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Resenha de Trilha Sonora: AVENGERS – AGE OF ULTRON – Brian Tyler, Danny Elfman


Avengers_uiltron_CDMúsica composta por Brian Tyler, Danny Elfman
SeloHollywood Records
Catálogo: 4877018
Lançamento: 19/05/2015
Cotaçãostar_4

Quem iria imaginar que a Marvel, que estava quase falida durante a década de 1990, sendo obrigada a licenciar seus personagens para adaptações que beiravam o ridículo (como os infames Capitão América de 1991 e o Quarteto Fantástico de 1994), hoje se tornaria esse grande império midiático? Depois de, finalmente, obter sucesso junto ao público e a crítica com franquias como Homem-Aranha, de Sam Raimi (Columbia / Sony), e X-Men, de Bryan Singer (Fox), a Casa das Ideias teve algum cacife para começar a produzir e a bancar suas próprias produções. Assim, teve início um grandioso e arriscado projeto, que visava reunir, sob um mesmo universo, personagens como Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América, que teriam seus próprios filmes e depois se reuniriam num épico crossover. A ideia foi um sucesso, com Os Vingadores (The Avengers, 2012) se tornando a terceira maior bilheteria da história, catapultando os rendimentos dos filmes seguintes dos personagens, e permitindo inclusive que a Marvel se arriscasse com produções como Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy, 2014), e se expandisse para outras mídias, como a televisão, em séries como Agents of SHIELD, Agent Carter e Demolidor – esta última iniciando uma espécie de sub-universo compartilhado na Netflix, com heróis mais urbanos e soturnos da editora.

O último blockbuster do estúdio é Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron, 2015), continuação do filme de 2012, que traz novamente os chamados heróis mais poderosos da Terra enfrentando uma nova ameaça: o vilão do título, uma inteligência artificial criada por Tony Stark para assegurar a paz mundial, mas que acaba decidindo que, para atingi-la, deverá exterminar toda a humanidade. Além disso, os heróis também terão que lidar com os gêmeos super-poderosos Pietro e Wanda Maximoff, que guardam certo desejo de vingança contra Stark, e com o misterioso Visão. Novamente dirigida por Joss Whedon, a aventura estreou este fim de semana em muitos lugares do planeta, inclusive o Brasil, e promete render horrores nas bilheterias.

Musicalmente, o universo cinematográfico da Marvel tem sido bastante irregular. Na Fase 1, tivemos trabalhos verdadeiramente ruins, como o de Ramin Djawadi para Homem de Ferro (Iron Man, 2008), ou aquém de seu potencial, no caso dos scores de John Debney para Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010) e Patrick Doyle para Thor (idem, 2011). Apenas em Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, 2011) o estúdio entregou uma trilha verdadeiramente de qualidade, com Alan Silvestri fornecendo um score orquestral à moda antiga e ainda entregando um tema marcante para o Sentinela da Liberdade. A parceria deu tão certo que Silvestri retornou para Os Vingadores, porém, embora ele tenha composto outro ótimo tema heroico para o grupo, seu score não teve a mesma recepção calorosa.

Agora, algo parecido promete acontecer em Era de Ultron. Brian Tyler, nova “prata da casa”, foi muito elogiado por seus trabalhos em Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013) e Thor: O Mundo Sombrio (Thor: The Dark World, 2013), de modo que ele foi o escolhido para musicar a nova aventura do grupo. Sua intenção era nobre e louvável: trazer de volta seus marcantes temas para o Homem de Ferro e o Thor, e alguns dos anteriores de Silvestri, incluindo o do Capitão América, de modo que, finalmente, o universo Marvel tivesse alguma coesão musical, algo que costumava ser indispensável a qualquer franquia, mas que hoje é relegado a um plano menor pelos estúdios (que o diga a Fox e sua salada musical com os X-Men). Assim, apesar de haver torcido por um retorno de Silvestri à franquia, tive que reconhecer que a contratação de Tyler era uma decisão inteligente.

Acontece que, em fevereiro deste ano, o mundo das trilhas sonoras foi sacudido com a notícia de que Danny Elfman iria compor música adicional para o longa. Uma chuva de especulações inundou a internet: qual exatamente seria a participação de Elfman no score? Estariam os produtores tão insatisfeitos com o trabalho de Tyler que decidiram chamar outra pessoa para retrabalhar a música? Com o passar do tempo, o papel de Elfman cresceu (ao ponto de receber o co-crédito pela música, ao invés de aparecer apenas como compositor de música adicional), enquanto as dúvidas e as incertezas continuaram a aumentar. Hoje, a explicação mais aceita é de que Tyler estava ocupado demais com Velozes e Furiosos 7 (Furious 7, 2015), e não pôde completar seu score, de modo que outro compositor foi necessário.

E, na verdade, não foi uma escolha ruim. O ideal teria sido escalar o próprio Alan Silvestri, mas a Marvel também poderia muito bem chamar um dos inúmeros ghost writers que existem em Hollywood, o que sairia bem mais barato – mas, em vez disso, resolveram contratar um verdadeiro especialista em trilhas de super-heróis. Afinal, além de seus trabalhos em produções como Homem-Aranha (Spider-Man, 2002) e Hellboy II: O Exército Dourado (Hellboy II: The Golden Army, 2008), o sujeito foi responsável por uma das maiores trilhas de heróis de todos os tempos: a inesquecível Batman (idem, 1989). Ou seja, os produtores não queriam uma trilha qualquer. Dessa forma, o que poderia sair desta promissora mistura?

Primeiramente, uma coisa deve ser deixada clara: apesar dos dois terem recebido crédito igual, é importante notar que eles não trabalharam lado a lado. É diferente, por exemplo, dos dois primeiros filmes da trilogia Batman de Christopher Nolan, na qual Hans Zimmer e James Newton Howard estiveram envolvidos juntos desde o início. Na verdade, aparentemente Elfman só entrou quando Tyler havia completado sua parte do score, assim, os dois não trabalharam juntos. Até mesmo no disco as faixas são creditadas separadamente. Dessa forma, fica mais fácil dizer qual foi exatamente o papel que cada um desempenhou.

O álbum, lançado pela Hollywood Records, possui 77 minutos. Destes, aproximadamente 49 minutos são de Tyler e 28 são de Elfman. Ou seja, o score está dividido entre cerca de 60% para o primeiro e 40% para o ex-Oingo Boingo. Ambos possuem características muito particulares de composição e orquestração e, ainda que as mantenham nesta trilha, felizmente ela não soa incoerente ou desconjuntada. A intenção tanto de Tyler quanto de Elfman aqui foi clara: produzir um score orquestral, enérgico e grandioso, como um blockbuster desses necessita – o que é um alívio, comparado aos esforços mais frios, eletrônicos e super-produzidos do pessoal da Remote Control em longas de heróis. Assim, como os dois trabalharam separadamente, também analisarei o score em separado.

Comecemos por Tyler. O sujeito já é um dos reis do cinema de ação atual, e, tendo composto para tantos filmes carregados de adrenalina, explosões e efeitos especiais, seu trabalho aqui não poderia ser nada menos do que competente. E é aí que está o problema: em Era de Ultron, sua trilha é basicamente competente, porém, não traz nada de novo. Há muita ação e explosões orquestrais, porém, não é nada que Tyler já não tivesse feito antes. Temo que ele esteja ficando acomodado e confortável, ao invés de procurar evoluir, fazer coisas novas e marcantes. O que é uma pena, quando vemos que o score poderia ter sido bem superior.

A faixa Rise Together (divulgada antes do lançamento do disco) é um ótimo exemplo. Em seu primeiro minuto, ela apresenta uma melodia de dimensões épicas e grandiosas, para orquestra e coral, repleta de força e heroísmo. Algo no estilo do que ouvíamos nas épocas de ouro de Goldsmith e Poledouris. Pode parecer meio antiquado nos dias de hoje, mas é isso o que justamente a torna tão inovadora. O que se segue daí para a frente, porém, é mais um trecho de ação típico de Tyler, com muita percussão, cordas frenéticas e explosões de metais. Não é ruim, de maneira alguma, mas também não é original.

Aliás, a escrita de Tyler para os cues de ação seguem seu padrão (ainda) mais agressivo e violento, mostrado em outros trabalhos seus como Controle Absoluto (Eagle Eye, 2008) e Alien vs. Predador 2 (Alien vs. Predator: Requiem, 2007). Em Hulkbuster, por exemplo, há muita percussão tribal, acompanhando violentos ataques orquestrais. Para Seoul Searching, composta para acompanhar parte de uma perseguição na cidade oriental do título, Tyler optou pelo óbvio: taiko drums (que, no entanto, são instrumentos japoneses e não coreanos), junto à orquestra. Por outro lado, alguns cues de Tyler são genuinamente acima da média: além da já citada Rise Together, há também Sacrifice, que começa de forma grandiosa e dramática, quase elegíaca, seguida por orquestrações violentas e frenéticos metais, lembrando um pouco o trabalho do compositor em No Olho do Tornado (Into the Storm, 2014).

Porém, os momentos mais eletrizantes de Tyler na trilha vêm ao final. The Battle traz drama, suspense e ação em seus quatro minutos, e Fighting Back é carregada de tensão. Em Uprising e Outlook, Tyler, surpreendentemente, traz de volta alguns motivos de Silvestri do score anterior. Na primeira, mais para o final, ouvimos um motivo para metais e percussão utilizado pelo seu antecessor para o clímax do longa (no disco, ele aparece na faixa I Got a Ride), e a outra é dominada pelo cue de Silvestri Helicarrier – o que é até apropriado, considerando o contexto em que a faixa aparece no filme. Aparentemente, a intenção de Tyler foi de usar o motivo de Silvestri como um tema para o heroísmo da SHIELD. Até mesmo a curta fanfarra de Silvestri para o Homem de Ferro no primeiro longa dá as caras aqui, durante a batalha que abre o filme (embora este cue não esteja no disco, provavelmente por ter sido retirado do próprio trabalho de Silvestri).

Enquanto isso, ele também teve a tarefa ingrata de compor para algumas dos momentos menos explosivos do filme. Assim, faixas como The Vault e The Mission trazem música de suspense e de “expectativa” que simplesmente não são muito envolventes, consistindo apenas de cordas e sintetizadores. Por outro lado, Vision é uma bela e interessante faixa, na qual as cordas, com fundo eletrônico, acompanham a chegada do personagem do título e sua confusão, hesitação e admiração por finalmente ganhar um corpo.

Quanto aos temas, Tyler, infelizmente, não teve a chance de compor muitos novos, o que é uma pena, dado o grande número de personagens e situações que aparecem no longa. Dos novos temas, dois são mais proeminentes, e ambos tem um certo toque “zimmeriano”, o que não é nenhuma novidade já que, por diversas vezes em sua carreira, Tyler flertou com o estilo do alemão (uma piada frequentemente repetida é que as trilhas de Tyler nada mais são que versões melhor orquestradas dos scores da Remote Control). O primeiro é um tema vilanesco e ameaçador para Ultron. Ele aparece logo na faixa inicial, Avengers: Age of Ultron Title, que traz a orquestra acompanhada por uma enérgica percussão, como no trabalho de Zimmer em O Homem de Aço (Man of Steel, 2013). Mais tarde, versões menos agressivas do tema, porém repletas de suspense, aparecem em Birth of Ultron e The Vault, e depois de forma mais tensa em Darkest of Intentions e Keys to the Past. Porém, em Fighting Back ele retorna à sua forma mais violenta anterior.

O segundo tema é, na verdade, um love theme para o caso entre Bruce Banner (o Hulk) e Natasha Romanoff (a Viúva Negra), que lembra bastante o tema de Zimmer para Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (Pirates of the Caribbean: At World’s End, 2007) – o que não é nenhum problema, já que este é um dos melhores do alemão. No disco, ele é introduzido ao final de Breaking and Entering, interpretado por um melancólico piano. Uma versão mais tensa aparece em The Mission, em violinos e sintetizadores, e depois de maneira mais dramática em Wish You Were Here e Darkest of Intentions. Entretanto, é apenas em The Last One que ele ganha sua melhor interpretação. Nesta faixa, ele aparece de forma triste e trágica, indicando que talvez não haja um bom futuro para um relacionamento entre o monstrengo verde e a espiã da SHIELD. É um belo tema de Tyler, e que ainda revela um talento desconhecido seu: para criar temas de amor para relacionamentos condenados que surgem em meio à guerra, tão frequentes antigamente, e tão esquecidos hoje em dia.

Como foi dito anteriormente, uma das intenções de Tyler ao entrar para o longa era trazer coesão musical ao universo Marvel, retornando com os principais temas dos heróis. Na prática, não é bem isso o que acontece. Analisando o disco, percebemos que os temas relacionados a cada personagem individualmente ficaram a cargo de Tyler, enquanto os do grupo estiveram sob a responsabilidade de Elfman (mais sobre isso em seguida). Os três protagonistas do MCU tem seus próprios temas marcantes, mas, nessa trilha, apenas o do Homem de Ferro é mais proeminente – talvez refletindo o fato de que o herói, interpretado por Robert Downey Jr., é inquestionavelmente o mais popular da franquia. Nas faixas de ação, ele aparece de forma tensa e frenética nas trompas, em Breaking and Entering, e nas cordas, em Fighting Back, bem como numa interpretação grandiosa em Hulkbuster, para acompanhar seu embate com o descontrolado monstro verde. Fora das enormes cenas de batalha, o tema também dá as caras em Birth of Ultron, num solitário piano (uma indicação sutil e inteligente de Tyler ao relacionamento “pai e filho” entre o herói e o vilão), e de forma trágica e dramática em The Battle. Aliás, falando nesta faixa, vale mencionar também que ela é a única em todo o score que faz uma referência ao tema do Thor, em cerca de 2:44. Mas ao menos o Deus do Trovão está em situação melhor que o Capitão América, cujo tema aparece apenas brevemente durante a perseguição em Seul (outro cue que não está no álbum).

Passemos agora para analisar a parte de Elfman. Reportadamente, o colaborador de Tim Burton gravou aproximadamente uma hora de música para o filme, metade disso aparecendo no álbum. Claro, como os editores de música de Hollywood criam um verdadeiro caos na hora de colocar o score no filme, nem tudo foi aproveitado. Assim, há trechos que estão no álbum, mas não estão no filme, e há trechos que estão no filme, mas não no álbum. Apesar disso, com a meia hora de trilha que temos para ouvir, fica clara qual foi a principal missão de Elfman: pegar o tema dos Vingadores de Silvestri e criar uma nova versão “híbrida”, que agrega sua própria criação. O novo tema dos heróis é introduzido na segunda faixa, Heroes, que mostra que Elfman, apesar de ter utilizado uma orquestração parecida com a de Silvestri (melodia principal nos metais, acompanhamento de cordas), modificou o andamento da música para um ritmo mais marcial. A faixa é composta por duas frases principais: a primeira é uma melodia heroica criada por Elfman, e a segunda é o segmento principal do próprio tema de Silvestri.

A metade do músico californiano do score é basicamente dominada por este novo tema (e é provável que Elfman o tenha utilizado mais do que o próprio Silvestri). It Begins tem diversas participações das duas frases do tema, intercaladas por melodias de ação típicas do compositor – e que incluem até mesmo uma brevíssima menção ao seu recente score para Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey, 2015). A longa Inevitability-One Good Eye tem uma construção complexa em seus pouco mais de cinco minutos, variando de tensas atmosferas de suspense a heroicos trechos de ação, que incluem a participação do tema dos heróis. Já Avengers Unite traz uma épica versão das duas frases, com orquestrações grandiosas e coro feminino, uma das marcas registradas de Elfman. Porém, é ao final do disco que ele recebe suas melhores versões. Em Nothing Lasts Forever, ele aparece de forma nobre e respeitosa, como na calmaria após a batalha. Na sequência, New Avengers-Avengers: Age of Ultron, que acompanha a cena de encerramento e os créditos finais, traz o tema em sua forma mais gloriosa, reprisando a primeira e a segunda frase de maneira mais grandiosa (há também uma brevíssima menção ao tema do Capitão América no início).

Além das orquestrações grandiosas, Elfman também fornece alguns bons momentos mais restritos. Em Ultron-Twins há uma bela, porém ameaçadora, melodia para cordas, destacando-se os cellos e os baixos, com participação de sinistros coros. Já as faixas Farmhouse e The Farm apresentam alguns bonitos motivos pastorais, com a adição de um violão à orquestra, dando um clima pacífico e interiorano à sequência que se passa numa fazenda. Entretanto, em Ultron Wakes há um clima mais tenso e sombrio, com cordas, sintetizadores e breves participações do tema dos heróis nos trompetes.

Se fôssemos dividir o álbum em duas metades, cada uma contendo as partes de Tyler e de Elfman, teríamos um disco de nota 3,5/5 e o outro com cotação 4/5. Por um lado, Tyler não pôde ou não foi capaz de desenvolver um score memorável como um longa dessa escala pedia; por outro, Elfman faz aqui seu trabalho mais grandioso e orquestral em anos (o que deve agradar aos fãs da ótima fase do compositor no final dos anos 1980 e início dos 1990), porém simplesmente não teve o tempo necessário de tela para entregar uma trilha que poderia ser ainda melhor. Entretanto, é válido lembrar que nenhum dos dois trabalhou nas condições ideais. Com um blockbuster de mais de 250 milhões de dólares, havia pressões de todos os lados, e a Marvel não deu nem a chance de Tyler completar sua trilha, nem permitiu que ela fosse substituída por completo, de modo que Elfman pudesse criar uma inteiramente nova.

O resultado no filme é uma bagunça, com os scores tanto de Tyler quanto de Elfman impiedosamente picotados e esquartejados, enterrados debaixo dos explosivos efeitos sonoros do longa, ou, em determinados momentos, até mesmo substituídos por completo por cues da trilha do primeiro Vingadores. O que é extremamente decepcionante, considerando que, nas condições certas de trabalho, qualquer um dos três, Brian Tyler, Danny Elfman ou Alan Silvestri, poderiam criar certamente um score marcante para um filme que promete ser uma das maiores bilheterias da década. Da forma como está no disco, temos diversos bons momentos, que mostram o talento dos compositores envolvidos, e que são o suficiente para render uma audição satisfatória e divertida. Mas os heróis mais poderosos da Terra certamente mereciam mais.

PS: Talvez você esteja se perguntando porque a cotação do disco é de 4/5, quando eu fiz tantas ressalvas. Ora, simples matemática: se a metade de Tyler vale 3,5 e a de Elfman vale 4, a média aritmética de ambas é de 3,75. Como tal nota seria bastante estranha, é melhor arredondar para cima. Mas a nota é apenas um detalhe, o importante é o que está no texto.

Faixas:

1. Avengers: Age Of Ultron Titles # (00:44)
2. Heroes ## (02:07)
3. Rise Together # (02:23)
4. Breaking And Entering # (03:04)
5. It Begins ## (02:42)
6. Birth Of Ultron # (03:05)
7. Ultron-Twins ## (04:13)
8. Hulkbuster # (04:32)
9. Can You Stop This Thing? ## (01:03)
10. Sacrifice # (02:42)
11. Farmhouse ## (04:03)
12. The Vault # (02:58)
13. The Mission # (02:48)
14. Seoul Searching # (02:49)
15. Inevitability-One Good Eye ## (05:07)
16. Ultron Wakes ## (01:43)
17. Vision # (03:47)
18. The Battle # (04:24)
19. Wish You Were Here # (01:36)
20. The Farm ## (01:14)
21. Darkest Of Intentions # (02:26)
22. Fighting Back # (02:33)
23. Avengers Unite ## (01:08)
24. Keys To The Past # (01:48)
25. Uprising # (02:32)
26. Outlook # (02:38)
27. The Last One # (02:14)
28. Nothing Lasts Forever ## (01:57)
29. New Avengers – Avengers: Age Of Ultron ## (03:09)

# composta por BRIAN TYLER (duração – 49:02)
## composta por DANNY ELFMAN (duração – 28:26

Duração total: 77:29

Tiago Rangel

32 opiniões sobre “Resenha de Trilha Sonora: AVENGERS – AGE OF ULTRON – Brian Tyler, Danny Elfman”

  1. Sair da sala com os amigos e ouvir alguns cantarolando o tema (do silvestri) valeu pra mim kkkkk. Realmente uma trilha composta apenas por um poderia ter um resultado melhor, mas fiquei realmente surpreendido como os estilos dos dois compositores não soaram tão diferentes. Algumas partes podem até enganar sobre a autoria da composição, caso o ouvinte não esteja de olho na lista de músicas e quem compôs cada faixa. Em The Dark Knight é possível perceber claramente as diferenças entre os estilos dos dois compositores (claro, é muito mais fácil quando se trata de JNH e Zimmer que possuem diferenças gritantes de estilo e técnica). / Em um certo momento de Inevitability-One Good Eye, Elfman utiliza brevemente uma parte do tema do Homem de Ferro do Tyler (ou foi impressão minha?), o que me surpreendeu, pela forma com que os temas foram respeitados (mesmo na bagunça) em uma época em que têm sido ignorados nas sequências dos filmes.

    (Obs: Falando em bagunça, meu comentário ficou meio bagunçado, mas acho que dá para entender kkk)

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  2. Acho que o Alan Silvestri, fora o tema principal, fez um underscore medíocre. O Tyler, por sua vez, repetiu a dose. O Elfman foi chamado, provavelmente à última hora, para melhorar o score, e acho que conseguiu, Os únicos momentos dessa música que me empolgam são as adaptações dele do tema do Silvestri. Por tudo isso, desconfio que este seja o último trabalho do Tyler nesses filmes.

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    1. Infelizmente, é verdade. A Marvel não costuma dar “segundas chances” aos seus compositores. Se Silvestri “falhou” no primeiro Avengers (não é minha opinião, mas o score não foi tão bem recebido e, além disso, os produtores não gostaram da trilha, apesar do próprio Whedon ter adorado), logo o substituíram por Brian Tyler. Agora, pelo visto, Tyler “falhou” com o estúdio e nem deverá voltar para as duas continuações, Guerra Infinita: Parte 1 e 2.

      Na verdade, nem o próprio Whedon volta e, em seu lugar, entram os irmãos Russo. O que é extremamente triste para nós, fãs de trilhas sonoras, já que foi essa dupla quem orientou Henry Jackman a escrever a atroz trilha de O Soldado Invernal e, mesmo depois desse trabalho pavoroso, ainda o chamou de volta para Capitão América: Guerra Civil. Assim, não duvido nada que os Russos contratem Jackman para musicar as duas partes de Infinity War.

      Claro, a própria Marvel poderia “forçar” um novo compositor guela abaixo dos Russos. Afinal, como Whedon é fã da trilha de Silvestri do primeiro Avengers, certamente que ele o queria de volta para Age of Ultron, porém reportadamente as trilhas de Tyler pra Homem de Ferro 3 e Thor 2 são suas preferidas, o que influenciou em sua contratação pro novo Vingadores. Dessa forma, como Tyler “falhou” com a Casa das Ideias, duvido que Feige irá lhe dar uma segunda chance. Se nem Silvestri pôde se redimir, o Brian provavelmente não terá melhor sorte.

      Não vejo um futuro muito brilhante pras trilhas da Marvel não, e posso pensar literalmente numa dúzia de compositores melhores que Jackman tanto para Guerra Civil quanto para Guerra Infinita.

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  3. Apesar de gostar do Tyler, admito que as partes do Danny Elfman no score são bem melhores. Acredito que Tyler precise dar um tempo nesses filmes de ação. Ele é expert nesse genero mas, ele devia melhorar seu estilo, pegando filmes de generos incomuns.

    As vezes quando ele pega algo fora da sua zona de conforto, ele se sai bem (O Maior Jogo da Historia, A Mão do Diabo, Children of Dune). E fazendo isso, ele acaba se tornando um compositor melhor. Prender-se a apenas um genero musical, pode desgastar um compositor. E trilhas para cinema, do meu ponto de vista, estão sempre em inovação.

    Sobre Guerra Infinita – Parte I e II, talvez a Marvel coloque o proprio Danny Elfman para faze-los…

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    1. Acho difícil. Nesses casos a primeira palavra sempre é do diretor, e certamente os irmãos Russo vão querer trazer de volta o Henry Jackman. A não ser que a repercussão da trilha dele em Capitão 2 tenha sido tão ruim que eles resolvam escalar outro cara. O diabo é que gosto da trilha do Jackman para X-Men: Primeira Classe, e pro Capitão América ele fez aquela caca insossa…

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      1. Também aprecio o score de First Class… Mas quando soube que Jackman iria fazer O Soldado Infernal, sabia que ele não iria conseguir fazer um score orquestral melhor que o do Alan Silvestri, e que ele não iria utilizar a marcha do Capitão America… O mais engraçado é que Jackman fez um bom trabalho nas animações, mas não consegue fazer o mesmo em live-action…

        Dentre todos os filmes da Marvel, os piores scores foram feitos justamente pelas crias do Zimmer… Eu realmente, não consigo entender como tem gente que emprega esses caras…

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  4. Bem, eu vi o filme e não há muito o que acrescentar em reação à trilha Só o fato que eu esperava uma trilha à la Thor – The Dark World, mais encorpada e tematica… Uma pena. Mas a unica coisa que eu achei estranho, foi o fato de, no começo do filme, quando aparece o logotipo do Marvel Studios, não tocam a fanfarra que o Tyler criou. Não sei se é porque o filme é d’Os Vingadores, e escolheram tocar o tema deles, ou resolveram substituir de vez o tema composto pelo Brian. Se for a segunda alternativa é uma pena, pois o tema é muito bom.

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    1. Reparei isso da fanfarra também. Thor 2, Capitão 2 e Guardiões, todos trazem o logo da Marvel ao som da música do Brian Tyler, só em Vingadores que eles o substituem pelo tema dos heróis (do Elfman), no caso, o início da quinta faixa, It Begins.

      Mas acho que ainda é cedo pra dizer se a Marvel resolveu eliminar por completo a fanfarra do Tyler. Vamos poder saber melhor em julho, quando estrear o Homem Formiga (herói para o qual eu duvido que o Christophe Beck vai compor alguma fanfarra, mas enfim).

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  5. Vamos aguardar a edição completa da trilha sonora ou como vem surgindo no universo online, as famosas Recording Sessions. Desta forma, teremos como apreciar o trabalho completo dos respectivos compositores.
    A boa é que fica claro o interesse musical da Marvel em seus filmes. E que lancem no Brasil estes Scores, porque sinceramente, importar é inviável e mesmo garimpando em território nacional é quase ínfima as opções ofertadas.
    Recentemente me agarrei na trilha de Patrick Doyle para Cinderela, antes que suma do mercado, além de Skyfall (lamentavelmente sem a canção de Adele) de Thomas Newman (muito bom) e o score de Danny Elfman para Mib3.
    Não é moleza encontrar trilhas lançadas no Brasil, mas sempre vale a pena quando se torna possível, tanto pela qualidade do material quanto pelo som limpo e forte.
    Abraços.

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  6. O trabalho de Tyler em Era de Ultron levanta preocupações quanto à trilha do filme que comemorará os 50 anos de Star Trek, para o qual ele foi confirmado pelo diretor Justin Lin (que trabalhou com o Tyler na franquia Velozes e Furiosos e quer continuar com a parceria).

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    1. Eu já estava esperando essa confirmação, mas ainda tinha uma ponta de esperança pela volta do Giacchino. Detalhe que não são poucas as pessoas que gostariam que o trabalho do Giacchino fosse apagado em prol do retorno dos temas da franquia original (acho que é o caso do Leandro Lombardi, colega de comentários, rsrs. / Perdoem se eu estiver confundindo os Leandros.) Da minha parte eu tenho gostado da maioria dos scores do Tyler ultimamente, principalmente o das Tartarugas Ninja e nem considero sua parte em Vingadores um tropeço tão absurdo (acho bem mais agradável de ouvir do que o do Silvestri, aliás). Não estou tão preocupado com o futuro musical dos novos Star Trek. Claro que a sua experiência fala bem mais alto que minhas opiniões, rsrsrs.

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      1. Gostaria de um score do Giacchino para o próximo Star Trek que seguisse a linha do espetacular O Destino de Júpiter, melhor que todo o conjunto da obra do Tyler. Aliás, acho que com Júpiter Giacchino quis passar um claro recado: “Ei, quando precisarem estou pronto pra assumir o posto de John Williams em Star Wars”. Não me entendam mal, o Tyler é um compositor competente mas falta a ele a “fagulha” que distingue os grandes compositores dos apenas medianos.

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        1. Hahaha, também percebi isso sobre O Destino de Jupiter, e quanto ao Tyler, entendo o que vc quer dizer e concordo de verdade, mas sempre fico mais seguro com Brian Tyler do que com um Tyler Bates, por exemplo!

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      2. Não sou adpto do retorno dos temas originais. Giacchino fez em seus Star Trek, o que todos os cinco compositores fizeram anteriormente: eles usaram o tema do Courage e fizeram uma trilha com a cara de cada compositor. As trilhas de Goldsmith, posssuem o tema misto dele com o Clássico; as do Horner são a mesma coisa, e o Giacchino não fez diferente.

        Eu aprecio muito os trabalhos do Giacchino. Acredito que seja o único compositor em Hollywood atualmente, que me empolga a cada trabalho feito, em maior grau (Júpiter Ascending) ou menor grau (Dawn of the Planet of the Apes).

        Em termos musicais, Star Trek sempre foi uma bagunça. 12 filmes e seis compositores diferentes, cada um com seus estilos e a única coisa que liga todos é o tema do Courage. Se Jerry Goldsmith tivesse feito todos os dez primeiros filmes, ele daria uma integridade musical, tal qual John Williams fez por Star Wars. Agora que Tyler será o sétimo compositor da franquia, ele não fará diferente dos demais. Talvez, quem sabe, ele use o tema do Giacchino…

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        1. E Brian Tyler, já fez músicas para dois episódios de Enterprise (músicas boas, diga-se de passagem). Como disse anteriormente, Tyler precisa se afastar desses filmes de ação. Talvez assim, ele encontre a tal ‘fagulha’ que o Jorge (foi voce né? Rsrsrs) comentou. É muito bom para um compositor de trilhas, diversificar gêneros. Animação, comédia, drama, ficção, terror… Jerry Goldsmith era o exemplo perfeito de diversidade. E por mais que o filme fosse pequeno (como Mom and Dad save the World), só a música do Goldsmith o deixava grande…

          Talvez esse Star Trek, faça um diferencial na carreira do Tyler.

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          1. Mas eu citei o outro Leandro, o Lombardi, viu! E mesmo assim não estou desfazendo desse pensamento, acho que todas as opiniões são válidas, principalmente quando apresentadas com argumentos sólidos. Espero não ter ofendido :D

            Vamos torcer né, Star Trek não merece música genérica, e sempre vamos torcer pra um compositor melhorar sempre rsrs.
            Não sei se vocês concordam, mas pra mim John Powell era um desses compositores medianos que aos poucos foi mostrando a “fagulha” (ela agora vai surgir em todos os comentários rsrs) de diferenciação entre os comuns e os grandes. E agora ele é o compositor de Pan, novo filme do Joe Wright, se “intrometendo” em uma parceria de anos entre Wright e Dario Marianelli. Estou ansioso e curioso por esse score, afinal, faz tempo que não vemos Powell em um live action.

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            1. Só quero completar que não fiquei feliz com a notícia, afinal essa parceria já rendeu scores belíssimos, mas fico sim curioso com o que virá de Powell.

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              1. Leandro, concordo em gênero, número e grau, tanto no caso dos Star Trek quanto ao Brian Tyler. Goldsmith e Horner compuseram dois scores clássicos pra franquia, mas que são muito diferentes entre si, mesmo caso o Giacchino. Apesar de que, em minha modesta opinião, Goldsmith é o compositor “oficial” de Trek (talvez por seu score para Star Trek: The Motion Picture ser um dos meus favoritos), todo mundo que trabalhou na franquia sempre demonstrou respeito pelo trabalho do colega, e não deixaram de seguir o tema clássico de Courage. Não é igual esse bumba-meu-boi que fazem nas franquias de hoje, quando temas são impiedosamente descartados (não é mesmo, sr. Henry Jackman?).

                Nunca esperei por um retorno de Giacchino, talvez pela saída de Abrams, e, com a contratação do Justin Lin pro terceiro (ou seria décimo-terceiro?) filme da saga, o Brian Tyler já tava mais do que certo. Eu gosto do Brian, acho que ele vem evoluindo de uns tempos pra cá, e seria bacana ver uma trilha dele pra uma aventura espacial, que eu acho que é a única modalidade de blockbuster de ação que ele não trabalhou, hahaha. E, observando o trabalho dele nos filmes da Marvel (ou mesmo em filmes como Rambo IV ou AVPR, que já pertenciam a franquias com uma tradição musical distinta), tenho certeza de que ele teria todo o respeito e carinho pelo material que o precedeu, de Courage, Goldsmith (um de seus principais heróis) e, quem sabe, Giacchino. Mas eu concordo quando você diz que ele precisa dar um tempo desses filmes muito explosivos, talvez fazer um drama ou uma comédia. Imaginem ele num romance épico? Enfim, isso só faria bem à carreira dele.

                Apesar disso, no meu post seguinte sobre trilhas de heróis, defendo que o Brian devia retornar pra Thor: Ragnarok. Vamos torcer pra ele não ter cortado relações com a Marvel Studios.

                Tiago, sobre o John Powell, admito que também fiquei chocado quando o colocaram no lugar do Dario Marianelli no Peter Pan, porque: 1) A parceria de Marianelli e Joe Wright tem dado muito certo até hoje e 2) é um filme live-action. Pelo o que andei lendo por aí, parece que a trilha do Dario foi rejeitada por ser “européia” (leia-se: orquestral e à moda antiga) demais. Mas, enfim, gosto do John Powell, vamos ver o que ele vai aprontar.

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            2. Não vei, tranquilo. Não fiquei ofendido, entendi a sua referência e só queria dar minha opinião sobre o assunto mesmo :D

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  7. Olá amigos,

    Entendo que o Tyler era o xodó da Marvel, porém ele deu um tropeço, qual o compositor não deu seus tropeços? Danny Elfman fez o possível para melhorar o score, porém é perceptível ao ver o filme que existem partes do score de Alan Silvestri, ou seja, praticamente o score de Silvestri foi que mais usado ao longo da projeção, destaco aqui logo no inicio do filme dois score de Silvestri “I Got a Ride” (trecho final) e “A Little Help” logo após o inicio da musica “It Begins”.
    Já a musica final foi tirado o trecho de “A Promise” e completada com o “New Avengers – Avengers: Age Of Ultron”, fora outro trecho do score de Silvestri usados. Claro que devemos esperar por uma versão completa do score do filme, ao impossível de acontecer.

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