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Na Trilha: TIMELINE – As Duas Faces da Mesma Moeda


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O livro

Como qualquer grande compositor do cinema, o saudoso Maestro Jerry Goldsmith teve suas “diferenças criativas” com diretores e executivos de Hollywood. Um dos casos mais notórios, até porque aconteceu já no final da vida e da carreira de Goldsmith, foi a rejeição do score que ele compusera para o filme Linha do Tempo. Este interessante artigo o levará até os bastidores da produção, e fará uma comparação do trabalho rejeitado de Goldsmith com o score que o substituiu, composto pelo então iniciante Brian Tyler

Como em outros dos seus geniais livros, em Linha do Tempo (Timeline) Michael Crichton realizou um extensivo estudo dos fenômenos científicos aplicáveis ao tema, apresentando-os ao leitor de mãos dadas com a ficção. Sejam os experimentos genéticos (Jurassic Park), os mitos e as batalhas (The 13º Warrior), a inescrupulosa prática da medicina (Coma), a aventura (Congo), o futuro tecnológico (Runaway), as ambições da diversão (Westworld) ou as investigações alienígenas (The Andromeda Strain), todas as tramas foram refletidas em seus livros com um bom arcabouço científico.

No livro Timeline, Crichton soube combinar de modo interessante as viagens no tempo com as pesquisas arqueológicas – um tema nada estranho às suas histórias – adotando uma narrativa mais amena, convertendo assim o seu livro em um dos preferidos dos leitores de ficção. Por sua parte, um dos mais reconhecidos diretores do cinema comercial norte-americano, Richard Donner, estava em busca de uma história para levar às telas, e que estivesse à altura de seus filmes mais conhecidos. O heroísmo (Superman), a aventura (Os Goonies), a ação (Máquina Mortífera), a comédia (Scrooged) e o terror (A Profecia), são as facetas com que Donner soube estabelecer-se firmemente entre o público.

Quando estas duas gigantescas fontes de entretenimento decidiram juntar esforços para filmar a versão cinematográfica de Timeline (2003), a aprovação foi unânime e grandes expectativas foram geradas. Com valores de produção elevados, aí incluídos uma boa história, efeitos especiais de última geração e campanha de marketing de um grande estúdio – que promovia o filme como Coração Valente no Século  21” – parecia que nada poderia falhar.

Somemos a isso que, para o êxtase dos admiradores da música de cinema, Timeline finalmente marcaria o reencontro do compositor Jerry Goldsmith com o diretor Richard Donner, com quem Goldsmith, como se sabe, não trabalhava desde 1976. Como resultado dessa parceria, o compositor ganhou seu Oscar por The Omen. Além disso, Goldsmith era amigo pessoal do escritor Michael Crichton, com quem trabalhara em vários de seus filmes.

Como se tudo isso não bastasse, Goldsmith não necessitava absolutamente de nenhuma demonstração de suas insuperáveis qualidades, quando se tratava de criar música original para filmes de ação, aventura e ficção científica. É um fato indiscutível que o compositor criou obras-primas nesses gêneros ao longo de toda a sua carreira, tornando-se um dos maestros mais reconhecidos tanto pela indústria cinematográfica como por boa parte do público. Então – seja como opção do autor ou do diretor – Jerry Goldsmith era a opção perfeita para musicar o flamejante Timeline. Mas lamentavelmente, o que prometia ser um êxito total, acabou convertendo-se num desastre total, em todos os aspectos.

O desastre
O desastre

São muitas as razões para o estrepitoso fracasso do filme. Entre elas podemos citar as atuações verdadeiramente horrorosas, os lamentáveis ângulos de câmera, os efeitos ruins e os cenários desastrosos, que parecem feitos para uma velha série de TV, e não para um filme de alto orçamento.

Mas nenhuma destas falhas foi tão grave quanto a péssima narrativa empregada pelo diretor em praticamente todas as cenas. Lentas, chatas e estúpidas, essas seqüências não fazem mais do que destruir o que, no livro, fazia o leitor prender a respiração. Assim, cabe a pergunta: Mas afinal o que aconteceu com Richard Donner, que tanto nos entreteve em seus filmes anteriores? A resposta, quem nos dá é o próprio diretor em uma de suas entrevistas para a revista especializada Music From The Movies:

“Simplesmente meti os pés pelas mãos – disse Donner – quando vi o filme pela primeira vez, era um desastre. O que esperava era ter uma história forte, cuja ação se mantivesse na tela por si só e onde a música a acompanhasse, mas sem enfatizá-la. Eu fui muito específico a esse respeito e Jerry me entendeu claramente. Mas logo me dei conta que eu havia ferido o filme…”

O Maestro (Jerry Goldsmith)
O Maestro (Jerry Goldsmith)

Uma das coisas mais interessantes a respeito da vasta carreira do maestro Jerry Goldsmith, é que talvez ele tenha sido o compositor renomado que mais tenha dotado filmes de qualidade “duvidosa” com excelente música. Não estamos falando de seus apreciadíssimos scores para produções como Total Recall ou Star Trek, mas sim das menos afortunadas como Deep Rising, Link ou Damnation Alley. O impressionante é que, tanto no grupo dos primeiros títulos, como no dos segundos, Jerry Goldsmith os enriqueceu – de igual maneira – com partituras complexas, como se fossem filmes de primeira linha. Em nenhum caso, fosse qual fosse a película, Goldsmith concebeu seu trabalho como algo superficial, e criou verdadeiras obras de arte para o deleite de seus admiradores. Este é um feito mais do que destacável, e é precisamente a qualidade de todas as suas obras que transformou Jerry Goldsmith em uma verdadeira lenda.

Entre os outros scores de Jerry Goldsmith para filmes épicos ao estilo de Timeline, destacam-se The Wind and the Lion (1975), Lionheart (1987), First Knight (1995) e The 13th Warrior (1999). Portanto, para ele não seria um verdadeiro “desafio” compor a partitura de Timeline. No mínimo, a inspiração viria da mistura de cavaleiros medievais com ficção científica, e sua vasta experiência no campo lhe permitiria escrever as notas de olhos fechadosE assim foi – tal como nos casos anteriores, Jerry Goldsmith levou o trabalho muito a sério. Nem a sua longa luta contra o câncer, nem as horas passadas escrevendo na cama (produto da enfermidade), nem a desordenada produção do filme, conseguiram dobrar o insuperável talento do maestro.

O Culpado (Richard Donner)
O Culpado (Richard Donner)

Nas próprias palavras de Richard Donner: “Quando Jerry me fez escutar os poucos temas que havia composto, me apaixonei por eles. Ele havia superado a si mesmo nesta ocasião e realizou um trabalho fenomenal. Sua música para Timeline é tão extraordinária, tão grande e tão bela”…

Mas quando o filme foi terminado, seus realizadores se deram conta que o resultado foi verdadeiramente desastroso – Timeline, além de não divertir, era terrivelmente monótono. Em uma desesperada tentativa de salvar a obra condenada, Richard Donner decidiu aumentar a ação e o movimento. Por essa razão, fez uma nova montagem de toda a película e eliminou completamente o seu início, a fim de passar mais rapidamente às sequências de ação.

Ainda assim, não foi suficiente. Com a música já completamente gravada, com a nova edição do filme era necessária uma profunda alteração da partitura. Segundo o relato do próprio Donner, ele falou com Goldsmith reconhecendo seu próprio fracasso e pediu-lhe que refizesse a música, para que ela se adaptasse às novas cenas. Mas Jerry Goldsmith preferiu não fazê-lo, sentindo que seu trabalho já estava terminado. Refazer tudo significaria um esforço desnecessário para o artista, já que havia cumprido com as exigências do diretor e que, sinceramente, não mais encontrava nenhuma inspiração num filme que – ainda com uma nova montagem – permanecia difícil e pouco respeitável.

A esta altura, e pressionados pela data da estréia, os produtores decidiram sair desesperadamente em busca de um novo compositor para Timeline. Mas quem poderia ser capaz de preencher o enorme vazio que deixara o lendário Jerry Goldsmith? Em seu desespero por encontrar quem fosse capaz de satisfazer as novas exigências de muita ação e adrenalina para a música, alguém fez Donner ouvir o recentemente lançado disco de Brian Tyler The Hunted. Foi assim que este jovem talento entrou à última hora no projeto Timeline.

À época, as trilhas sonoras de Brian Tyler Children of Dune (2003), Darkness Falls (2002), Frailty (2001), Terror Tract (2000) e a já mencionada The Hunted (2003) o estabeleceram como um dos compositores jovens mais talentosos e promissores. Desde então, em seu estilo predominava um idioma musical pomposo e de grandes orquestrações, que buscava diretamente causar impacto no ouvinte.

O Substituto (Brian Tyler)
O Substituto (Brian Tyler)

Brian Tyler teve a titânica tarefa de não apenas criar uma gigantesca partitura, que tratasse de fornecer a animação que o filme por si mesmo não tinha, mas também de fazê-lo em um prazo muito curto. Além disso, havia as fervorosas críticas dos fãs, que não paravam de bombardeá-lo com comentários negativos, manifestando poucas esperanças em seu trabalho e incessantemente reclamando a volta de Jerry Goldsmith. Inclusive foi feito um abaixo-assinado dirigido à produtora, pedindo o afastamento de Tyler e o retorno de Goldsmith. Ainda assim, Brian Tyler conseguiu sair vitorioso do desafio. Demonstrou ser um compositor profissional, capaz de trabalhar sob pressão e que sabe dar a um filme o que ele necessita, trabalhando rápida e eficazmente.

Não podemos e não devemos – sob nenhum aspecto – menosprezar o esforço de Brian Tyler com a música incidental de Timeline. Seu score se adapta perfeitamente às imagens e inclusive, às vezes, consegue superá-las. Sua partitura é grandiosa e dramática, e a verdade é que leva o espectador a concluir que a música que ouve é demasiadamente boa para esse pobre filme.

Graças à frutífera colaboração que o selo especializado Varese Sarabande mantém com os compositores de música de cinema, afortunadamente nós (os admiradores) podemos desfrutar em CD da música de Timeline, tanto a de Jerry Goldsmith como a de Brian Tyler.

A primeira edição discográfica foi a do score de Tyler, acompanhando a estréia do filme. Meses depois, após as constantes súplicas dos colecionadores, foi lançada a edição oficial do score de Goldsmith. Ainda assim a comemoração durou pouco, porque esta edição coincidiu com a repentina morte do querido compositor.

É muito difícil aceitar o fato de que as notas que Jerry Goldsmith compôs para Timeline, foram as últimas notas novas que poderemos ouvir de seu repertório. Mais difícil ainda é aceitar que estas últimas notas foram criadas para um score rejeitado.

Mas chamar a partitura de Jerry Goldsmith simplesmente de “rejeitada” seria menos que pouco meritório. Não apenas porque ela cumpriu com louvor as exigências da produção e acompanha à perfeição as imagens originais, mas também porque – tal como ocorrera em tantas outras oportunidades – o compositor já demonstrara que a qualidade de sua obra pode sustentar-se por si mesma, como um dos melhores trabalhos sinfônicos das últimas décadas.

Da sua parte, chamar a partitura de Brian Tyler de “insuficiente” também seria pouco meritório. Na opinião pessoal de quem escreve estas linhas, Tyler é um dos melhores compositores jovens que já incursionaram na arena cinematográfica e, sem dívida, a melhor opção na hora da substituição. Seu estilo dramático, por um lado sustém o filme (o que definitivamente é sua função principal), e por outro (em CD) brinda o ouvinte com momentos de sumo prazer.

Em conclusão, tal como ocorrera com a fabulosa Legend ou com a famosa Troy, a trilha sonora de Timeline ficará na história da Sétima Arte como um dos casos mais polêmicos e controvertidos. E por esta razão, como um dos mais interessantes. Seja o score de Jerry Goldsmith, seja o score de Brian Tyler, eles são as duas faces da mesma moeda, onde o talento e o profissionalismo ficam em plena evidência. Então, repousa nas mãos do fervoroso colecionador da música de cinema, escolher uma ou outra obra como a sua predileta.

RESENHAS

timelinejerryCDTimeline de Jerry Goldsmith
Varése Sarabande: 302 066 600
Duração: 48:40
Cotação: *****

“The Dig” é a primeira melodia deste CD e foi concebida para acompanhar a seqüência de introdução do filme, que foi eliminada em sua nova montagem. Esta faixa está integrada por duas partes: uma introdução tranqüila e etérea, onde predominam estranhos sons eletrônicos – que recordam os primeiros momentos de Legend – para após converter-se em uma peça percussiva, uma espetacular marcha dominada pelos metais e o ritmo tão típicos de Jerry Goldsmith. Esta marcha introduz também pela primeira vez o que será o tema principal de Timeline, um forte motivo de quatro notas ascendentes, que é interpretado majoritariamente pelos metais em inumeras variações ao longo de toda a partitura.

“Cornflakes” estabelece a segunda melodia principal do filme: o tema de amor de Lady Claire e Marek. Esta é uma suave melodia romântica, conduzida por solos de flauta acompanhados por cordas. Este tema é utilizado como leit motiv, a cada aparição dos personagens. “No Pain” foi composta para acompanhar as viagens no tempo, que levam os personagens de volta ao ano de 1357. Este é um motivo muito parecido ao que Goldsmith usou para acompanhar os feios tentáculos de Deep Rising. Ele dura poco, já que a orquestra desemboca em uma furiosa versão do tema principal, quando os protagonistas começam a ser perseguidos por um cavaleiro. Aqui se destaca a estranha interpretação do mencionado tema de quatro notas, que parece feita por um grupo eletrônico. Este toca as notas como se fossem uma trompa, mas o som metálico indica que se trata, na realidade, de um sampler.

Tanto a faixas “To Castlegard”, como as seguintes “Find Marek”, “The Rooftop” e “A Hole in the Wall” são uma fabulosa mescla da melhor música de ação, suspense e aventura, como só Jerry Goldsmith sabia fazer dentro de seu inconfundível estilo. Estes temas foram concebidos para acompanhar as seqüências de fuga e batalhas da prisão do povoado de Castlegard. “Move On” deu ao compositor a possibilidade de combinar o tema principal com o tema de amor. Aqui também podemos encontrar uma forma de composição que Goldsmith já havia empregado em outros trabalhos épicos da mesma espécie, mais concretamente em Lionheart e First Knight. Contudo, cabe esclarecer que se trata de uma forma de orquestração – o uso de instrumentos – semelhante, e não de melodias parecidas. A partir de “Greek Fire / Light The Arrows”, a mais gloriosa música de ação passa a dominar até o final. Goldsmith desenvolve uma heróica variação do tema principal, na maior parte interpretada pelos metais e a ampla gama de percussão.

Segue-se uma faixa com mais de 11 minutos de duração, que para qualquer amante da música de Jerry Goldsmith, pode ser definida como puro êxtase. Este enorme tema é denominado “Prepare For Battle / Victory For Us” e contém toda a música composta para o ataque noturno ao castelo La Roque. Bases rítmicas, percussão impactante, ataques de metais, acompanhamentos de cordas e intervenções de sintetizadores… tudo o que o compositor alguma vez definiu como sua música de ação, está aqui. Antes do término deste tema espetacular, podemos desfrutar de uma verdadeira avalancha de timbales e percussão variada, que desemboca de pleno no grande final da batalha. Um final musicado de modo muito dramático e heróico, levado de maneira gloriosa pelos metais.

Para o final de Timeline, Jerry Goldsmith deixou “To My Friends”, uma variação bem emotiva do tema de amor do filme. Um final verdadeiramente memorável. Tanto a música como seu título possuem um significado muito especial, como se representassem uma dedicatória a todos aqueles “amigos” do compositor que o seguiram até a sua última nota, e que o seguirão sempre.

timelinebriantCDTimeline de Brian Tyler
Varése Sarabande: 302 066 531
Duração:
45:42
Cotação:
****

Para começar, devemos mencionar que não é o objetivo desta resenha  menosprezar o esforço de qualquer dos compositores de Timeline. No entanto, devemos levar em conta que – quando se trata de música de cinema – criar uma partitura que seja funcional ao filme não é a mesma coisa que criar uma partitura que, além de ser perfeitamente funcional ao filme, também possa sustentar-se e ser apreciada como uma obra sinfônica por si só. O tempo é outro fator importante no momento da criação musical. Obviamente fazer algo em duas semanas é diferente de se fazer a mesma coisa em dois meses, como tampouco é a mesma coisa fazer uma “parede sonora” cujas notas musicais não baixam nem por um instante do forte, a uma composição de intensidades e orquestrações mais complexas.

Desde o primeiro segundo, a música original que Brian Tyler compôs para Timeline busca o impacto. Seu “Main Title” poderia ser descrito como muito rítmico e acelerado. A idéia é parecida com a de Goldsmith, no que se refere à predominância de metais e percussão sobre uma base rítmica, mas o estilo e as sonoridades são totalmente diferentes. As notas também são diferentes e na composição de Tyler convertem o tema principal em algo muito mais pomposo e exagerado.

Um estilo de marcha militar predomina no tema “Galvanize The Troops”. Aqui o uso extensivo de todo o tipo de percussão é acompanhado pela gigantesca orquestra. O resultado é um acompanhamento musical muito poderoso. O compositor faz brilhar todo seu talento, na hora de compor grandes temas de ação. Brian Tyler emprega um recurso que – de certa forma – recorda o que o grande William Walton utilizava para seus momentos de batalhas. A música possui uma concepção atonal e dissonante,  e este tipo de composição se destaca mais em algumas partes da faixa “Battle of  La Roque ”. Com “Enter The Wormhole” aparece outra sugestiva troca na música. Nesta seqüência – imaginada para acompanhar a viagem no tempo – Brian Tyler introduz a forma do staccato. Esta é uma melodia que se destaca por seu ritmo pulsante, sua dramaticidade e sua fascinante interpretação por parte da grande orquestra sinfônica.

Diferentemente do outro disco, o score de Brian Tyler não possui uma ordem cronológica. Por isso a melodia de amor entre os personagens recém aparece na faixa “Lady Claire And Marek”. Esta é uma melodia muito diferente da composta por Goldsmith. Primeiramente, porque é mais curta e, também, porque é menos romântica. Aqui, inclusive, podemos escutar algumas intervenções de um sintetizador. Mas esta relativa calma dura pouco – de fato apenas nesta única faixa do disco – já que todos os temas que seguem voltam à ação pura. A esta incessante ação pertencem as faixas “Night Arrows”, “Storming The Castle” ou “Battlefield Revealed”. A música de Brian Tyler para Timeline possui um tremendo empuxe e um som envolvente. “Village Burneo”, “Descent” e “History Hill Change” são vários exemplos que se caracterizam por ter alguns dos momentos mais ruidosos de todo o score. Esta é uma música dentro do impactante estilo que o compositor vem apresentando em sua carreira.

Inclusive, por ter sido feito com pouco tempo e enfrentando a difícil tarefa de substituir ninguém menos que Jerry Goldsmith, este Timeline é um trabalho impressionante e demonstrou o potencial de Brian Tyler. Um grande score que seguramente proporcionou a Tyler mais apreciadores e mais possibilidades de trabalho.

Iordan R. Stoitchkov

2 opiniões sobre “Na Trilha: TIMELINE – As Duas Faces da Mesma Moeda”

  1. Cultura nunca é demais e depois de ler esta matéria finalmente tenho agora toda a história por trás dos acontecimentos referentes a realização da trilha sonora deste filme, parabéns pela redação.
    Sou fã incondicional do mestre Jerry Goldsmith tenho quase toda a sua coleção incluindo edições especiais, score estendidos, trilhas rejeitadas, mas tenho que me curvar ao espetacular trabalho que Brian Tyler realizou para este filme, simplesmente senão o melhor, um dos melhores trabalhos deste compositor, ficando sem dúvida muito superior ao trabalho do saudoso Goldsmith.
    Precisamos de pessoas com talento como Brian Tyler para amenizarmos as saudades destes compositores imortais e suas obras, compositores como Jerry Goldsmith, Basil Poledouris, Michael Kamen, Henry Mancini, John Barry e outros tantos.
    Ps. Timeline e sua qualidade musical também pode ser ouvida em suas edições estendidas de cada um dos compositores, além é claro das versões tradicionais.

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