Resenha: CAVALO DE GUERRA (Filme em Destaque)


CAVALO DE GUERRA (War Horse, EUA, Inglaterra, 2011)
Gênero: Drama
Duração: 146 min.
Elenco: Jeremy Irvine, Tom Hiddleston, David Thewlis, Emily Watson, Benedict Cumberbatch, Toby Kebbell, Peter Mullan, David Kross, Eddie Marsan, Geoff Bell, Niels Arestrup
Roteiro: Lee Hall, Richard Curtis
Trilha SonoraJohn Williams
Direção: Steven Spielberg
Cotação: **½

Após a decepção gigante que foi INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008), que consumiu três anos do tempo de Steven Spielberg e fez com que ele ficasse mais três sem apresentar novos filmes – talvez para ver se passava a vergonha de ter feito uma obra tão ruim e aquém de seu talento -, eis que ele retorna à direção. Porém, a volta de Spielberg à boa forma ainda não foi dessa vez, com CAVALO DE GUERRA (2011). Isso não quer dizer que o filme seja ruim. Na verdade, é uma obra bem respeitável, influenciada claramente pelo cinema de John Ford e com algumas cenas antológicas.

O problema é que, ao emular uma narrativa à moda antiga, Spielberg acabou por fazer um filme por vezes maçante. O grau de pieguice, esperado vindo de uma obra do diretor distribuída pela Disney sobre um cavalo, até que é pequeno. Fica a impressão de que o cineasta se conteve para não transformar seu trabalho num melodrama choroso. Ou então gostaria de ter feito e foi mal sucedido, pois nem a trilha sonora um tanto apelativa de John Williams ajuda a provocar lágrimas.

A primeira parte de CAVALO DE GUERRA é interessante, mas o rapaz que se vê como dono do cavalo chega a incomodar com tanto “amor” pelo animal. O filme melhora quando o cavalo é vendido para um oficial inglês para ser usado numa batalha contra os alemães na Primeira Guerra Mundial. A partir de então, vamos conhecendo as pessoas que entram em contato com o cavalo, a exemplo do que também acontece em A GRANDE TESTEMUNHA, de Robert Bresson. Sendo que no filme de Bresson, há um jumento. Entre os destaques do filme de Spielberg está a garotinha francesa (a estreante Celine Buckens), que contribui não só com a beleza e a graça, mas também com alguns momentos engraçados.

Aliás, um dos méritos de CAVALO DE GUERRA é também ter algumas tiradas divertidas, como a sequência da bandeira branca nas trincheiras, com um espirituoso diálogo entre um soldado inglês e um alemão. O que chega a incomodar um pouco é o fato de que todo mundo fala inglês no conflito, independentemente da nacionalidade. Hollywood, mesmo depois de Mel Gibson (A PAIXÃO DE CRISTO e APOCALYPTO) e Quentin Tarantino (KILL BILL e BASTARDOS INGLÓRIOS), parece não ter aprendido a lição. Enfim, o grande astro do filme é o cavalo do título, um animal belo e admirável. Se houvesse premiação para animais, com certeza ele receberia um prêmio.

CAVALO DE GUERRA foi indicado para o Globo de Ouro nas categorias de filme (drama) e trilha sonora (John Williams).

Ailton Monteiro

13 comentários sobre “Resenha: CAVALO DE GUERRA (Filme em Destaque)

  1. estava esperançoso q este filme pudesse ser a redenção de Spielberg, mas pelo visto vai ser apenas um filme mediano, o q já é muito em consideração aos últimos trabalhos dele

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