Atualizações Semanais do site ScoreTrack.net – 23/05/2008


Confira as atualizações da semana no site ScoreTrack.net:

Lançamentos
As seguintes trilhas sonoras chegaram nas lojas online internacionais:
THE ACCIDENTAL TOURIST – John Williams (FSMCD Vol.11 No.6)
AQUAMARINE – David Hirschfelder (La-La Land LLLCD 1069)
THE BIONIC WOMAN – Joe Harnell (JHCD23)
THE DAY THE TIME ENDED / THE DUNGEONMASTER – Richard Band (Intrada Signature Edition ISE1021 ) – 75:18
DOCTOR WHO SERIES 3 – Murray Gold (Silva Screen 1250)
FLOOD – Debbie Wiseman (Silva Screen 1247)
THE ICE PIRATES – Bruce Broughton (FSMCD Vol.11 No.5)
INDIANA JONES AND THE KINGDON OF THE CRYSTAL SKULL – John Williams (Concord CRE-30825)
PROUD MEN / TO HEAL A NATION – Laurence Rosenthal (Intrada Signature Edition ISE1018 ) – 47:53
SILK – Ryuichi Sakamoto (Silva Screen 1253)

DVDs / BDs Comentados
Adicionadas a resenha do DVD HAVAÍ 5-0 – A TERCEIRA TEMPORADA

CDs Comentados
Adicionada a resenha de BRAM STOKER’S DRACULA AND OTHER FILM MUSIC BY WOJCIECH KILAR

Filme em Destaque
Esta semana destacamos os filmes EFEITO DOMINÓ e UM BEIJO ROUBADO

BMI PREMIA COMPOSITORES DA TV E DO CINEMA


Em sua cerimônia anual ocorrida no último dia 21 de maio, a BMI premiou os compositores cuja música esteve presente nos principais filmes e programas de TV em 2007. Segue a lista dos premiados, e para ver fotos exclusivas do evento clique aqui:

 

BMI Richard Kirk Award
Christopher Young BMI

Classic Contribution Award
Peter Golub

BMI Film Music Awards (alpha by composer)
Tyler Bates: Halloween
Charlie Clouser: Saw IV
Mychael Danna: Surf’s Up
Alexandre Desplat: The Golden Compass
Randy Edelman: 27 Dresses
George Fenton (PRS): Fool’s Gold
Harry Gregson-Williams (PRS): Shrek the Third
Rupert Gregson-Williams (PRS): Bee Movie
Rupert Gregson-Williams (PRS): I Now Pronounce You Chuck and Larry
David Holmes: Ocean’s Thirteen
Steve Jablonsky: Transformers
Harald Kloser: 10,000 B.C.
Christopher Lennertz: Alvin and the Chipmunks
Alan Menken: Enchanted
John Ottman: Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer
Trevor Rabin: National Treasure: Book of Secrets
David Sardy: 21
Lalo Schifrin: Rush Hour 3
Thomas Wander: 10,000 B.C.
Nathan Wang: The Game Plan
Christopher Young: Spider-Man 3
Aaron Zigman: Step Up 2: The Streets
Aaron Zigman: Why Did I Get Married?

 

 

 

 

NOVAS TRILHAS E SEUS COMPOSITORES: John Williams


Fontes da indústria do cinema divulgaram que os próximos trabalhos de John Williams seriam os filmes HARRY POTTER AND THE HALF-BLOOD PRINCE, JURASSIC PARK IV e SUPERMAN: MAN OF STEEL. Isso parece confirmar que, afinal de contas, sairão o novo filme dos dinossauros de Spielberg e a continuação de SUPERMAN RETURNS. Contudo, o mais provável é que, a exemplo do que já vem acontecendo, os scores desses filmes sejam criados por outros compositores, que apenas aproveitariam os temas originais de Williams.

EDITORIAL: Liberdade para os Wachowski (sobre SPEED RACER)


Digam o que disserem, mas dessa turma de jovens diretores e roteiristas que hoje estão em Hollywood, a dupla de irmãos Andy e Larry Wachowski são dos poucos onde se nota um estilo próprio na escrita e no visual. O problema é que eles, em 1999, fizeram um “filminho” chamado Matrix, que virou uma espécie de objeto de veneração de uma horda de hackers e geeks, e quando vieram as duas continuações, eles se sentiram traídos. Porque aí ficou claro que Matrix não era a Bíblia de uma nova cyber-religião, a pedra-base de uma revolução, mas sim uma nova trilogia sci fi à la Star Wars, com os heróis rebeldes (humanos) lutando contra o Império do Mal (as máquinas).

O estrago foi feito, e os “traídos” (os já citados acima e mais uma leva de críticos que exageraram na louvação ao filme de 1999) não perdoaram aqueles a quem haviam considerado os arautos de uma nova era, e passaram a detonar toda e qualquer obra da fraternal dupla com qualquer argumento que lhes viesse à cabeça. O fabuloso V de Vingança (2006, apenas escrito pelos Wachowski) foi acusado de ser uma apologia ao terrorismo, numa reação surpreendente das mesmas almas que, em 1999, achavam que Matrix era o início da revolução que iria destruir as estruturas arcaicas da sociedade. E agora com este Speed Racer eles voltam à carga, mas sem muito a ter o que dizer. O que importa é que, se é dos Wachowski, tem que falar mal.

Confesso que este projeto, desde o início, nunca me chamou muito a atenção – apenas quanto às razões que teriam levado a dupla a, entre tantas opções de projetos, se jogarem de corpo e alma na transposição para o cinema de um anime (desenho japonês) dos anos 1960. Mas com um pouco de reflexão os motivos se tornam óbvios – a linguagem dos desenhos animados e as referências ao Japão são uma constante na obra dos Wachowski. Bom, quando eu era criança Speed Racer era um dos animes mais destacados. Nunca fui um particular fã do Speed, mas sem dúvida ele me proporcionou alguns momentos de diversão. Mas não foi algo ao qual retornasse posteriormente com freqüência, como muitas séries e desenhos da época aos quais revejo até hoje. E quando vi o primeiro trailer, a minha impressão não foi boa – obviamente os irmãos tentaram fazer um desenho com atores, onde tudo, exceto eles, era artificial e com cores brilhantes. E a física das corridas era coisa de desenho mesmo. Se era para ser assim, para que afinal de contas perder tempo fazendo um filme? Já estava esperando por algo na linha do pavoroso Thunderbirds, outra adaptação de um clássico da época que, além de infantil, era oca como uma bola de pingue-pongue. Por tudo isso, só ontem fui ver o filme por insistência do meu filho de 18 anos, que já o tinha visto e gostara tanto que queria me levar para vê-lo.

Pois bem, vi Speed Racer, não foi uma experiência que me “iluminou” e mudou minha existência, mas é a comprovação de que os Wachowski são cineastas diferenciados que conseguem imprimir uma identificação própria em cada obra sua. É sim um filme para crianças – as cores exageradas, com ênfase nas básicas, são de gibi, a violência é de mentirinha, o casal Speed / Trixie (Emile Hirsch e Christina Ricci) só se beija no fim do filme, tem muita piadidinha com a dupla Gorducho / Zequinha e as corridas são delírios non sense em computação gráfica, misturando as que víamos no desenho original com as de outro clássico, este americano e de outra dupla, a Hanna/Barbera – Corrida Maluca. Aliás no filme há uma clara homenagem aos desenhos da Hanna-Barbera, quando o Gorducho e o Zequinha “entram” num desenho com traços parecidos aos da produtora americana, tendo ao fundo trilhas do meu desenho de aventuras preferido, Jonny Quest. E falando em trilha, a incidental do Michael Giacchino é muito boa, usando de forma econômica mas eficaz o tema musical do anime e trazendo vibrantes composições próprias.

O roteiro de Speed Racer é (bem) trabalhado em torno de duas idéias básicas constantes na obra da dupla – o poder de grandes corporações (máquinas?), que tentam absorver os indivíduos, e a importância da união familiar. E a conjunção dessas idéias com um visual de viagem de ácido sessentista, fazem do filme algo único. Alguns acharam que os diálogos se estenderam demais, mas isso era necessário para dosar bem a fluidez do filme e não cansar os olhos do espectador com as corridas alucinantes. Para mim a receita funcionou, e me agradou a mensagem que o filme deixa: a de que vale a pena lutar contra a opressão (seja ela as máquinas, as corporações ou um governo repressor) e defender sua família. A relação dos irmãos Speed e Rex Racer (Hirsh e Matthew Fox) é exemplar neste aspecto, e me pergunto se ali não está espelhada a própria experiência pessoal dos irmãos cineastas. Que, sem dúvida, possuem experiência em lutar contra jogos de cartas marcadas. Se em Speed Racer são as corridas que são arranjadas, aqui fora é o que? Seja o que for, só espero que os dois continuem tendo liberdade para fazer seus filmes. Por piores que eles sejam, sempre terão duas coisas que faltam na maioria das produções de massa atuais: estilo e alma.

Jorge Saldanha

SCI FILES NEWS – A primeira imagem da série DOLLHOUSE


O elenco de DOLLHOUSE

Aí está a primeira foto do elenco da nova série Dollhouse, de Joss Whedon – o criador de programas cult como Buffy, A Caça Vampiros, Angel e Firefly. A estrela da nova série é Eliza Dushku, que nas duas primeiras era a rebelde Faith. Agora ela será Echo, membro de uma equipe de agentes secretos onde cada um pode receber habilidades e personalidades diferentes em cada missão. Quando a missão termina, suas memórias recém adquiridas são apagadas. Na série acompanharemos Echo em suas missões, e aos poucos ela começará a ter consciência de sua função e confinamento.

Outros nomes conhecidos do elenco são Tahmoh Penikett (Battlestar Galactica) como um agente do FBI, Harry Lennix (trilogia Matrix) e Amy Acker (Angel), que não está na foto acima. A série estréia nos EUA via Fox em janeiro de 2009, e deverá chegar ao Brasil alguns meses depois. Para ver o primeiro trailer, clique AQUI.

Atualizações Semanais do site ScoreTrack – 16/05/2008


Confira as atualizações da semana no site ScoreTrack.net:

Lançamentos
As seguintes trilhas sonoras chegaram nas lojas online internacionais:
CHRONICLES OF NARNIA: PRINCE CASPIAN – Harry Gregson-Williams (Disney 74202)
THE DARK HOUR (LA HORA FRIA) – Alfons Conde (MMS08009)
UNDER FIRE – Jerry Goldsmith (FSMCD Vol.11 No.4) – 44:40
WRECK OF THE MARY DEARE / TWILIGHT OF HONOR – George Duning / John Green (FSMCD Vol.11 No.3)

DVDs / BDs Comentados
Adicionadas as resenhas dos DVDs EXTERMÍNIO 2 e O GRANDE TRUQUE

CDs Comentados
Adicionadas as resenhas de IRON MAN (Ramin Djawadi) e SUDDEN IMPACT (Lalo Schifrin)

Filme em Destaque
SPEED RACER- Apesar do impressionante delírio visual criado pelos irmãos Wachowski, sua transposição do anime clássico para live action empaca em diálogos longos e nas frenéticas corridas, que se tornam repetitivas

Biblioteca
A CAPITAL DOS MORTOS: MÚSICA PARA ZUMBIS BRAZUCAS – Que tal um filme de zumbis nacional, com trilha original composta por nosso colaborador Renan Fersy? Pois aqui está ele: A Capital dos Mortos!

Gustavo Santaolalla e Bajofondo, de volta ao Brasil


Vencedor de duas estatuetas, o argentino Gustavo Santaolalla toca hoje em Porto Alegre com o grupo Bajofondo

Premiado com o Oscar pelas trilhas sonoras dos filmes O Segredo de Brokeback Mountain (2005) e Babel (2006), Gustavo Santaolalla está em Porto Alegre para apresentar um de seus maiores projetos – o grupo Bajofondo, integrado por músicos argentinos e uruguaios. Destaque na nova música latina, o octeto toca a partir das 21h no Teatro do Bourbon Country.

A diversidade sonora do Bajofondo, especializado em amalgamar tango, milonga, eletrônica, rap e candombe, reflete a própria trajetória de Santaolalla. Aos 56 anos, o argentino é daqueles músicos que já experimentou quase tudo – desde a vida em uma comunidade hippie na década de 1960, quando tocava na banda Arco Iris, até os flertes com o rock e o folclore latino como artista solo. Radicado em Los Angeles desde 1978, passou a trabalhar com cinema nos anos 1990, assinando temas para filmes como 21 Gramas e Diários de Motocicleta.

Pelas composições de Brokeback Mountain e Babel, saiu premiado das cerimônias do Oscar em 2006 e 2007. Recentemente, trabalhou com o brasileiro Walter Salles no longa Linha de Passe, concorrente no Festival de Cannes, com estréia prevista para agosto.

– O sonho (de conquistar um Oscar) sempre existiu. Mas parecia ainda mais difícil depois de ganhar pela primeira vez. É mais raro ganhar duas vezes consecutivas. Certamente isso vai marcar toda a minha carreira – explicou Santaolalla, na noite de quarta-feira, por telefone, pouco antes de apresentar-se com o Bajofondo em São Paulo.

Além do cinema, o som do Bajofondo é uma das melhores facetas da produção de Santaolalla, que idealizou o projeto com o uruguaio Juan Campodónico em 2002. Seria apenas um álbum, Bajofondo Tango Club, mas a idéia evoluiu para uma banda de verdade, que se apresenta em diferentes partes do mundo. O octeto reúne músicos argentinos e uruguaios espalhados por cidades como Montevidéu, Buenos Aires e Bariloche, unindo samplers, contrabaixo, bandônion e guitarra. A turnê atual divulga o álbum Mar Dulce (2007), em que o grupo recebeu convidados como o argentino Gustavo Cerati e o britânico Elvis Costello.

– Encontramos conexões por lados diferentes. Gustavo Cerati, por exemplo, é uma referência no rock em espanhol, e temos relação com isso. E vemos Elvis Costello como um artista de espírito tangueiro em sua obra, assim como Tom Waits e Nick Cave, caras que trabalham com o drama e a melancolia – diz Santaolalla.

Fonte: Zero Hora

Cinema, DVD, Blu-ray, Trilhas Sonoras

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