Resenha: STAR WARS – A SAGA COMPLETA (Blu-ray)


Produção: 1977, 1980, 1983, 1999, 2002, 2005
Duração: 805 min.
Direção: George Lucas, Irvin Kershner, Richard Marquand
Elenco: Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Alec Guiness, Peter Cushing, Billy Dee Williams, Anthony Daniels, David Prowse, Peter Mathew, Ian McDiarmid, Liam Neeson, Ewan McGregor, Natalie Portman, Anthony Daniels, Jake Lloyd, Hayden Christensen, Christopher Lee, Samuel L. Jackson
Vídeo: Widescreen Anamórfico 2.35:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 6.1), Português, Espanhol (Dolby Digital 5.1), Francês (Dolby Digital 5.1, DTS 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Francês
Região: A, B, C
Distribuidora: Fox
Discos: 9 (BD-50GB)
Lançamento: 16/09/2011
Cotações: Som: ***** Imagem: **** Filme: **** Extras & Menus: ***** Geral: ****½

Sinopse
Reviva os momentos inesquecíveis e divirta-se com a aventura espetacular de STAR WARS de uma forma que só é possível em Blu-Ray. Esta coleção reúne os seis episódios pela primeira vez com imagem e som de alta definição e mais de 40 horas de extras, incluindo conteúdo inédito criado exclusivamente para este lançamento que permitirá explorar o universo de STAR WARS de uma forma nunca antes possível.

Comentários
Em meados dos anos 1970, George Lucas já era conhecido por ter dirigido os bem-sucedidos filmes THX 1138 (1971) e LOUCURAS DE VERÃO (1973). No entanto, Lucas estava frustrado por ainda não ter conseguido concretizar o seu maior sonho, que era dirigir uma aventura tipo “Flash Gordon” para o cinema. Lucas escreveu toda uma história que colocava, em um cenário de space opera, elementos dos gêneros de filmes e seriados que ele crescera assistindo: western, fantasia, capa-e-espada, guerra e, obviamente, ficção científica. O material que Lucas escrevera era suficiente para uma série de filmes, mas ele decidiu que o resto seria contado mais tarde, caso a primeira aventura fizesse sucesso. O jovem cineasta procurou vários estúdios, que não viram chances de sucesso comercial em sua fantasia espacial, que para ser transposta para as telas necessitaria de efeitos visuais até então nunca vistos. Por sorte Lucas conseguiu sensibilizar Alan Ladd Jr., então chefe de assuntos criativos da Fox, para o seu novo projeto. Como resultado, em 1977 GUERRA NAS ESTRELAS (STAR WARS, que no seu relançamento em 1979 recebeu o subtítulo EPISODE IV: A NEW HOPE) tomou de assalto os cinemas do mundo todo. No filme tivemos o primeiro contato com o maniqueísta, porém fascinante universo criado por Lucas, que deu uma nova roupagem ao mito do herói e que, como descobrimos nos capítulos seguintes daquela que hoje é conhecida como a Trilogia Original, bem como na nova trilogia iniciada em 1999, tratava na sua essência do longo caminho de um homem rumo à redenção, finalmente concretizada através da reconciliação com seu filho.

Após as sequências O IMPÉRIO CONTRA CONTRA-ATACA (1980) e O RETORNO DE JEDI (1983), Lucas aparentemente abandonara a intenção de dar seguimento ao plano original de nove filmes, apesar de já ter escrito o esboço da trama que seria desenvolvida nos três próximos episódios (que cronologicamente seriam os primeiros). Seus esforços foram concentrados em novos projetos como produtor, no desenvolvimento de efeitos especiais através da sua famosa Industrial Light and Magic (ILM), e no aprimoramento de sistemas de som para cinema e home theater, como a certificação THX. Porém, desde INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (1989) Lucas não estivera envolvido diretamente em um grande sucesso do cinema. E pior, dois projetos nos quais depositara grande esperança, HOWARD – O SUPER-HERÓI (1986) e WILLOW (1988), foram fiascos de público e crítica.

Assim, no início dos anos 1990, sentindo a necessidade de retornar ao cinema em grande estilo, Lucas capitulou e começou a pensar seriamente em retomar seu maior sucesso. Em 1995, enquanto ele começava a escrever o roteiro do novo filme, a Lucasfilm iniciou a restauração dos três filmes originais, adicionando novas cenas e aperfeiçoando, com o uso do computador, várias seqüências de efeitos visuais. A Edição Especial da Trilogia Original foi lançada em 1997 e finalmente, no início de 1998, sob a direção de Lucas foram realizadas as primeiras tomadas de A AMEAÇA FANTASMA. Na área musical, o veterano John Williams foi novamente convocado para compor e reger as melodias da Força. A elite de técnicos da ILM deixou de lado outros projetos para dedicar-se exclusivamente à criação de efeitos em larga escala. No roteiro, além de versões mais jovens de alguns personagens já conhecidos, foram introduzidos novos, porém equivalentes aos originais, com algumas variações. E é a partir deste filme que, a seguir, passo a comentar a saga na ordem cronológica de sua trama, e não de produção. Não vou evitar totalmente os SPOILERS, já que duvido muito que alguém que nunca tenha assistido STAR WARS – agora o nome da franquia mundialmente – vá perder tempo lendo esta longa resenha:

EPISÓDIO I: A AMEAÇA FANTASMA – Os Cavaleiros Jedi, uma casta de guerreiros que utiliza  o poder místico conhecido como A Força, são os protetores da República Galáctica. O Mestre Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e seu padawan (aprendiz) Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) são enviados ao  planeta Naboo, a fim de impedir diplomaticamente uma invasão da Federação  Comercial. Incapazes de resolver o conflito pacificamente, a dupla Jedi entra  em ação e consegue salvar a jovem rainha Amidala (Natalie Portman) e se une ao  alienígena da raça Gungan chamado Jar Jar Binks. Um perigoso Lorde Sombrio de  Sith, Darth Maul (Ray Park), é enviado por seu misterioso Mestre Darth Sidious  para capturar a rainha. É durante a fuga que eles fazem uma parada no planeta Tatooine, onde o jovem Anakin Skywalker (Jake Lloyd), então com 9 anos, e sua  mãe (Pernilla August), vivem como escravos. Enquanto sua nave é consertada, Qui-Gon Jinn percebe que Anakin possui habilidades especiais e demonstra interesse em treiná-lo. Porém, antes de tornar-se tutor do menino, ele  precisa pedir autorização do Conselho Jedi, comandado pelos Mestres Yoda (voz de Frank Oz) e Mace Windu (Samuel L. Jackson). A fim de conquistar a liberdade, Anakin participa de uma corrida de “pod racers” patrocinada pelo chefão local, Jabba The Hutt. A próxima parada é o planeta-cidade Coruscant, centro político e social da República, que abriga o Senado prestes a ser liderado pelo Chanceler Palpatine (Ian McDiarmid), e o lendário Conselho Jedi. Qui-Gon Jinn acredita que Anakin pode tornar-se um poderoso aliado no futuro. Porém, quando o menino é apresentado a Yoda, este pressente que há algo errado com ele. Apesar de negar o pedido de Qui-Gon Jinn para treinar Anakin, o Conselho concorda em enviar ajuda a Naboo, onde ocorrerá o confronto final entre os Jedi, a Federação e Darth Maul. Com o garoto Jake Lloyd e um excesso de criaturas e robozinhos dando um ar infantil ao filme, quebras de ritmo, problemas de roteiro, um personagem digital (Jar-Jar Binks) que todo mundo detestou e, principalmente, um ótimo vilão (Darth Maul) muito mal aproveitado, apesar das boas bilheterias a recepção dos críticos e dos fãs não foi muito boa. As coisas melhorariam um pouco no…

EPISÓDIO II: ATAQUE DOS CLONES – Dez anos depois dos acontecimentos narrados no longa anterior, Padmé Amidala não é mais a Rainha do planeta Naboo, mas sim Senadora da República. Após um atentado fracassado contra a sua vida, o agora Mestre Jedi Obi-Wan Kenobi e seu aprendiz Anakin Skywalker (Hayden Christensen) são destacados para protegê-la. Logo ocorre um novo atentado a cargo da assassina Zam, contratada pelo caçador de recompensas Jango Fett. Após uma alucinante caçada pelos céus de Coruscant, Kenobi e Anakin capturam Zam, mas antes que ela fale alguma coisa Fett, à distância, a mata. Amidala retorna a Naboo acompanhada por Anakin, e lá iniciam um romance proibido, já que os Jedi não podem ter relacionamentos amorosos. As investigações de Kenobi o levam ao distante  planeta Kamino, onde milhares de clones de Jango Fett estão sendo criados e  treinados para formar um grande exército da República. Anakin tem um pesadelo com a sua mãe e decide retornar ao seu planeta natal, Tatooine. Lá, contudo, ocorre uma tragédia que o levará mais para perto do Lado sombrio da Força. Após escapar de um feroz ataque de Jango Fett e de seu filho, Boba, Kenobi chega ao planeta Geonosis, onde descobre uma conspiração que busca separar da República vários sistemas estelares, liderada pelo ex-Jedi Conde Dookan (Christopher Lee), tendo a Federação de Comércio como aliada. Kenobi é aprisionado, não sem antes mandar uma mensagem para Anakin e o Conselho Jedi. Anakin, Amidala e os androides R2-D2 (Kenny Baker) e C-3P0 (Anthony Daniels) vão resgatar Kenobi, porém também são aprisionados por Dookan. Condenados à morte, os três humanos são colocados em uma gigantesca arena, onde para a diversão dos geonosianos, deverão ser devorados por feras monstruosas. Quando tudo parece perdido, centenas de Jedi liderados por Mace Windu surgem para salvá-los. Inicia-se um feroz combate contra os geonosianos e os androides da Federação, e no momento em que a balança começa a pender para os vilões chegam naves carregadas com o exército de clones, comandado pelo baixinho (mas poderoso) Mestre Yoda. Inicia a Guerra dos Clones, que no entanto não se compara ao antológico duelo de sabres de luz entre Yoda e Dookan. Ao final, vemos Anakin e Amidala casando-se em segredo em Naboo. Após a decepção de grande parte dos fãs com o EPISÓDIO I Lucas buscou corrigir os problemas que foram apontados naquele filme. Para começar, ele dividiu a tarefa de escrever o roteiro com Jonathan Hales, e juntos criaram uma trama mais fluída e movimentada e que praticamente ignora o execrado Jar-Jar Binks. Parecendo muitas vezes um videogame filmado, sem a novidade e o charme dos primeiros filmes da saga, com situações e diálogos clichês e o desempenho dos atores por vezes prejudicado por atuarem, na maior parte do tempo, na frente de um fundo azul, como puro entretenimento ATAQUE DOS CLONES é bem superior ao episódio anterior. Exceto para os nossos tradutores, que sofreram com a busca de Lucas por nomes exóticos para os personagens. Para que não soasse como palavrão o Conde Dooku virou Dookan, e da mesma forma o apenas mencionado Mestre Jedi Sifo Dias foi rebatizado como Sifo Vias.

EPISÓDIO III: A VINGANÇA DOS SITH – A Guerra dos Clones chega ao seu momento decisivo, e as desconfianças entre o Conselho Jedi e o Chanceler Palpatine se intensificam. Anakin Skywalker está dividido sobre quem merece a sua lealdade – os Jedi ou Palpatine, que a ele revela ser o Lorde Sith Darth Sidious. Padmé diz a Anakin que está grávida, e ele pressente que ela morrerá no parto. Na esperança de salvá-la com os poderes do Lado sombrio Anakin torna o discípulo de Sidious conhecido como Darth Vader. Os Sith colocam em ação um plano para exterminar todos os Jedi, a fim de que a democrática República seja transformada no Império Galáctico, sob o comando de Palpatine. Anakin e Obi-Wan Kenobi se enfrentam, em um duelo de sabres de luz que irá decidir o destino da galáxia. O filme trata essencialmente da destruição dos Cavaleiros Jedi e da democrática República, e a transformação de Anakin Skywalker no mais célebre vilão da ficção científica. Certo, A VINGANÇA DOS SITH continua sendo um típico filme de Lucas: nele temos diálogos piegas, atuações por vezes caricatas, muitas criaturas e robôs exóticos e efeitos especiais numa profusão inédita. Mas no melhor sentido também é um típico filme de STAR WARS. Lucas realizou um capítulo mais sombrio e dramático, que não evita mostrar crianças mortas e a descrição gráfica do destino de Anakin, e por isso foi o único da saga a receber, nos EUA, a classificação PG-13. Em sua primeira metade A VINGANÇA DOS SITH não difere muito dos filmes que lhe imediatamente antecederam, mas nela já se nota uma trama mais sólida e focada, que não perde muito tempo com acessórios e que também destaca o Chanceler Palpatine / Darth Sidious e sua busca pelo poder. Na segunda metade Lucas, ao som de mais uma grandiosa trilha musical de John Williams, que mescla composições novas com temas já conhecidos, amarra quase todas as pontas soltas e direciona a saga para o início da Trilogia Original, com os bebês Luke e Leia, frutos do romance entre Anakin e Padmé, sendo enviados para longe da influência de Vader. O filme se afasta um pouco do maniqueísmo que sempre caracterizou a franquia, tratando basicamente da zona cinzenta que fica entre a luz e as trevas – o comportamento ambíguo dos Jedi ao tramarem um golpe de Estado; aliados que se tornam, numa reviravolta do destino, em inimigos traiçoeiros; de como, enfim, heróis tornam-se vilões.

EPISÓDIO IV: UMA NOVA ESPERANÇA – A secular e democrática República Galáctica foi derrubada pela ascensão ao poder do despótico Palpatine, o Sith que se proclamou Imperador. Após o extermínio dos Cavaleiros Jedi o temível Lorde Sombrio de Sith, Darth Vader (David Prowse, voz de James Earl Jones), comanda a esquadra Imperial na caça aos rebeldes que tentam, com escassos recursos, enfrentar o Império e restaurar a República. É nesse cenário que o jovem fazendeiro Luke Skywalker (Mark Hamill), o mercenário Han Solo (Harrison Ford), a Princesa Leia Organa (Carrie Fischer) e o Jedi eremita Obi-Wan Kenobi (Sir Alec Guiness) tornam-se os personagens decisivos que levarão as Forças Rebeldes à sua primeira grande vitória contra os opressores – a destruição da gigantesca estação espacial Estrela da Morte, a mais poderosa arma do Império, capaz de destruir um planeta inteiro. Com seus então revolucionários efeitos visuais supervisionados por John Dykstra, o STAR WARS original, além de ser um estrondoso sucesso de bilheteria foi indicado para 10 prêmios Oscar® no ano seguinte, tendo conquistado sete estatuetas nas categorias técnicas. O impacto causado pela criação de George Lucas na indústria cinematográfica norte-americana foi bem maior do que gerar continuações, imitações ou iniciar uma nova onda sci fi / fantasia no cinema. Por ter sua estréia adiada de dezembro de 1976 para maio de 1977, o filme marcou o início, nos EUA, dos lançamentos dos filmes da temporada de verão já no mês de maio (até então esses lançamentos iniciavam em meados de junho). Também, foi graças a STAR WARS que as grandes trilhas sinfônicas voltaram a ser ouvidas nos filmes. A clássica trilha de John Williams, interpretada pelos 110 músicos da prestigiada Orquestra Sinfônica de Londres, foi a primeira a ser gravada em som Dolby Stereo, uma grande inovação técnica à época. O álbum duplo tornou-se a trilha sonora orquestral de maior sucesso até então, com mais de quatro milhões de cópias vendidas. Finalmente, o filme de Lucas foi o primeiro a utilizar o merchandising de forma maciça, não limitando os lucros somente à renda nas bilheterias, mas estendendo-os também à venda de uma infinidade de itens por ele inspirados: bonecos, kits de naves espaciais, revistas em quadrinhos, canecas, roupas, discos, etc. Sem imaginar o sucesso estrondoso que teria o filme, a Fox cedeu ao esperto Lucas os direitos de exploração comercial dos seus personagens e demais elementos. A firma licenciada, Kerner Toys, faturou mais de um bilhão de dólares anuais pelos sete anos seguintes, em brinquedos que reproduziam os personagens principais, bem como os andróides R2-D2, C-3P0, o peludo Chewbacca, os caças rebeldes e imperiais e a nave Millenium Falcon de Han Solo. Graças a isso Lucas conquistou sua autonomia financeira, podendo financiar com recursos próprios os próximos filmes de sua produtora, a Lucasfilm. E três anos depois, a saga atingiria seu ponto máximo de qualidade com…

EPISÓDIO V: O IMPÉRIO CONTRA-ATACA – A trama mais sombria mostra, já no início, os rebeldes sofrendo uma terrível derrota – a descoberta e a destruição, em um massivo ataque do Império, de sua base oculta no planeta gelado Hoth. A bordo do Millenium Falcon Han, Leia, Chewbacca (Peter Mayhew) e os androides C-3P0 e R2-D2 fogem e são perseguidos de perto por Darth Vader e a Frota Imperial, até chegarem a um refúgio aparentemente seguro na Cidade das Nuvens comandada pelo velho amigo de Han, Lando Calrissian (Billy Dee Williams). Tendo seguindo um caminho separado, Luke vai até o planeta Dagobah para encontrar o pequeno Mestre Yoda, que começa a treiná-lo para tornar-se um Cavaleiro Jedi. Luke prevê que seus amigos estarão em perigo na Cidade das Nuvens, e contrariando os conselhos de Yoda e do espectro de Obi-Wan Kenobi, parte sozinho para salvá-los. Lá chegando ele encontra Vader, que usara seus amigos como isca para atraí-lo ao lado sombrio. O duelo de sabres de luz entre os dois, travado nas entranhas Cidade das Nuvens e que culmina com Vader revelando a Luke que é seu pai, é o melhor momento da saga – mas a revelação, em razão da cronologia estabelecida pela nova trilogia, hoje perdeu o impacto que teve à época. Dirigido pelo falecido Irvin Kershner e com um ótimo roteiro de Leigh Brackett e Lawrence Kasdan, tendo Lucas apenas na produção, o filme estreou em 1980 e, apesar de não ter tido a mesma repercussão do anterior (na verdade foi o filme da Trilogia Original que, em valores acumulados, menos rendeu nas bilheterias), surpreendeu por ser a ele muito superior. O final em aberto, com Han Solo congelado em carbonita e sendo levado pelo caçador de recompensas Boba Fett para Jabba The Hutt, deixou as plateias desconcertadas, ante a perspectiva de uma espera de três longos anos para a conclusão da saga.

EPISÓDIO VI: O RETORNO DE JEDI – O filme começa com R2-D2, C-3P0, Luke e Leia resgatando Han das garras de Jabba The Hutt. Após um combate que inclui Leia em um antológico biquíni de escrava e a aparente morte de Boba Fett, os heróis retornam para a Frota Rebelde, que se prepara para atacar a nova Estrela da Morte que está sendo construída pelo Império em órbita da lua florestal Endor. Luke volta a Dagobah onde Yoda, antes de morrer, lhe revela que Leia é sua irmã. Em missão de reconhecimento Luke, Han e Leia chegam a Endor e encontram os Ewoks, raça de pequenos ursos inteligentes que irá juntar-se à batalha contra o Império. Vader, a bordo da Estrela da Morte, recebe o Imperador Palpatine, que viera inspecionar o final da construção da estação espacial. Sabendo que seu destino é enfrentar o Imperador e resgatar seu pai do lado sombrio, Luke se entrega a Vader e vai para a Estrela da Morte. As Forças Imperiais atraem a Frota Rebelde para uma armadilha, enquanto Luke inicia seu duelo final contra Vader e Palpatine. Sob a direção do também já falecido Richard Marquand, o encerramento da Trilogia Original acabou sendo o seu capítulo mais fraco. É um filme que, antecipando-se ao que veríamos na nova trilogia, parece dar razão àqueles que acusam Lucas de ter infantilizado o cinema, já que as poderosas tropas Imperiais acabam sendo derrotadas principalmente graças aos peludos Ewoks, criaturas que não passam de ursinhos de pelúcia armados com lanças. Além deles há montes de alienígenas e robozinhos engraçadinhos, todos feitos sob medida para ser posteriormente comercializados na forma de brinquedos. Mas para compensar o filme tem uma batalha espacial em grande escala, o confronto final entre o Imperador, Vader e Luke é memorável, e o destino de cada personagem é razoavelmente bem resolvido. A partir daqui a cronologia da saga STAR WARS prosseguiu apenas no chamado Universo Expandido (livros, gibis, games), com os capítulos VII a IX, que completariam o projeto original de Lucas, ainda por ser filmados. Lucas garantiu que a série de filmes encerrou-se em 2005 com o EPISÓDIO III, porém nunca se sabe. Afinal, como diria o Mestre Yoda, “O futuro, o lado sombrio torna impossível prever…”.

Sobre o BD
Desde que o Blu-ray saiu vitorioso na guerra dos discos de alta definição os fãs de STAR WARS aguardavam ansiosamente a chegada da saga ao formato, o que aconteceu oficialmente dia 16 de setembro de 2011. O lançamento mundial em três boxes (dois com as trilogias em separado e um com a saga completa) teve o alto padrão que era esperado: embalagem caprichada (a do Brasil da saga completa, Digistak com encarte ilustrado de 28 páginas, segue o ótimo padrão da europeia – apenas a norte-americana, em Cardboard, é mais sofisticada), alta qualidade e padronização no que se refere às opções de áudio e legendas, que incluem o português tupiniquim nos filmes e nos extras. Mas também já se esperava que George Lucas, aproveitando a remasterização para Blu-ray e a futura conversão em 3-D (formato no qual a saga será relançada nos cinemas a partir de 2012), faria novas alterações nos filmes. Nesta resenha vou me limitar a comentar as alterações feitas para o Blu-ray, algumas inclusive que geraram polêmicas e ameaças de boicote dos fãs – que, a julgar pelo fato de que os boxes de STAR WARS já são os mais vendidos na história do formato, não se concretizaram.

Primeiramente houve retificações de problemas da remasterização anterior em DVD – correções de enquadramento e da cor de sabres de luz, ajustes na composição de imagens em cenas de efeitos visuais e remixagem do áudio (a fanfarra da trilha sonora de John Williams no EPISÓDIO IV, originalmente ouvida quando os caças X-Wing mergulham para atacar a Estrela da Morte e que na mixagem do DVD sumira, foi restaurada). Também, no final EPISÓDIO VI foi eliminado o “borrão” usado para disfarçar a falha na maquiagem do Imperador. Mas a alteração mais óbvia foi a substituição, no EPISÓDIO I, do boneco de Yoda semelhante ao utilizado na Trilogia Original (mas estranhamente mais tosco) pelo mesmo modelo digital dos EPISÓDIOS II e III. Até aqui, nada que tenha merecido maiores contestações. Mas também houve modificações que vieram do Lado sombrio do cérebro de Lucas, que parece nunca estar satisfeito com o resultado final dos filmes. A imitação do Dragão Krayt de Obi-Wan no EPISÓDIO IV soa bem diferente; a famosa cena de Han e Greedo no EPISÓDIO IV foi mais uma vez alterada – agora os dois disparam ao mesmo tempo, ou quase; no EPISÓDIO VI os Ewoks, cujos olhos não tinham pálpebras, agora piscam de forma “sinistra”; no EPISÓDIO VI surge (sem razão aparente) um alienígena da raça Durg no palácio de Jabba, cujos portões ganharam dimensões maiores; e finalmente a alteração que causou mais reclamações – provavelmente para combinar com o contestado momento no final do EPISÓDIO III onde Vader grita “Nooo”, agora no final do EPISÓDIO VI, quando o vilão antes decidia silenciosamente salvar Luke do Imperador, ele também grita “Nooo” – duas vezes, e em todas as dublagens disponíveis no box. Aparentemente os EPISÓDIOS II, III e V foram os únicos que não tiveram revisões. Vídeos com as principais alterações podem ser vistos AQUI e AQUI.

Modificações à parte, vamos ao que realmente interessa – o áudio e o vídeo dos filmes. Colocados os discos no reprodutor, após a conhecida fanfarra da Fox somos levados diretamente aos elegantes menus animados, que simulam hologramas com imagens dos filmes. Feitas as configurações de áudio e legendas e iniciada a  reprodução, o título de cada filme e os letreiros iniciais são mostrados em nosso idioma. Contudo, no EPISÓDIO I, a introdução “Há muito, muito tempo, em uma galáxia distante…” foi substituída pela mais “aportuguesada” “Há muito tempo, em uma longínqua galáxia…”. Como de praxe nos lançamentos em home video de Lucas, os seis filmes receberam certificação THX, o que contudo não significa que todos tenham uma imagem deslumbrante. As transferências anamórficas 1080p/AVC MPEG-4, na proporção original de tela 2.35:1, variam do medíocre ao simplesmente espetacular. Cabe a ressalva, contudo, que mesmo em seus piores momentos todas representam uma grande melhoria em relação às suas equivalentes em DVD. Apesar de ser o único da nova trilogia filmado em película 35mm, o EPISÓDIO I também visualmente é o mais irregular graças ao óbvio excesso de DNR – mesmo sem chegar no nível do relançamento de O PREDADOR, a granulação da película simplesmente foi eliminada e, nos closes de rostos e roupas, percebe-se a perda de detalhes e texturas. Tomadas externas e cenas de batalha em CGI tem uma aparência melhor e mais detalhada, e a aplicação de edge enhancement – que via de regra faz dobradinha com o DNR – é mínima. Em relação ao DVD, a principal melhoria além das maiores resolução, claridade e vivacidade das cores, foi uma correção de enquadramento que permitiu mostrar mais imagem na tela. No EPISÓDIO II, rodado com câmeras digitais 2K, há uma perceptível melhora, apesar de que a imagem, considerada na época nítida demais (!), foi suavizada na pós-produção com o emprego, obviamente, de DNR. As sequências de efeitos em computação gráfica não foram muito afetadas, apresentando níveis de detalhes muito bons, mas as que combinam atores com efeitos visuais tem frequentemente uma aparência filtrada. Já no EPISÓDIO III, onde já foram empregadas câmeras 4K, há um grande salto na qualidade da imagem, que simplesmente é de referência, ao nível dos melhores lançamentos recentes em Blu-ray. Tudo aqui é muito mais nítido, claro e detalhado, independentemente de ser live action ou CGI. Nos rostos, inclusive no do Yoda digital, vemos nitidamente rugas, imperfeições, detalhes e pelos. Notamos os mínimos detalhes do tecido de capas e uniformes. As cores são vibrantes, os pretos sólidos como rocha, e toda essa impressionante qualidade sempre é intocada por filtros digitais.

Passando para a Trilogia Original, por melhor que fosse a restauração seria de esperar que os filmes demonstrassem o peso de seus 30 e poucos anos. Isso realmente ocorre aqui e ali, até em razão das técnicas de filmagem empregadas. Porém, mesmo que nenhum deles atinja o alto nível do EPISÓDIO III, no conjunto eles possuem qualidade de imagem mais consistente que a da nova trilogia, com a remasterização preservando a granulação normal da película e a alta definição revelando detalhes que não percebíamos nos DVDs. Nota-se a aplicação de edge enhancement, porém isso ocorreu de forma moderada e não chegou a ser um fator de distração. O fato é que nunca vi esses três filmes clássicos com imagem melhor, nem mesmo quando exibidos nos cinemas. Os rostos não tem aquela aparência de bonecos de cera típica do DNR, e o nível de detalhes é geralmente ótimo. Percebemos as mínimas rugas na pele de Jabba e Yoda, os riscos e sujeiras no metal dos robôs, as detalhadas texturas do tecido do manto de Obi-Wan, as imperfeições nas naves espaciais. Danos de película ou sujeira inexistem, já que cada fotograma foi limpo digitalmente. Idem quanto a artefatos de qualquer espécie. As flutuações que eram claramente perceptíveis nos DVDs agora praticamente sumiram. As cores são reproduzidas de forma vibrante e rica, com tons e saturação corretos. Os pretos por vezes não são tão consistentes, mas o ótimo contraste sempre preserva os detalhes nas sombras.

Se a qualidade da imagem, principalmente na nova trilogia, é variável, o áudio sem compressão de toda a saga apresenta um padrão elevado constante. As faixas  originais em inglês DTS-HD Master Audio 6.1 são simplesmente de demonstração, ainda que as da Trilogia Original, assim como no vídeo, por vezes sofram com as limitações técnicas inerentes à produção. O que primeiro impressiona são as clássicas trilhas sonoras de John Williams, que simplesmente soam gloriosas em 6.1 canais, preenchendo todo o campo sonoro e nos trazendo todas as minúcias da orquestração e dos instrumentos. As mixagens de áudio e os efeitos sonoros supervisionados por Ben Burtt, que sempre foram um dos destaques da saga, ganham agora uma nova dimensão. Os sons dos sabres de luz, principalmente nos duelos da nova trilogia, ganham fidelidade e “peso” inéditos; os disparos de laser e os caças estelares cruzam agressivamente os canais surround; os detalhados sons ambientes do interior da Estrela da Morte nos envolvem; percebemos as minúcias do ruído do respirador artificial de Darth Vader; quando os grandes cruzadores passam pela tela seus motores fazem a sala tremer; de forma impressionante explosões retumbam no subwoofer. E tudo isso em um sound design perfeitamente equilibrado, com música, efeitos e diálogos sempre discerníveis e claros. Como referido acima, os efeitos sonoros e a fidelidade geral da nova trilogia são superiores, mas mesmo assim você ficará impressionado com o áudio da Trilogia Original. Quanto à comentada “DTS Bomb” (ruído elevado que provocaria a queima de alto-falantes) que haveria em determinados trechos do EPISÓDIO IV, não percebi nada de anormal. Ou se trata de hoax ou de alguém que possuía caixas subdimensionadas em relação à potencia do receiver e assistiu ao filme com o volume alto demais. Além da faixa lossless cada filme tem disponíveis dublagens Dolby Digital 5.1 em português, espanhol, francês e inglês (descritivo), e legendas nesses mesmos idiomas. O nosso box inova ao trazer em um panfleto os nomes dos dubladores nacionais dos filmes, exceto do EPISÓDIO III. É de estranhar que a Fox não tenha conseguido obter informações oficiais da dublagem dos filmes, tendo que utilizar publicações em jornais e pesquisar na internet para obter as que fossem possíveis.

Extras
Com um impressionante conjunto de material extra, o box da saga completa de STAR WARS é desde já um dos melhores já lançados em Blu-ray neste quesito – senão, o melhor. Como no box ALIEN ANTHOLOGY da própria Fox, todos os suplementos estão armazenados em BDs-50GB, a maior parte deles inéditos (atenção: nenhum dos documentários dos DVDs anteriores é repetido aqui) e em resolução SD e HD. E o que é particularmente importante para nós brasileiros: TODOS com legendas em português, inclusive os comentários em áudio! Minha única reclamação é a falta de um documentário dedicado exclusivamente a John Williams e suas trilhas memoráveis, ainda que isso seja parcialmente abordado em outros tópicos. Devido à enorme quantidade de extras, vou empregar aqui um método similar ao que adotei no box de ALIEN: listar todo o material por disco e comentar apenas os itens que achei mais curiosos ou importantes, senão esta resenha, que já é enorme, vai ficar mais comprida que um destróier Imperial. Sobre os comentários em áudio, limito-me a apontar que cada filme traz duas faixas – uma com George Lucas e membros da equipe de produção, já disponível na correspondente edição em DVD, e outra inédita composta por entrevistas de arquivos com integrantes do elenco e da equipe de produção. O material restante está distribuído nos três fartos discos de extras – um para cada trilogia, com os extras divididos por filme e locais, e um com documentários gerais. Então, vamos lá:

Disco 1 – EPISÓDIO I: A AMEAÇA FANTASMA

  • Comentários de Áudio com George Lucas, Rick McCallum, Ben Burtt, Rob Coleman, John Knoll, Dennis Muren e Scott Squires;
  • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe.

Disco 2 – EPISÓDIO II: ATAQUE DOS CLONES

  • Comentários de Áudio com George Lucas, Rick McCallum, Ben Burtt, Rob Coleman, Pablo Helman, John Knoll e Ben Snow;
  • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe.

Disco 3 – EPISÓDIO III: A VINGANÇA DOS SITH

  • Comentários de Áudio com George Lucas, Rick McCallum, Rob Coleman, John Knoll e Roger Guyett;
  • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe.

Disco 4 – EPISÓDIO IV: UMA NOVA ESPERANÇA

  • Comentários de Áudio com George Lucas, Carrie Fisher, Ben Burtt e Dennis Muren;
  • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe.

Disco 5 – EPISÓDIO V: O IMPÉRIO CONTRA-ATACA

  • Comentários de Áudio com George Lucas, Irvin Kershner, Carrie Fisher, Ben Burtt e Dennis Muren;
  • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe.

Disco 6 – EPISÓDIO VI: O RETORNO DE JEDI

  • Comentários de Áudio com George Lucas, Carrie Fisher, Ben Burtt e Dennis Muren;
  • Comentários de Áudio do arquivo de entrevistas com elenco e equipe.

Disco 7 – NOVA TRILOGIA

Episódio I

Naboo:

  • Entrevistas (HD, 7 min.): Panorama de Naboo / Entrevista de Liam Neeson – Temos aqui o típico material promocional para o lançamento do filme, com depoimentos de integrantes da equipe e do elenco. Neeson fala como o roteiro e o filme são maravilhosos…;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 1:30 min.) – Droides com Fala Atrapalhada / A Batalha Terminou / A Volta de Anakin – Três cenas acertadamente eliminadas, vistas com animação incompleta. Cada uma traz um texto básico na introdução;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Seção interativa que permite que você examine modelos de espaçonaves, monstros, figurinos de personagens, desenhos e pinturas de fundo. Nesta, por exemplo, temos: caça estelar de Naboo, monstro Sando Aqua, traje de Darth Maul, nave de Palpatine, Jar-Jar Binks, nave de combate da Federação, Cruzador da República, traje da Rainha Amidala na Sala do Trono e o Dróide de Batalha. Quando você seleciona cada item um menu à direita na tela lhe oferece algumas opções: fazer uma rotação de 360º do objeto, acessar detalhes de partes específicas ou assistir um vídeo com comentários e cenas de bastidores explicando o trabalho feito para criar aquilo que você está olhando;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – Nesta seção você tem acesso a desenhos de produção e artes conceituais. Nesta temos 34 que basicamente consistem de rascunhos, diagramas e plantas. Abaixo de cada imagem há um pequeno texto explicativo.

Tatooine:

  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 39 imagens que incluem os rascunhos iniciais de C3-PO e variações da aparência de Watto;
  • Entrevistas (HD, 7 min.): Panorama de Tatooine / Entrevista de Rick McCallum (Corredores de Pod) / Entrevista de Rick McCallum (Filmagens na Tunisia);
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 2:30 min.): Batalha na Rampa de Entrada / Cena Estendida da Aposta na Corrida de Pods;
  • A Coleção: Rotação 360º / Video Comentários (HD);

Episódio II

Coruscant:

  • Entrevistas (HD, 5 min.): Panorama de Coruscant / Entrevista de Ewan McGregor – Fora a usual rasgação de seda, a entrevista de McGregor traz uma informação curiosa: seu tio era um dos pilotos Rebeldes no filme original;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 2 min.)- Cena Estendida da Perseguição de Speeder / Os Vinte Perdidos – “Os Vinte Perdidos” é interessante. Nessa cena a
    bibliotecária fala sobre a saída do Conde Dookan dos Jedi;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD);
  • Galeria de Arte Conceitual (HD).

Naboo:

  • Panorama de Naboo (HD, 3 min.);
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 2 min.) – Os Pesadelos de Anakin / Anakin e
    Ruwee
    ;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD);
  • Galeria de Arte Conceitual (HD).

Tatooine:

  • Panorama de Tatooine (HD, 3 min.);
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD);
  • Galeria de Arte Conceitual(HD).

Geonosis:

  • Entrevistas (HD, 9 min.): Panorama de Geonosis / Entrevista de Hayden Christensen / Atuação Diante da Tela Azul;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (HD, 4 min.) – Ataque à Nave dos Droides e Luta
    Estendida na Arena
    – Uma das mais longas cenas eliminadas do pacote. Nela os Jedi Ki-Adi-Mundi e Plo Koon aparecem mais, tentando desativar uma nave droide;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Temos aqui uma coleção legal que inclui o traje de Jango Fett e de um Clone Trooper;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 40 fotos que vão de personagens como o Conde Dookan aos penteados de Obi-Wan. Chique!

Episódio III

Coruscant:

  • Entrevistas (HD, 8 min.): Panorama de Coruscant / Entrevista de Samuel L. Jackson – Você deve ter reparado que o sabre de luz do Mestre Windu é de uma cor diferente – roxo. Em sua entrevista Samuel L. Jackson fala sobre como convenceu Lucas a lhe dar um sabre roxo;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 4 min.) – Brincadeiras no Elevador / Fuga Pelo Hangar / Mudanças na Constituição;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD);
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 24 imagens de artes conceituais, a
    maioria de espaçonaves.

Utapau:

  • Panorama de Utapau (HD, 5 min.);
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 9 min.) – Animáticos da Perseguição em Utapau – Esta sequência em animatics, criada com a ajuda de Steven Spielberg, mesmo em formato inacabado é interessante de  se ver;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Cinco objetos
    diferentes aqui, incluindo o interessante General Grievous;
  • Galeria de Arte Conceitual(HD) – 19 imagens com visuais diferentes de Grievous e outros personagens.

Mustafar:

  • Entrevistas (HD, 6 min.): Panorama de Mustafar / Entrevista de Natalie Portman;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 4 min.) – Animáticos do Duelo em / Mustafar /
    Animáticos do Rio de Lava
    ;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Quatro itens,
    incluindo os sabres de luz de Obi-Wan e Anakin e a cabeça queimada de Anakin.
    Maneiro!;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD).

Kashyyyk e a Ordem 66:

  • Panorama de Kashyyyk e a Ordem 66 (HD, 6 min.);
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 15:30 min.): Animáticos do Ataque a Kashyyyk e da Ordem 66 / Anakin Mata Shaak Ti / Impostores Jedi no Templo / Animáticos do Duelo no Senado / Yoda Conversa com Qui-Gon;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Seis modelos, incluindo os figurinos de Chewbacca, Darth Vader e de um Oficial Imperial;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD).

Disco 8 – TRILOGIA ORIGINAL

Episódio IV

Tatooine:

  • Entrevistas (HD, 7 min.): Panorama de Tatooine / Entrevista de Mark Hamill / Entrevista de Anthony Daniels – Aqui o material começa a ganhar mais relevância histórica, com a equipe e elenco da Trilogia Original retornando para dividir conosco suas memórias da produção. O primeiro é Hamill relembrando seus tempos de Luke Skywalker, seguido do intérprete de C-3P0;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 15 min.): Estação Tosche / Mulher Idosa em Tatooine / O Leite Azul da Tia Beru / Em Busca de R2-D2 / Tomada Básica da Cantina / Busca Feita por um Stormtrooper – Ao contrário das cenas eliminadas da nova trilogia, muitas da clássica podem ser consideradas como o “Cálice Sagrado” dos fãs de STAR WARS. Neste box, pela primeira vez, temos cenas muito comentadas mas nunca vistas, e em meio às constantes alterações
    de Lucas algumas poderiam ter sido restauradas e integradas aos filmes. Apesar
    da má condição das fontes, elas são mais legais de assistir porque não são basicamente animações inacabadas, como as da trilogia nova. Destaque para a cena da Estação Tosche, do início do filme, e o rolo em preto e branco de Luke entrando na Cantina de Tatooine;
  • A Coleção (HD): Rotação 360º / Comentários dos Vídeos – Sete objetos, incluindo o Millennium Falcon;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – Também pelo valor histórico, as galerias de artes conceituais da trilogia clássica são mais relevantes. Temos aqui 30 ilustrações com as primeiras versões de Luke, Han, Jawas e suas armas.

A Bordo da Estrela da Morte:

  • Entrevistas (HD): Panorama de A Bordo da Estrela da Morte / Entrevista de Carrie Fisher – Destaque para a envelhecida Carrie Fisher relembrando sua entrevista para o papel de Leia, e de como Lucas mal falava com ela;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 0:30min.): Darth Vader Expande a Busca;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Quatro modelos, incluindo o protótipo da Estrela da Morte;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD).

A Batalha de Yavin:

  • Panorama de A Batalha de Yavin (HD, 4 min.) – Dennis Muren fala sobre os modelos usados no filme, e de como a batalha final foi inspirada em combates aéreos da Segunda Guerra Mundial;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 0:30min.): Cena Alternativa do Reencontro Entre Biggs e Luke;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Dez modelos, incluindo os caças X-Wing, Y-Wing e Tie Fighter;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 16 imagens, a maioria de plantas das espaçonaves do filme. Para quem gosta é um prato cheio.

Episódio V

Hoth:

  • Entrevistas (HD, 9 min.): Panorama de Hoth / George Lucas Fala Sobre a Edição de O Império Contra-Ataca – 1979 / Entrevista de Irvin Kershner – Na primeira  temos Lucas na sala de edição, na época da pós-produção. Na segunda o  falecido diretor Kershner fala sobre o seu elenco;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (HD, 6:30min.): Han and Leia: Cena Estendida na Base Eco / A Recuperação de Luke / Luke e Leia: No Centro Médico / Cenas
    Excluídas do Wampa / O Destino do General Veers
    ;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Sete itens incluindo At-At Walker, Snowspeeder, Tauntaun e figurinos de Leia e Han;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD).

Dagobah:

  • Entrevistas (HD, 9 min.): Panorama de Dagobah / George Lucas Fala sobre a Força – 2010 – Na entrevista de Lucas, gravada em 2010, ele discute a ideia da Força com os roteiristas de THE CLONE WARS;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 1 min.): O Teste de Yoda;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Cinco itens, incluindo Yoda;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 16 imagens, incluindo ideias iniciais para Yoda onde ele parecia um anão de jardim.

Perseguidos Pela Frota Imperial:

  • Panorama de Perseguidos Pela Frota Imperial (HD, 3 min.) – Muren fala sobre a cena da perseguição ao Millenium Falcon no campo de asteroides;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 3 min.): Escondido no Asteroide / Cena Alternativa do Beijo de Han e Leia;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Nove modelos, incluindo Star Destroyer, Millenium Falcon, Star Destroyer de Vader e Boba Fett;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD).

Cidade das Nuvens:

  • Panorama de Cidade das Nuvens (HD, 3 min.);
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 2 min.): A Captura de Lobot / Leia Cuida de Luke;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD);
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – Dez interessantes imagens conceituais da Cidade das Nuvens.

Episódio VI

Tatooine:

  • Panorama de Tatooine (HD, 4 min.);
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 5 min.): A Chegada de Vader e a Tentativa de Ajudar Luke / Tempestade de Areia em Tatooine;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD);
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 16 imagens e esquemas, que incluem
    as primeiras versões do biquíni de escrava de Leia.

Endor:

  • Entrevistas (HD, 6 min.): Panorama de Endor/ Entrevista de Harrison Ford;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 2 min.): Ataque Rebelde ao Depósito;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Oito modelos, incluindo o At-St Walker, Speeder Bike, Shuttle Imperial e Asa-Delta Ewok;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 37 imagens, sendo que a arte conceitual dos Ewoks é bem engraçada.

Batalha Espacial na Estrela da Morte II:

  • Panorama da Batalha Espacial na Estrela da Morte II (HD, 4 min.) – O modelista Bill George fala sobre como fazer o segundo ataque à Estrela da Morte parecer diferente do primeiro. Se Lucas tivesse sido mais imaginativo, teria poupado muito trabalho…;
  • Cenas Excluídas e Estendidas (SD, 12 min.): O Conflito de Jerjerrod / A Batalha de Endor: Os Rebeldes Perdidos – As cenas dos rebeldes perdidos deveriam estar no filme. Ouviu Lucas?;
  • A Coleção: Rotação 360º / Comentários dos Vídeos (HD) – Sete modelos: caça B-Wing, Interceptador Tie, Estrela da Morte em construção, figurino do Almirante “It’s a Trap!” Ackbar, etc.;
  • Galeria de Arte Conceitual (HD) – 22 imagens, sendo as melhores as da aparência de Vader sem a máscara.

Disco 9 – DOCUMENTÁRIOS

  • O Making de Star Wars: (SD, 49 min.) – Documentário de 1977, ano do
    lançamento do filme original, com alguns segmentos apresentados por C-3P0.
    Traz muitas informações interessantes sobre a produção, cenas de bastidores
    e entrevistas;
  • O Império Contra-Ataca: Efeitos Especiais: (SD, 48 min.) – Mark Hamill apresenta
    este documentário de 1980, ano em que o filme foi lançado. O foco, como o  nome já implica, é a criação dos efeitos especiais e visuais. Destaque para as cenas de bastidores das filmagens de modelos e miniaturas. É mostrado como o andar dos elefantes inspirou os movimentos dos enormes AT-AT Imperiais;
  • Criaturas Clássicas: O Retorno de Jedi: (SD, 48 min.) – Documentário  de 1983 apresentado por Carrie Fisher e Billy Dee Williams que destaca a parada de alienígenas, personagens e monstros vistos no filme. Mostra como foram criados e filmados. Destaque para o material dedicado ao Rancor;
  • Anatomia de um Dewback: (SD, 26 min.) – Esse extra de 1997 documenta como o processo de mudança nos filmes da Trilogia Original iniciou, com a substituição dos Dewbacks do EPISÓDIO IV por versões CGI (hoje bem toscas, diga-se de passagem) e a adição de mais Stormtroopers procurando os droides no deserto. Vale a pena assistir também pela participação de especialistas que falam sobre o processo de restauração dos originais;
  • Guerreiros Estelares: (SD, 84 min.) – Documentário de 2007 dedicado aos fãs que gostam de se vestir como os seus personagens favoritos. Abençoado seja o biquíni da Princesa Leia e viva o Cosplay!;
  • A Tecnologia de Star Wars: (HD, 46 min.) – Outro documentário de 2007 e que já passou na TV paga daqui. Vemos várias pessoas especulam e comparam a tecnologia vista nos filmes com os fatos científicos reais;
  • Uma Conversa com os Mestres: O Império Contra-Ataca 30 anos depois. (HD 25 min.) – George Lucas, Irvin Kershner, Lawrence Kasdan e John Williams discutem o melhor filme da franquia. Este é o documentário mais novo do pacote, gravado em 2010 e antes da morte de Kershner;
  • Sátiras de Star Wars: (HD, 97 min.) – O extra mais divertido do box, esta é uma grande coletânea de sátiras e piadas de STAR WARS, vistas em comerciais e programas como OS SIMPSONS, HOW I MET YOUR MOTHER, ROBOT CHICKEN, BUFFY, SATURDAY NIGHT LIVE, etc. Hilário!

Jorge Saldanha

18 opiniões sobre “Resenha: STAR WARS – A SAGA COMPLETA (Blu-ray)”

  1. Olá, senhor Jorge Saldanha!
    Excelente resenha, como sempre. Mas fato: colocar 97 minutos exclusivos sobre sátiras e nenhum segundo exclusivo sobre as OSTs do Mestre Williams me é tão adorável quanto o amor dos fanáticos por Jar Jar Binks. E outra: então Lucas não nos deu a “oportunidade Alien Anthology” de assistir as versões de cinema e especiais dos filmes?
    Para encerrar: temos que manter os dvds das duas trilogias em termos de completismo de extras?
    Aquele abraço e aqueles votos sinceros de sempre!

    Curtir

    1. Olá Rafael. Concordo com você quanto à falta de material dedicado às trilhas e a falta da opção de assistir às versões originais de cinema. E sim, quem quiser todos os extras já lançados terá de manter os DVDs. Abraço!

      Curtir

  2. Olá senhor Jorge Saldanha. Acabei de receber esta caixa de Star Wars em casa e…mais um “ótimo exemplo Alien Anthology” que Lucas não seguiu, novamente em cima das OSTs do Mestre Williams: não temos a opção de assistir aos filmes com as OSTs em canal de áudio separado! nossa…
    E…aqueles “discos bônus 1 e 2”? quanto tempo tem de duração para requisitar um BD 50? lembrando de 1 (é, um só!) dos dois discos de extras de “Alien Anthology” (de novo…), este era mais classudo que o exoesqueleto da rainha alien, pois era uma expansão dos já parrudos 4 discos de extras, juntos, dos dvds “Alien quadrilogy”, com mais de 13 horas de material suplementar. Agora os discos bônus 1 e 2 da Força, juntos, não parecem ter nem 2 horas…
    Mas seguirei em frente…de cabeça fria…

    Um abraço, senhor Saldanha!

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  3. Excelente análise. Sua apuração técnica e busca por expor os detalhes é louvável. Agradeço por compartilhar.

    Um abraço!

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