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Editoriais do site ScoreTrack.net

2013: V é Brasileiro


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Com as massivas manifestações públicas que vem ocorrendo Brasil afora, nas quais a máscara de Guy Fawkes (foto acima) celebrizada pelo filme V de Vingança é presença constante, resolvemos resgatar este editorial do ScoreTrack originalmente publicado em abril de 2006, quando do lançamento do longa de James McTeigue em nossos cinemas.

07/04/2006

Tomei uma decisão radical esta semana: depois de mais de duas décadas como assinante da revista semanal Veja, resolvi que não vou renovar minha assinatura. Simplesmente não suporto mais que 2/3 da revista sejam dominados pela discussão política tendenciosa, que acaba comprometendo a legitimidade, por exemplo, das muitas denúncias de corrupção no governo Lula. Isto, diga-se de passagem, não é exclusividade da Veja, os outros veículos concorrentes já enveredaram pelo mesmo caminho há tempos, o que muda apenas é a orientação adotada. Mas a gota d’água da minha decisão não foi nem isso. Acontece que, após vencer os tais 2/3 de politicagem, finalmente cheguei na seção de cinema, e lá encontro mais uma pérola da crítica de plantão deles, a Isabela Boscov. Esta mesma criatura, ano passado, gastou várias páginas da revista (deve ser terrível para ela ser obrigada a escrever por um número x de páginas, determinado pela redação, sobre um filme que não gosta) desenvolvendo a tese de que Star Wars não é cinema, apesar de levar centenas de milhares de pessoas de todo o mundo às salas de exibição. Aliás, para ela estas pessoas nem são espectadores ou cinéfilos, mas sim “fãs de Star Wars”, o que provavelmente as coloca até em outra espécie evolucionária. Triplo preconceito: contra os blockbusters, nerds e Jedis – anotado.

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LOST: Seguindo em Frente


Salvo imprevistos desdobramentos futuros, é isso. Acabou. Após seis temporadas, 121 episódios, vários especiais e uma pioneira divulgação viral via web, Lost chegou ao fim no último domingo nos EUA, e ontem na TV paga brasileira. Independentemente do que alguém possa hoje achar do seriado, principalmente à luz do que foi visto nos episódio final (apropriadamente chamado “The End”), é inegável que a criação de J. J. Abrams, Damon Lindelof, Carlton Cuse, Jack Bender e Bryan Burk conquistou um lugar especial na história da TV mundial. Continuar lendo LOST: Seguindo em Frente

Editorial: Nova Plataforma WordPress


Desde seu lançamento, há mais de 10 anos, o ScoreTrack.net foi criado e mantido no formato HTML, responsável pelo tradicional conceito de “páginas” da Internet. De lá para cá muita coisa mudou na web – os blogs, acessíveis a todos, democratizaram a divulgação de conteúdo e deram o primeiro passo rumo ao que hoje conhecemos como “Web 2.0”. Continuar lendo Editorial: Nova Plataforma WordPress

Os Vencedores nas Categorias Musicais do Emmy 2009


Já foram divulgados os vencedores nas categorias musicais do Emmy 2009, exceto o prêmio de Melhor Canção que será anunciado na cerimônia de domingo:

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL PARA MINISSÉRIE, FILME OU ESPECIAL
INTO THE STORM – Howard Goodall

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL PARA SÉRIE
LEGEND OF THE SEEKER: Prophecy – Joe LoDuca

MELHOR MÚSICA-TEMA
GREAT PERFORMANCES – John Williams

EDITORIAL: Uma década de ScoreTrack.net


jorge1-fullJulho de 2009, 10ª aniversário do ScoreTrack.net. Uma década dedicada aos filmes, suas trilhas originais e seus compositores. Uma década de crescimento, conquistando colaboradores e amigos – alguns que permaneceram, outros que foram em busca de novos desafios. Uma década onde outros sites de cinema nasceram, atingiram seu apogeu e pereceram. Uma década onde lutamos… e vencemos. Continuar lendo EDITORIAL: Uma década de ScoreTrack.net

EDITORIAL: Junho de 2009 – Um Triste Mês para os Anos 70


Ontem foi um dia estranho e triste. Mas pensando bem, todo o mês de junho de 2009 foi assim para quem, como eu, acha que os anos 1970 foram a Era de Ouro da indústria do entretenimento norte-americano. Para mim nunca, como naquela época, os fatores artísticos e comerciais estiveram tão juntos, gerando filmes, séries de TV e discos que foram grandes sucessos mas que também eram grandes exemplos de arte e criatividade. Continuar lendo EDITORIAL: Junho de 2009 – Um Triste Mês para os Anos 70

EDITORIAL: J.J. Abrams, mais um Geek que deu certo


J.J. Abrams: quando crescer, quero ser igual a ele!
J.J. Abrams: quando crescer, quero ser igual a ele!

Soube hoje, com atraso, que ontem foi comemorado o “Dia Mundial do Orgulho Geek”. Isso é uma vergonha, já que, dadas certas circunstâncias, posso ser considerado um geek ou nerd (e dos veteranos), e nem sabia que havia um dia em minha homenagem! Pois ele existe, e sua comemoração iniciou em 2006, em Madri, quando 300 geeks formaram um enorme Pacman humano, gritando “Quem nunca foi geek que levante sua espada laser!”.

Há vários exemplos de geeks que se tornaram não apenas célebres, mas bem sucedidos – os mais óbvios são Steve Jobs da Apple e Bill Gates da Microsoft. Em Hollywood há vários, mas o geek-mor do momento é o roteirista/produtor/diretor J.J. Abrams, que recentemente cumpriu, com pleno sucesso, a missão de ressuscitar a franquia Jornada nas Estrelas com a vibrante  aventura sci fi que é Star Trek. E isso que ele é mais fã de Star Wars do que de Jornada – o que, para o pavor de muitos trekkers xiitas, transparece em alguns aspectos do filme.

O estranho nessa história do Abrams é que por muito tempo, apesar dele ser gordinho e usar óculos, o mundo ingênuo não desconfiou que ele era um geek, e dos grandes. Sua primeira série para a TV, Felicity, não deu muitas pistas a respeito. As minhas suspeitas surgiram quando comecei a assistir sua série posterior, Alias, e nela, além de várias referências cinematográficas, encontrei um interessante elemento de ficção científica representado pelo arco de Carlo Rambaldi, uma espécie de Leonardo da Vinci que, há séculos, teria criado algumas engenhocas que desafiavam a ciência conhecida.

Depois veio Lost, série que em tese era de suspense e mistério, mas que eu muito cedo passei a considerar como sci fi, em razão de lidar com fenômenos eletromagnéticos inexplicáveis, paranormalidade e monstros de fumaça. Recentemente ela enveredou pesadamente pelas viagens no tempo, o que me fez rir da declaração dos realizadores feita há alguns anos de que Lost “não é ficção científica”. Bem, no início eles podem ter enganado a todos, menos a mim… Também, foi a partir de Lost que J.J. e sua equipe passaram a se aventurar mais a fundo na internet, praticamente inaugurando o marketing viral hoje tão em moda.

Atualmente Abrams e seus fiéis escudeiros nerds Damon Lindelof, Roberto Orci e Alex Kurtzman, além do já citado Star Trek (neste momento eles devem estar reunidos discutindo idéias para a continuação, com os demais já tendo rejeitado uma idéia do Orci para incluir Jar-Jar Binks em uma ponta), se divertem com a série Fringe, uma espécie de novo Arquivo X com toques de Quinta Dimensão e Além da Imaginação, que no final de sua primeira temporada trouxe a participação de luxo de ninguém menos que Leonard Nimoy – o Sr. Spock da Série Clássica de Jornada nas Estrelas. Uma verdadeira apoteose geek!

A Abrams e associados, meus parabéns – ainda que atrasados – pelo “nosso” dia. Vocês, no momento, são o maior exemplo a ser seguido pelos geeks de todo o mundo: a combinação perfeita de nerdice para trazer sucesso, grana e  – que a “Força” esteja com vocês – mulheres!

Jorge Saldanha
Dedico este texto à minha querida amiga nerd Luciana Hörlle, a quem desejo uma rápida e completa recuperação!