Resenha: THOR (Filme em Destaque)


THOR (Thor, EUA, 2011)
Gênero: Aventura, Ficção Científica
Duração: 114 min.
ElencoChris HemsworthNatalie PortmanAnthony HopkinsStellan Skarsgård, Ray Stevenson, Jaimie AlexanderKat DenningsTom Hiddleston, Iris Elba, Rene Russo, Clark Gregg, Colm Feore, Jeremy Renner
Compositor: Patrick Doyle
Roteiristas: Ashley Miller, Don Payne
DiretorKenneth Branagh
Cotação***½

Kenneth Branagh foi o sujeito que fez duas adaptações de tragédias shakesperianas que disputam pau a pau com as dirigidas e protagonizadas por Laurence Olivier: sua estreia com HENRIQUE V (1989) e a versão com elenco estelar e com cerca de quatro horas de duração de HAMLET (1996). Por uma razão ou outra, Branagh foi saindo de cena aos poucos, coincidentemente depois de sua separação com Emma Thompson. Por isso, a notícia de que ele havia sido o diretor escolhido para dirigir THOR (2011) pegou muita gente de surpresa. Não que ele não tenha nada a ver com o herói mitológico, mas por ele estar um pouco fora da grande mídia mesmo.

De qualquer maneira, o importante é que THOR é bem sucedido dentro do ambicioso projeto da Marvel de construir uma linha de filmes baseados nos quadrinhos e que sejam interligados, assim como é o universo Marvel. Assim, os dois filmes com o Homem de Ferro e com o Hulk já traziam elementos para juntar o quebra-cabeças necessário para o tão aguardado filme dos Vingadores. Tanto é que já se cria a expectativa de saber o que aparece no final dos créditos. Quase como um presente para aqueles que ficam até o finalzinho, mesmo quando a direção do cinema insiste em manter as luzes ligadas. Não vou dizer o que aparece nesse easter egg, mas já adianto que lá pelo meio do filme, vemos uma breve participação de Clint Barton, o futuro Gavião Arqueiro, vivido por Jeremy Renner.  Continuar lendo Resenha: THOR (Filme em Destaque)

Resenha: SOURCE CODE – Chris Bacon (Trilha Sonora)


Música composta por Chris Bacon
Selo: Lakeshore Records
Catálogo: LKS 342152
Lançamento: 29/03/2011
Cotação***½

Source Code (no Brasil, Contra o Tempo) é o segundo longa-metragem do jovem diretor Duncan Jones, filho do astro pop David Bowie. Duncan estreou com o independente e elogiadíssimo – mas pouco visto – Lunar (Moon), uma ficção científica intimista que contou com uma interessante e, até certo ponto, atípica, trilha incidental de Clint Mansell.

Em seu segundo longa, e o primeiro para um grande estúdio, Duncan optou por uma abordagem musical mais tradicional, e optou pelo compositor Chris Bacon para encarregar-se do score de seu novo filme. Bacon é colaborador de longa data e discípulo de James Newton Howard, para quem vem atuando como arranjador, orquestrador e mesmo compositor de músicas adicionais. Inclusive, recentemente Bacon dividiu com Howard os créditos da simpática trilha da animação Gnomeu & Julieta. Continuar lendo Resenha: SOURCE CODE – Chris Bacon (Trilha Sonora)

CD NEWS: Varèse Sarabande, Kritzerland


Varèse Sarabande – 14/06/2011: GAME OF THRONES (Ramin Djawadi, TV), ANOTHER YEAR (Gary Yershon), THE FIRST GRADER (Alex Heffes)

Kritzerland –  UNTIL SEPTEMBER (John Barry, Maio)

Lançamentos de Trilhas Sonoras – 28/04/2011


As seguintes trilhas sonoras chegaram às lojas online internacionais:

Black Sunday (1960) – Les Baxter (Kritzerland KR 20018-7)

It! The Terror From Beyond SpacePaul Sawtell & Bert Shefter (Monstrous Movie Music MMM 1959) – 36:19

The Monster That Challenged The World – Heinz Roemheld (Monstrous Movie Music MMM 1961) -45:49

Project Moon Base / Open Secret – Hershel Burke Gilbert (Monstrous Movie Music MMM 1960) – 71:58

Na Trilha de Gustavo Santaolalla – Parte 2


Guadalajara, Jalisco Marzo 7 de 2008 El Musico...
Gustavo Santaolalla

Como ecos longos que à distância se matizam
Numa vertiginosa e lúgubre unidade,
Tão vasta quanto a noite e a claridade,
Os sons, as cores, e os perfumes se harmonizam
(Charles Baudelaire)

A composição para cinema não pode ser entendida da mesma maneira que compreendemos a música pura (como muitos pesquisadores a denominam), ou seja, aquela produzida exclusivamente para ser ouvida. A música para cinema é apenas mais uma das vozes que compõem a rica e imbricada trama de uma obra visual (pelo menos no que se refere às que se pautam por uma linguagem mais artística e autoral). Desse modo, a música de cinema não é autônoma nem deve ser auto-referente. Isto é, não cabe a ela se esgotar em um universo conceitual que se volte para sua própria construção. Discutir sobre essa forma particular de música sem também tratarmos das concepções cênicas e visuais da obra cinematográfica, sem dúvida, é um exercício estéril.

Eisenstein, um dos primeiros a teorizar sobre a complexa relação entre o som e a imagem, já demonstrava bastante preocupação com as questões relativas ao discurso musical. Em sua conhecida teoria sobre a montagem cinematográfica, o cineasta russo utiliza termos da linguagem musical (como montagem tonal, montagem atonal) para explicar este processo[1]. O autor do famoso “Encouraçado Potenkim” defendia o uso do som de uma forma “polifônica”, como podemos ver em sua “Declaração sobre o futuro do cinema sonoro” [2], escrito no ano de 1928 em parceria com os cineastas-teóricos Pudovkin e Alexandrov. Ou seja, para ele e seus companheiros russos, o som do filme deveria ser uma voz independente, uma espécie de “contraponto orquestral” em que cada voz sucede em ritmos diferentes, mas sem perder a harmonia com o todo (o sentido vertical da pauta). Parece que há em Eisenstein, a partir dessas idéias, um desejo de abarcar a totalidade das sensações – como Baudelaire em seu poema “Correspondências” [3] – através do uso das imagens visuais e sonoras. Continuar lendo Na Trilha de Gustavo Santaolalla – Parte 2

Resenha: SOBRENATURAL (Filme em Destaque)


SOBRENATURAL (Insidious, EUA, 2010)
Gênero: Terror
Duração: 102 min.
Elenco:  Patrick Wilson, Rose Byrne, Barbara Hershey, Angus Sampson, Ty Simpkins, Andrew Astor, J. LaRose
Compositor: Joseph Bishara
Roteirista: Leigh Whannell
Diretor: James Wan
Cotação: ****

Surge a primeira boa surpresa de 2011 no circuito brasileiro. E ela partiu do homem por trás do primeiro JOGOS MORTAIS (2004), James Wan. O diretor trabalha com maestria os clichês de filmes de casas assombradas e cria uma obra realmente assustadora, coisa que não se vê no cinema contemporâneo há muito tempo. Quem vê só o trailer ou a sinopse de SOBRENATURAL (2010) não tem ideia do quanto o filme evolui. Continuar lendo Resenha: SOBRENATURAL (Filme em Destaque)

Resenha: HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 1 (Blu-ray)


Produção: 2010
Duração: 146 min.
Direção: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Richard Griffiths, Bonnie Wright, Jason Isaacs, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Maggie Smith, Tom Felton, John Hurt, Toby Jones
Vídeo: Widescreen Anamórfico 2.40:1 (1080p/MPEG-4)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 7.1), Português, Espanhol, Francês (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Francês
Região: A, B, C
Distribuidora: Warner
Discos: 2 (50GB)
Lançamento: 18/04/2011
Cotações: Som: ***** Imagem: **** Filme: **** Extras & Menus: ****½ Geral: ****½ 

SINOPSE
Harry, Ron e Hermione estão determinados em sua missão de descobrir e acabar com o segredo da imortalidade e do poder de destruição de Voldemort – as Horcruxes. Fugitivos e sozinhos, os três amigos devem apenas contar uns com os outros, agora mais do que nunca… Mas as Forças das Trevas ameaçam separá-los para sempre.

COMENTÁRIOS
Acho difícil que algum dia a saga de fantasia HARRY POTTER alcance o status de que, tanto na literatura como no cinema, desfruta a trilogia O SENHOR DOS ANÉIS. Mas é inegável que, para um produto de massas, a série possui qualidades que a colocam vários pontos acima da concorrência atual. J. K. Rowling, a partir de seu livro de estreia, criou e desenvolveu uma mitologia fascinante povoada por personagens inesquecíveis – e são os personagens, principalmente aqueles que acompanhamos desde a sua infância e que estão prestes a se tornar adultos, que estão no centro do que há de melhor nas aventuras mágicas e progressivamente mais sombrias de Hogwarts.

Continuar lendo Resenha: HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 1 (Blu-ray)