Como bom Scoretracker, você se certificou de ouvir todos as trilhas que dominaram as discussões em 2015, não é? Imagino que você tenha conferido os novos scores para os principais blockbusters do ano, desde Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron, 2015) a Quarteto Fantástico (Fantastic Four, 2015), passando por Homem-Formiga (Ant-Man, 2015), Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015), Missão: Impossível – Nação Secreta (Mission: Impossible – Rogue Nation, 2015), e vários outros, certo? Também tenho certeza de que, se você lê este site regularmente, também esteve a par da temporada matadora de Michael Giacchino em 2015, dos retornos triunfais de John Williams e Ennio Morricone ao mainstream, dos últimos trabalhos compostos por James Horner

Porém, nem só dos blockbusters hollywoodianos vive o cinema – e o mesmo vale para as trilhas sonoras. Em toda parte do globo existe Música de Cinema de qualidade sendo produzida, com scores grandiosos ou minimalistas, e variando da ação orquestral mais grandiosa até o drama mais tocante. Mesmo no próprio cinema americano, fora dos grandes blockbusters de super-heróis, ação, fantasia e ficção científica, também é possível ouvir trabalhos de ótima qualidade, produzidos tanto por nomes mais famosos quanto por novatos promissores.

Pensando nisso, compilei algumas ótimas trilhas de 2015, fora do mainstream, que você não pode deixar de conhecer. Temos scores de países como Espanha, Irã, Inglaterra e China, para filmes de drama, aventura, animação e documentário, e tanto de autoria de compositores mais famosos, incluindo vencedores do Oscar, quanto de nomes mais desconhecidos, porém de talento promissor. Outros mostram um lado diferente de alguns compositores que, mais especializados em caros filmes de ação, aqui tem a oportunidade de escrever algo bem distinto. Confira! 

CD-age-of-adalineThe Age of Adaline – Rob Simonsen

Discípulo de Mychael Danna, para quem ele já atuou como compositor de música adicional e orquestrador, Rob Simonsen é um jovem músico que, aos poucos, vem conquistando seu espaço no mundo das trilhas sonoras, particularmente em filmes indie como Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo (Seeking a Friend for the End of the World, 2012) e O Maravilhoso Agora (The Spectacular Now, 2013), além do conceituado drama Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (Foxcatcher, 2014). Mesmo assim, não exagero ao dizer que A Incrível História de Adaline (The Age of Adaline, 2015) é seu melhor trabalho até agora.

O longa é um drama que conta a história de Adaline (dã) Bowman (Blake Lively), uma mulher que, depois de sofrer um acidente de carro, aos 29 anos, fica presa nessa idade para sempre, enquanto seus familiares e amores continuam envelhecendo. A trilha de Simonsen é orquestral, com leves participações de um coro feminino aqui e ali, e também repleta de temas, num trabalho que mistura magia, mistério e melancolia, com ecos de A Dama na Água (The Lady in the Water, 2006), de James Newton Howard, Um Homem de Família (The Family Man, 2000) e Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, 2003), ambas de Danny Elfman, e Te Amarei para Sempre (The Time Traveler’s Wife, 2009), do próprio Danna. Além disso, seu score é profundamente triste, retratando a situação dramática de Adaline e, sendo Simonsen um aprendiz de Danna, pode ser também bem emocionalmente carregado às vezes. Mesmo assim, não deixa de ser uma das mais bonitas trilhas do ano. 

CD-capture-the-flagAtrapa la Bandera – Diego Navarro

Do diretor de As Aventuras de Tadeo (Las Aventuras de Tadeo Jones, 2012), que já havia rendido um bom score composto por Zacarias M. de La Riva, chega este No Mundo da Lua (Atrapa la Bandera, 2015), uma animação espanhola que conta a história de Mike, um garoto astronauta de 12 anos que, com a ajuda de seus amigos, deve impedir que um bilionário conquiste a Lua e roube dela seus recursos naturais. A trilha aqui foi composta, orquestrada e conduzida por Diego Navarro, um maestro espanhol que tem atuado principalmente na condução de festivais como o Filmucité. Se você é do tipo que gosta de assistir a seus scores favoritos interpretados ao vivo no YouTube, provavelmente já deve ter topado com o eloquente Navarro regendo obras de Jerry Goldsmith como A Profecia (The Omen, 1976) e Lancelot: O Primeiro Cavaleiro (First Knight, 1995), entre outras.

A julgar por esse trabalho, ter passado tanto tempo estudando e regendo os scores de alguns dos maiores compositores da história do cinema certamente fez bem a Navarro. Sua trilha, interpretada pela Orquestra Sinfônica de Tenerife, é épica, heroica e bastante grandiosa. O tema principal, ouvido em sua versão para concerto no disco, tem influências notáveis de magníficas trilhas sonoras como O Patriota (The Patriot, 2000), de John Williams, e Rocketeer (The Rocketeer, 1991), de James Horner. Além disso, as faixas de ação, como a excitante Fighting for the Flag (que contém até mesmo uma brevíssima referência à Fanfarra Rebelde de Star Wars), a heroica Capture the Flag ou a longa Final Chase possuem uma vivacidade poucas vezes vista na Música de Cinema em 2015, junto com Tomorrowland, de Michael Giacchino. Além disso, fãs de Horner ficarão surpresos ao ouvir a faixa Failure is Not An Option, um cue fortemente enraizado na clássica Apollo 13 (idem, 1995), de Horner. Alguns poderão dizer, claro, que foi a influência da temp track. Por outro lado, gosto de imaginar que Navarro aproveitou a temática (levemente) parecida com a do drama espacial de Ron Howard para fazer uma singela homenagem ao recentemente falecido compositor.

O disco lançado pela Quartet Records inclui nada menos que 45 (!) faixas, incluindo uma performance ao vivo da trilha na última. Muitos dos cues, na verdade, são curtíssimos, alguns com menos de 20 segundos de duração. Mas não deixe que isso lhe desanime de ouvir. Atrapa la Bandera é um ótimo score orquestral, escrito por um músico talentoso e interpretado com perícia pela orquestra de Tenerife. E, diferente de muitos trabalhos para longas infantis, não possui uma audição cansativa.

CD-black-mass-soundtrackBlack Mass – Tom Holkenborg

Você pode não reconhecer o nome do compositor, mas certamente já ouviu alguns dos seus scores: Tom Holkenborg, mais conhecido como Junkie XL, é um compositor em ascensão que, egresso da famigerada Remote Control, tem colecionado blockbuster atrás de blockbuster, entre trabalhos para longas como Divergente (Divergent, 2014), 300: A Ascensão do Império (300: Rise of an Empire, 2014), Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015), o recém lançado Deadpool (Idem, 2016) e o aguardado Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (Batman v. Superman: Dawn of Justice, 2016). Entretanto, o drama criminal Aliança do Crime (Black Mass, 2015) representa um trabalho diferente, e até bastante original, em sua carreira.

Nada dos explosivos horn of doom e da percussão incessante que permeiam seu trabalho em filmes de ação. Para Aliança do Crime, que conta a história do mafioso Whitey Bulger (Johnny Depp), Holkenborg utilizou uma orquestra de cordas, eletrônicos e solos de violoncelo do veterano Steve Erdody. Sua música é grave e solene, enquanto o tema do mafioso (que, ouvido logo na primeira faixa, está presente em praticamente todo o disco) tem um ar ligeiramente gótico, quase vampírico, o que é estranhamente adequado à performance de Depp no longa. O destaque, porém, vai para as duas últimas faixas, Strictly Criminal e Take Care Kid, que, acompanhando a queda do império de Bulger e a prisão de seus associados, utilizam cordas, órgão e uma variação dramática do tema de Whitey. Afinal, Holkenborg já havia demonstrado talento para escrever elegias para cordas emocionalmente impactantes mesmo em seus longas de ação, como provam cues como Faction Before Blood, de Divergente, e Many Mothers, de Mad Max, e aqui ele tem a oportunidade de escrever um score praticamente inteiro neste estilo.

Além disso, para esse trabalho, Holkenborg, além de compor toda a trilha, também a orquestrou e a mixou sozinho, o que vai na contramão dos mandamentos da Remote Control. Assim, é sua a voz que ouvimos quando escutamos este score, e não a de um comitê. É também curioso notar que ele assinou o trabalho com seu nome real, e não com um artístico. Será porque ele imaginava que era mais fácil os idosos membros da Academia votarem em Tom Holkenborg do que em Junkie XL? Seja como for, um interessante e diferenciado trabalho do mais novo pupilo de Hans Zimmer.

CD-the-huntThe Hunt – Steven Price

The Hunt é um documentário televisivo produzido pela BBC, exibido em sete partes no último mês de novembro, no Reino Unido. Ele mostra as diversas técnicas utilizadas pelos predadores para capturarem suas presas em todos os lugares do mundo, da Savana africana ao Pólo Norte. Particularmente, não tenho muito o costume de assistir documentários sobre a natureza e o mundo animal, mas reconheço que as mundialmente famosas produções da BBC já inspiraram magníficas trilhas nas mãos de compositores como George Fenton e Christopher Gunning, entre outros. O inglês Steven Price, vencedor do Oscar por Gravidade (Gravity, 2013), faz sua estreia aqui como compositor dos docs da BBC, e já se mostra como um sucessor digno do legado musical que tais produções carregam: seu enorme score para The Hunt é complexo, grandioso, primariamente orquestral (com alguns poucos elementos eletrônicos) – e provavelmente seu mais acessível até hoje.

Suas trilhas anteriores para Gravidade e Corações de Ferro (Fury, 2014), por melhores que sejam – e eu particularmente sou um grande admirador desta última –, também são bastante abrasivas e desafiadoras às vezes. Por outro lado, The Hunt traz o compositor explorando seu lado mais sinfônico, e mais melódico também, o que deve lhe atrair novos fãs. Além disso, o doc também oferece a Price uma raríssima oportunidade na carreira de qualquer compositor: escrever e desenvolver longas peças musicais, com início, meio e fim. Claro, ele ainda estava preso às métricas de cada episódio, porém, elas aparentemente foram mais longas do que as de um filme comum, permitindo que ele escrevesse longos cues, e desse a eles um desenvolvimento raramente visto nas trilhas sonoras. Dessa forma, muitas faixas acabam perpassando uma grande variedade de climas e estilos musicais, de violentos trechos de ação até belas partes mais líricas.

No primeiro disco, cues como Power vs. Teamwork e Big Game on the Tundra mostram Price explorando seu lado como compositor de ação, já visto antes em seus scores anteriores (e também dando possíveis mostras do que ouviremos em seu trabalho no aguardado Esquadrão Suicida), enquanto At First It’s a Game e A Sparrowhawk’s Tale mostram seu estilo mais dramático. A faixa de abertura, A Game of Strategy, traz uma bela e grandiosa melodia para orquestra, percussão e vocais, enquanto Melt Waters e Buzzing Jays são mais leves, quase cômicas. Já a longa The Army Ants percorre todos esses estilos em seus 7 minutos de duração.

O disco seguinte se inicia com a majestosa The Blue Whale, um épico cue para coro e orquestra. Também podemos encontrar mais faixas de ação de qualidade nas tensas The Bait Ball e Race Against Time, que parecem ser uma versão mais orquestral de seu trabalho em Gravidade, bem como as ótimas e intensas Between the Devil and the Deep Blue Sea e Lions and Buffalo. Ao fim da trilha, Sea Lions and Killer Whales e Wolves and Bears são outras faixas de destaque de (principalmente, mas não limitados a) ação, enquanto The Lions Theme encerra o disco com uma tocante melodia para cello solo, percussão, orquestra e eletrônicos.

A experiência de ouvir a trilha de The Hunt pode não ser das mais fáceis, porém: são nada menos que duas horas e meia de música espalhadas ao longo dos dois discos, de forma que, mesmo com todos os destaques, a audição acaba se tornando cansativa. Mesmo assim, nada disso é demérito de Price, que conseguiu a façanha de escrever 150 minutos de música de ótima qualidade (assumindo que os dois discos tragam todo o score gravado para a série), perpassando praticamente todos os estilos de trilha sonora, das mais íntimas às mais grandiosas. Suas longas peças musicais para o documentário estão entre as melhores coisas de sua carreira, e apenas confirmam seu talento como compositor para aqueles que ainda não haviam reconhecido isso.

CD_I_Am_Big_Bird_soundtrackI Am Big Bird: The Caroll Spinney Story – Joshua Johnson

Este documentário, que por enquanto ainda não tem data de lançamento no Brasil, conta a história do marionetista Caroll Spinney, que ficou famoso por interpretar o pássaro Garibaldo (ou Big Bird, no original) da Vila Sésamo nos Estados Unidos. Sua trilha foi escrita por Joshua Johnson, um jovem músico que vinha trabalhando como assistente do compositor John Paesano, mas que surge aqui como uma das principais revelações do mundo da Música de Cinema em 2015. Seu trabalho para o documentário é imbuído de inocência e deslumbramento, para retratar a fascinação que o personagem exercia (e exerce) sobre as crianças, mas também repleto de melancolia e sentimentalidade, refletindo a vida atribulada de Spinney. Essa combinação entre sentimentalismo e inocência, com grandes doses de emoção, faz com que o trabalho de Johnson lembre um pouco scores como Coccoon (idem, 1985), Gasparzinho (Casper, 1995), ambas de James Horner, e Forrest Gump: O Contador de Histórias (Forrest Gump, 1994), de Alan Silvestri – a combinação de piano, cordas e harpa ouvida em Prelude quase nos faz pensar que estamos diante do trabalho do ítalo-americano para o clássico drama de Zemeckis.

A polarização entre a música mais dramática para os momentos difíceis da vida de Spinney, e outra mais “brincalhona” e alegre para seu trabalho como Garibaldo, se espalha por toda a trilha. As faixas Mother and Father, Wanderlust, Divorce e Family Matters trazem alguns solos de cello particularmente tocantes, enquanto ROTC é mais intimista e reflexiva, com sua melodia para madeiras. Por outro lado, Caroll Quits/Rise to Fame e Big Bird Peaks são mais grandiosas e triunfais, demonstrando os anos de sucesso do ator à frente do personagem. As duas últimas faixas, Big Bird’s Decline e Why He Still Does It providenciam um encerramento emocionalmente satisfatório, com bonitas melodias que servem de indicativo que, em pleno 2015, ainda existem compositores que cometem a ousadia de escrever scores despudoradamente emocionais. Um ótimo trabalho que, ao que tudo indica, revela um futuro brilhante para Joshua Johnson. 

CD-monkey-kingThe Monkey King – Christopher Young

Certo, aqui “terei de forçar a barra” um pouco: The Monkey King (no original, Xi you ji: Da nao tian gong) é um filme chinês de 2014, baseado numa popular lenda do Oriente. O longa teve produção digna de um blockbuster, o que permitiu aos produtores contratar um compositor direto de Hollywood, Christopher Young, que gravou seu score com a Slovak National Orchestra e o Lucnica Chorus, na cidade de Bratislava, na Eslováquia. Mesmo não tendo recebido críticas tão positivas, o longa ainda foi um enorme sucesso de bilheteria na China, de tal forma que uma continuação (também musicada por Young) está atualmente sendo exibida nos cinemas chineses. Sendo assim, o que faz esse score numa lista de melhores de 2015? A resposta é simples: em seu lançamento, a trilha não ganhou lançamento em álbum, apenas um disco promo, montado pelo compositor para ser enviado a críticos e membros da Academia, visando premiações. Seu lançamento para o público em geral ocorreu apenas em meados do ano passado, graças à Intrada.

Assim, ao ouvir este ótimo score de Young, você verá que tive razão ao fazer isso. The Monkey King foi uma excelente oportunidade para o compositor exercitar seu lado mais grandioso, ouvido em ótimos trabalhos anteriores como O Núcleo: Missão ao Centro da Terra (The Core, 2003) e Padre (Priest, 2011), além de escrever belas melodias e adicionar um sabor exótico com a utilização de instrumentos orientais. Em suma, tudo o que a trilha de um épico necessita. O disco abre com a impressionante Yu Huang Da Di, The Jade Emperor, uma faixa de ação de proporções titânicas, que mostra todo o poder da orquestra e do coro. Mais para a frente, partes de Ao Kuang, The Dragon King Of The East Sea e Nüwa, The Goddess Of Works também trazem esse mesmo tipo de ação grandiosa, com esta última, porém, se desenvolvendo numa bela peça com coro feminino, numa linda interpretação do tema principal. Me lembrou um pouco do score de James Newton Howard para O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010). O destaque, porém, vai para Niu Mo Wang, The Bull Demon King, uma faixa de tamanho verdadeiramente monstruoso: quase 17 minutos de duração. Mesmo assim, ainda é uma faixa impressionante e climática, repleta de drama e tensão, mas também heroísmo e muita ação. Traz também instrumentações interessantes: afora a orquestra e o coro, Young ainda se permite incluir bateria e guitarra na orquestração, bastante reminiscentes de seu score para Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider, 2007). Ao final, uma bela performance do erhu, instrumento típico oriental. Encerrando esse gigantesco clímax, ainda vem outro enorme cue: Sun Wukong, The Monkey King, que traz o tema principal em sua forma mais heroica, levando a trilha a um final satisfatório.

Por outro lado, o score não é apenas ação sem fim: as faixas Ruxue, the Silver Fox e Erlangshen, the Three-Eyed Warrior são tipicamente chinesas em ritmo e instrumentação, demonstrando um grande trabalho de pesquisa musical por parte de Young, e tem um clima mais alegre e brincalhão. Já Tieshan Gongzhu, the Princess Iron Fan é uma bela e lírica melodia para cordas e flautas chinesas, enquanto Guanyin, the Goddess of Mercy apresenta uma bonita valsa para a orquestra e a jovem vocalista Julie Chae, de dez anos.

Em suma, a trilha de The Monkey King combina todo o poder de uma grandiosa orquestra sinfônica ocidental e o coro com os belos e evocativos instrumentos do Extremo Oriente, e traz elementos que podem agradar a fãs de ambos os estilos musicais. Young já havia demonstrado talento para escrever música épica desde pelo menos Hellraiser II – Renascido das Trevas (Hellbound: Hellraiser II, 1988) e, se os cineastas e produtores do Ocidente não lhe tem oferecido muitas oportunidades do gênero ultimamente, então é ótimo que os chineses perceberam isso e lhe deram a chance de escrever uma das melhores trilhas de sua carreira já fenomenal. E palmas à Intrada por trazer esse belo score para os fãs do mundo todo (embora, se possível, gostaria que o álbum com a trilha de Young para a continuação não demorasse tanto)!

Leia a Parte 2

Tiago Rangel

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