Resenha: LIFE OF PI – Mychael Danna (Trilha Sonora)


Música composta por Mychael Danna
Selo: Sony Classical
Catálogo: SK 547725
Lançamento: 19/11/2012
Cotação: ****

O compositor canadense Mychael Danna trilhou um caminho muito exótico neste score. Danna é acostumado ao uso da alegoria, como percebemos em trabalhos como The Imaginarium of Doctor Parnassus, e à combinação do minimalismo eletrônico/orquestral com sons não-ocidentais, o que faz dele um pioneiro no campo. As razões para que alguns não apreciem muito seu trabalho devem basear-se mais em falta de exposição, do que em falta de talento.

Quanto à trilha sonora em si, um fenômeno bem discernível acontece: da perspectiva do compositor, é ultra empolgante dar um tempero especial à música empregando uma paleta sonora diferente, mas por outro lado o resultado pode não ser o mesmo para o ouvinte, fazendo as coisas irem do ocidente para o oriente (o trocadilho é intencional). Mesmo assim é inegável que este é um tremendo trabalho técnico, soberbamente criado e que certamente irá agradar em cheio aos fãs da new age ou world music.

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CD NEWS: Lançamentos de 04 de Dezembro a 05 de Fevereiro


04 de Dezembro
Beasts of the Southern Wild – Benh Zeitlin, Dan Romer – Thirty3anda3rd
Die Hard with a Vengeance – Michael Kamen – La-La Land
Hitchcock – Danny Elfman – Sony
Home Alone 2: Lost in New YorkJohn Williams – La-La Land
Invader – Lucas Vidal – Lakeshore
Star Trek: The Original Series Soundtrack Collection – Alexander Courage, George Duning, Jerry Fielding, Gerald Fried, Sol Kaplan, Samuel Matlovsky, Joseph Mullendore, Fred Steiner – La-La Land
The Untouchables Ennio Morricone – La-La Land

11 de Dezembro
The Hobbit: An Unexpected Journey – Howard Shore – Watertower
Witchfinder General – Paul Ferris – De Wolfe

18 de Dezembro
In the Name of Sherlock Holmes – Robert Gulya – Howlin’ Wolf
Jack Reacher – Joe Kraemer – La-La Land
Quartet – Dario Marianelli, vários – Decca
Silent Hill: Revelation – Jeff Danna – Lakeshore

08 de Janeiro
Gangster Squad – Steve Jablonsky – Varese Sarabande

05 de Fevereiro
Microcosmos – Bruno Coulais – Varese Sarabande

[via Film Score Monthly]

Lançamentos de Trilhas Sonoras – 29/11/2012


As seguintes trilhas sonoras já estão à venda nas principais lojas online internacionais:

Conan The BarbarianBasil Poledouris (Intrada MAF 7123, 3 CDs) – 187:17

Coogan’s BluffLalo Schifrin (Intrada Special Collection Volume 223) – 56:48

Hellraiser / Hellbound: Hellraiser IIChristopher Young (BSXCD 8919)

Life Of PiMychael Danna (Sony 47725)

My Life In Music – Lalo Schifrin (Aleph 47, 4 CDs)

Red Dawn (2012)Ramin Djawadi (Sony 20942)

Rio Grande / Sun Shines Bright / Quiet Man – Victor Young (Disques Cinemusique DCM 142)

Seven PsychopathsCarter Burwell & Vários (Lakeshore 34307)

Twilight Saga: Breaking Dawn Part 2 – Carter Burwell (Atlantic 533081)

Resenha: RISE OF THE GUARDIANS – Alexandre Desplat (Trilha Sonora)


Música composta por Alexandre DesplatThe London Symphony Orchestra e London Voices regidas pelo compositor
Selo: Varese Sarabande
Catálogo: 302 067 175 2
Lançamento: 13/11/2012
Cotação: ****

A meteórica carreira do compositor Alexandre Desplat pode ser considerada um dos casos mais surpreendentes, surgidos no mundo das trilhas sonoras, nos últimos anos. O músico, já um veterano no cinema europeu, surgiu para Hollywood como uma espécie de “Thomas Newman da França”, graças à sua abordagem sofisticada em filmes como Moça com o Brinco de Pérola, Reencarnação e O Despertar de Uma Paixão, e o reconhecimento da crítica não demorou a surgir. Porém, ao invés de se estabelecer como um compositor de scores minimalistas para dramas, Desplat procurou se diversificar, tornando-se, assim, um dos compositores mais prolíficos da atualidade. Partituras de qualidade para longas como O Curioso Caso de Benjamin Button, Lua Nova, O Discurso do Rei e as duas partes de Harry Potter e as Relíquias da Morte, trouxeram a ele merecida fama e reconhecimento. 

A animação A Origem dos Guardiões (Rise of The Guardians) é o quinto (!) filme em que Desplat trabalhou em 2012. Ele possui uma história curiosa: a fim de evitar que um vilão lance o mundo nas trevas, um garoto se une a Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente e Sandman (responsável pelos sonhos), para derrotá-lo e proteger as crianças de todo o mundo. O compositor já pode ser considerado experiente no gênero fantasia, e aqui compõe uma de suas trilhas mais enérgicas até então, alternando entre momentos grandiosos e outros mais sutis. Certamente, é uma das melhores obras do francês nos últimos anos. 

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CD NEWS: Lançamentos de 27 de Novembro a 18 de Dezembro


27 de Novembro
Breaking Dawn, Part 2 – Carter Burwell – Atlantic

04 de Dezembro
Beasts of the Southern Wild – Benh Zeitlin, Dan Romer – Thirty3anda3rd
Hitchcock – Danny Elfman – Sony
Invader – Lucas Vidal – Lakeshore
Star Trek: The Original Series Soundtrack Collection – Alexander Courage, George Duning, Jerry Fielding, Gerald Fried, Sol Kaplan, Samuel Matlovsky, Joseph Mullendore, Fred Steiner – La-La Land

11 de Dezembro
The Hobbit: An Unexpected Journey – Howard Shore – Watertower
Witchfinder General – Paul Ferris – De Wolfe

18 de Dezembro
In the Name of Sherlock Holmes – Robert Gulya – Howlin’ Wolf
Jack Reacher – Joe Kraemer – La-La Land
Quartet – Dario Marianelli, vários – Decca
Silent Hill: Revelation – Jeff Danna – Lakeshore

[via Film Score Monthly]

Resenha: THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY – Howard Shore (Trilha Sonora)


Música composta por Howard Shore, The London Philharmonic Orchestra regida pelo compositor
Selo
: WaterTower Music
Catálogo: 39373
Lançamento: 11/12/2012
Cotação: *****

Lembro muito bem da estranheza que senti quando soube que o canadense Howard Shore fora escolhido para compor a trilha sonora original de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Afinal, era o tipo de filme cuja temática exigia uma exuberante partitura orquestral, algo que o compositor até então nunca criara. Três filmes e dois Oscars depois, para mim (e creio que para todos os fãs da trilogia do diretor Peter Jackson baseada nos livros de J.R.R. Tolkien), a música épica de Shore ficou tão associada à obra que fica impossível imaginarmos esses filmes sem seu magnífico acompanhamento musical (posteriormente adaptado pelo próprio compositor para concerto).

De forma contrária, quando o projeto de O Hobbit foi anunciado – inicialmente com Jackson apenas na produção e roteiro – o temor era de que outro compositor herdasse a tarefa de compor as trilhas sonoras dos então dois filmes (o projeto foi posteriormente expandido para uma nova trilogia). Mas com Jackson confirmado na direção, o cineasta e o compositor felizmente colocaram de lado o incidente King Kong, e Shore foi convocado já no início das filmagens para criar a música para a nova epopeia  da Terra Média, que como o livro no qual se baseia é um prelúdio aos eventos da trilogia O Senhor dos Anéis. Assim, com o mesmo diretor e a maior parte da equipe técnica original, também a integridade musical do novo projeto parecia estar garantida.

Deixe-me explicar melhor essa questão da “integridade musical”: um novo compositor poderia assumir o posto de Shore, pegar alguns de seus temas originais e agregá-los ao próprio material, como aconteceu por exemplo na franquia Harry Potter, na qual John Williams foi sucedido por outros colegas que, em maior ou menor grau, afastaram-se de seus conceitos iniciais a ponto de a própria assinatura musical da série praticamente deixar de ser usada nos scores. Sem falar que, quando empregados, os temas de Williams muitas vezes pareceram deslocados dentro do estilo do compositor da vez. Seria lamentável se isso acontecesse nos filmes de O Hobbit, e a permanência de Shore seria a garantia da continuidade e desenvolvimento de um conceito consagrado. E, finalmente já tendo ouvido à trilha sonora original do primeiro filme que chega às telas mundiais no próximo mês de dezembro, posso respirar aliviado: musicalmente The Hobbit: An Unexpected Journey, atendeu e até mesmo superou minhas expectativas.

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Resenha: A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 2 (Filme em Destaque)


A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 2 (The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2, EUA, 2012)
Gênero: Drama
Duração: 117 min.
Elenco:   Kristen Stewart, Dakota Fanning, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Anna Kendrick, Michael Sheen, Ashley Greene, Maggie Grace, Nikki Reed, Kellan Lutz, Jackson Rathbone, Cameron Bright
Trilha Sonora Original: Carter Burwell
Roteiro:  Melissa Rosenberg
Direção: Bill Condon
Cotação

Durante cinco anos, o público acompanhou a história de amor entre Bella (Kristen Stewart) e o vampiro Edward (Robert Pattinson). Para uma franquia que se mostrou sem profundidade, até que a “Saga Crepúsculo” foi longe. Foi longe principalmente nos números. Se o primeiro filme, CREPÚSCULO (2008), não chegou aos 400 milhões de dólares no mundo do todo, o segundo, LUA NOVA (2009), ultrapassou os 700 milhões. E essa acabou sendo mais ou menos a quantia que os demais filmes também conquistaram nas bilheterias. Fora o que é arrecadado em home video.

Deixando um pouco de lado os números, o que se esperava de A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 2 (2012) era mais ação, coisa que faltava em AMANHECER – PARTE 1 (2011). Mas isso não quer dizer que tenha sido um problema para o primeiro filme. Ao contrário, creio que o aspecto mais intimista e mais ligado às transformações no corpo de Bella ao ficar grávida de Edward foram interessantes, deram ao filme um certo charme.

Mas com a continuação e uma necessidade de um clímax, o que vemos é uma trama extremamente boba envolvendo os Volturi, um grupo de vampiros malvados que descobrem que os Cullen têm uma criança com eles – a filha de Bella -, que poderia ser o que eles chamam de “imortal”, ou seja, uma criatura perigosa e poderosa. Eles não sabem que a garota é fruto da união de um vampiro com uma mortal, algo extremamente raro, quase impossível.

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