Resenha de Filme: VINGADORES – GUERRA INFINITA


Avengers – Infinity War, EUA, 2018
Gênero: Ficção Científica
Duração: 156 min.
Elenco: Angela Bassett, Anthony Mackie, Benedict Cumberbatch, Benedict Wong, Benicio Del Toro, Bradley Cooper, Chadwick Boseman, Chris Evans, Chris Hemsworth, Chris Pratt, Danai Gurira, Dave Bautista, Don Cheadle, Elizabeth Olsen, Gwyneth Paltrow, Idris Elba, Jeremy Renner, Jon Favreau, Josh Brolin, Karen Gillan, Letitia Wright, Linda Cardellini, Mark Ruffalo, Paul Bettany, Paul Rudd, Peter Dinklage, Pom Klementieff, Robert Downey Jr., Scarlett Johansson, Sean Gunn, Sebastian Stan, Terry Notary, Tom Hiddleston, Tom Holland, Vin Diesel, Winston Duke, Zoe Saldana
Trilha Sonora Original: Alan Silvestri
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Cotação:

Dez anos depois da estreia dos Estúdios Marvel com HOMEM DE FERRO (2008) e passadas quase duas dezenas de produções, muitas delas arriscadas, como filmes sobre heróis pouco conhecidos do grande público como Doutor Estranho, Pantera Negra, Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga, eis que a Marvel chega a um dos pontos mais aguardados desde sua criação: um grande épico envolvendo quase todos os personagens apresentados ao longo desses anos.

VINGADORES – GUERRA INFINITA (2018), de Joe e Anthony Russo, representa muito mais do que o primeiro filme dos Vingadores. Aqui está em jogo não apenas dar conta de uma aventura de ação com alguns super-heróis, como foi o caso do trabalho de Joss Whedon. Mas trazer para o universo cinemático a grandiosidade das histórias escritas por Jim Starlin. Foi ele quem criou Thanos, o mais fascinante vilão do estúdio até então. Thanos aparece aqui interpretado por um Josh Brolin quase irreconhecível, mas sem perder as nuances da interpretação.

E o filme não demora para apresentá-lo. A primeira cena de VINGADORES – GUERRA INFINITA já traz uma angustiante disputa do vilão em Asgard, contra Thor, Loki e outros deuses. A intenção é capturar uma das joias do infinito. Uma vez que ele consiga todas as joias, espalhadas por vários pontos do universo, ele conseguirá o seu intento, de proporções apocalípticas. Um dos grandes méritos do filme, aliás, é saber dar uma motivação inteligente para o vilão.

É curioso perceber que alguns dos trabalhos anteriores recentes da Marvel/Disney, como GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 e THOR – RAGNAROK, tinham um pé bem fixo na comédia. E nem todo mundo se envolve com o humor típico da Marvel, muitas vezes afetado, outras vezes excessivamente inofensivo, o que também pode ser um problema.

Mas o grande barato desta reunião é que ela sabe utilizar o humor, principalmente quando Thor tem o encontro com os Guardiões da Galáxia, mas principalmente quando a narrativa assume seu aspecto mais sombrio. Afinal, estamos falando de um vilão que é para ser levado muito a sério, e que logo na primeira cena já mostra a que veio, embora momentos posteriores possam aprofundar ainda mais sua dimensão complexa, inclusive em um flashback de Gamora (Zoe Saldana).

VINGADORES – GUERRA INFINITA é bem articulado em blocos de sequências que se passam em diferentes lugares do universo, sendo que um outro bloco tem uma ligação direta entre si, caso do bloco que traz Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) de Asgard para a Mansão do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) na Terra. O bom domínio narrativo dos irmãos Russo é essencial para que o público não se incomode com a duração um tanto longa do filme.

O elenco é um luxo que só uma superprodução dessas é capaz de bancar (ter um ator como William Hurt em praticamente uma ponta é um exemplo disso). Embora nem todo personagem seja bem aproveitado (o Homem-Aranha é um deles), é fácil pensar que seria impossível dar conta de todos eles de maneira mais aprofundada. Apenas certos heróis que guardam maior relação com a trama principal tem seu potencial dramático melhor explorado, como é o caso de Thor (Chris Hemsworth), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Visão (Paul Bettany), Senhor das Estrelas (Chris Pratt), Gamora e, claro, o grande vilão. Mesmo o Pantera Negra (Chadwick Boseman) funciona mais para ter Wakanda como um excelente campo de batalha. É lá que algumas das mais envolventes e emocionantes cenas acontecem.

Está havendo uma preocupação muito válida nas redes sociais para que as pessoas não contem o final do filme. A essa altura ainda é possível escapar dos tais spoilers. Por isso é interessante que o trabalho seja visto o quanto antes, pois as surpresas são bem-vindas. Os tais acontecimentos guardados para o final são fundamentais para que VINGADORES – GUERRA INFINITA faça a diferença dentre as demais produções da Marvel.

Ailton Monteiro

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4 comentários sobre “Resenha de Filme: VINGADORES – GUERRA INFINITA

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