Resenha de Trilha Sonora: BEAUTY AND THE BEAST (2017) – Alan Menken


Música composta por Alan Menken, regida por Michael Kosarin. Letras por Howard Ashman e Tim Rice
Selo: Walt Disney Records
Formato: CD, Digital
Lançamento: 10/03/2017
Cotação:

Um dos filmes mais importantes da história da Disney, A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991) quebrou barreiras ao se tornar a primeira animação a ser indicada ao Oscar de Melhor Filme, numa época onde apenas cinco longas poderiam concorrer ao prêmio. Agora, vinte e seis anos após o lançamento do original, a Disney resolveu refazer a animação em um longa live action, com direção de Bill Condon e estrelando Emma Watson e Dan Stevens nos papéis-título. Parte da bem sucedida estratégia da Casa do Mickey, que gerou também Alice no País das Maravilhas (Alice Through The Looking Glass, 2010), Malévola (Maleficent, 2014), Cinderela (Cinderella, 2015), Mogli: O Menino Lobo (The Jungle Book, 2016) e Meu Amigo, O Dragão (Pete’s Dragon, 2016), o longa tem faturado horrores nas bilheterias, ao apostar na nostalgia de quem cresceu com a animação.

A história é baseada no conto de fadas escrito pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, em 1740, na qual um príncipe francês arrogante se recusa a oferecer abrigo em seu palácio a uma pobre senhora, e é transformado por ela numa terrível Fera, e os seus servos nos objetos da casa. Muitos anos depois, o inventor Maurice, que vive numa vila próxima, é capturado pela Fera, ao tentar se refugiar em seu castelo. Ao descobrir o que houve, sua filha, Bela, se oferece para tomar o lugar do pai como prisioneira da Fera. Assim, a convivência com a jovem irá aos poucos amansar a criatura, dando origem a uma história de amor. Porém, o ciumento Gaston (Luke Evans) fará de tudo para atrapalhar a vida do novo casal, para que ele próprio possa se casar com Bela.

Um dos principais aspectos que ajudou a tornar o filme de 1991 tão querido foi sua música. Não apenas o score de Alan Menken lhe rendeu outro Oscar (derrotando naquele ano John Williams, Ennio Morricone, George Fenton e Dave Grusin), como também suas canções, compostas no período mais fértil de sua parceria com o grande Howard Ashman, entraram para o rol de clássicos da Disney. Músicas como Belle, Gaston e, claro, a icônica Beauty and the Beast, hoje estão entre as mais famosas dentre as animações da casa. Assim, se um dos objetivos era mirar na nostalgia do público pelo desenho para faturar alto com a versão com atores, a Disney trouxe novamente Menken para compor o score e reprisar as canções da animação, ao mesmo tempo em que o músico colaboraria com Tim Rice para escrever material inédito (Ashman falecera em 1991, debilitado pela AIDS, seis meses antes da estreia nos cinemas da animação).

A versão deluxe do disco lançado pela Disney traz dois discos, um com as canções e alguns cues do score de Alan Menken, e outro focado apenas na música instrumental do compositor. As canções originais, claro, aparecem em arranjos fiéis aos originais, com apenas leves alterações, baseados em trechos não utilizados das clássicas letras de Ashman. Em Belle, Emma Watson (com uma boa ajuda do Auto-Tune), canta sobre o desejo da heroína em conhecer outros lugares além de sua vida provinciana, enquanto os cidadãos, cumprimentando uns aos outros, declaram sua estranheza com o comportamento atípico de Bela. Na divertida Gaston, o comediante Josh Gad assume o papel do melhor amigo e fiel escudeiro do vilão, LeFou, relembrando exageradamente seus feitos heroicos e sua masculinidade. Já a clássica Be Our Guest conserva seu charme extravagante, inspirado pelos espetáculos da Broadway, agora nas vozes dos astros Ewan McGregor, Emma Thompson, Gugu Mbatha-Raw, e Ian McKellen, que interpretam os criados transformados em mobília da casa.

Na icônica Beauty and the Beast, Emma Thompson cumpre admiravelmente bem a difícil tarefa de igualar a belíssima performance de Angela Lansbury para a famosa cena da dança no salão. Mais adiante, na reprise ao final do longa, a atriz ganha o auxílio de Audra McDonald e de um coral, fazendo-a soar ainda mais grandiosa que o finale da animação. Finalmente, Something There e The Mob Song também se mantém relativamente fiéis às suas contrapartes, com apenas algumas leves alterações que refletem as diferenças entre os longas. Perceba, por exemplo, como em The Mob Song, Menken adiciona algumas linhas a LeFou que retratam a mudança do personagem: se na animação ele se manteve um capanga fiel de Gaston até o fim, aqui ele se torna cada vez mais crítico das ações do vilão.

Já as novas canções, compostas especificamente para a versão em live action, tem a missão de adicionar novas dimensões à narrativa e aos personagens. Infelizmente, elas não possuem a mesma excelência das canções originais da animação, soando estranhas e deslocadas ao lado destas. Isto, claro, é um sintoma de um problema maior do longa: cerca de meia hora maior que o original, os realizadores necessitavam de mais material para preencher esse tempo. Assim, seria difícil para que as novas canções não parecessem intrusas ao lado das clássicas. A primeira das novatas é Aria, que é exatamente o que o nome indica, uma ária interpretada pela atriz Audra McDonald no baile real dado pelo príncipe mostrado no prólogo. Depois, How Does a Moment Last Forever é ouvida duas vezes no longa, uma na voz de Kevin Kline (que interpreta Maurice, o pai de Bela), e outra na de Watson. A melhor dentre as novas canções, ela serve como uma espécie de tema para o relacionamento entre pai e filha, e as memórias de ambos com a falecida mãe da protagonista.

Days in the Sun é um lamento dos habitantes do castelo sobre sua antiga vida antes que a maldição da bruxa os acometesse. Assim, ela é adequadamente triste e melancólica, embora traga alguns traços de otimismo para o dia em que se verão livres do feitiço. Finalmente, Evermore vem sendo promovida como o grande destaque dentre as canções novatas. A primeira canção solo da Fera (na animação, o personagem não tinha um número musical para chamar de seu), ela é ouvida logo depois que o protagonista finalmente permite que Bela vá embora, para salvar seu pai das garras de Gaston. De tons quase elegíacos, é mais fácil imaginá-la em O Corcunda de Notre-Dame (The Hunchback of Notre-Dame, 1996) do que em qualquer outra obra de Menken, porém, a surpreendente voz de tenor de Stevens mais do que faz jus aos desafios da faixa.

O disco um também inclui as obrigatórias versões pop das canções do longa, aqui a cargo de artistas de renome: John Legend e Ariana Grande interpretam Beauty and the Beast em dueto, Josh Groban empresta sua voz a Evermore, enquanto Celine Dion faz sua versão de How Does a Moment Last Forever. Curiosamente, a cantora canadense foi a responsável pela versão dos créditos finais de Beauty and the Beast na animação, então em dueto com Peabo Bryson. Além disso, ele também traz versões demo de Menken para as canções novas, e aquela que, para mim, é a melhor faixa de seu score: Overture, claramente inspirada pela música da Era de Ouro do cinema, e composta apenas para figurar na versão em disco da trilha. Imagine o que ocorreria se Max Steiner compusesse uma suíte baseada nos temas e canções de Menken, Ashman e Rice, e você terá uma ideia desta faixa. Claro, na época de Steiner, as overtures eram comuns no começo de cada sessão, recepcionando os espectadores e preparando-os para o que estão prestes a ver antes mesmo que a primeira imagem de cada filme fosse exibida, mas hoje em dia estão praticamente extintas. Ainda assim, esta singela homenagem de Menken à música da Era de Ouro do cinema me fez desejar que A Bela e a Fera de fato tivesse sua própria overture antes do começo do longa.

O disco dois foca-se no score do longa, gravado em Londres com uma orquestra de 93 músicos. Compô-lo deve ter sido uma experiência interessante para Menken, afinal, esta é a terceira versão da mesma história na qual ele trabalha (além da animação, ele também esteve no musical da Broadway). Assim, o próprio compositor optou por deixar parte do trabalho na trilha instrumental para seus arranjadores. Numa entrevista concedida ao jornalista Jon Burligame, admitiu: “eu ainda escrevi a maior parte do score, porém, muito dele foi arranjado por outras pessoas”.

Mesmo assim, ainda que se mantenha relativamente fiel ao seu oscarizado trabalho na animação, Menken merece elogios por não fazer com que a nova trilha seja uma simples cópia da anterior, mas sim uma parente. Ambas compartilham tons e cores similares, porém, a do remake é mais próxima do score de um grande épico romântico do que o da típica música de animações. Menken certamente teve acesso a um elenco bem maior de músicos e instrumentistas do que em 1991, e sua trilha deve certamente agradar quem procura um score romântico e expressivo de qualidade.

Obviamente, décadas de experiência nos musicais da Disney e da Broadway o tornaram um verdadeiro especialista em integrar canções organicamente em sua trilha instrumental, agindo como os temas dos respectivos personagens que as cantam. No caso de figuras que ganharam suas canções no remake, como Maurice e a Fera, isto permitiu que Menken pudesse finalmente lhes dar temas próprios. No caso do pai de Bela, por exemplo, a canção How Does a Moment Last Forever age como seu tema, ouvido na tocante Your Mother, e depois de forma mais sombria e trágica, em The Beast, conforme a heroína se oferece para tomar o lugar do pai como prisioneira no castelo. Mais adiante, ele ganha uma melancólica performance em cordas e piano, na segunda parte de A Bracing Cup of Tea.

Já a Fera, por sua vez, é representada aqui pela melodia de Evermore. Para retratar a crescente paixão do personagem por Bela, ela aparece em conjunto com arranjos de Beauty and the Beast, o love theme oficial dos dois. No score, as canções aparecem em faixas como Colonnade Chat, na qual ambas ganham orquestrações pastorais que lembram brevemente algum drama de época inglês musicado por Patrick Doyle ou Dario Marianelli, ou de forma mais leve e inocente, em Beast Takes a Bath. Depois, na bela e emotiva You Must Go To Him, nós ouvimos Evermore e a canção-título em cordas melancólicas, conforme a Fera finalmente liberta Bela, para que a garota possa salvar seu pai. Por outro lado, em The Plague, o tema da Fera faz uma breve aparição num bonito solo de cello.

Já os empregados transformados em mobília, como Lumiére (Ewan McGregor), Horloge (Ian McKellen) e Madame Samovar (Emma Thompson), Menken os representa não apenas com as canções Be Our Guest e Days in the Sun, mas também com instrumentos como o acordeão e o cravo (que, aliás, é também o principal músico do castelo), que aludem ao fato de que pertencem à aristocracia francesa. No score, a melodia de Be Our Guest é ouvida pela primeira vez no cravo, ao final de Entering the Castle, bem antes da verdadeira canção ser interpretada, enquanto Maurice se infiltra no castelo – um inteligente toque de Menken, que anuncia com sua música a presença dos objetos-empregados pouco antes de estes serem vistos na tela, mas já preparando o espectador. Depois de uma brevíssima menção nas flautas ao início de The Beast, tal tema é ouvido novamente de forma cômica e brincalhona em Meet the Staff, e depois de forma mais calorosa e convidativa, em flautas, violinos, harpa e acordeão, ao início de The West Wing. Quanto a Days in the Sun, nós a ouvimos num aristocrático arranjo para violino, acordeão e cravo na primeira parte da citada A Bracing Cup of Tea, e num sombrio solo de violino em The West Wing, além de uma divertida versão em forma de valsa, ao final de Beast Takes a Bath.

Por outro lado, outras canções, em especial Belle e Gaston, estranhamente são jogadas para escanteio no score. A primeira é ouvida mais ao início do longa, em faixas como Belle Meets Gaston e The Laverie, antes de retornar apenas ao final – e eu particularmente gosto da forma inteligente como a canção é incorporada, como por exemplo o trecho onde se diz “There must be more than this provincial life” em trompas melancólicas ao fim da primeira. Menken provavelmente optou por se focar mais em outros aspectos da vida do protagonista, como seus relacionamentos com o pai e a Fera. Ainda assim, senti falta de uma maior presença da canção como sua identidade musical.  Já a canção do vilão acabou praticamente excluída da trilha, uma grande mudança em relação ao desenho, no qual ela agia como o tema de Gaston naquele score. Ao invés disso, ela foi substituída por alguns motivos mais agressivos, quase militares, para metais e percussão, ouvidos principalmente no clímax do longa.

Afora as canções, o tema mais importante da trilha é o da rosa mágica, cujas pétalas, se caírem, condenam o príncipe a ser uma Fera para sempre. Tal tema foi introduzido no score da animação e foi reportadamente inspirado por Camille Saint-Saëns e seu clássico O Carnaval dos Animais (segundo Menken, o cue que acompanha o prólogo do longa animado é sua própria versão para a peça do grande compositor francês). Extremamente popular entre os fãs do compositor, este belo tema (que marcou presença até nos trailers do filme) não poderia deixar de aparecer na trilha do remake. Assim, enquanto Main Titles – Prologue acrescenta tons mais épicos e grandiosos a seu equivalente na trilha da animação, não demora até que o tema retorne em variações que, ouso dizer, são até mais criativas e elaboradas do que no desenho.

No primeiro ato do longa, ele aparece em arranjos ameaçadores e pesados, como em metais e coral ao final de Wolf Chase, conforme Maurice adentra o castelo da Fera, em baixos e violas em A White Rose, ou cordas e harpa em The Beast. Depois, em The West Wing, as notas do tema se tornam uma melodia de ação progressivamente mais tensa e enérgica. Apenas quando o público começa a perceber que a Fera não é um monstro, mas sim uma pessoa punida por uma terrível maldição, Menken permite que o tema ganhe contornos menos hostis, e mais tristes e dramáticos, como podemos ouvir na segunda metade de Wolves Attack Belle e em The Library, ou num rápido momento para oboés, em You Must Go To Him. Em tais faixas, as notas que o compõem aparecem tão bem integradas no meio do score que você pode ser perdoado em não o notar ali, oculto em meio às melodias do compositor.

Fãs de Menken também irão encontrar uma divertida surpresa em seu score: trata-se de Home, ouvida aqui na décima faixa do disco. Tal cue, na verdade, é um arranjo instrumental para a canção de mesmo nome que o compositor escreveu para a versão da Broadway de A Bela e a Fera, que estreou três anos depois da animação. Originalmente, ele e o diretor pretendiam incorporar algumas das canções da peça na versão em live action, porém, logo esta ideia foi descartada em favor de novas músicas.

De um modo geral, o novo A Bela e a Fera mostra um amadurecimento de Menken como compositor, demonstrando que, após passar a maior parte de sua carreira compondo para musicais animados, o sujeito conseguiu aplicar este estilo a um grande blockbuster. Isto fica especialmente notável tanto nas faixas mais ternas, acompanhando o crescente romance do casal do título, quanto nas de ação. As do primeiro caso são ouvidas mais na segunda metade do disco, e trazem alguns dos mais belos momentos já escritos por Menken no cinema – e isto é muita coisa no caso do compositor, responsável por alguns momentos românticos belíssimos em animações como Pocahontas (idem, 1995) e a própria A Bela e a Fera. A dramática performance em cordas da canção Something There, ao final de Wolves Attack Belle, é linda e surpreendente; The Library, Colonnade Chat e The Plague são ternas e emotivas; por fim, The Dress começa com um fragmento de Belle e ganha contornos grandiosos enquanto a heroína prova seu icônico vestido amarelo.

Para as faixas de ação, Menken faz bom uso do som mais encorpado de sua orquestra (e do coral) em Wolf Chase, Wolves Attack Belle e Belle Stops the Wagon. Porém, é apenas no clímax onde o ouvimos em plena potência. Se na animação a trilha para a batalha entre a mobília do castelo e os cidadãos furiosos consistia basicamente num divertido arranjo Can-can de Be Our Guest, em Castle Under Attack temos enérgicas melodias com violinos frenéticos, percussão e metais, lembrando um pouco os cues do tipo nas trilhas de fantasia de Alexandre Desplat, como A Bússola de Ouro (The Golden Compass, 2007), e os dois Harry Potter e as Relíquias da Morte. Mesmo assim, o compositor não ignora que está fazendo um filme da Disney para toda a família, e ainda mantém um toque de comicidade, como a rápida participação da Marcha Fúnebre de Chopin. As subsequentes Turret Pursuit e a primeira parte de You Came Back são igualmente vigorosas, com a orquestra e o coro a todo vapor, e pequenas inserções do tema da rosa e das canções Beauty and the Beast e Evermore para temperar.

O belo final do score começa a partir da segunda parte de You Came Back, trazendo performances tristes e emotivas das duas canções citadas acima. Porém, para o final feliz do longa, Transformations traz arranjos grandiosos dos principais temas da trilha. Muito embora a maior parte das ideias ouvidas aqui sejam apenas reprises do cue equivalente na animação (como o tema da rosa mágica orquestrado como uma marcha para trompetes, e o encerramento com Beauty and the Beast nas cordas), Menken as expande para dar espaço ao material composto para o novo longa, como inserções de Evermore e Days in the Sun.

No fim das contas, A Bela e a Fera é um belo trabalho, que expande e dá novos tons à músicas que hoje são corretamente consideradas clássicas. Além disso, ela prova que Menken de fato nasceu para compor música para os contos de fadas da Disney, em animação ou em live action, sempre demonstrando cuidado e respeito com as canções que fizeram parte da infância de tantas pessoas. O sujeito já é praticamente certo nos futuros remakes da Disney, A Pequena Sereia e Aladdin – dois de seus “bebês”, como ele gosta de chamá-los, e podemos esperar para as versões em live action a mesma excelência que ele e seus letristas trouxeram às animações.

Faixas:

Disco 1:
1. Overture  3:05
2. Main Title: Prologue, Pt. 1  0:42
3. Aria (Audra McDonald)  1:02
4. Main Title: Prologue, Pt. 2  2:21
5. Belle (Emma Watson, Luke Evans & Ensemble – Beauty and the Beast)  5:33
6. How Does a Moment Last Forever (Music Box) (Kevin Kline)  1:03
7. Belle (Reprise) (Emma Watson)  1:15
8. Gaston (Josh Gad, Luke Evans & Ensemble – Beauty and the Beast)  4:25
9. Be Our Guest (Ewan McGregor, Emma Thompson, Gugu Mbatha-Raw & Ian McKellen)  4:48
10. Days in the Sun (Adam Mitchell, Stanley Tucci, Ewan McGregor, Gugu Mbatha-Raw, Ian McKellen, Emma Thompson, Emma Watson, Audra McDonald & Clive Rowe)  2:40
11. Something There (Emma Watson, Dan Stevens, Ewan McGregor, Ian McKellen, Emma Thompson, Nathan Mack & Gugu Mbatha-Raw)  2:54
12. How Does a Moment Last Forever (Montmartre) (Emma Watson)  1:55
13. Beauty and the Beast (Emma Thompson)  3:19
14. Evermore (Dan Stevens)  3:14
15. The Mob Song (Luke Evans, Josh Gad, Ensemble – Beauty and the Beast, Emma Thompson, Ian McKellen, Stanley Tucci, Nathan Mack, Gugu Mbatha-Raw & Ewan McGregor)  2:28
16. Beauty and the Beast (Finale) (Audra McDonald, Emma Thompson & Ensemble – Beauty and the Beast)  2:14
17. How Does a Moment Last Forever (Céline Dion)  3:37
18. Beauty and the Beast (Ariana Grande & John Legend)  3:47
19. Evermore (Josh Groban)  3:09
20. Aria (Demo)  0:36
21. How Does a Moment Last Forever (Music Box) (Demo)  0:59
22. Days in the Sun (Demo)  3:30
23. How Does a Moment Last Forever (Montmartre) (Demo)  1:21
24. Evermore (Demo)  2:55
Duração: 62:52
Disco 2:
1. Main Title: Prologue  3:01
2. Belle Meets Gaston  0:54
3. Your Mother  2:13
4. The Laverie  1:22
5. Wolf Chase  3:14
6. Entering the Castle  1:18
7. A White Rose  3:57
8. The Beast  4:03
9. Meet the Staff  1:00
10. Home (Extended Mix)  2:04
11. Madame de Garderobe  1:28
12. There’s a Beast  2:02
13. A Petal Drops  1:02
14. A Bracing Cup of Tea  2:06
15. The West Wing  2:58
16. Wolves Attack Belle  3:17
17. The Library  3:05
18. Colonnade Chat  2:53
19. The Plague  0:51
20. Maurice Accuses Gaston  2:01
21. Beast Takes a Bath  1:21
22. The Dress  1:01
23. You Must Go to Him  2:50
24. Belle Stops the Wagon  2:42
25. Castle Under Attack  4:20
26. Turret Pursuit  2:12
27. You Came Back  5:13
28. Transformations  4:06
Duração: 68:34

Duração Total: 130:86

Tiago Rangel

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