Wojciech Kilar (1932-2013)


Wojciech_KilarO pianista e compositor erudito Wojciech Kilar faleceu neste domingo, 29 de dezembro de 2013, aos 81 anos de idade em sua cidade natal Katowice, ao sul da Polônia, após longa enfermidade. O interesse maior de Kilar era compor concertos e sinfonias, mas ele construiu uma respeitada carreira internacional principalmente por suas trilhas sonoras para o cinema. Entre os seus trabalhos destacam-se scores de filmes do diretor Roman Polanski, como O Pianista e O Último Portal, e sua trilha sonora mais conhecida, Drácula de Bram Stoker, do diretor Francis Ford Coppola, pela qual ganhou o prêmio de Melhor Compositor da American Society of Composers, Authors and Publishers, em 1992. Contudo, a dedicação de Kilar às salas de concerto era tanta que o fez perder a oportunidade de compor as trilhas da trilogia O Senhor dos Anéis, que acabou sendo musicada por Howard Shore

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11 opiniões sobre “Wojciech Kilar (1932-2013)”

  1. Lamentável perda. E a trilha da trilogia de Peter Jackson não foi composta, por assim se dizer, pelo Shore que musicou as obras de David Cronenberg, como “A Mosca (The Fly, 1986)”. Sugiro ao Scoretrack, por favor, publicar uma matéria com a Vida e, principalmente, a obra do compositor.

    Bom Ano Novo para todos.

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      1. Olá, Tiago! Feliz Ano Novo também! Sim, a trilha de O Senhor dos Anéis foi composta por Howard Shore. O que eu disse foi que Shore não compôs para esta trilogia uma trilha tão ótima e memorável quanto aquelas que ele compôs para alguns dos filmes de David Cronenberg, como “Scanners” e “A Mosca”.
        Entendido? mais uma vez, Feliz Ano Novo para TODO O MUNDO, com muita Paz, Harmonia e Fé em Deus!

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        1. O que eu disse foi que Shore não compôs para esta trilogia uma trilha tão ótima e memorável quanto aquelas que ele compôs para alguns dos filmes de David Cronenberg, como “Scanners” e “A Mosca”.

          Na boa Rafael mas você está de brincadeira, a trilogia LORD OF THE RINGS é uma obra prima sem precedentes de Howard Shore para o cinema. Vencedora de 2 Oscars da Academia com total mérito. Além de ter acrescentado mais notas nas versões estendidas, bem como para quem quiser ouvir todo o seu trabalho existe as versões em 3Cds de cada um dos filmes da saga Senhor dos Anéis.

          A maior variedade de temas já realizados pelo compositor desde que ingressou no ramo de trilhas sonoras, a maior orquestra com uma variedade incrível de instrumentos já usada pelo mesmo. Sincronia perfeita com o diretor Peter Jackson que desde o início procurou mostrar a musicalidade que desejava para o filme, participação especial no primeiro de Enya engrandecendo ainda mais o trabalho.

          No YouTube é possível além de ver Howard Shore conduzindo a orquestra nesta imortal obra, podemos conferir diversos maestros divulgando este trabalho memorável mundo a fora.

          A Mosca é uma boa trilha com tema forte e sua continuação com Christopher Young mantém o mesmo padrão com excelente orquestração e um ótimo tema, já Scanner prefiro nem comentar bem como Projeto Branstorm.

          Desculpe, mas não dava pra deixar em branco.

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          1. Valeu, Leandro. O meu “problema” deve ser que ando muito absorto nos estilos e melodias das antigas, o que deve resultar no fato de achar que, como disse acima, não que o trabalho dos modernos seja ruim, é que fica aquele ar de “falta alguma coisa”. E isso levando em conta até um maestro das antigas: eu tenho a “The Best of John Williams and The Boston Pops Orquestra”, por exemplo, e acho que nas trilhas posteriores aos trabalhos deste disco, não me lembro do próprio Williams ter composto tantos trabalhos que tivessem notas tão memoráveis quanto aquelas, exceto casos como “A Lista de Schindler”, por exemplo. O mesmo para o grande Jerry Goldsmith: estupendo em Clássicos como “O Planeta dos Macacos” e “A Profecia”, e mesmo ótimos trabalhos para filmes mais irregulares como “Rambo 2”. O mesmo não digo para obras que ele compôs nos últimos 5, 6 anos de trabalhos.
            No geral é isso: eu talvez esteja escutando demais um “Ben Hur”, do mestre Rozsa, e acabo cobrando demais do maestro Shore.

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            1. É verdade Rafael, realmente até os grandes compositores tiveram uma mudança com o passar dos anos. Star Wars a trilogia clássica tem uma sonoridade bem diferente da atual, apesar do excelente trabalho de John Williams.
              E de fato, muitos filmes atuais também ficaram a desejar.
              Uma vez que o compositor tem que se inspirar pra realizar a trilha de um filme já pronto, é bem possível que depois de vê-lo se decepcione e não encontre a inspiração para realizar uma trilha marcante.
              Um grande abraço e que a força esteja sempre com você.

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              1. Pois é, Leandro.

                Sobre o seu primeiro parágrafo: na época de Star Wars 1 em 1999, a revista “Séries de TV” fez a crítica da trilha deste filme dizendo que era um tanto decepcionante, que Williams vinha mudando muito seu estilo desde Saving Private Ryan. Na mesma época, a Sci-Fi News disse que a música estava mais para Indiana Jones and The Last Crusade do que para o próprio estilo da Saga dos Skywalkers. Mas parece que só eu que tive a mente “assaltada” pelo tema do vôo de E.T. quando ouvi pela primeira vez o tema “Across The Stars” de Star Wars 2…não que fosse idêntico, mas tinha melodias que achei parecidas.

                Sobre seu segundo parágrafo, dois exemplos: o maestro Jerry Goldsmith manifestando seu desapontamento pelo filme “A Múmia (The Mummy, 1999)”, o qual ele teve que musicar; e o diretor Richard Donner, também divulgando que o resultado final de “Linha do Tempo (Timeline, 2002) era horrível”.
                Mas é só filme ruim que não inspira boas trilhas? o impulso é dizer que nem sempre, mas creio que depende do gosto. Eis: para mim, “LadyHawke – O Feitiço de Áquila (LadyHawke, 1985)” é uma daquelas lembranças que moram para sempre na minha memória. Quando criança, tudo parecia perfeito. Mas antes de revê-lo por volta de 2004, li em uma edição de Sci-Fi News que a única coisa que impede este filme de se tornar um Clássico é a sua trilha sonora, pela triste decisão de usar música eletrônica (guitarra e bateria!) para musicar um filme de época, ainda mais uma história de amor! E o pior: foi dirigido por ninguém menos que Richard Donner e escrito por ninguém menos que Tom Mankiewicz, ambos no auge de suas carreiras na década de 80, quando ainda fervilhava a criação de Clássicos em Hollywood. Puxa, Donner trabalhou com Goldsmith em The Omen, o único Oscar do compositor. Saiu gritando que Williams era um gênio quando ouviu pela primeira vez o tema de Superman. Por que o cara que fez por merecer ser chamado de “a maior autoridade em Hollywood sobre Superman” não chamou Williams de novo? por que não tinha controle total sobre o filme? ah, não…

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            2. Concordo com você, Rafael!
              Eu também sofro do mesmo “mal”, ou seja, ando escutando muito as obras-primas dos grandes mestres como Williams, Goldsmith, Morricone, entre outros.
              Aí quando escuto o que é composto hoje em dia, incluindo também – para o meu desespero – o que o próprio mestre Williams compõe ultimamente, não tem como não ficar deprimido.
              Também concordo com você que a trilha de “A Mosca” é melhor que a de qualquer um “Senhor dos Anéis”. “A Mosca” é um daqueles raros casos em que todas as faixas são ótimas!
              Outra música fantástica dele é a faixa “The Killing” da trilha “Edge of Darkness”.
              Acredito que a principal característica de Shore é sempre retratar o mundo íntimo, o mundo psicológico dos personagens, algo que poucos compositores fazem ou sabem fazer.
              Que todos tenham um excelente 2014!!!

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              1. Entendo a opinião de vocês, também gosto muito de ouvir os trabalhos dos mestres Rozsa e Herrmann, que mesmo separadas dos filmes são magníficas (não gosto de ouvir as músicas de Max Steiner e Alfred Newman, por exemplo – longe de mim dizer q não são grandes trabalhos, é apenas um estranho gosto pessoal kkkk), mas não fico deprimido ao ouvir trabalhos atuais. Cavalo de Guerra é um exemplo de uma trilha que não me impressionou muito dentro do filme, mas quando ouvi separadamente percebi como ela é musicalmente complexa e bela e mais uma vez fiquei feliz por ouvir um novo trabalho do mestre Williams. É claro que o que importa mesmo é a trilha dentro do filme, eu estaria me contradizendo se afirmasse o contrário, já que defendo tanto essa ideia, mas quero dizer que ainda há boas coisas a se ouvir, e o Ailton deve saber disso, já que é uma pessoa que conhece tudo sobre trilha sonoras e que eu admiro muito. Quatro dos trabalhos que mais gosto de ouvir separadamente vêm de 2000 prá cá: O Senhor dos Anéis, Ratatouille, O Castelo Animado, de Joe Hisaishi, colaborador habitual do Miyazaki, e… Cavalo de Guerra kkk.

                Em 2013 percebi uma maior participação e debates no site, que em 2014 o Scoretrack possa crescer mais ainda, parabéns a todos! Feliz 2014 e que este seja um ano de grandes trilhas!

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  2. Wojciech Kilar de fato acredito ser o nome mais difícil de se falar e pronunciar para nós da língua portuguesa, mas tirando este detalhe é uma lástima que ele não tenha se interessado em compor outras trilhas para o cinema inglës e americano, mas sim ter realizado mais de 160 trilhas entre filmes, seriados, mini-séries polonesas que ká entre nós já é raro assistir, quanto mais conseguir uma trilha sonora ou ao menos ouvir.

    Eu particularmente curto muito THE NINTH GATE (O ÚLTIMO PORTAL) o tema de Johnny Depp é muito bacana e o famoso DRÁCULA de Bram Stoker tem sempre algumas notas em trailers, simplesmente uma trilha imortal.

    Como temos mais acesso ao cinema norte americano ficamos órfãos destes compositores mais ligados em suas terras de origem como uma vasta imensidão de compositores europeus e até da américa latina em especial a Argentina que apesar da curta distância nunca encontramos trilhas disponíveis para venda em território brasileiro, precisando garimpar na internet.

    Uma vida plena ligada a música e um vasto repertório de trilhas sonoras espalhados pelo mundo nos dão a certeza que Wojciech Kilar curtiu e muito o que ele mais amava em sua vida, parabéns pela longa carreira e dedicação deste grande compositor que agora faz parte do cosmos.

    Abaixo uma idéia de sua filmografia:

    2012 Light in the Dark (Short)
    2011 Un Après-midi à Paris (Short)
    2009 Rewizyta
    2009 Poste restante (Documentary short)
    2008 Serce na dloni
    2007 The Blood Is the Life: The Making of ‘Bram Stoker’s Dracula’ (Video documentary short)
    2007 Il sole nero
    2007 Os Donos da Noite
    2005/I Persona non grata
    2004 Philosopher’s Paradise (Documentary)
    2003/I Vendetta (Short)
    2002 Zemsta
    2002 O Pianista
    2002 Suplement
    2002 Pamietam (Documentary)
    2001 Dusza spiewa z cyklu ‘Opowiesci weekendowe’
    2001 Skarby ukryte z cyklu ‘Opowiesci weekendowe’
    2001 Salwa (Documentary short)
    2000 Zycie jako smiertelna choroba przenoszona droga plciowa
    1999 Pan Tadeusz
    1999 Tydzien z zycia mezczyzny
    1999 O Último Portal
    1998 Niepisane prawa z cyklu ‘Opowiesci weekendowe’ (TV Movie)
    1998 Linia opózniajaca z cyklu ‘Opowiesci weekendowe’ (TV Movie)
    1998 Ostatni krag (TV Movie)
    1997 Our God’s Brother
    1997 Slaba wiara z cyklu ‘Opowiesci weekendowe’ (TV Movie)
    1996 Damski interes z cyklu ‘Opowiesci weekendowe’
    1996 Urok wszeteczny z cyklu ‘Opowiesci weekendowe’
    1996 Retratos de Uma Mulher
    1996 Cwal
    1996 Fantôme avec chauffeur
    1995 Legenda Tatr
    1994 A Morte e a Donzela
    1994 Faustyna
    1994 Smierc jak kromka chleba
    1993 König der letzten Tage (TV Mini-Series)
    1992 Drácula de Bram Stoker
    1992 O Toque do Silêncio
    1992 Das lange Gespräch mit dem Vogel (TV Movie)
    1991 Zycie za zycie
    1991 Coup de foudre (TV Series) (1 episode)
    – Retour (1991)
    1991 Napoléon et l’Europe (TV Series)
    1990 Korczak
    1989 Stan posiadania
    1988 La table tournante
    1988 Wherever You Are…
    1988 Salsa – O Filme Quente
    1987 Wygasle czasy (Documentary)
    1987 Sorte Cega
    1986 Kronika wypadków milosnych
    1986 Wkrótce nadejda bracia
    1985 Paradigma
    1984 Na wszystkich niedostepnych drogach (Documentary)
    1984 Blaubart (TV Movie)
    1984 Marynia
    1984 Na strazy swej stac bede
    1984 Rok spokojnego slonca
    1983 Capitali culturali d’Europa (TV Series) (1 episode)
    – Watykan, stolica kultury (1983)
    1983 Credo (Documentary)
    1982 Versuchung (TV Movie)
    1982 Imperativ
    1982 Die Unerreichbare (TV Movie)
    1981 From a Far Country
    1981 Ród Gasieniców (TV Series)
    1980 Kontrakt (TV Movie)
    1980 Constans
    1980 Paciorki jednego rózanca
    1980 Le roi et l’oiseau
    1979 Wege in der Nacht (TV Movie)
    1979 Z punktu widzenia nocnego portiera (Documentary short)
    1979 David
    1978 Rodzina Polanieckich (TV Series)
    1978 Spirala
    1978 Haus der Frauen (TV Movie)
    1977 Brigitte Horney (Documentary short)
    1977 Lekcja anatomii (TV Movie)
    1977 Ptaki, ptakom…
    1977 Barwy ochronne
    1976 Tredowata
    1976 Smuga cienia
    1976 Jaroslaw Dabrowski
    1975 Nachtdienst (TV Movie)
    1975 Pittsville – Ein Safe voll Blut
    1975 Znikad donikad
    1975 Linia
    1975 Terra Prometida
    1975 Bilans kwartalny
    1975 Trzecia granica (TV Series)
    1974 Drzwi w murze
    1973 Hipoteza (TV Short)
    1973 Iluminacja
    1973 Zazdrosc i medycyna
    1973 Hubal
    1973 Opetanie
    1973 Wielka milosc Balzaka (TV Mini-Series)
    1972 Boleslaw Smialy
    1972 Szklana kula
    1972 Brylanty pani Zuzy
    1972 Perla w koronie
    1971 Gwiazda wytrwalosci (TV Movie)
    1971 Rola (TV Short)
    1971 Martwa fala
    1971 Pierscien ksieznej Anny
    1971 Dancing w kwaterze Hitlera
    1971 Przystan
    1970 Góry o zmierzchu (TV Short)
    1970 Romantyczni
    1970 Zycie rodzinne
    1970 Rejs
    1970 Lokis. Rekopis profesora Wittembacha
    1970 Sól ziemi czarnej
    1969 Molo
    1969 Przygody Pana Michala (TV Series)
    1969 Tylko umarly odpowie
    1969 Struktura krysztalu
    1969 Zbrodniarz, który ukradl zbrodnie
    1969 Czerwone i zlote
    1969 Sasiedzi
    1969 Czlowiek z M-3
    1969 Samotnosc we dwoje
    1968 Lalka
    1968 Ostatni po Bogu
    1968 Wilcze echa
    1968 Tabliczka marzenia
    1967 Pózne popoludnie
    1967 Upiór (TV Short)
    1967 Wstep do wiedzy o sztuce – Artysta (Documentary short)
    1967 Stajnia na Salvatorze
    1967 Sami swoi
    1967 Morderca zostawia slad
    1967 Bicz bozy
    1967 Westerplatte
    1967 Cala naprzód
    1967 Chudy i inni
    1967 Powrót na ziemie
    1967 Maria Sklodowska-Curie (Documentary short)
    1966 Bumerang
    1966 Ktokolwiek wie…
    1966 Marysia i Napoleon
    1966 Pieklo i niebo
    1966 Katastrofa
    1966 Jutro Meksyk
    1965 Trzy kroki po ziemi
    1965 Salto
    1965 Wyspa zloczynców
    1965 Obok prawdy
    1964 Ciemnogrod (Short)
    1964 Pieciu
    1964 Echo
    1964 Giuseppe w Warszawie
    1963 Kryptonim Nektar
    1963 Mansarda
    1963 Milczenie
    1963 Daleka jest droga
    1963 Czerwone berety
    1962 Tarpany
    1962 Spotkanie w ‘Bajce’
    1962 Rodzina Milczarkow
    1962 Glos z tamtego swiata
    1962 I ty zostaniesz Indianinem
    1961 Milczace slady
    1960 Nikt nie wola
    1960 Lunatycy
    1958 Narciarze (Short documentary)

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