Star Trek: Discovery Episode 1×7 – “Magic to Make the Sanest Man Go Mad” (2017)
Elenco: Sonequa Martin-Green, Jason Isaacs, Shazad Latif, Rainn Wilson, Doug Jones, Anthony Rapp, Mary Wiseman, Wilson Cruz
Roteiro: Aron Eli Coleite, Jesse Alexander
Direção: David Barrett
Cotação:

ATENÇÃO: caso você ainda não tenha assistido ao sétimo episódio da primeira temporada de Star Trek: Discovery, o texto a seguir contém Spoilers

O episódio desta semana de Star Trek: Discovery, sem dúvida, foi o que teve mais cara da velha Jornada nas Estrelas, e também foi o pior até agora. Na melhor das hipóteses foi o mais dispensável, já que dentro do formato serializado adotado, ele não contribui em nada para a trama principal que vem sendo desenvolvida, e ainda por cima emprega o batido loop temporal, que já virou clichê e foi explorado à exaustão não só em séries da franquia, mas também em outros programas e bons filmes como Contra o Tempo e No Limite do Amanhã.

O trapaceiro Harry Mudd (Rainn Wilson), após escapar da nave de L’Rell onde fora abandonado por Lorca e Tyler no episódio “Choose Your Pain”, usa um tipo de baleia espacial para entrar na Discovery e vendê-la aos Klingons – mas para isso precisa descobrir a “peça” que faz o motor de esporos funcionar. Ele assume o controle dos sistemas principais da nave e a sabota de forma que em 30 minutos, caso não tenha sucesso, ela explodirá. E de fato explode, mas graças a um Cristal do Tempo Mudd cria um loop temporal que permite repetir a situação infinitamente até que ele atinja seu objetivo.

Mudd não sabe que o Tenente Stamets (Anthony Rapp), por agora ter o DNA do tardígrado, além de ser o elemento chave para fazer o motor funcionar, não sofre os efeitos do loop por viver fora do contínuo espaço-tempo, preservando assim a memória dos acontecimentos. Stamets revela os planos de Mudd aos inicialmente descrentes Burnham (Sonequa Martin-Green) e Tyler (Shazad Latif), que numa festa rave (!) para aliviar a tensão da tripulação – onde aliás a ordenança Tilly (Mary Wiseman) finalmente “cai na gandaia” e atrai atenções – começam a se tornar mais íntimos, chegando até a se beijar em um dos loops. Desnecessário dizer que essa situação se repete várias vezes até que Burnham e Tyler se convencem da situação e decidem enfrentá-la, e talvez a parte mais interessante disso tudo tenham sido as várias versões da morte de Lorca pelas mãos de Mudd.

A solução final parece tirada de um episódio ruim da Nova Geração: usando um estratagema o quarteto Burnham-Tyler-Stamets-Tilly consegue abortar a negociação de Mudd com os Klingons, e ele, que não hesitou em inúmeras vezes assassinar friamente Lorca e a tripulação, parte juntamente com sua esposa Stella e seu pai, de quem fugia por dever-lhe dinheiro. Esses dois personagens “caem de pára-quedas” no final do episódio só para dar uma conclusão feliz e tola a tudo.

Os episódios de Mudd sempre foram os que menos gostei da Série Clássica, e sempre me perguntei sobre a razão de retomarem esse personagem em Discovery. No ótimo episódio “Choose Your Pain” sua participação foi marginal, porém aqui, no pior da série até o momento, ele ganhou protagonismo, e desconfio que isso não é apenas uma coincidência. Enfim, tivemos aqui um segmento stand alone que, fora algum avanço no relacionamento entre Burnham e Tyler, não agrega nada de relevante ao todo. Faltando apenas dois episódios para a série entrar em hiato, retornando com os episódios restantes apenas em janeiro, torço para que ela recupere o nível do seu início.

E você, o que achou do episódio? Deixe seu comentário abaixo, e até a próxima semana!

Jorge Saldanha

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