Resenha: AMOR A TODA PROVA (Filme em Destaque)


AMOR A TODA PROVA (Crazy, Stupid, Love, EUA, 2011)
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 118 min.
Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, Steve Carell, Kevin Bacon, Julianne Moore, Marisa Tomei, John Carroll Lynch, Josh Groban
CompositoresChristophe Beck, Nick Urata
Roteirista: Dan Fogelman
Diretores: Glenn Ficarra, John Requa
Cotação: ***½

Steve Carell deve demorar ainda um bocado para se livrar da sombra do personagem Michael Scott (THE OFFICE), mas talento ele tem para fazer tipos diferentes, como já pudemos comprovar em PEQUENA MISS SUNSHINE. Ainda não é o caso de seu papel em AMOR A TODA PROVA (2011), dirigido pelos mesmos diretores de O GOLPISTA DO ANO (2009), Glenn Ficarra e John Requa. Mas em AMOR A TODA A PROVA Carell tem a oportunidade de contracenar com gente boa como Julianne Moore, Ryan Gosling e Emma Stone, e coadjuvantes de peso como Marisa Tomei e Kevin Bacon. Sem falar nos jovens atores: o garotinho que interpreta o filho de Carell e a baby-sitter, que também têm os seus momentos de brilho. Continuar lendo Resenha: AMOR A TODA PROVA (Filme em Destaque)

Resenha: PLANETA DOS MACACOS – A ORIGEM (Filme em Destaque)


PLANETA DOS MACACOS – A ORIGEM (Rise of The Planet of The Apes, EUA, 2011)
Duração: 106 min.
Gênero: Ficção Científica
Elenco: James Franco, Tom Felton, Freida Pinto, Andy Serkis, Brian Cox, John Lithgow, Tyler Labine, David Hewlett, Sonja Bennett, Jamie Harris, Leah Gibson,David Oyelowo
Compositor: Patrick Doyle
Roteiristas: Rick Jaffa, Amanda Silver
Diretor: Rupert Wyatt
Cotação: ****

Dificilmente alguém que tenha acompanhado a saga PLANETA DOS MACACOS a partir do antológico longa dirigido por Franklin J. Schaffner em 1968 não sentirá arrepios ao assistir este PLANETA DOS MACACOS – A ORIGEM (2011), dirigido com louvor pelo inglês Rupert Wyatt, de THE ESCAPIST (2008). O que de início salta aos olhos é que, pela primeira vez na história da franquia, os macacos foram totalmente criados em computação gráfica, pela WETA Digital de Peter Jackson. E o fato é que eles roubam a cena dos protagonistas humanos, em especial Andy Serkis, que via captura de movimentos interpreta o chimpanzé César. Serkis já foi o Gollum da trilogia O SENHOR DOS ANÉIS (e voltará a sê-lo em O HOBBIT, atualmente em filmagem na Nova Zelândia) e o KING KONG da refilmagem de 2005, e muitos já estão fazendo campanha para que ele seja indicado ao Oscar por esta nova interpretação digital. Continuar lendo Resenha: PLANETA DOS MACACOS – A ORIGEM (Filme em Destaque)

Resenha: A EPIDEMIA (Blu-Ray)


Produção: 2010
Duração: 101 min.
Direção: Breck Eisner
Elenco: Timothy Olyphant, Radha Mitchell, Joe Anderson, Danielle Panabaker, Christie Lynn Smith
Vídeo: Widescreen Anamórfico 1.78:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês, Português (DTS-HD HR 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol
Região: A, B, C
Distribuidora: Imagem Filmes
Discos: 1 (25Gb)
Lançamento: 22/06/2011
Cotações: Som: **** Imagem: ***½ Filme: **** Extras & Menus: ½ Geral: ***

SINOPSE
A primavera acaba de chegar numa tranquila cidade do interior, onde a simplicidade toma conta das pessoas e suas rotinas. Mas neste ano, a estação trouxe algo além de flores. Misteriosamente, os moradores tornam-se pessoas silenciosas e extremamente agressivas. O casal David (Timothy Olyphant) e Judy (Radha Mitchell) se veem cercados por aqueles que um dia já foram seus vizinhos e amigos, mas agora vagam pela cidade com um único objetivo em mente: matar, destruir, aniquilar.

COMENTÁRIOS
A EPIDEMIA (THE CRAZIES, 2010) é a refilmagem do longa homônimo que o diretor George A. Romero lançou em 1973, conhecido aqui no Brasil como O EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO e que é provavelmente o melhor filme “sem zumbis” do veterano mestre do horror. Esta nova versão, dirigida por Breck Eisner (SAHARA, 2005) e que tem Romero como um dos produtores executivos, é quase tão boa quanto MADRUGADA DOS MORTOS (DAWN OF THE DEAD), a refilmagem de O DESPERTAR DOS MORTOS dirigida em 2004 por Zack Snyder. O segredo de ambas as produções foi saber preservar os sustos e, principalmente, as ideias dos originais, empregando recursos de produção que o cineasta não possuía nos anos 1970. Para se ter ideia, em valores atualizados, o original de Romero custou 250 mil dólares, enquanto a refilmagem saiu por 20 milhões.

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Resenha: THE MUSIC OF MICHEL LEGRAND (Trilha Sonora)


Música composta e regida por Michel Legrand
Selo: Silva Screen Records
Catálogo: SILCD1364
Lançamento: 13/09/2011
Cotação: ****½

Michel Legrand é, provavelmente, o compositor francês vivo mais importante da historia do cinema. De suas colaborações com Jacques Demy aos grandes sucessos de Hollywood como Crown o Magnífico, Verão de 42 e Yentl, ele venceu três Oscars, tem inúmeros sucessos, milhares de parcerias famosas (incluindo nomes como Edith Piaf, Maurice Chevalier, Sarah Vaughn, Barbra Streisand e Nana Mouskori). É claro que, com tantas trilhas belíssimas, nada melhor do que se reinventar e dar novas roupagens aos seus próprios clássicos. Por isso, ao lado da orquestra Moscow Virtuosi, ele mesmo conduziu seus temas mais famosos, mostrando porque é uma lenda na historia das trilhas sonoras.

Este CD duplo da Silva Screen Records, que será lançado na primeira quinzena de setembro, não poderia começar de maneira melhor – com o tema de “Les Parapluies de Cherbourg” – Os Guarda-Chuvas do Amor, filme de 1964 dirigido por Jacques Demy que teve cinco indicações ao Oscar – três para Legrand, e que provavelmente é um dos musicais mais importantes de toda a história. Legrand conduz o score de maneira mais graciosa e suave, para uma explosão da melodia ao final. Após, o concerto de “Las Demoiselles de Rochefort” – Duas Garotas Românticas, do filme fantástico de 1967 (sou suspeita para falar, é meu filme favorito), também dirigido por Demy onde ele novamente foi indicado ao Oscar, com uma trilha alegre, pulsante e feita sob medida para as irmãs da vida real Catherine Deneuve (também estrela de Os Guarda-Chuvas…) e Françoise Dorleac (seria o último filme de Françoise, que morreu em um acidente de carro logo após as filmagens terminarem) e que aqui ganha uma roupagem mais forte e poderosa. Continuar lendo Resenha: THE MUSIC OF MICHEL LEGRAND (Trilha Sonora)

CD NEWS: Lançamentos de 30/08 a 11/10/2011


30 de agosto
Commando James Horner – La-La Land
Fright Night Ramin Djawadi – Varese Sarabande
Warehouse 13
Edward Rogers – Milan
Warrior
Mark Isham – Lakeshore

6 de setembro
Drive
Cliff Martinez – Lakeshore
Spy Kids: All The Time in the World – Carl Thiel, Robert Rodriguez – Lakeshore

13 de setembro
The HelpThomas Newman – Varese Sarabande
A Lonely Place to Die – Michael Richard Plowman – MovieScore Media
The Lord of the Rings Symphony Howard Shore – Howe

20 de setembro
Primeval – Dominik Scherrer – MovieScore Media

27 de setembro
Don’t Be Afraid of the Dark
Marco Beltrami, Buck Sanders – Lakeshore
Dream HouseJohn Debney – Varese Sarabande

11 de outubro
The Thing
– Marco Beltrami – Varese Sarabande

Data a ser anunciada
Descente Aux EnfersGeorges Delerue – Music Box
Divorce — Italian Style
– Carlo Rustichelli – Kritzerland
Le Grand Pardon
– Serge Franklin – Music Box
The Skin I Live In
– Alberto Iglesias – Quartet

Resenha: SPLICE – A NOVA ESPÉCIE (Blu-ray)


Produção: 2010
Duração: 103 min.
Direção: Vincenzo Natali
Elenco: Adrien Brody, Sarah Polley, David Hewlett,
Delphine Chanéac, Brandon McGibbon, Simona Maicanescu
Vídeo: Widescreen Anamórfico 1.78:1 (1080p/VC-1)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 5.1), Português (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português
Região: A, B, C
Distribuidora: California
Discos: 1 (25GB)
Lançamento: 03/08/2011
Cotações: Som: **** Imagem: ***½ Filme: ***½  Extras & Menus: * Geral: *** 

SINOPSE
Clive (Adrien Brody) e Elsa (Sarah Polley) são dois brilhantes cientistas especializados na combinação de DNA e se dedicam a criar espécies híbridas de animais para um laboratório farmacêutico. Depois do sucesso de seu ultimo experimento, decidem em segredo dar um passo mais adiante e usar DNA humano para a criação de um novo ser que os ajude a revolucionar a medicina moderna. Mas a espécie resultante é muito mais que uma nova escala na árvore evolutiva: uma surpreendente criatura que excede seus sonhos mais ambiciosos.

COMENTÁRIOS
O canadense Vincenzo Natali ganhou notoriedade com o barato mas criativo CUBO (CUBE, 1997), e de lá para cá alternou trabalhos como roteirista, diretor e produtor na TV e no cinema. Nada, contudo, que tenha chamado maior atenção – exceto talvez pela direção de um dos segmentos do longa PARIS, EU TE AMO (PARIS, JE T’AIME, 2006). Este SPLICE – A NOVA ESPÉCIE (SPLICE, 2010), seria o projeto seguinte de Natali após CUBO, mas dificuldades como o alto orçamento exigido pelos efeitos visuais causaram seu adiamento. Finalmente em 2010, tendo Guillermo Del Toro na produção, o realizador pôde finalmente lançar esta interessante ficção científica (ainda que menos original que CUBO). No Brasil o filme foi distribuído pela California Filmes no início de 2011 em um circuito limitado – creio que inclusive muitas capitais ficaram de fora. Agora, com sua chegada em DVD e Blu-ray, mais apreciadores do gênero poderão conferir esta nova e boa investida na linha “o Homem brinca de Deus, cria a Vida e se dá mal”. Continuar lendo Resenha: SPLICE – A NOVA ESPÉCIE (Blu-ray)

Resenha: LANTERNA VERDE (Filme em Destaque)


LANTERNA VERDE (Green Lantern, EUA, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 114 min.
Elenco: Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Temuera Morrison, Jenna Craig, Tim Robbins, Angela Bassett, Jon Tenney, Taika Cohen, Jeff Wolfe
Compositor: James Newton Howard
Roteiristas: Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim, Michael Goldenberg
Diretor: Martin Campbell
Cotação: **

Infelizmente não será com LANTERNA VERDE (2011) que a DC Comics conseguirá se equiparar ao sucesso de sua principal concorrente, a Marvel, que desde 2000 vem se saindo bem nas bilheterias com as adaptações de seus super-heróis para o cinema. Na verdade, isso também é um reflexo do que a DC vem enfrentando no mercado de quadrinhos atual: para ter que chamar a atenção de novos clientes, tomou a atitude de zerar seus números e mudar várias coisas da cronologia clássica de seus heróis, o que foi motivo de indignação para muitos fãs.

A possibilidade que LANTERNA VERDE tinha de dar certo no cinema estava nas mãos do habilidoso Martin Campbell, que já havia feito dois bons filmes de James Bond – 007 CONTRA GOLDENEYE (1995) e 007 – CASSINO ROYALE (2006) – e dois bons filmes da série Zorro – A MÁSCARA DO ZORRO (1998) e A LENDA DO ZORRO (2005). Isso, só para citar exemplos de filmes que se aproximam do universo dos super-heróis. Além do mais, Campbell mostrou competência em vários outros filmes de ação. Seu LANTERNA VERDE não é de todo ruim e é fiel ao universo do herói. Continuar lendo Resenha: LANTERNA VERDE (Filme em Destaque)