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Resenha de Trilha Sonora: FANTASTIC BEASTS AND WHERE TO FIND THEM (DE LUXE EDITION)- James Newton Howard


fantastic-beasts-cdMúsica composta por James Newton Howard
SeloWaterTower Music
Formato: CD
Lançamento: 18/11/2016
Cotaçãostar_4_5

Sete livros, lançados ao longo de uma década, que venderam mais de 450 milhões de cópias ao redor do mundo. Oito filmes que, também no espaço de dez anos, faturaram mais de sete bilhões de dólares nas bilheterias mundiais. Um colossal parque temático em Orlando, na Flórida. Toda uma geração, que literalmente cresceu e amadureceu em conjunto com os personagens, e os atores que os interpretavam. Não deveria ser surpreendente que a Warner Bros. e a criadora JK Rowling, tivessem decidido retornar às histórias passadas no Mundo Mágico de Harry Potter, mesmo anos depois do lançamento da última parte da saga, As Relíquias da Morte, nas livrarias e nos cinemas. Ainda assim, foi com choque que o mundo recebeu a notícia do retorno da franquia aos cinemas, com o spin-off Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them, 2016). O título do longa é exatamente o mesmo de um livro da autora, um bestiário contendo todas as criaturas mágicas encontradas no mundo bruxo – no universo da série, um livro didático estudado por Harry e seus amigos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

O longa foi dirigido por David Yates, que assinou os quatro últimos longas da saga, e escrito pela própria Rowling, aqui fazendo sua estreia como roteirista. Na trama, passada em 1926, o “magizoologista” Newt Scamander (o vencedor do Oscar Eddie Redmayne) chega em Nova York, carregando uma maleta cheia dos animais fantásticos do título. Entretanto, quando os bichos acabam escapando, Newt e seus amigos devem persegui-los e recapturá-los, antes que eles revelem a existência da magia aos não-majs (a denominação dos bruxos americanos às pessoas que não fazem parte do mundo mágico). Felizmente, o longa recebeu boas críticas, e deve desempenhar bem nos cinemas, garantindo as já anunciadas continuações.

Musicalmente, a saga de Potter e seus amigos foi conduzida principalmente pelas melodias de John Williams. O lendário maestro compôs os scores dos três primeiros filmes e estabeleceu as bases musicais da franquia. Além disso, como de costume, Williams escreveu temas memoráveis como os já clássicos Hedwig’s Theme e Harry’s Wondrous World, hoje famosos até entre quem não tem o hábito de ouvir trilhas sonoras com regularidade. Para os filmes seguintes, se seus scores não se tornaram tão imediatamente reconhecíveis, ao menos conquistaram a difícil tarefa de manter o padrão de qualidade. Patrick Doyle e Alexandre Desplat escreveram ótimas trilhas sonoras para, respectivamente, o quarto e os dois últimos da saga, enquanto o (sumido) Nicholas Hooper foi o autor de uma boa trilha para o sexto – não, eu não sou fã de seu score para Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2007), embora ele tenha seus momentos, e não tenha sido favorecido pelo álbum. De toda forma, quem quer que fosse o compositor responsável por Animais Fantásticos, teria uma difícil tarefa pela frente. Assim, Yates foi feliz na escolha de James Newton Howard, um músico extremamente talentoso e experiente.

O sujeito, nos últimos anos, tem virado uma das principais escolhas de Hollywood para filmes de fantasia e ficção científica, voltados principalmente para o público jovem, que certamente capacitaram sua escolha. Promovida com grande estrondo pela WaterTower Music (mais do que eu já vi num trabalho de Howard antes), o músico tem divulgado seu trabalho na mídia com entusiasmo: contratado ainda no ano passado, Howard passou de seis a sete meses escrevendo o score. Depois, ele o gravou nos estúdios Abbey Road (onde praticamente todas as trilhas de Potter foram gravadas), com uma orquestra de 97 músicos, além de coral, com algumas breves participações de instrumentos eletrônicos.

Dentre os blockbusters de fantasia musicados por Howard nos últimos anos, podemos dividi-los em duas categorias. Na primeira, há os mais sombrios, que obviamente exigem música mais solene e pesada do compositor, como O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010), Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman, 2012) e a saga Jogos Vorazes. Na outra, porém, há os longas mais voltados para a fantasia e a magia em si, que levam Howard a escrever algumas de suas trilhas mais coloridas. Animais Fantásticos se encaixa nesta segunda categoria, e pode ser considerada como uma descendente direta dos trabalhos do músico em filmes como Malévola (Maleficent, 2014), Peter Pan (idem, 2003) e nas animações da Disney Dinossauro (Dinosaur, 2000) e Atlantis: O Reino Perdido (Atlantis: The Lost Empire, 2001). Assim, o foco de Howard, tal como o de Williams nos primeiros filmes, esteve na magia e suas peculiaridades, embora, caso a série siga o mesmo caminho das aventuras de Potter, e tudo indica que vai, podemos esperar tons mais sombrios nos capítulos futuros.

O mais impressionante, porém, é que Howard conseguiu criar uma trilha que se encaixe organicamente no universo da série, sem que, contudo, pareça apenas uma repetição dos outros scores. Afinal, sua música para Animais Fantásticos tem todas as características típicas do compositor e, ainda assim, não fica distante da música que Williams e os outros escreveram para o Mundo Bruxo, uma raridade em Hollywood. Conforme explica este artigo do site Birth. Movies. Death. sobre a música do longa: “As sutis diferenças devem também ser abraçadas já que esta nova narrativa traz novos personagens, conceitos e situações, assim, necessitando de uma voz distinta. Juntos, os esforços coletivos de todos esses compositores – passado, presente e futuro – devem continuar a construir um legado raramente rivalizado na história da Música de Cinema. Isso também prova como compositores de estilos diferentes podem abordar o mesmo material e acrescentar um trabalho criativo particular ao invés de destruir através de oposição mútua”.

Além disso, mesmo quando vista isoladamente, a trilha do longa é uma completa raridade, em pleno 2016: primariamente orquestral, ela faz o básico de um filme de fantasia, e ajuda a construir o universo com vários temas para os personagens e situações. Além de funcionar maravilhosamente bem no longa, ela também é colorida, criativa e bem escrita. Howard claramente enxergou uma grande oportunidade no longa, e escreveu um score que, no futuro, certamente será visto como um dos mais queridos pelos fãs e admiradores de sua carreira, e mostra como ele é um dos melhores nesse tipo de longa.

As referências aos clássicos temas de Williams são poucas, porém estratégicas. Logo ao início da primeira faixa, podemos ouvir Hedwig’s Theme, acompanhando a logomarca da Warner Bros., apenas para assegurar aos espectadores que este filme, apesar de não trazer Harry, Rony e Hermione, de fato pertence ao mesmo universo. Depois, aos 5:10 da faixa seguinte, o tema Harry’s Wondrous World é ouvido brevemente, na celesta. Mas, em sua quase totalidade, o material é original de Howard.

O protagonista Newt Scamander foi o personagem a quem Howard mais dedicou sua atenção. O tema principal do personagem, introduzido aos 1:43 de Main Titles – Fantastic Beasts and Where to Find Them, tem duas partes: a primeira é uma melodia ouvida principalmente em cordas, trompas e percussão eletrônica, a qual o compositor diz ter um estilo “ligeiramente chapliniano, de professor distraído”, enquanto a segunda é mais grandiosa e nobre. De toda forma, é um tema perfeito para o protagonista: melódico, retratando o idealismo do personagem para com sua causa, e sua personalidade tímida, porém amigável – ao menos com os animais mágicos. Newt é uma pessoa que se sente mais confortável perto de animais do que de pessoas, e seu tema ilustra justamente sua dedicação aos bichos. Mais adiante, as duas partes do tema são desenvolvidas melhor na ótima Inside the Case, uma longa faixa que acompanha no filme a exploração de Newt e seu amigo não-maj Jacob (Dan Fogler) da maleta do protagonista, onde vivem os animais. No clímax do longa, ele faz outra ótima, ainda que breve, aparição aos 3:37 de Relieve Him of His Wand/Newt Releases the Thunderbird/ Jacob’s Farewell.

No entanto, se Newt se sente mais à vontade com os bichos, o mesmo não se pode dizer dos seres humanos, e a recíproca também é verdadeira. Assim, ele ganha de Howard um segundo tema, mais lírico e melancólico, retratando seus complicados relacionamentos pessoais. Ele é introduzido em A Close Friend, em cordas, piano e um coro infantil, lembrando bastante os trabalhos iniciais de Danny Elfman, especialmente Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 1990). Já na primeira parte de Newt Says Goodbye to Tina/Jacob’s Bakery o tema se transforma num nascente love theme para Newt e sua nova amiga Tina Goldstein (Katherine Waterston), que deve ser desenvolvido pelo compositor no próximo filme da saga. Mas a sua melhor performance se dá em Newt Releases the Thunderbird, na qual ele ganha orquestrações majestosas, com toda a orquestra, o coro e o piano.

Finalmente, há um terceiro (!) tema relacionado a Newt, intitulado pelo compositor “Newt o Herói”, o qual, como o próprio título indica, representa os feitos do protagonista durante as cenas de ação. Ele é ouvido primeiro aos 5:44 de Tina and Newt Trial/Let’s Get the Good Stuff Out/You’re One of Us Now/Swooping Evil, acompanhando a fuga do personagem e de Tina dos aurores da MACUSA (o Congresso Mágico dos Estados Unidos). Em seguida, ele faz uma rápida aparição ao final da faixa seguinte, Gnarlak Negociations, e depois retorna de forma mais enérgica em The Demiguise and the Occamy.

Apesar de tudo, outros personagens e conceitos do longa não foram esquecidos pelo compositor. É o caso de Jacob Kowalski (Dan Fogler), um não-maj atirado de cabeça no mundo mágico, mas que acaba se tornando o melhor amigo e companheiro de Newt. Como o principal alívio cômico do filme, seu tema é igualmente divertido, aqui representando o lado mais “bonachão” do personagem. Ele é apresentado inicialmente aos 2:05 de There Are Witches Among Us/The Bank/The Niffler, em oboé e cordas, e depois ouvido aqui e ali ao longo da faixa, enquanto o personagem, tentando conseguir um empréstimo no banco, acaba tendo seu fatídico encontro com Newt. Entretanto, seu maior momento de brilho é ao final do longa, em Jacob’s Farewell, e depois na segunda parte da faixa seguinte, Jacob’s Bakery, no qual ele se transforma numa espécie de jazz dos anos 1920, similarmente ao que ele fez em outra aventura ambientada na mesma época e lugar, King Kong (idem, 2005).

Um dos principais atrativos do filme é o fato de nós sermos reintroduzidos novamente ao Mundo Mágico, a uma nova faceta dele, cheia de novos feitiços, encantamentos, bruxos e mistérios a descobrir. A abordagem de Howard para a magia do filme não apenas lembra Williams no primeiro longa de Potter, como também a peça The Sorcerer’s Apprentice, de Paul Dukas, que apontam para a mesma concepção folclórica europeia de bruxos e magia de onde Rowling tirou inspiração. Mesmo a orquestração é similar a utilizada por Williams: coral infantil, carrilhão, celesta (o instrumento mais marcante da música de A Pedra Filosofal) e melodias misteriosas. Este “tema mágico” é ouvido primeiramente aos 0:54 de There Are Witches Among Us, e depois desenvolvido melhor na deliciosamente fantasmagórica Tina Takes Newt In/Macusa Headquarters. Já na faixa seguinte, Pie or Strudel, o tema retorna logo ao início, na celesta, mas logo se transforma numa melodia mais calorosa e amigável, representando o nascente romance entre Jacob e a irmã de Tina, Queenie (Alison Sudol).

Para os animais fantásticos que dão título à obra, Howard buscou representá-los com pequenos e fugazes motivos. O Pelúcio, uma criatura que, apesar de seu tamanho diminuto, adora criar caos ao perseguir obsessivamente objetos brilhantes, é representado por madeiras, cordas e percussão eletrônica, ouvidos na segunda faixa. Estranhamente, tal motivo me lembrou uma versão cômica das trilhas mais modernas do compositor para thrillers de ação. Outro animal marcante no longa é o Erumpente, uma enorme criatura buscando um parceiro para acasalar. A música para a sequência onde Newt e Jacob devem lidar com ele (ouvida em The Erumpent no disco) é igualmente “romântica”. A primeira parte do cue é uma exótica dança para banjo, percussão e flauta, enquanto a segunda combina valsas exageradamente românticas com melodias de ação, não muito distantes das que o músico escreveu para King Kong – que, coincidentemente, também trazia uma cena extremamente similar.

Mais adiante, em Gnarlak Negotiations, Howard aventura-se no território do filme noir, com um sombrio jazz para baixo, percussão e saxofone, representando os cantos mágicos mais escuros da cidade. Já na faixa seguinte, The Demiguise and the Occamy, começa com orquestrações misteriosas, com tons levemente orientais, para ressaltar a origem do primeiro animal do título. Mas não demora até que ela ganhe tons de ação, incluindo o que parece ser uma brevíssima referência ao tema das aranhas de Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter and the Chamber of Secrets, 2002), aos 2:00. Por outro lado, a criatura mais nobre vista no longa é o Pássaro-Trovão, cujo poder é, como o próprio nome indica, criar tempestades. Howard aparentemente inspirou-se em sua aparência de águia e em sua origem nos Estados Unidos para lhe escrever um motivo tipicamente americano, para trompetes e trompas. Ouvido pela primeira vez aos 2:11 de Inside the Case, ele depois retorna no clímax do longa, onde o Pássaro-Trovão tem importância primordial, com seu motivo ouvido aos 4:00 de Newt Releases the Thunderbird.

Por outro lado, o mundo mágico também é povoado por criaturas perigosas, como o Obscurus. Servindo como o principal mistério do longa, tal ser ganha de Howard um motivo dramático, ameaçador, e também adequadamente trágico. Ele é sugerido inicialmente de forma sutil, com ostinatos em violas ocultos em meio à percussão e aos efeitos eletrônicos, em In the Cells. Depois, ele ressurge com muito mais proeminência logo ao início de The Obscurus/Rooftop Chase, em cellos e baixos graves e solenes, antes de se desenvolver na mais poderosa e enérgica faixa de ação da trilha. Entretanto, se antes o tema era ouvido em tons ameaçadores, na faixa seguinte, He’s Listening to You Tina, ele ganha contornos trágicos, transformando-se numa elegia para cordas, adicionando contornos dramáticos a uma das cenas mais chocantes do clímax do longa.

Este é um álbum particularmente denso, porém, é interessante notar como cada faixa é no mínimo interessante, em especial, as mais longas. A grande duração dos principais cues do filme dão a Howard tempo para desenvolver suas ideias, com a música realmente ajudando na narrativa das cenas. Faixas como Inside the Case, Tina and Newt Trial/Let’s Get the Good Stuff Out/You’re One of Us Now/Swooping Evil e Relieve Him of His Wand/Newt Releases the Thunderbird/Jacob’s Farewell cobrem bastante tempo de filme, mas também são ótimas peças de música (a contrapartida, claro, são os imensos títulos das faixas no disco). A primeira traz diversos temas, e traduz musicalmente não apenas o espanto de Jacob (e do espectador) ao ver pela primeira vez as criaturas fantásticas, como também demonstra grande simpatia com os animais através de belas vinhetas orquestrais, bem costuradas pelo músico ao longo da faixa. A segunda começa de forma sombria e pesada, antes de ganhar em tensão e intensidade, culminando na citada participação do tema heroico de Newt, no clímax da faixa.

Por fim, a última traz vários dos melhores momentos do score em seus mais de 12 minutos de duração. Novamente, ela se inicia de forma dramática, mas aos poucos ganha contornos mais otimistas, incluindo algumas das passagens orquestrais mais grandiosas da carreira do compositor. A segunda metade da faixa, porém, é mais sentimental, com um belo trecho para cordas, flautas e piano a partir da marca de 7:55, para a despedida dos heróis.

E, como não poderia deixar de ser, há uma suíte para os créditos finais. Em End Titles – Fantastic Beasts and Where to Find Them, Howard dá grandiosas performances ao tema heroico e ao tema de Newt (em suas duas partes), resultando em uma das melhores ouvidas no cinema hollywoodiano de 2016.

A edição Deluxe da trilha sonora traz cerca de meia hora de material adicional. Nela, temos A Man and His Beasts e Kowalski Rag, duas suítes baseadas no tema mágico e no tema de Jacob, respectivamente. Há também Soup and Leaflets, I’m Not Your Ma e Newt Talks to Credence, que expandem o material relacionado à pobre família não-maj formada pela fanática anti-bruxaria Mary Lou Barebone (Samantha Morton), e seus filhos adotivos, que incluem o misterioso Credence (Ezra Miller). Howard retrata a miserável situação da família com opressivas texturas de cordas e eletrônicos, levemente similares à sua abordagem para a situação de penúria dos Distritos de Panem na saga Jogos Vorazes. O segundo disco também inclui a canção Blind Pig, com letras da própria Rowling, ouvida no longa durante a sequência no bar dos duendes, e a segunda parte dos créditos finais, que traz o tema mágico ouvido em coro e orquestra.

Animais Fantásticos e Onde Habitam, no fim das contas, é a típica trilha que Hollywood deveria fazer com mais frequência para seus blockbusters: temática, original, inventiva, e sem medo de abordar diretamente os mais diversos sentimentos evocados pela história, sejam eles o humor, romance, tragédia ou aventura. Além disso, ela dá mais uma prova de que diversos compositores podem abordar uma mesma franquia, sem sacrificar seu estilo particular e ao mesmo tempo mantendo a coesão musical da saga – uma lição que deveria ser aprendida pelos bem sucedidos filmes de super-heróis da atualidade. Infelizmente, compositores como James Newton Howard são tão raros hoje em dia quanto os animais da maleta de Newt Scamander; por isso, seu score para este novo capítulo do mundo mágico é desde já uma das melhores trilhas para filmes de fantasia do ano.

Faixas:

Disco 1

1. Main Titles – Fantastic Beasts and Where To Find Them  2:54
2. There Are Witches Among Us / The Bank / The Niffler 6:53
3. Tina Takes Newt In / Macusa Headquarters  1:56
4. Pie or Strudel / Escaping Queenie and Tina’s Place 3:05
5. Credence Hands Out Leaflets 2:03
6. Inside the Case 9:08
7. The Erumpent 3:28
8. In the Cells 2:10
9. Tina and Newt Trial / Let’s Get the Good Stuff Out / You’re One of Us Now / Swooping Evil 7:59
10. Gnarlak Negotiations 2:57
11. The Demiguise and the Occamy 4:06
12. A Close Friend 1:51
13. The Obscurus / Rooftop Chase 3:48
14. He’s Listening To You Tina 2:05
15. Relieve Him of His Wand / Newt Releases the Thunderbird / Jacob’s Farewell 12:33
16. Newt Says Goodbye to Tina / Jacob’s Bakery 3:26
17. End Titles – Fantastic Beasts and Where To Find Them 2:21
Disco 2: Bonus Tracks
1. 18. A Man and His Beasts 8:31
2. 19. Soup and Leaflets 2:19
3. 20. Billywig 1:31
4. 21. The Demiguise and the Lollipop 0:58
5. 22. I’m Not Your Ma 2:04
6. 23. Blind Pig 1:29
7. 24. Newt Talks To Credence 2:13
8. 25. End Titles Pt.2 – Fantastic Beasts and Where To Find Them 1:22
9. 26. Kowalski Rag 5:12

Duração: 98:22

Tiago Rangel

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