Star Trek: Discovery Episode 1×8 – “Si Vis Pacem, Para Bellum” (2017)
Elenco: Sonequa Martin-Green, Jason Isaacs, Shazad Latif, Doug Jones, Anthony Rapp, Mary Wiseman, Mary Chieffo, Jayne Brook, Kenneth Mitchell, Patrick Kwok-Choon, Wilson Cruz
Roteiro: Kirsten Beyer
Direção: John Scott
Cotação:

ATENÇÃO: caso você ainda não tenha assistido ao oitavo episódio da primeira temporada de Star Trek: Discovery, o texto a seguir contém Spoilers

O episódio desta semana começa em alta rotação, no meio de uma batalha entre a nave USS Gagarin e Aves de Rapina e um cruzador Klingon, equipados com dispositivos de camuflagem fornecidos por Kol (Kenneth Mitchell). A USS Discovery chega para ajudar a outra nave da Frota Estelar, que, no entanto, é destruída. O Capitão Lorca (Jason Isaacs) recebe do Comando da Frota a missão de descobrir uma forma de detectar as naves camufladas, a fim de anular a nova vantagem tecnológica dos Klingons. Burnham (Sonequa Martin-Green), Tyler (Shazad Latif) e Saru (Doug Jones) são enviados ao paradisíaco planeta Pahvo, que pode conter a chave para decifrar a tecnologia de camuflagem, e lá encontram uma avançada raça incorpórea que vive em absoluta simbiose com o seu mundo.

Influenciado pelos Pahvonianos, que ficam sabendo da guerra entre a Federação e os Klingons, Saru tenta convencer Burnham e Tyler a ficarem com ele no planeta, desfrutando de uma vida de paz, longe do conflito e do medo inerente à sua espécie, os Kelpianos. Fracassando em seu intento, Saru ameaça a dupla e destrói os comunicadores, tornando impossível o contato com a nave. Enquanto isso a Almirante Cornwell (Jayne Brook), aprisionada pelos Klingons na nave-sarcófago, é interrogada por L’Rell (Mary Chieffo), que no entanto lhe diz que quer desertar para a Discovery. Ambas resolvem fugir, contudo são descobertas por Kol e alguns guardas. Pega no ato, L’Rell diz ao desconfiado Kol que a Almirante a enganou para tentar escapar, e aparentemente a mata friamente.

Na Discovery, após o último salto com o motor de esporos, o Tenente Stamets (Anthony Rapp) retorna à sua rabugice habitual e começa a ter um comportamento errático. Por insistência da Cadete Tilly (Mary Wiseman), ele admite estar tendo problemas possivelmente relacionados ao DNA do tardígrado e sua conexão com o motor de esporos. Em Pahvo, Burnham e Tyler trocam seu primeiro beijo real. Burnham tem a ideia de usar uma antena de cristal existente na superfície do planeta para contatar a Discovery. Saru descobre seu plano e tenta impedi-la, em uma sequência onde descobrimos o quão rápido sua espécie consegue correr. Seus esforços, contudo, são em vão, e Burnham consegue contatar a nave, que teleporta o trio. Porém, os Pahvonianos enviam um sinal para os Klingons convidando-os a ir até Pahvo, o que poderá resultar num explosivo confronto. Na enfermaria Saru tenta se desculpar a Burnham, justificando seu comportamento pelo medo que acompanha sua raça durante toda a vida. Ao final vemos L’Rell, apesar de suas juras de lealdade, ser presa por Kol.

Indiscutivelmente este episódio foi um avanço em relação ao anterior, o mais fraco até agora. Além de termos uma progressão do arco principal, ele trouxe elementos tradicionais da franquia como a exploração de mundos desconhecidos e o primeiro contato com espécies inteligentes. Por outro lado, é inegável que temos aqui basicamente um remake do episódio da Série Clássica “Errand of Mercy”, que introduziu os Klingons. Isso pode ser bom ou mal, mas só descobriremos isso quando a história se encerrar no episódio da próxima semana, que será o último de 2017 (a série retorna com os seis episódios finais da 1ª temporada em janeiro). Outro ponto positivo do episódio foi dar mais espaço a Saru, sem dúvida merecido. Doug Jones está fazendo um excelente trabalho de caracterização, expondo convincentemente, mesmo sob pesada maquiagem, todo o conflito e a insegurança do seu personagem.

Quanto ao florescente romance entre Burnham e Tyler, ainda não chegou a me convencer. Por enquanto tudo é muito morno e, francamente, desnecessário, e a atuação apática de Martin-Green nesses momentos não ajuda em nada (aliás, já começo a achar que tanto a personagem como a atriz não fazem jus ao protagonismo que tem). Possivelmente estão criando esta situação para gerar um grande choque quando (ou se) for revelado que Tyler é, na verdade, Voq, o Klingon que matou a Capitã Georgiou, agora infiltrado em forma humana na Discovery. No mais, o episódio possui um ritmo irregular, e deixa a situação de L’Rell bem confusa. Afinal, ela é realmente leal ao banido Voq ou seu desejo de desertar para a Federação é legítimo? Ou ainda, isso e mais o jogo duplo com Kol tem relação com o plano que levou Voq a desaparecer? Certamente a intenção era deixar estas questões no ar, mas o desenvolvimento dessa trama não foi bem realizado.

E você, o que achou do episódio? Deixe seu comentário abaixo, e até a próxima semana!

Jorge Saldanha

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