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Resenha de Série: FEAR THE WALKING DEAD – A PRIMEIRA TEMPORADA COMPLETA


fear-the-walking-dead-bannerFear The Walking Dead – The Complete First Season (2015)
ElencoCliff Curtis, Kim Dickens, Alycia Debnam-Carey, Frank Dillane, Elizabeth Rodriguez, Mercedes Mason, Rubén BladesPatricia Reyes Spíndola, Lorenzo James Henrie
Direção:  Vários
Cotação: star_3

Deve ter sido o Rock in Rio. Ou as muitas séries e as preocupações do trabalho. Ou então foi o fato de a série não ser suficientemente boa e empolgante, a ponto de eu ter deixado passar justamente a season finale. É que eu também não sabia que eram só seis episódios nesta primeira temporada. Felizmente eles conseguiram finalizar com um bom episódio.

Não é que FEAR THE WALKING DEAD (2015) seja ruim, mas é que se trata de uma série que já nasceu sob o estigma de ser caça-níquel, de querer se aproveitar do sucesso garantido de THE WALKING DEAD, que está não só muito bem de público (é a série de maior audiência dos canais fechados americanos), mas também de crítica e de premiações.

Então, se a turma curte zumbis, por que não expandir o universo e criar um spin-off? É sucesso garantido. A ideia funcionou, embora todos tenham percebido que ali se tratava de um produto menor. A intenção é mostrar duas famílias que se juntam em circunstâncias difíceis durante a proliferação do vírus que transforma as pessoas em mortos-vivos e que deixa o mundo em colapso.

Não deixa de ser interessante ver essa evolução, o começo de tudo, já que THE WALKING DEAD já nos apresenta o mundo povoado por zumbis (aliás, palavra nunca pronunciada nas séries), pois começa do ponto de vista de Rick, que estava em estado de coma em um hospital. Em FEAR THE WALKING DEAD acompanhamos o drama de uma família quebrada cujo denominador comum é Travis Manawa (Cliff Curtis), atualmente quase casado com Madison Clark (Kim Dickens), que tem dois filhos, uma moça bonita, Alicia (Alycia Debnam-Carey), e Nick (Frank Dillane), um rapaz viciado em heroína e que dá muito trabalho à família por isso.

Travis também se preocupa com a ex-esposa, Liza Ortiz (Elizabeth Rodriguez), com quem tem um filho adolescente. Outra família passará a fazer parte do núcleo desta primeira temporada, que vai apresentando os mortos-vivos aos pouquinhos, até fechar com algo parecido com a série-mãe. E há um personagem novo que é apresentado nos dois últimos episódios que tem cara de ter conquistado a audiência, com seu autocontrole, esperteza e elegância.

Dentro desse período de seis episódios acompanhamos as transformações daquele grupo, que demora um pouco a criar coragem de meter a faca ou uma bala na cabeça de um errante. A ideia de que são pessoas doentes ainda está presente. No último episódio a adrenalina sobe, mas talvez tenha sido um pouco tarde, embora seja promessa de boas possibilidades para o futuro do programa.

Como a premissa é a mesma de THE WALKING DEAD, a construção dos personagens e os dramas pessoais entre eles deverão ser feitos com cuidado e com inteligência, de modo que consigam dar longevidade à série. Como é uma história original e não é baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman, eles têm toda a liberdade para fazer o que quiserem. Para o bem ou para o mal. Ao que parece a segunda temporada será cheia, com 16 episódios.

Ailton Monteiro

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