Resenha de Filme: SOBRENATURAL – A ÚLTIMA CHAVE


Insidious – The Last Key, EUA, 2018
Gênero: Terror
Duração: 103 min.
ElencoLin ShayeLeigh WhannellAngus SampsonKirk AcevedoCaitlin GerardSpencer Locke
Trilha Sonora OriginalJoseph Bishara
Roteiro: Leigh Whannell
Direção: Adam Robitel
Cotação:

A contrário da franquia INVOCAÇÃO DO MAL, que está se expandindo com novos personagens e criações (A boneca Annabelle, a freira assustadora), SOBRENATURAL já demonstrava sinais de cansaço no terceiro capítulo, não dirigido por James Wan. A falta de boas ideias segue predominando neste quarto filme, SOBRENATURAL – A ÚLTIMA CHAVE (2018). Ainda assim, o novo filme ganha um pouco de força lá pela metade da narrativa, principalmente no que é mais forte na série, a exploração dos mundos do além. Aqui é quase como entrar em um labirinto.

SOBRENATURAL – A ÚLTIMA CHAVE se passa em 2010, o ano de lançamento do primeiro filme da série, que mostrava o drama de um casal cujo filho não acordava de um sono e, em seguida, os mesmos pais perceberam a casa sendo assombrada por estranhos fenômenos. Na linha do tempo, a personagem da médium que ajudará esta família estava passando por uma terrível provação também. E essa é a história que é contada neste novo filme.

A parapsicologista Dra. Elise Rainier (Lin Shaye) luta agora com fantasmas do passado que voltam para assombrar o presente. Ela e sua dupla de caça-fantasmas vão parar na casa onde ela morou quando criança, uma casa assombrada por momentos de terror com o próprio pai, que batia nela pelo fato de ela persistir dizendo que via fantasmas. Já na adolescência, ela foge de casa para nunca mais voltar, deixando o irmão mais novo sozinho com o pai, e a mãe já tendo morrido misteriosamente.

A cena da morte da mãe é uma das mais fracas do filme. O que era para ser algo intenso e perturbador se torna banal, um terrível erro do roteirista / ator Leigh Whannell e do novo diretor, Adam Robitel, que traz no currículo o pouco conhecido A POSSESSÃO DE DEBORAH LOGAN (2014). A banalização da morte de uma mãe é um pecado mortal. De todo modo, pode-se entender como sendo algo de menor importância para a trama e seguir em frente, dando chances ao filme.

Logo no começo de SOBRENATURAL – A ÚLTIMA CHAVE, Elise é chamada para resolver mais um mistério. O que a deixa incomodada é que o mistério está acontecendo na tal casa onde ela morava quando criança. Ainda assim, ela resolve encarar o desafio e lá encontra um homem que está assombrado com vozes de espíritos perturbadores. Mostra a ela, então, o quarto onde há maior predomínio dessas vozes. Um dos espíritos, no entanto, acaba por revelar uma situação ainda mais aterradora acontecendo naquela casa.

E é nisso que o filme ganha pontos: nas pequenas surpresas. Há também boas sacadas e muita tensão em uma cena em que Elise entra em um duto de ventilação para investigar malas. Além do mais, não poderia faltar mais uma das viagens para o outro lado, onde vivem espíritos e demônios, a fim de solucionar o caso. No entanto, é quase certeza que este filme será brevemente esquecido, além de ter sujado um pouco a imagem dos dois primeiros títulos.

Ailton Monteiro

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