão à venda nas principais lojas online internacionais: The 25th Reich – Ricky Edwards (MMS13008/KRONCD021) Cocoon (Expanded)– James Horner (Intrada Special Collection Volume 260) Ed Wood (Expanded) – Howard Shore (Howe 1011) The Fifth Estate – Carter Burwell (Lakeshore 34345) The Hunt For Red October (Expanded) – Basil Poledouris (Intrada Special Collection Volume 257) Runner Runner – Christophe Beck (Lakeshore 34356) Anúncios Continuar lendo Lançamentos de Trilhas Sonoras – 31/10/2013

Resenha: THOR – THE DARK WORLD – Brian Tyler (Trilha Sonora)


Thor_dark_world_DD001911702Música composta por Brian Tyler
Selo: Hollywood Records / Intrada
Catálogo: D001911702
Lançamento: 05/11/2013
Cotação: ****

Especialista em filmes de ação e aventura, o compositor Brian Tyler tem sido um dos mais requisitados para blockbusters atualmente. Após entregar o competente score de Homem de Ferro 3 para a Marvel Studios, ele volta a se reunir com a empresa em Thor – O Mundo Sombrio, continuação das aventuras do Deus do Trovão. Tyler foi contratado às pressas em junho, após a misteriosa dispensa de Carter Burwell, o compositor original do filme. Ele toma o lugar de Patrick Doyle, que compôs uma boa trilha para o primeiro filme do herói. E, felizmente, ele se saiu bem, nos entregando uma obra digna de um longa dessa magnitude.

Tyler é um ótimo compositor de temas principais, e aqui não foi diferente. O tema, logo introduzido na primeira faixa, é grandioso, heroico, como um bom tema de um longa de super-heróis deve ser. Utilizando orquestra e coral, fica claro que a intenção de Tyler é que Thor tenha uma assinatura musical épica e definitiva para representá-lo. Vale ressaltar a interpretação forte dos metais e o acompanhamento da percussão, além do próprio coral.

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Resenha de Arquivo: BEN-HUR – Miklos Rozsa (Trilha Sonora)


benhurMúsica composta por Miklos Rozsa
Selo:  Rhino
Catálogo: 72197
Lançamento: 1996
Cotação: *****

A Rhino, que através de seu selo Turner Classic Movies relançou na década de 1990 versões definitivas para clássicos como North by Northwest, Doctor Zhivago e The Wizard of Oz, superou todas as expectativas com esta edição remasterizada de Ben-Hur, um dos maiores (se não o maior) clássicos do cinema épico e bíblico da história do cinema. O filme foi dirigido por William Wyler, que usou o à época enorme orçamento de U$ 15 milhões para criar, nos estúdios da Cinecittá de Roma, cenários grandiosos e cenas espetaculares como a da corrida de quadrigas. Foram cinco anos de produção que resultaram, apenas no seu primeiro ano de exibição, em 40 milhões de ingressos vendidos.

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Resenha: O CONSELHEIRO DO CRIME (Filme em Destaque)


THE COUNSELOR, EUA, Reino Unido, 2013
Gênero: Suspense
Duração: 118 min.
Elenco:  Brad PittMichael FassbenderCameron Diaz, Bruno Ganz, Penélope Cruz, Dean Norris, Emma Rigby, Goran Visnjic, Javier Bardem, John Leguizamo, Natalie Dormer, Richard Cabral, Rosie Perez, Ruben Blades
Trilha Sonora Original: Daniel Pemberton
RoteiroCormac McCarthy
Direção: Ridley Scott
Cotação*****

Se um grande filme pode ser descrito como sendo a junção de grandes cenas/sequências, temos, sem dúvida, um grande filme em O CONSELHEIRO DO CRIME (2013), o mais recente e um dos mais inspirados trabalhos de Ridley Scott. A ajudinha de Cormac McCarthy, autor do romance que deu origem à obra-prima ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (2007), dos irmãos Coen, foi inestimável. Sua tendência a criar histórias cheias de desesperança combinou perfeitamente com a direção segura de Scott, que costuma fazer filmes com pouco ou quase nenhum alívio cômico. No caso de O CONSELHEIRO DO CRIME, há um alívio cômico: a antológica cena de Cameron Diaz e o carro.

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Na Trilha: TIMELINE – As Duas Faces da Mesma Moeda


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O livro

Como qualquer grande compositor do cinema, o saudoso Maestro Jerry Goldsmith teve suas “diferenças criativas” com diretores e executivos de Hollywood. Um dos casos mais notórios, até porque aconteceu já no final da vida e da carreira de Goldsmith, foi a rejeição do score que ele compusera para o filme Linha do Tempo. Este interessante artigo o levará até os bastidores da produção, e fará uma comparação do trabalho rejeitado de Goldsmith com o score que o substituiu, composto pelo então iniciante Brian Tyler

Como em outros dos seus geniais livros, em Linha do Tempo (Timeline) Michael Crichton realizou um extensivo estudo dos fenômenos científicos aplicáveis ao tema, apresentando-os ao leitor de mãos dadas com a ficção. Sejam os experimentos genéticos (Jurassic Park), os mitos e as batalhas (The 13º Warrior), a inescrupulosa prática da medicina (Coma), a aventura (Congo), o futuro tecnológico (Runaway), as ambições da diversão (Westworld) ou as investigações alienígenas (The Andromeda Strain), todas as tramas foram refletidas em seus livros com um bom arcabouço científico.

No livro Timeline, Crichton soube combinar de modo interessante as viagens no tempo com as pesquisas arqueológicas – um tema nada estranho às suas histórias – adotando uma narrativa mais amena, convertendo assim o seu livro em um dos preferidos dos leitores de ficção. Por sua parte, um dos mais reconhecidos diretores do cinema comercial norte-americano, Richard Donner, estava em busca de uma história para levar às telas, e que estivesse à altura de seus filmes mais conhecidos. O heroísmo (Superman), a aventura (Os Goonies), a ação (Máquina Mortífera), a comédia (Scrooged) e o terror (A Profecia), são as facetas com que Donner soube estabelecer-se firmemente entre o público.

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Lançamentos de Trilhas Sonoras – 26/10/2013


As seguintes trilhas sonoras já estão à venda nas principais lojas online internacionais: Ender’s Game – Steve Jablonsky (Varese Sarabande 302 067 227 8) Fitzwilly – John Williams (Music Box MBR 035) Grimm – Seasons 1 & 2 – Richard Marvin (La-La Land LLLCD 1278) Pet Sematary (Expanded) – Elliot Goldenthal (La-La Land LLLCD 1294) Continuar lendo Lançamentos de Trilhas Sonoras – 26/10/2013

Perfil: MIKLÓS RÓZSA (1907-1995)


miklosroszaNascido em 18 de abril de1907 em Budapeste, Hungria, Miklós Rózsa, um dos gigantes musicais da Era de Ouro de Hollywood, começou a estudar violino aos cinco anos de idade. Desde cedo mostrou predileção pela música folclórica de seu país,  uma influência que persistiu em muitos dos seus trabalhos posteriores. Mesmo com a insistência de seus pais para que estudasse química, em breve Rózsa estaria no Conservatório de Leipzig, cursando musicologia. Apesar de direcionar a maioria de seus primeiros trabalhos para a música clássica, tendo inclusive completado um balé com pouco mais de vinte anos de idade, Rózsa compôs as partituras dos filmes britânicos “The Squeaker” e “Knight Without Armour” (ambos em  1937) para ganhar algum dinheiro. Pouco tempo depois, o seu trabalho com os compatriotas e cineastas Zoltan e Alexander Korda lhe trariam fama mundial e muitas oportunidades.

Rózsa provou ser um artista capaz e visionário, e foi escolhido para compor a música de “O Ladrão de Bagdá” (1940), dirigido pelos não-creditados Kordas. A partitura exótica e sensual consagrou Rózsa como um compositor dinâmico e criativo, e foi a sua introdução ao cinema americano, uma mídia na qual ele trabalharia proficuamente por mais de 40 anos. Sendo versátil e confiável, Rózsa sempre foi capaz de criar uma trilha apropriada e memorável para filmes de gêneros tão diversos como romance (“That Hamilton Woman” 1941), comédia (“A Costela de Adão” 1949), grandes épicos (“Rei dos Reis”, 1961), e filmes noir (“Cidade Nua”, 1948).

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SCORE NEWS: Lançamentos de 29 de Outubro a 10 de Dezembro


CD

29 de Outubro
All Is Lost – Alex Ebert – Community Music
Cocoon – James Horner – Intrada Special Collection
The Hunt for Red October – Basil Poledouris – Intrada Special Collection
Runner Runner – Christophe Beck – Lakeshore

5 de Novembro
Last Vegas – Mark Mothersbaugh – Varese Sarabande
Machete Kills – Carl Thiel, Robert Rodriguez – Morada

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Resenha: BASTARDOS (Filme em Destaque)


BASTARDOS (Le Salauds, França, Alemanha, 2013)
Gênero: Suspense
Duração: 83 min.
Elenco:  Vincent LindonChiara Mastroianni, Christophe Miossec, Michel SuborLola Créton, Claire Tran, Elise Lhomeau
Trilha Sonora Original: Stuart Staples
RoteiroClaire Denis, Jean-Pol Fargeau
Direção: Claire Denis
Cotação***½

Vendido como “o verdadeiro filme punk do Festival de Cannes”, BASTARDOS (2013), de Claire Denis, é de fato um filme intenso, embora seja um tanto exagerada a propaganda. Os espectadores já acostumados com obras mais extremas nem vão achar assim tão pesado, já que a própria cinematografia francesa tem trazido cada vez mais obras dos gêneros horror e suspense que trafegam por caminhos que poucos cinemas ousaram. A própria Claire Denis já havia feito uma obra bastante sangrenta em DESEJO E OBSESSÃO (2001).

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Resenha de Arquivo: THE LORD OF THE RINGS – THE FELLOWSHIP OF THE RING (THE COMPLETE RECORDINGS) – Howard Shore (Trilha Sonora)


fotrcompleteCDMúsica composta por Howard Shore
Selo:  Reprise Records
Catálogo: 49454
Lançamento: 2005
Cotação Geral: ****½

A Música: ****½

Desde que foi divulgado que o diretor Peter Jackson levaria às telas uma trilogia de filmes baseada na cultuada obra de Tolkien O Senhor dos Anéis, os fãs das trilhas sonoras começaram a especular sobre quem seria o melhor compositor para criar as músicas da Terra Média. Os óbvios prediletos sempre foram John Williams e Jerry Goldsmith, com um largo número de trabalhos no gênero, seguidos de perto por James Horner. que compusera as trilhas das fantasias Krull e Willow (filmes mais do que inspirados em O Senhor dos Anéis). Dinheiro não parecia ser o problema, já que Jackson contou com um generoso orçamento providenciado pela New Line Cinema para realizar os três filmes. Deste modo, houve uma grande surpresa quando anunciou-se que Howard Shore fora o compositor escolhido.

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Resenha: ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK (Blu-ray 2D+3D)


stitdBDSTAR TREK INTO DARKNESS
Produção
: 2013
Duração: 132 min.
Direção: J.J. Abrams
Elenco: Chris Pine, Zoe Saldana, Zachary Quinto, Benedict Cumberbatch, Alice Eve, Karl Urban, Simon Pegg, Anton Yelchin, John Cho, Peter Weller, Bruce Greenwood, Heather Langenkamp, Noel Clarke, Leonard Nimoy
Vídeo 2D: 2.40:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Vídeo 3D: 2.40:1 (1080p/MVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (Dolby TrueHD 7.1), Português, Espanhol, Francês (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Francês
Região: A, B, C
Distribuidora: Paramount
Discos: 2 (50GB)
Lançamento: 10/10/2013
Cotações: Som: ***** Imagem 2D: ***** Imagem 3D: ***½ Filme: **** Extras & Menus: *** Geral: **** 

SINOPSE
Quando o gênio destruidor conhecido como Khan (Benedict Cumberbatch) declara uma guerra de um homem só contra a Federação, o Capitão Kirk (Chris Pine), o Comandante Spock (Zachary Quinto) e a ousada tripulação da U.S.S. Enterprise lançam-se na mais explosiva caçada humana de todos os tempos. Eles terão que usar todo o seu arsenal para defender a Terra e eliminar a fatal ameaça de Khan.

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COMENTÁRIOS
Quatro longos anos separam este ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK (2013) do ótimo filme que, sob a direção de J.J. Abrams, reiniciou a franquia que já se chamou JORNADA NAS ESTRELAS em uma linha de tempo alternativa, na qual acompanhamos a tripulação da nave estelar Enterprise em aventuras trazendo elementos conhecidos da série de TV original, porém com algumas diferenças marcantes. A vantagem da linha alternativa é que, além de preservar o cânone da franquia, tais elementos podem ser empregados em recursos dramáticos ousados, como ocorreu com a destruição de Vulcano, o mundo de Spock (Zachary Quinto), no filme de 2009.

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Perfil: HOWARD SHORE


hshore2Os Oscars® concedidos em 2002 e 2004 a Howard Shore, por suas majestosas partituras de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, respectivamente, foram o justo reconhecimento não somente à excelência daqueles trabalhos, mas também à incomum versatilidade do compositor, brilhante tanto em trabalhos eminentemente experimentais como nos tradicionalmente orquestrais. Shore nasceu no Canadá em 1946 e formou-se em piano, composição e regência logo cedo, aos 24 anos. Seus primeiros trabalhos foram realizados para a TV americana em 1975, mais especificamente para o famoso show Saturday Night Live, que desde então revelou talentos humorísticos como Bill Murray, Dan Aykroyd, John Belushi, Adam Sandler, etc. No início da década de 1980 começou a participar em produções cinematográficas de seu país natal, e tem seus trabalhos mais brilhantes feitos ao lado de seu amigo David Cronenberg, de quem se tornou seu principal colaborador.

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Lançamentos de Trilhas Sonoras – 18/10/2013


CD

As seguintes trilhas sonoras já estão à venda nas principais lojas online internacionais:

Black Beauty (Expanded) – Danny Elfman (La-La Land LLLCD 1273)

Buck Rogers – Season One –  Stu Phillips, Johnny Harris, Les Baxter, Richard LaSalle (Intrada Special Collection Volume 255, 3 CDs)

Captain Phillips – Henry Jackman (Varese Sarabande 302 067 226 8)

Day Of The Dead – John Harrison (La-La Land LLLCD 1277, 2 CDs)

Doctor Who Series 7 – Murray Gold (Silva 1425, 2 CDs)

House At The End Of The Drive – Alan Howarth (BSXCD 8933)

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SCORE NEWS: Lançamentos de 22 de Outubro a 10 de Dezembro


CD

22 de Outubro
Da Vinci’s Demons – Bear McCreary – Sparks & Shadows
Ender’s Game – Steve Jablonsky – Varese Sarabande
Fruitvale Station – Ludwig Goransson – Lakeshore
Grimm – Richard Marvin -La-La Land
La Mula – Oscar Navarro – MovieScore Media/Kronos
The Last House on the Left – David Hess – One Way Static
Lost Place – Adrian Sieber – MovieScore Media/Kronos
Pet Sematary – Elliot Goldenthal – La-La Land
Room 237 – Jonathan Snipes, William Hudson – Death Waltz

29 de Outubro
All Is Lost – Alex Ebert – Community Music
Runner Runner – Christophe Beck – Lakeshore

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Resenha: GRAVIDADE (Filme em Destaque)


GRAVIDADE (Gravity, EUA, 2013)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 91 min.
Elenco:  Sandra Bullock, George Clooney, Basher Savage, Eric Michels
Trilha Sonora Original: Steven Price
RoteiroAlfonso Cuarón, Jonás Cuarón, Rodrigo García
Direção: Alfonso Cuarón
Cotação****½

E eis que mais um filme de primeira grandeza chega ao nosso circuito para mexer com nossas listas de melhores de 2013. Que bom. E que alívio poder contar com o retorno de Alfonso Cuarón, que desde 2006, com FILHOS DA ESPERANÇA, que não lançava nenhum longa seu nos cinemas. Mas o longo parto de GRAVIDADE (2013) valeu a pena, pois o resultado é desses de deixar o espectador não apenas aflito e tenso durante toda a projeção, mas também maravilhado.

Para começar, o filme não mostra nenhuma prévia dos personagens de Sandra Bullock, que interpreta a Dra. Ryan Stone, uma engenheira em sua primeira missão no espaço, e de George Clooney, como o experiente e bem-humorado astronauta Matt Kowalsky. O filme entra de cara com os dois no espaço, tentando consertar algo em um satélite. A sensação de solidão naquela vastidão já começa presente desde o início.

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Na Trilha: Pequena História da Música de Cinema – Parte I


Erich Wolfgang Korngold (1897-1957)
Erich Wolfgang Korngold (1897-1957)

O presente texto aborda o desenvolvimento da música de cinema na Europa e EUA, do início do cinema até o fim do período conhecido como Golden Age) de Hollywood, nos anos 1950. Entretanto, os musicais de Hollywood, apesar de sua importância histórica, estão fora do escopo deste artigo, pois se trata, em geral, de música adaptada do teatro para a tela grande e não de partituras originais. (Nota do Autor – as iniciais AA significam partituras ganhadoras do Oscar, enquanto que AAN significa indicação para o Oscar).

I – Introdução, origens e a música no cinema mudo

Nos anos 1970, graças a uma iniciativa da gravadora RCA e do maestro Charles Gerhardt, muitas dessas partituras (scores) clássicas foram regravadas em reproduções fiéis das gravações originais das trilhas sonoras, porém em moderno som estéreo. Esta série de álbuns fez ressurgir o interesse pela música sinfônica de cinema e obra de grandes compositores, como Erich Korngold e Bernard Herrmann. Todos os 14 álbuns, contendo muitas das partituras referidas neste artigo, foram relançados em CD no início dos anos 1990 e alguns, infelizmente, já estão fora de catálogo. Todos são recomendados para os admiradores da música de cinema.

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Resenha de Arquivo: 2010 – David Shire (Trilha Sonora)


2010CDMúsica composta por David Shire
Selo:  A&M
Catálogo: CD 5034
Lançamento: 1984
Cotação: ***

Peter Hyams, o diretor de Capricorn One – um dos filmes pioneiros na “teoria da conspiração” governamental contra o cidadão comum – dirigiu 2010, a seqüência do clássico 2001: A Space Odyssey. Quem assistiu a ambos os filmes, percebeu duas visões completamente diferentes para o conto de Arthur C. Clarke. O 2001 de Stanley Kubrick oferece-nos uma visão introspectiva da alma humana e é caracterizado por deixar os visuais e a música contar a história, ao invés do diálogo. Hyams toma um rumo diferente, dando à audiência uma visão franca e direta dos acontecimentos na tela, através de um roteiro rico em personagens e diálogos.

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Perfil: ENNIO MORRICONE


enniomorriconeO maior dos compositores italianos de música de cinema nasceu em Roma, em 1928. Ainda pequeno, começou a estudar trompete e logo estava na famosa Academia de Música Santa Cecília estudando composição. Na década de 1950 passou a trabalhar em rádio e em arranjos de músicas para outros compositores de teatro e cinema. Nos anos sessenta, Morricone iniciou uma carreira imensamente produtiva no cinema europeu, tendo trabalhado com vários renomados diretores, entre eles Elio Petri, Gillo Pontecorvo, e mais tarde Henri Verneuil e Bernando Bertolucci.

Mas Ennio Morricone passou a se tornar conhecido no mundo todo por sua criativa linguagem musical presente nos faroestes italianos dirigidos por Sergio Leone para a trilogia Por um Punhado de Dólares (Per un Pugno di Dollari, 1964), Por uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più, 1965) e Três Homens em Conflito (Il Buono, il Brutto, il Cattivo, 1966), estrelados por Clint Eastwood. Este terceiro tem uma das músicas mais marcantes e características da história do cinema e se tornou um sucesso da música popular, independentemente do sucesso do filme. Morricone realmente inovou ao usar nessas trilhas elementos até então totalmente estranhos ao gênero, como gritos, assobios e guitarras. Suas pontuações bem humoradas e sincronizadas com ações dos personagens deram ao estilo faroeste um novo sentido, pois a música de certa maneira sugeria um tom mais crítico, mais sarcástico à narrativa dos faroestes.

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