Resenha: BEN-HUR (Blu-ray)


Produção: 1959
Duração: 221 min.
Direção: William Wyler
Elenco: Charlton Heston, Jack Hawkins, Haya Harareet, Stephen Boyd, Hugh Griffith, Martha Scott, Sam Jaffe, Finlay Currie, Frank Thring, Terence Longdon, George Relph, André Morell
Vídeo: Widescreen Anamórfico 2.76:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 5.1), Português, Húngaro, Tcheco (Dolby Digital 1.0), Francês, Espanhol, Italiano, Alemão, Polonês (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano, Holandês, Croata, Grego, Hebreu, Húngaro, Norueguês, Romeno, Francês, Russo, Sueco, Tailandês, Tcheco, Finlandês
Região: A, B, C
Distribuidora: Warner
Discos: 3 BDs (50GB)
Lançamento: 21/10/2011
Cotações: Som: **** Imagem: ***** Filme: ***** Extras & Menus: ***** Geral: ****½ 

SINOPSE
Na Judéia invadida pelos conquistadores de Roma, o príncipe Judah Ben-Hur (Charlton Heston) aspira ver, um dia, seu povo livre da opressão. Mas isso gera um conflito de interesses com o seu amigo de infância Messala (Stephen Boyd), agora o severo comandante da guarnição romana em Jerusalém. Para fazer de Ben-Hur um exemplo para aqueles que se opõem ao Império Romano, Messala o prende e o envia para trabalhar como escravo, longe de suas terras, da família e de sua amada Esther (Haya Harareet). A caminho das galés, acorrentado e com sede, aceita a água que lhe é oferecida pelo jovem Jesus de Nazaré. Uma reviravolta do destino faz Ben-Hur retornar a Jerusalém como um cidadão romano, onde movido pela vingança enfrentará Messala em uma mortal corrida de quadrigas, após a qual, pela segunda vez, seu caminho cruzará com o de Jesus Cristo.

COMENTÁRIOS
BEN-HUR (1959) é, pura e simplesmente, um dos maiores (se não o maior) clássicos do cinema épico e bíblico, tendo conquistado 11 Oscars, incluindo o de Melhor Filme – número posteriormente igualado por TITANIC (1997) e O SENHOR DOS ANÉIS – O RETORNO DO REI (1983). Sob a direção de William Wyler, que usou o à época enorme orçamento de Us$ 15 milhões para criar, nos estúdios da Cinecittá de Roma, cenários grandiosos e cenas espetaculares, foram cinco anos de produção que resultaram, apenas no seu primeiro ano de exibição, em 40 milhões de ingressos vendidos.

Esta foi a segunda versão cinematográfica em longa-metragem do livro homônimo do Coronel Lew Wallace, sendo que a primeira, muda, é de 1925. A trajetória do protagonista Ben-Hur corre paralela à de Jesus Cristo, vista principalmente no início e no final da projeção. Lá, ambas convergem e temos a resolução da trama de sofrimento, vingança e triunfo da religiosidade sobre o ódio. Charlton Heston, que três anos antes encarnara nas telas Moisés em outro grande épico do Cinema, OS DEZ MANDAMENTOS (1956), teve aqui um o papel mais memorável de sua grande carreira, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator.

Um prodígio técnico à sua época, BEN-HUR traz vários momentos antológicos, mas sem dúvida o mais lembrado é a corrida de bigas (ou melhor dizendo quadrigas, já que são carruagens puxadas por quatro cavalos), filmada com impressionante realismo sob a supervisão do lendário dublê Yakima Canutt. Sem truques, em muitas das tomadas as quadrigas foram realmente conduzidas por Heston e Boyd. Hoje, sem o auxílio da computação gráfica, dificilmente alguém conseguiria criar uma sequência deste tipo, onde os dublês realizaram algumas das façanhas mais incríveis já vistas nas telas.

A trilha sonora original, composta pelo lendário Miklos Rozsa e que também venceu o Oscar, é um caso à parte. Entre pesquisa, composição e gravação passou-se um ano e meio, período no qual o compositor húngaro desenvolveu uma obra-prima repleta de belos temas evocando religiosidade, nobreza, drama, ação retumbante e marchas triunfais. Na cena mais lembrada do filme, a violenta corrida de quadrigas que dura dezessete minutos, sabiamente Rozsa preferiu não competir com os abundantes efeitos sonoros e não a musicou. Preferiu compor uma imponente marcha para a cena imediatamente anterior, na qual os competidores desfilam ante a ruidosa multidão. A música de Rozsa dá o toque final de grandiosidade a este verdadeiro legado de Hollywood, que continua a nos deslumbrar em pleno século 21.

SOBRE O BD
BEN-HUR é daqueles filmes obrigatórios na estante de qualquer colecionador que se preze. Já o possuí em todos os formatos de home-video existentes, inclusive em laserdisc, nunca comercializado no Brasil. Aliás, apesar do meu reprodutor de laserdisc não mais funcionar, daquela versão nunca irei me desfazer já que sua embalagem, equivalente à de um LP duplo, é muito bonita. O DVD duplo lançado em 2005 pela Warner também foi caprichado, mas não se compara a esta nova edição em Blu-ray, comemorativa aos 50 anos do filme (lançada, portanto, com dois anos de atraso). A apresentação da nossa versão não é tão sofisticada quanto à da norte-americana, que traz os três discos acondicionados em uma caixa maior e com um item colecionável adicional – um livro de capa dura reproduzindo os diários que Charlton Heston começou a escrever na época das filmagens. Aqui, os três BDs estão acondicionados em um estojo Amaray transparente triplo padrão DVD, envolto por uma luva de cartolina que também tem espaço para abrigar um livreto de 64 páginas repleto de imagens em preto e branco e a cores que registram vários aspectos da produção, apresentam os principais integrantes do elenco e o diretor Wyler, e narram a história. Também foram incluídos a campanha de marketing, os prêmios conquistados pelo filme e reproduções de jornais da época. A Warner deve ser parabenizada por, ao invés de simplesmente importar o livreto norte-americano, ter feito uma tiragem específica para o nosso mercado, com todos os textos traduzidos para o português.

A exemplo das versões estendidas da trilogia O SENHOR DOS ANÉIS, o filme foi dividido em dois BDs-50 para garantir a máxima qualidade de vídeo e áudio possível (o terceiro BD-50 contém a maior parte dos extras). Para seu lançamento em DVD BEN-HUR já fora remasterizado digitalmente a partir de elementos 65mm restaurados, e a tentação de utilizar a mesma transferência para o Blu-ray deve ter sido grande. Felizmente a Warner decidiu investir em uma nova, cuidadosa e impressionante restauração 8K quadro a quadro dos negativos originais em 65mm, e esta foi a razão pela qual a edição de aniversário atrasou dois anos. Mas o atraso e o investimento de, pelo que consta, Us$ 1 milhão nesta nova restauração / remasterização, a de mais alta definição já feita pela Warner (a maravilhosa restauração de O MANTO SAGRADO pela Paramount, por exemplo, é de “apenas” 6K) valeu a pena: esta nova transferência de BEN-HUR é sem dúvida a melhor de um clássico já vista, sendo inclusive superior às de muitos filmes recentes.

A imagem da transferência widescreen anamórfica 1080p/AVC MPEG-4, que emprega o largo aspect ratio original 2.76:1, é simplesmente deslumbrante. O que primeiro chama a atenção, já nos créditos iniciais, é a impecável limpeza da imagem, isenta de qualquer sujeira, ruído ou dano de película. Apenas uma levíssima flutuação de tons ao fundo revela a idade do material original, porém isso não chega a distrair. E quando o filme efetivamente inicia o que vemos é de cair o queixo: os níveis intensos de claridade, profundidade, nitidez e detalhes nos dão a impressão de que ele foi rodado ontem, e não há mais de 50 anos. Ao olharmos para o televisor, parece que estamos enxergando a Roma Antiga, o deserto da Palestina e as ruelas de Jerusalém através de uma janela 16:9. Por incrível que pareça a granulação típica de filmes antigos praticamente inexiste, e apesar disso a imagem não tem aquela aparência filtrada, típica da aplicação de DNR (inexistente), preservando seu caráter fílmico do início ao fim. As cores são brilhantes e vívidas, porém nunca saturadas em demasia. Os tons de pele são sempre naturais e estáveis, e os pretos, ricos e profundos. O elevadíssimo nível de detalhes finos permite que vejamos as mínimas características faciais dos atores, as menores texturas de figurinos, adornos e cenários, os contornos perfeitos de vegetações e paisagens. Essa perfeição toda torna óbvias, muitas vezes, as limitações de pinturas de fundo, miniaturas e recortes inerentes à composição de imagens nas cenas de efeitos visuais, características da produção. Nada há, contudo, capaz de retirar a nota máxima desta nova transferência de vídeo de BEN-HUR.

Se a imagem do filme em Blu-ray é simplesmente espetacular, a faixa de áudio original em inglês DTS-HD Master Audio 5.1 impressiona menos. Não me entendam mal, para um filme de 52 anos o som é ótimo – dinâmico (dentro das limitações do sound design original), com bons graves e uma separação natural dos canais estéreo. A fidelidade é alta, nos permitindo ouvir claramente sons antes despercebidos. Os graves, principalmente na corrida de quadrigas, são fortes e ajudam a nos colocar no meio da ação. Os diálogos são sempre claros, e não há deficiências típicas de fontes antigas como chiados, estalos e variações de tom. Já os canais surround são usados discretamente, mas com maior proeminência nas cenas da batalha marítima e da corrida, e na reprodução da música de Miklos Rozsa: uma das melhores trilhas sonoras já compostas soa magnífica, com fidelidade e envolvimento surround nunca antes ouvidos. Timbres de metals e cordas são reproduzidos de forma cristalina, e a percussão ganha graves de peso. No geral temos uma faixa de áudio lossless de grande qualidade mas que, ao contrário do vídeo que acompanha, não se iguala ao padrão dos filmes contemporâneos. Bem mais discretas soam as dublagens lossy disponíveis em vários idiomas, entre as quais se inclui o nosso português (Dolby 1.0). Também temos grande variedade de legendas: português (BR e PT), inglês, espanhol, alemão, italiano, holandês, croata, grego, hebreu, húngaro, norueguês, romeno, francês, russo, sueco, tailandês, tcheco, finlandês. Os menus principais (animados) e pop-up estão apenas em inglês.

EXTRAS
BEN-HUR foi lançado em Blu-ray mundialmente com a mesma autoração, o que significa que a nossa edição, em termos de especificações técnicas e conteúdo, é idêntica às disponíveis lá fora. Assim, ela traz todo o material suplementar da Edição de Colecionador lançada em DVD em 2005, além de um novo documentário que será muito apreciado pelos fãs do ator Charlton Heston. Exceto pelos comentários em áudio e trailers, os extras possuem legendas em português, inclusive a versão de 1925.

  • Comentários em Áudio – A faixa traz comentários do historiador do Cinema T. Gene Hatcher, alternados com os de Charlton Heston, gravados para um lançamento anterior em DVD. Ambos trazem muitas informações sobre a produção e curiosidades e anedotas de bastidores. Porém, sem legendas, torna-se um extra que será apreciado por poucos;
  • Music-Only Track – Podemos optar por assistir ao filme acompanhado apenas pela gloriosa e oscarizada trilha sonora de Miklos Rozsa. O áudio é apenas estéreo, mas de ótima qualidade;
  • Theatrical Trailers (SD, 14 min.) – A galeria de trailers traz um teaser e quatro prévias de cinema. A qualidade da imagem é variável, e por comparação serve para constatarmos o quão fantástica é a nova restauração do filme;
  • Charlton Heston and ‘Ben-Hur’: A Personal Journey (HD, 78 min.) – Novo documentário de Laurent Bouzereau sobre Charlton Heston, visto aqui não só como ator, mas principalmente como um pai de família durante a produção de BEN-HUR em Roma (os Heston se mudaram para a Itália, onde moraram durante quase todo o ano de 1958, até o encerramento das filmagens). Vemos muitas cenas de bastidores e filmes caseiros feitos por sua esposa, que dá seu depoimento juntamente com seus filhos e um neto, bem como a cerimônia do Oscar onde o ator recebeu o maior prêmio de sua carreira;
  • Ben-Hur (1925) (SD, 153 min.) – Dirigida por Fred Niblo, esta versão silenciosa em preto e branco com alguns trechos em Technicolor também foi, à época de seu lançamento, um grande sucesso. Nesta edição de 1988 o filme ganhou uma trilha musical composta por Carl Davis. Ramon Novarro é Judah, Francis X. Bushman é Messala, e a corrida de quadrigas é quase tão empolgante quanto a da versão de William Wyler. Pena que está apresentada em resolução standard, porém a condição da cópia é boa, considerando a idade do material;
  • Ben-Hur’: The Epic That Changed Cinema (SD, 57 min.) – Interessante documentário realizado para o lançamento do DVD de 2005, onde vários diretores (como George Lucas e Ridley Scott) falam sobre como o filme influenciou seu trabalho e os filmes de um modo geral. Além deles, vários profissionais do Cinema falam sobre o filme e seus vários elementos (figurino, cenários, a corrida de quadrigas, etc.). Os compositores Don Davis (MATRIX) e Elia Cmiral (RONIN) comentam a monumental trilha de Rozsa;
  • Ben-Hur’: The Making of an Epic (SD, 58 min.) – Documentário produzido para a TV em 1994, narrado por Christopher Plummer. Mostra as várias encarnações de BEN-HUR – livro, peça teatral, curta-metragem de 1907, o épico silencioso de 1925 e, principalmente, a versão Wyler-Heston. Tudo é acompanhado por muitas fotos, cenas de bastidores e entrevistas;
  • Ben-Hur’: A Journey Through Pictures (SD, 5 min.) – Featurette que consiste de um slideshow de fotos, desenhos de produção, rascunhos e material promocional, acompanhado pela música de Rozsa e trechos de diálogos;
  • Screen Tests (SD, 29 min.) – Três testes de seleção de elenco, sendo um deles mudo. Em dois deles vemos Leslie Nielsen como Messala e Cesare Danova e Yale Wexler como Judah. No terceiro, George Baker e William Russell assumem os papéis;
  • Vintage Newsreels (SD, 10 min.) – Seis trechos extraídos de antigos telejornais, onde vemos as premiéres do filme em Nova York, Tóquio, Washington e Hollywood, além da cerimônia do Oscar;
  • Highlights from the 1960 Academy Awards (SD, 10 min.) – Aqui temos uma visão mais detalhada da cerimônia do Oscar de 1960, que inclui os discursos de agradecimento da maior parte dos vencedores por BEN-HUR. Vemos a chegada de Janet Leigh, Tony Curtis, Haya Harareet, Charlton Heston, James Stewart, Elizabeth Taylor e Eddie Fisher, e notáveis apresentadores como Natalie Wood e Robert Wagner, Olivia de Havilland, Gene Kelly e John Wayne. Um verdadeiro registro histórico.

Jorge Saldanha

25 comentários sobre “Resenha: BEN-HUR (Blu-ray)

  1. Olá. A dublagem é a clássica da Globo ou foi refeita?

    Ótimo texto, se eu não já não conhecesse Ben-Hur, só pelo texto já dava água na boca pra comprar o Blu-Ray.

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  2. Caro Saldanha. Suas avaliações me ajudam muito na escolha de novos titulos para comprar. Li que vc infelizmente não possui mais um aparelho de Laserdisc. Sou cinéfilo, e como disse em outro post, sou consultor de audio e video há mais de 35 anos.Evidentemente com a qualidade e a resolução das imagens de hoje, um LD não desperta muito desejo em assistir. Todavia, como vc escreveu, existem títulos que foram magistralmente lançados nesse formato com um capricho visual e gráfico impressionante. Tenho quase 3 centenas desses discos e se for do seu desejo, gostaria de disponibilizar um aparelho de LD a vc para que não fique mais privado de curtir uma sesão retrô em sua casa. Caso aceite, entre em contato comigo no meu e-mail pessoal. Grande abraço.

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    • Olá Tássio, não chego a ter 300 laserdiscs como você, mas creio que tenho uns 80, entre música e filmes. E ainda tenho o player, um Pioneer que está na minha estante do home theater mas que hoje tem apenas função decorativa, já que ele pifou há alguns anos. O problema dele creio que é a fonte de energia, mas nem mandei pro conserto porque a grande maioria dos títulos em laserdisc já tenho em DVD ou Blu-ray e, como você disse, a maior resolução das mídias de hoje não dão muita vontade de assistí-los. Mas os mantenho porque a apresentação gráfica deles é muito superior, assim como a dos vinis é superior à dos CDs. Mas mantenho tudo pelo “valor histórico”… De qualquer modo obrigado pela oferta, se quiser podemos continuar conversando sobre isso por e-mail. Grande abraço e obrigado por prestigiar o ScoreTrack!

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      • Prezado Saldanha: Há alguns anos eu dava manutenção para uma importadora aqui em SP que importou muitos desses aparelhos. Essa empresa faliu e o dono gentilmente me cedeu muitas peças de reposição NOVAS. Tenho algumas placas da fonte de alimentação do Pioneer CLD 104. Se esse for o seu modelo fica mais fácil ainda. Entre em contato no meu e-mail pessoal e caso vc queira eu poderei arrumar seu aparelho graciosamente. Um abraço, Tácito

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    • meu nome é Doriano eu sou cinéfilo e sou simpatizante dos filmes epicosbiblicos em especial BEN-HUR.Já o vi tantas vezes que decorei o filme em dublagem português.
      Tenho o aparelho LASER-DISC e já tive o disco em LASERDISC de BEN-HUR,passei para frente e me arrependi (você sabe onde encontro mais títulos de LASERDISCS)

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    • Grande Penteriche!
      Pois é, continuamos por aqui dando o nosso recado, e ainda pretendemos ficar por muito tempo! rsrs
      Nascemos no auge do CD e no início do DVD, e agora estamos acompanhando o Blu-ray. Vamos ver o que vem depois…
      Grande abraço e obrigado por nos prestigiar!

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  3. Pingback: Resenha: GLADIADOR (Blu-ray Steelbook FR) | ScoreTrack.net

  4. Senhor Saldanha: aqui vai um agradecimento tardio pelo ótimo texto sobre Ben-Hur em Blu-ray. A princípio critiquei o fato de o filme permanecer dividido em dois discos, achando que ficava muito melhor todo o filme em um disco (Apocalipse Now Redux, lembra?) e aí um outro discos só para os extras. Mais organizado, pelo menos. Mas então do jeito que foi lançado garante melhor qualidade de som e imagem?

    Em tempo: o Metropolis de Fritz Lang foi lançado em Blu-ray no Brasil? se sim, o senhor vai resenhá-lo para nós?

    Um super abraço!!!

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    • Exato Rafael, em filmes longos como Beh-Hur e as versões estendidas da trilogia O Senhor dos Anéis, a melhor opção é mesmo dividir o filme em 2 discos, a fim de evitar a compressão que poderia prejudicar a qualidade de vídeo e áudio. Quanto a Metropolis, a distribuidora Classicline lançou no Brasil a versão restaurada do filme apenas em DVD. Caso lance também em Blu-ray, possivelmente iremos resenhá-la aqui.

      Abraço,
      Jorge

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      • Prezados Rafael e Saldanha: Tive a oportunidade de importar pela Amazon.com, a versão americana em Blu-Ray de Ben-Hur.Trata-se de uma edição limitada de 125.000 cópias apresentadas em 3 discos numa embalagem que jamais vi igual. Vem numa caixa grande impressa em alto relevo e dentro dessa caixa revestida em camurça, um livro super bem impresso com fotos do filme e comentários excelentes. Embaixo desse livro vem uma caixa com os 3 Blu-Rays com imagem e som impecáveis já comentados pelo amigo Saldanha e por ultimo uma verdadeira relíquia: o diário escrito pelo próprio Charlton Heston durante os 10 meses de filmagem em Roma com fotos maravilhosas. Isso tudo veio embalado com um cuidado impressionante, chegou inteiro sem avarias e o principal: custou 45,00 dólares mais 7 dólares de envio… isso mesmo, um pouco mais de 50,00 dólares, mais barato que a versão nacional e sem chance de comparações, inclusive com as legendas em portugues tanto no filme como nos extras. Vale a pena investir pois nunca vi coisa igual. Imperdível!!!

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  5. Valeu, Tácito. Agora, colegas Saldanha e Tácito, parece que só ficaremos na saudade em termos de épicos cinematográficos com som e imagem impecáveis em Blu-ray: só falta El Cid, mas este parece não ter sido realizado por um grande estúdio como a Warner. Ou foi? Abraços!

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  6. Saldanha , excelente resenha , mas gostaria de sugerir , se possível resenhas de Quo Vadis , O manto Sagrado e A Biblia , que são clássicos tão importantes quanto Ben -Hur , mas é díficil achar algum review sobre suas versões em Blu-ray , na verdade não encontrei nenhum , em site nacional .

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  7. Infelizmente ainda não temos à disposição Quo Vadis, O Manto Sagrado e A Biblia, mas El Cid recém saiu aqui em Blu-ray pela ClassicLine, e já o temos disponível para resenha, que deve sair em breve.

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  8. Pingback: Resenha: EL CID (Blu-ray) | ScoreTrack.net

  9. Apesar do grande atraso, parabéns por essa fantástica resenha sobre o ‘épico dos épicos”, as explicações técnicas sobre o BD que é tão importante hoje quanto o próprio filme. Eu sou daqueles que adquiriram o BD Ben-Hur por reserva antes do lançamento pela Videolar, que infelizmente não teve a mesma apresentação do lançamento importado e nem chega perto do tratamento maravilhoso dado a outro ícônico da MGM/Warner, Doutor Jivago. Mas não fiquei muito aborrecido pelo fato do conteúdo do material (o filme restaurado) que é simplesmente monumental, quase inacreditável. Infelizmente, como vc disse o áudio em português não está à altura desta ‘gloriosa’ restauração, mas ainda é muito superior ao áudio em português, mesmo assim as dublagens são muito boas. Quanto à EL CID, eu ainda estou aguardando o BD classicline e gostaria de ver sua resenha à respeito da qualidade deste material do qual tenho certa desconfiança. Um abraço!

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  10. Recentemente comprei o Blu-ray de Ben-hur e fiquei impressionado pela restauração feita para o blu-ray foi magnifica, muitos filmes recentes não chegam nem perto desse resultado pelo contrário muitos vezes o resultado é deprimente.
    Gostaria que fosse feita a resenha de filmes como Os Dez Mandamentos, O Mágico de Oz.
    Parabens pela resenha Sr. Saldanha!

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  12. Adorei a resenha do Ben-hur.Eu gostaria de saber sobre a dublagem clássica, pois em dvd uma parte desta dublagem foi redublada no discurso de Quintos arrius e na parte última parte que a irmã de Ben hur é curada. Eu gostaria de saber se eles conseguiram a restauração dessas partes.

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