Resenha de Filme: LIGA DA JUSTIÇA


Justice League, EUA, 2017
Gênero: Ficção Científica, Aventura
Duração: 121 min.
Elenco: Ben Affleck, Ezra Miller, Gal Gadot, Henry Cavill, Jason Momoa, Ray Fisher, Amber Heard, Jeremy Irons, Amy Adams, Ciarán Hinds, Billy Crudup, Connie Nielsen, Diane Lane, J.K. Simmons
Trilha Sonora Original: Danny Elfman
Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon
Direção: Zack Snyder
Cotação:

Não dá para disfarçar que a DC anda correndo desesperadamente em busca do tempo perdido, para tentar acompanhar o ritmo de sua arquirrival Marvel, que já está bem adiantada em seu universo compartilhado no cinema e já está podendo se dar ao luxo de produzir filmes sobre heróis pouco conhecidos do grande público, como o Doutor Estranho e o vindouro Pantera Negra, por exemplo. Enquanto isso, o máximo que a DC fez foi um filme (equivocado) do Esquadrão Suicida, meio que sem muita ligação direta com os outros três títulos do universo compartilhado, O HOMEM DE AÇO (2013), BATMAN VS SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016) e MULHER-MARAVILHA (2017).

A primeira aparição do trio que daria a origem à Liga da Justiça não foi muito bem aceita por muitos críticos e também por vários fãs. O que não quer dizer que não exista um seleto time de admiradores do filme de Zack Snyder, até agora o principal diretor das produções da DC para o cinema. Inclusive, Snyder quase não assinou LIGA DA JUSTIÇA (2017) devido à morte de sua filha, no começo de 2017. Mas, devido a problemas nos bastidores com o substituto Joss Whedon, creditado como um dos roteiristas mas que, além de concluir as filmagens, refez parte do longa, ele recebe o crédito de único diretor deste passo tão importante para os heróis mais icônicos dos quadrinhos.

Há, porém, algo que diferencia LIGA DA JUSTIÇA dos outros filmes do Universo Compartilhado da DC: o humor. Ele surge como uma estratégia de convidar mais espectadores para o filme, inclusive crianças. A ideia de um mundo mais sombrio, que também é uma característica do próprio estúdio, a Warner, abraçada até mesmo no filme do Superman e que é uma das marcas de Snyder (quase um inimigo das cores vivas), essa ideia passa a entrar em conflito com a necessidade de usar a mesma arma do inimigo, a Marvel, que tem conquistado muito espectadores com filmes bem-humorados.

Logo, se por um lado Snyder parece se vender em prol da busca de fazer um trabalho mais popular, por outro o humor em LIGA DA JUSTIÇA até funciona mais do que em muitos filmes da Marvel, que parecem querer forçar os risos do espectador (isso é muito presente nos dois GUARDIÕES DA GALÁXIA, por exemplo). Assim, se o humor já funcionou naturalmente bem em MULHER-MARAVILHA, também funciona nesta reunião do grupo.

Sim, LIGA DA JUSTIÇA acaba funcionando melhor quando brinca com a reunião do grupo, e o filme é divertido nesses momentos. Infelizmente há um desses vilões chatos, genéricos e megalomaníacos que parecem só servir para cumprir a obrigação de haver um super-vilão em um filme de super-heróis na trama. Por mais que tenham resgatado o Lobo da Estepe da grande obra de Jack Kirby para o universo da DC nos anos 1970, essa informação infelizmente não o torna mais interessante. Ele é tão ruim ou pior do que Ares no filme da Mulher-Maravilha.

Há coisas positivas em LIGA DA JUSTIÇA, porém. A primeira delas é Gal Gadot, brilhando pela terceira vez como a princesa amazona. Quanta beleza, graça e nobreza essa atriz passa para a heroína. Outra coisa positiva está também na escalação do elenco: Ezra Miller, como Barry Allen, o Flash, funciona que é uma beleza como o palhaço involuntário da equipe. E há o memorável primeiro encontro do renascido Superman com a equipe, principalmente com o Batman. A piada interna relativa ao primeiro filme é de fazer o público rir e aplaudir. Bela sacada, provavelmente pensada por Whedon.

No mais, há também coadjuvantes bem luxuosos no elenco de apoio, como Amy Adams, Jeremy Irons, J.K. Simmons, Connie Nielsen, Diane Lane e Billy Crudup. São mal aproveitados, claro, em um filme de apenas duas horas de duração, mas suas participações são bem-vindas nos papéis que lhes foram incumbidos. Ben Affleck como Bruce Wayne/Batman continua mandando muito bem. Já Henry Cavill está estranho: mais magro e às vezes o CGI que fizeram para retirar digitalmente o bigode do seu rosto não funciona muito bem.

Entre prós e contras, LIGA DA JUSTIÇA é aquele filme que poderia ter sido glorioso se fosse melhor pensado e desenvolvido, mas que também não faz tão feio assim se as expectativas não forem altas, coisa que os próprios trailers meio que antecipam.

Ailton Monteiro

2 comentários sobre “Resenha de Filme: LIGA DA JUSTIÇA

  1. Adorei como fizeram a história por que não tem nenhuma cena entediante. O interessante sobre esse filme, é que embora use elementos clássicos do filme, ele sai completamente e rompe com os padrões de Hollywood. O trabalho de Zack Snyder sempre me deixa satisfeita. En Filme da Liga da Justiça meu personage favorito é Henry Cavill, como Superman. Tem uma visão muito particular na hora de dirigir seus filmes. A história é boa e bastante divertida. Eu recomendo 100%.

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  2. Pingback: Resenha de Filme: SHAZAM! | ScoreTrack.net

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