Lançamentos de Trilhas Sonoras – 30/05/2011


As seguintes trilhas sonoras chegaram nas lojas online internacionais:

I Am Number Four Trevor Rabin (Varèse Sarabande 302 067 090 2)

MasadaJerry Goldsmith & Morton Stevens (Intrada Special Collection Volume 171, 2 CDs) – 149:29

Mulholland Falls – Dave Grusin (Kritzerland KR 20019-0)

Resenha: SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (Filme em Destaque)


SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (The Hangover Part II, EUA, 2011)
Gênero: Comédia
Duração: 102 min.
Elenco: Zach Galifianakis, Nick Cassavetes, Bradley Cooper, Ken Jeong, Ed Helms, Justin Bartha, Ken Jeong, Paul Giamatti, Mike Tyson, Mason Lee
Compositor: Christophe Beck
Roteiristas: Scot Armstrong, Todd Phillips, Craig Mazin
Diretor: Todd Phillips
Cotação***

Praticamente uma refilmagem do primeiro filme, SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011) traz algumas pequenas mudanças, ou melhor, trocas: Las Vegas por Bangkoc, na Tailândia; o bebê por um macaquinho; um dente quebrado por uma tatuagem no rosto; e um casamento por outro. Aliás, sorte da turma que fez o bem sacado título nacional, já que o título original não fala de casamento nenhum. O que torna esta continuação tão interessante é o fato de ser um pouco mais sombria, juntando a comédia com o suspense, e provando que Todd Phillips, se quiser enveredar pelo mundo dos filmes de horror, até pode se sair muito bem.

O trio de protagonistas continua o mesmo, afinal, em time que está ganhando não se mexe. Bradley Cooper continua o sujeito mais controlado diante de situações adversas. Ed Helms é o cara que está com o casamento pronto e que tem umas crises de nervosismo que tornam o filme mais divertido. O ator, aliás, aproveitou a boa vocação para cantar mostrada em THE OFFICE para uma das cenas mais divertidas do filme, quase um extra. E Zach Galifianakis repete o mesmo papel de sujeito sem-noção e sem limites do primeiro filme e de UM PARTO DE VIAGEM (2010), também dirigido por Phillips. Continuar lendo Resenha: SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (Filme em Destaque)

Na Trilha de Gustavo Santaolalla – Parte 7


Gustavo Santaolalla. En Casa Rosada, con la pr...
Gustavo Santaolalla

V

Portanto, a colocação de dicotomias como puro/ impuro, verdadeiro/ falso, original/ cópia em relação à música de cena são pouco pertinentes e eficazes para sua compreensão mais essencial, assim como para a música pura e as artes de uma forma geral. Essas dicotomias envolvem também questões complexas como o estabelecimento de critérios totalizantes, que nos remetem à própria noção de conhecimento. (Lívio Tragtemberg)

Não se pode, de maneira alguma, negar a importância de Gustavo Alfredo Santaolalla na música de cinema atual, ainda que não se aprecie o seu trabalho composicional. Há algo de gratuitamente poético e transcendental em suas composições. Há em cada acorde simples do seu violão e de sua guitarra um universo de sinestesias e sensações que nos conduzem a diferentes leituras de uma mesma cena. Há em Sataolalla, enfim, uma viagem abstrata a um rico mundo de impressões sonoras.

O modus operandi do argentino não é tão comum, pelo menos no que se refere à composição para cinema. Ele afirmou em suas entrevistas que, muitas vezes, compõe a música antes mesmo de entrar em contato com as imagens. Este é o caso, por exemplo, da película de Ang Lee (Brokeback Mountain), na qual o compositor afirma ter criado praticamente toda a trilha sem ver as imagens. E como se dá esse processo? Em quais elementos o compositor se guia, já que não entra em contato com a banda visual? Santaolalla diz se guiar tanto pela narrativa (presente no roteiro) quanto pelas características psicológicas das personagens. Dessa forma, ele vai experimentando melodias e texturas sonoras diversas. Ao final do processo, elegem-se as faixas que mais bem se coadunaram ao filme. Continuar lendo Na Trilha de Gustavo Santaolalla – Parte 7

CD NEWS: Varèse Sarabande (CD Club), Kritzerland


Varèse Sarabande (CD Club) – 06/06/2011: THE ALFRED HITCHCOCK HOUR, VOLUME ONE (Bernard Herrmann. 2 CDs), SCREAM: THE DELUXE EDITION (Marco Beltrami, Christophe Beck), MY DEMON LOVER (David Newman), JERRY GOLDSMITH 80TH BIRTHDAY TRIBUTE CONCERT: FIMUCITE 3 (Cond. Mark Snow, Diego Navarro, CD/DVD combo) 

Kritzerland – THE BERLIN AFFAIR (Pino Donaggio, junho)

Lançamentos de Trilhas Sonoras – 26/05/2011


Age Of Heroes – Michael Richard Plowman (MMS11011)

The Belle Of New York – Johnny Mercer & Harry Warren (FSMCD Vol.14 No.10)

The Bunker – Robert Feigenblatt (HWRCD 006)

The Comedians / Hotel Paradiso – Laurence Rosenthal (FSMCD Vol.14 No.9, 2 CDs)
– 153:06

The Cry – Dean Parker (HWRCD 004)

Cyborg: The Director’s Cut – Tony Riparetti & Jim Saad (HWRCD 005)

Kung Fu Panda 2 – Hans Zimmer & John Powell (Varèse Sarabande 302 067 092 2) – 64:28

Priest – Christopher Young (Amazon CDR)

Soul Surfer – Marco Beltrami (Amazon CDR)

The Tree Of Life – Alexandre Desplat (Lakeshore 34217) – 61:14

Na Trilha de Gustavo Santaolalla – Parte 6


Star-crossed lovers — the poster was fashioned...
O Segredo de Brokeback Mountain

O Segredo de Gustavo Santaolalla 

Uma paisagem idílica, um clima de bucolismo e dois cowboys (alegoria da força e da masculinidade norte-americanas) envolvidos em uma relação homoerótica. Estamos nos referindo, em uma visão panorâmica, à película O Segredo de Brokeback Mountain, uma espécie de “quadro neoclássico” pintado pelas mãos do diretor taiwanês Ang Lee.  A obra deu ao músico argentino o seu primeiro “Oscar de Melhor Música”. A película venceu o “Leão de Ouro” no Festival de Veneza, além de outras premiações como o BAFTA, o Globo de Ouro e Independent Spirit Awards.

Buscando se afastar de uma “estética da monumentalidade”[1], que se pauta pela idéia de totalidade (herança da Bildung germânica), pelo excesso e pela gravidade, o diretor elabora um discurso fílmico mais coeso e econômico de recursos estéticos. A fotografia não se utiliza de luz intensa nem de contrastes de cores barroquizantes. Não há excessos psíquicos, tampouco uma teatralidade exagerada por parte dos personagens. Os planos são claros e precisos. Enfim, um mundo que muitos diriam “árcade”, “apolíneo”. Continuar lendo Na Trilha de Gustavo Santaolalla – Parte 6

Resenha: TRON – O LEGADO (Blu-ray HK)


Produção: 2010
Duração: 126 min.
Direção: Joseph Kosinski
Elenco: Jeff Bridges, Garrett Hedlund, Olivia Wilde, Bruce Boxleitner, James Frain, Beau Garrett, Michael Sheen, Anis Cheurfa, Daft Punk, Conrad Coates
Vídeo: Widescreen Anamórfico 1.78:1, 2.35:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 7.1, Dolby Digital 2.0), Português, Mandarin, Tailandês (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Chinês, Mandarim, Tailandês, Coreano, Malaio, Indonésio
Região: A, B, C
Distribuidora: Disney
Discos: 2 (50GB)
Lançamento: 05/04/2011
Cotações: Som: ***** Imagem: ***** Filme: **** Extras & Menus: ***½ Geral: ****½ 

SINOPSE
Sam Flynn (Garrett Hedlund), ao investigar uma misteriosa mensagem recebida do escritório abandonado de seu pai Kevin Flynn (Jeff Bridges), criador dos jogos Space Paranoids e Tron, entra no mundo digital de TRON e acaba caindo no meio de uma guerra de discos entre gladiadores. Com a ajuda de Quorra (Olivia Wilde), Sam reencontra seu pai desaparecido que, na verdade, está aprisionado no universo que ele próprio criou há 20 anos, agora dominado pelo tirânico Clu, programa feito à sua própria imagem.

COMENTÁRIOS
Considerando alguns “tratados” que foram escritos despejando o quão clássico o filme original de 1982 é, e de como seria decepcionante esta tardia continuação, a estreia de Joseph Kosinski na direção de um longa-metragem me surpreendeu positivamente. Sim, porque sob qualquer aspecto, TRON: O LEGADO representa uma experiência cinematográfica superior à do seu predecessor. Claro, é inegável que TRON: UMA ODISSÉIA ELETRÔNICA (TRON, 1982), de Steven Lisberger, foi um filme à frente de seu tempo, com o emprego então inédito de computação gráfica e o conceito de um mundo virtual, 17 anos antes de MATRIX (1999). Contudo, como outros filmes da Disney do período, TRON foi o típico caso de um grande potencial desperdiçado, com seu roteiro simplório e personagens unidimensionais, e que mesmo assim passou a ser cultuado por muitos fãs de ficção científica por seu caráter vanguardista e visionário.

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