Resenha de Filme: O PRIMEIRO HOMEM


First Man, EUA, 2018
Gênero
: Biografia
Duração: 138 min.
Elenco: Ryan Gosling, Claire Foy, Ciarán Hinds, Corey Stoll, Lukas Haas, Olivia Hamilton
Trilha Sonora Original: Justin Hurwitz
Roteiro: James R. Hansen, Josh Singer
Direção: Damien Chazelle
Cotação:

O Primeiro Homem conta a vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua, bem como os sacrifícios e custos de Neil e de toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. O filme não apenas foca em suas missões (X-15, Gemini 8 e Apollo 11), mas também em sua vida pessoal, seu difícil relacionamento com a família, a perda da filha que levou a uma angústia quase eterna e as perdas de amigos mortos em tragédias ao longo da corrida espacial.

A produção executiva do filme é de ninguém mais, ninguém menos que Steven Spielberg, que meio que timidamente produz o filme sem muito alarde. O diretor do filme é o jovem Damien Chazelle (La La Land – Cantando Estações), que tenta passar ao expectador o próprio sofrimento e angústia do personagem, bem como das pessoas ligadas a ele, principalmente sua esposa, Janet Armstrong (mais uma belíssima interpretação da britânica Clare Foy). Gosling, como de hábito, parece meio parado e esquisitão, mas era assim a personalidade de Neil, hoje no panteão dos heróis da humanidade. Fato de quem o próprio Neil tentou correr toda a vida.

O filme tem um estado de tensão e agonia que realmente faz o espectador suar frio. Muita gente vai detestar o filme, por achar ele bem estranho. Não é realmente uma aventura de foguetes e conquistas, que já virou clichê, mas de um ser humano atormentado com suas perdas, que tem uma difícil missão em prol da sociedade, nação e sua própria família . Quer mais ação, vá ver Apollo 13, Gravidade ou Perdido em Marte.

O escritor Sir Arthur C. Clarke faz uma ponta rápida (aparece em imagens da transmissão de TV das missões Apollo à Lua). Temos também rapidamente o personagem de Chuck Yeager, no começo do filme, um antigo desafeto de Armstrong. A vida de Yeager já havia sido retratada do filme Os Eleitos, que serve de referência para esta produção, bem como 2001 – Uma Odisseia no Espaço, na cena da chegada à Lua. O filme deixa bastante clara a personalidade de Buzz Aldrin, aqui retratado como um cara “que gosta de aparecer”, em oposição ao recatado Armstrong.

Eu, que sou fã da conquista do espaço e tenho Armstrong como um dos ídolos heróis espaciais, fiquei bastante surpreso em saber de detalhes até então desconhecidos do grande público e da amargura que o homem carregou durante a vida, após a morte da filha. Astronautas não são super-heróis de capas, não vá ao cinema pensando em atos de heroísmo. Eles são seres humanos como nós. No mais o filme tem ótimos efeitos visuais, consultoria da NASA e… não é indicado para claustrofóbicos .

OBS: Houve uma chiadeira com relação à não presença da famosa cena de Neil fincando a bandeira norte-americana na Lua, o que gerou revolta em alguns exaltados nacionalistas estadunidenses, num “mi mi mi” idiota. O Primeiro Homem, como título indica, não é sobre a “conquista americana”, isto é apenas um pano de fundo; o filme é acima de tudo sobre sobre “um ser humano”.

Ricardo Melo

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