Resenha de Filme: DEADPOOL 2


Deadpool 2, EUA, 2018
Gênero: Comédia, Ficção Científica
Duração: 144 min.
ElencoRyan Reynolds, Josh Brolin, Zazie Beetz, Bill Skarsgård, Terry Crews, T.J. MillerBrianna HildebrandStefan KapicicRob DelaneyMorena BaccarinKaran Soni
Trilha Sonora Original: Tyler Bates
Roteiro: Fabian Nicieza, Paul Wernick, Rhett Reese, Rob Liefeld, Ryan Reynolds
Direção: David Leitch
Cotação:

Não há como negar o quanto DEADPOOL (2016), o primeiro filme do mercenário tagarela, foi importante para trazer um pouco mais de ousadia para os filmes de super-heróis recentes. Claro que, no fim das contas, mesmo com conteúdo sexual e violento, tudo passa por um filtro dentro de uma época mais politicamente correta e respeitadora. Aliás, a respeito disso, há até uma piada no novo DEADPOOL 2 (2018) sobre a fixação um tanto estranha do taxista amigo do protagonista pela personagem de Kirsten Dunst em ENTREVISTA COM O VAMPIRO – uma vampira de dez anos de idade.

Dirigido por David Leitch, de ATÔMICA (2017), a sequência de DEADPOOL agora não tem mais a obrigação de contar a origem de seu anti-herói. No novo contexto, até quem nunca teve contato com o personagem nos quadrinhos se sente à vontade com seu senso de humor, sua intenção de ficar à margem, até por não ter nenhum problema em matar bandidos, e pelas piadas internas envolvendo filmes de super-heróis, quadrinhos, a consciência da música diegética e até mesmo a própria carreira de Ryan Reynolds.

Podemos dizer que o humor é um dos elementos mais problemáticos e o que mais costuma causar diferenças do público entre o gostar e o não gostar não apenas desta franquia, mas com os filmes dos estúdios Marvel também. Nem se trata aqui de entender ou não a piada; trata-se mais de não achá-la suficientemente boa para rir dela. Mas aí é que está o trunfo deste novo filme: há, dentro da trama, um pouco de tragédia que invade a vida do herói e que muda um bocado a dinâmica e o clima do que se esperava. E isso é muito bom. Ainda mais para um personagem que é praticamente imortal.

As brincadeiras com o fato de DEADPOOL ser uma franquia que utiliza heróis do segundo escalão, mesmo tendo o direito de trazer os personagens dos filmes dos X-Men, continuam valendo neste aqui, embora conte agora, além de Colossus, também com Cable, herói muito querido de quem começou a ler os heróis mutantes na década de 1990. Josh Brolin interpreta o homem que veio do futuro para matar um mutante adolescente que matará sua família. A semelhança com o enredo de O EXTERMINADOR DO FUTURO é claro que será motivo de piada por parte de Deadpool.

Ainda que inicialmente inimigos, Cable e Deadpool têm algo muito doloroso em comum e já se prevê que no final ambos serão aliados. O divertido é acompanhar o processo desta aventura despretensiosa até a sua conclusão. A própria criação do grupo X-Force é divertidíssima. Não só a criação como o destino de seus membros logo na primeira missão. A boa surpresa do grupo é Domino, a mulher cujo super-poder é ter sorte, vivida por Zazie Beetz, conhecida de quem acompanha a série ATLANTA.

No final, não deixem de ver as duas cenas extras pós-créditos. Elas são boas e importantes para a verdadeira conclusão da história. Assim como são muito bons os poucos momentos de cena com a bela Morena Baccarin e a nova versão de “Take on me”, do A-Ha.

Ailton Monteiro

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