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Resenha: THE MONUMENTS MEN – Alexandre Desplat (Trilha Sonora)


Monuments_men_CDMúsica composta por Alexandre Desplat
Selo: Sony Classical
Catálogo: 1079140
Lançamento: 04/02/2014
Cotação: ***½

O compositor Alexandre Desplat, recém indicado ao Oscar por sua bela trilha para Philomena, se reúne com o ator / diretor George Clooney para Caçadores de Obras-Primas, uma comédia dramática de guerra com um elenco estelar. O filme é ambientado na Segunda Guerra Mundial, assim, Desplat estabeleceu uma sonoridade típica das marchas de guerra na época. Nesse sentido, seu score acaba lembrando o trabalho de Alan Silvestri em Capitão América – O Primeiro Vingador.

Dessa forma, Desplat acaba abrindo mão da orquestração típica de suas trilhas. Na verdade, quase é possível imaginar que se trata de um outro compositor. Ao invés das típicas melodias intimistas e detalhistas, aqui o músico francês utiliza bastante percussão militar, em associação com os metais, de modo a criar um clima adequado de guerra, mas sem os rompantes dramáticos que John Williams e Hans Zimmer utilizaram respectivamente em O Resgate do Soldado Ryan e Além da Linha Vermelha, por exemplo.

O tema principal é logo introduzido na faixa “Opening Titles”, uma típica marcha militar que será executada ao longo do álbum por várias seções da orquestra – piano, cordas metais e, finalmente, por assovios, na faixa “End Credits”, referenciando, assim, a famosa “Colonel Bogey’s March”, do clássico A Ponte do Rio Kwai. O álbum também tem alguns outros temas recorrentes, o melhor deles sendo um belo motivo a cargo das trompas, introduzido na faixa “The Letter”.

Também merecem destaque faixas como “Ghent Altarpiece”, que inicia-se com uma bela melodia interpretada por madeiras e cordas e que se desenvolve em seguida em tons mais sombrios; bem como “Deauville”, que lembra mais o estilo de Desplat; e “Jean-Claude Dies”, que inicia como faixa de ação e suspense mas logo se torna mais dramática, com uma interpretação terna e melancólica do tema principal. Também devemos destacar a romântica “Claire & Granger”, na qual as cordas e a harpa são o destaque principal.

No entanto, infelizmente, muitas das outras faixas falham em conseguir capturar o interesse do ouvinte. Elas simplesmente não oferecem nada de especial ou de interessante e, logo, a falta de variedade do álbum começa a se tornar evidente. O longo “Finale”, com seus quase dez minutos de duração, porém, compensam um pouco isso. Ele inicia com melodias de ação, mas logo passa a reprisar alguns dos temas principais de maneira suave e lírica.

Talvez a intenção de Desplat tenha sido fazer uma homenagem aos grandes scores da Hollywood Clássica, em especial os dos filmes de guerra, mais ou menos como Thomas Newman e sua trilha indicada ao Oscar para O Segredo de Berlim. De fato, o álbum de Caçadores de Obras-Primas oferece alguns belos momentos, que fazem valer a audição do disco. É uma pena, portanto, que no meio desses, existam tantos outros motivos genéricos e desinteressantes. Desplat é um ótimo compositor, na certa, ele pode fazer melhor.

Faixas:

1. The Roosevelt Mission (01:20)
2. Opening Titles (02:38)
3. Ghent Altarpiece (02:38)
4. Champagne (01:00)
5. Basic Training (01:16)
6. Normandy (01:06)
7. Deauville (02:34)
8. Stokes (01:24)
9. I See You, Stahl (02:41)
10. John Wayne (02:17)
11. Sniper (02:35)
12. Into Bruges (01:52)
13. The Letter (03:17)
14. The Nero Decree (01:40)
15. Stahl’s Chalet (00:52)
16. Jean-Claude Dies (03:30)
17. Siegen Mine (03:05)
18. Claire & Granger (03:28)
19. Gold! (01:29)
20. Heilbronn Mine (04:24)
21. Castle Art Hoard (02:02)
22. Altaussee (00:54)
23. Finale (09:18)
24. End Credits (01:08)
25. Have Yourself a Merry Little Christmas (02:04)
Ralph Blane / Hugh Martin

Duração: 60:32

Tiago Rangel

2 opiniões sobre “Resenha: THE MONUMENTS MEN – Alexandre Desplat (Trilha Sonora)”

  1. Desplat inclusive teve uma participação atuando no filme, rsrs. O inconfundível “narigão” do compositor o sinaliza. O personagem é francês e tem alguns momentos com Matt Damon. Bela trilha, tenta de todas as formas dar a emoção que falta ao filme, seja dramática ou empolgante.

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