Resenha de Filme: JOHNNY ENGLISH 3.0


Johnny English Strikes Again, Reino Unido/EUA, 2018
Gênero
: Comédia, Ação
Duração: 88 min.
Elenco: Rowan Atkinson, Ben Miller, Olga Kurylenko, Emma Thompson, Adam James, Michael Gambon, Edward Fox, Charles Dance
Trilha Sonora Original: Howard Goodall
Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade
Direção: David Kerr
Cotação:

Rowan Atkinson é, talvez, o último grande mestre da comédia. Seu “chapliniano” Mr. Bean o consagrou mundialmente. Agora, Atkinson traz de volta ao cinema o seu segundo melhor personagem. O agente secreto que satiriza o imortal James Bond retorna para uma terceira aventura em Johnny English 3.0.

Sátiras a 007 remontam à década de 1960, quando Sean Connery fazia o personagem. Mas Johnny English é a mais inteligente delas. O primeiro filme estabeleceu English como um burocrata da inteligência britânica que sonha acordado em ser um super agente secreto e, acidentalmente, vê este sonho realizado. Neste terceiro filme, English está aposentado, se divertindo como professor de crianças em um internato, até um ato de terrorismo virtual o trazer de volta a ação. E aí se estabelece o foco do humor do filme: analógico x digital.

A dificuldade de English com as ferramentas digitais (e o politicamente correto) estabelecem momentos divertidos e sequências engraçadíssimas, sendo a confusão estabelecida por um experimento de realidade virtual a melhor destas. Rowan Atkinson está brilhante como English, tirando o máximo de humor do narcisismo que não permite ao personagem confessar o seu desconhecimento do mundo tecnológico ao seu redor. E Atkinson humaniza English ao somar ao personagem o peso da idade.

O filme é enriquecido pelo retorno de Bough, seu auxiliar da primeira aventura, vivido por Ben Miller. Bough serve de escada racional para o delirante egocentrismo de English.  A ex-“Bond Girl” Olga Kurylenko é a “English Girl” da vez, mas ela vai muito além de enfeitar a tela, se revelando uma operativa extremamente inteligente e eficiente. Emma Thompson é a coadjuvante de luxo interpretando a divertidamente ambiciosa Primeira Ministra da Inglaterra. O filme guarda ainda aparições especiais de luminares das aventuras de espionagem, como Edward Fox, Charles Dance e Michael Gambon.

O roteiro não é tão arredondado quanto os dos primeiros filmes, principalmente na construção da obrigatória trama de dominação mundial. E o filme funciona melhor para quem viveu a época analógica, pois muito de seu humor é gerado pela inadequação de English com a nossa sociedade digital. Mas, fique tranqüilo, Rowan Atkinson e o elenco garantem a diversão. A cena de Johnny English na danceteria é humor clássico que remonta ao mitológico Jerry Lewis e vale o ingresso de analógicos e digitais.

Denis Winston Brum

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