Resenha: JUNTOS E MISTURADOS (Filme em Destaque)


260x365_1399665066JUNTOS E MISTURADOS (Blended, EUA, 2014)
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 117 min.
Elenco:  Adam Sandler, Drew Barrymore, Alyvia Alyn Lind, Bella Thorne, Dan Patrick, Emma Fuhrmann, Joel McHale, Kevin Nealon, Susan Yeagley, Terry Crews, Wendi McLendon-Covey
Trilha Sonora Original: Rupert Gregson-Williams

Roteiristas: Clare Sera, Ivan Menchell
DiretorFrank Coraci
Cotação: **

Adam Sandler não é exatamente um dos melhores comediantes do cinema americano. Raramente ele acerta um bom trabalho. Mas seu jeito todo próprio de fazer comédia já se caracteriza pela tranquilidade, pela certa preguiça que impregna seus personagens, que na verdade parecem ser sempre os mesmos em quase todos os filmes. Fazer uma terceira parceria com Drew Barrymore parece ter sido uma boa escolha para dar novamente a ele uma boa recepção de um público maior e até mesmo da crítica, já que AFINADO NO AMOR (1998) e COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ (2004) são filmes bastante queridos por muitos. Principalmente o segundo.

Infelizmente JUNTOS E MISTURADOS (2014), de Frank Coraci, mesmo diretor de AFINADO NO AMOR e de CLICK (2006), não consegue o mesmo êxito, embora não seja de todo desprezível. E ainda que haja cenas que beiram o constrangimento e já se sinta o peso da idade de ambos os astros (principalmente de Drew), há algumas sequências bastante engraçadas. Destaque para a cena da loja, quando ambos se encontram com a difícil tarefa de comprar um absorvente (para a filha dele) e uma revista pornô (para o filho dela). Se todo o filme fosse tão engraçado quanto esta cena seria certamente uma das melhores comédias do ano. Como não é, nos contentamos com a irregularidade e com um humor bobo mas com alguns momentos simpáticos.

JUNTOS E MISTURADOS começa mostrando o primeiro encontro dos dois (num blind date), no qual ambos ficam totalmente constrangidos um com o outro. Ela está separada do marido; ele é viúvo. Ela tem dois filhos homens; ele tem três filhas, mas criadas por ele como se fossem meninos. Até no modo de se vestir e cortar o cabelo. O filme brinca bastante com isso até o ponto de não ter mais graça. Pelo menos isso tem uma razão de ser quando serve para mostrar a transformação da filha mais velha do personagem de Sandler.

Depois do fiasco que foi o primeiro encontro, os dois acabam se encontrando por acidente (na tal loja) e acidentalmente vão com toda a família, juntos, para umas férias na África do Sul. Destaque para um grupo de dançarinos africanos que aparece de vez em quando, fazendo gestos ridículos e ao mesmo tempo divertidos, justamente por serem tão ridículos. Se fosse uma comédia grega, esse grupo representaria o coro. Mas sequer mencionar tal comparação talvez não seja muito justo para com os gregos.

No mais, no que se refere mais especificamente ao relacionamento dos personagens de Sandler e Drew, trata-se de uma comédia romântica pra lá de convencional, apresentando o inicial sentimento de rejeição de ambos para, em seguida, mostrar o crescente amor que nasce durante as férias na África. Não é para se esperar muita coisa, mas fãs dos dois astros certamente gostarão de revê-los juntos, mesmo que em um filme bem meia-boca.

Ailton Monteiro

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