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Resenha: MAN OF STEEL – Hans Zimmer (Trilha Sonora)


superman-600x600Música composta por Hans Zimmer
SeloWaterTower Music
Catálogo: WTM39424
Lançamento: 11/06/2013
Cotação: ****

Quando o compositor Hans Zimmer finalmente foi anunciado como o escolhido para Homem de Aço, imediatamente o público começou a discutir a decisão. Os mais otimistas e fãs do músico alemão ficaram eufóricos e comemoraram; os mais conservadores começaram a cuspir fogo, ao afirmar que Zimmer não deveria ser o escolhido por ter um estilo radicalmente oposto ao de John Williams, o único e verdadeiro maestro do Superman no cinema. De uma forma ou de outra, todos estavam ansiosos para conferir o score que Zimmer havia composto para esse longa, responsável por re-imaginar o herói para os dias atuais, agora a cargo do diretor Zack Snyder, do roteirista David Goyer e do produtor Christopher Nolan. E qual foi o resultado?

Bem, para começar, não ouvimos o famoso tema composto por Williams em momento algum, para desespero dos conservadores e fanáticos pelo filme de 1978. O que, decididamente, é uma coisa boa. Afinal, o tema de Williams foi composto especificamente para o longa de Richard Donner, e depois reutilizado em suas continuações. O filme de Snyder, por sua vez, é uma nova abordagem do herói, sem ligação nenhuma com seus antecessores. Logo, a música do famoso maestro simplesmente sabotaria a intenção dos produtores do longa. Enfim, ouvir o tema de Williams nesse longa seria tão sem sentido quanto a presença dos temas de Danny Elfman compostos para Batman, de 1989, em Batman Begins e suas continuações.

Pois bem, esclarecida essa questão, podemos passar à análise da música. Afinal, qual foi a abordagem de Hans Zimmer para o Superman? Inicialmente, devemos compreender o momento atual vivido pelo compositor. Na verdade, a fase vivida por Zimmer nos dias de hoje é marcada por um maior experimentalismo com a música – e algumas de suas obras mais emblemáticas desse período comprovam isso, como Batman – O Cavaleiro das Trevas, Sherlock Holmes e A Origem. Assim, Homem de Aço não foge à regra e incorpora muito desse experimentalismo. Mesmo assim, Zimmer também surpreende ao usar nesse score algumas das características de seus trabalhos na década de 1990. Pense numa trilha que seja uma mistura de A Origem, Pearl Harbor, Além da Linha Vermelha, Maré Vermelha e O Rei Leão, e você terá uma ideia da sonoridade dessa nova obra do compositor.

De qualquer forma, uma das marcas registradas da atual fase de Zimmer é a utilização de um motivo de duas notas, em torno das quais a melodia principal se estrutura. Se na trilogia do Cavaleiro das Trevas, por exemplo, tínhamos um motivo executado pelos metais que representava o herói, aqui nós também temos duas notas principais, que aparecem principalmente em guitarras atmosféricas. Assim, o score se estrutura em três temas principais, tendo as duas notas como ponto de partida: um mais melancólico executado no piano e que se desenvolve em outros dois; o primeiro, mais heróico e otimista (este ouvido de forma quase integral nos trailers do longa), e o segundo, mais dramático e elegíaco, executado seja pelos metais, seja pelas cordas, seja pelo próprio piano. O álbum também apresenta motivos ameaçadores ligados ao vilão do filme, o terrível general Zod. Detalharemos mais esses temas logo abaixo.

A primeira faixa, “Look to the Stars”, inicia-se com as já citadas duas notas executadas pela guitarra e acompanhadas por sintetizadores atmosféricos, lembrando um pouco músicas de rock progressivo da década de 1970, no melhor estilo Pink Floyd. Logo, os metais entram, executando uma parte do tema heroico, e são seguidos por uma voz feminina e pelo restante da orquestra, enquanto a melodia entra num crescendo. Então, as cordas passam a interpretar uma melodia de ritmo rápido e intenso, de suspense. Em seguida, “Oil Rig” é uma faixa de ação forte, executado principalmente pela percussão, até a entrada dos metais e da guitarra ao final, conferindo ainda mais energia. Aliás, aqui já temos uma ideia da importância que os instrumentos de percussão terão nessa trilha – Zimmer utilizou 15 percussionistas e bateristas nas sessões de gravação do score.

O tema mais melancólico do filme, executado no piano, faz sua primeira aparição na atmosférica “Sent Here for a Reason”, acompanhado por sintetizadores e as duas notas na guitarra. Ao final, os cellos e baixos interpretam um trecho triste, e são seguidos por uma voz feminina. A faixa seguinte, “DNA”, poderia pertencer ao score de A Origem: inicia com um motivo a cargo de guitarras distorcidas e sintetizadores, até a entrada da orquestra numa melodia de ação, na qual arpejos de cordas e a percussão acompanham os metais, que interpretam notas fortes e longas. A guitarra volta em seguida, com o mesmo motivo de duas notas. Em seguida, temos a bela “Goodbye My Son”, uma das melhores do álbum. Ela se inicia com uma voz feminina suave e melancólica, e é seguida por toda a orquestra e coral, que executam o tema elegíaco do filme de maneira grandiosa.

A sexta faixa, “If you Love These People”, tem toda a orquestra, coral e guitarra interpretando uma melodia de ação poderosa, dramática e enérgica, quase uma versão roqueira e agitada do score de Maré Vermelha. A sétima, “Krypton’s Last”, começa com o tema elegíaco a cargo das cordas, e finaliza com um trecho de ação interpretado por toda a orquestra. Ela é seguida por “Terraforming”, uma longa suíte na qual a orquestra interpreta um motivo de ação progressivamente mais dramático e forte. O coral também participa, de forma a ressaltar a grandiosidade e o dramatismo.

Logo em seguida, “Tornado” é uma faixa de ação e suspense quase elegíaca, na qual as cordas e a percussão se sobressaem. Ela finaliza com pianos e sintetizadores atmosféricos. “You Die Or I Do” inicia de forma sutil e ameaçadora, até que a orquestra surge, numa tensa e forte melodia de ação, que também marca a estréia do motivo de Zod. “Launch”, em seguida, apresenta um motivo de tensão, que traz as cordas em staccato e a percussão. Ao final, o tema elegíaco do Superman aparece, agora a cargo de uma voz feminina e da seção de cordas.

O motivo do General Zod retorna em “Ignition”, na qual novamente a percussão tem destaque, bem como em “I Will Find Him”, que se utiliza da orquestra e do coral para reforçar o caráter épico e grandioso da trilha.  Já em “This is Clark Kent” o tema melancólico retorna e se desenvolve no tema elegíaco, ambos interpretados ao piano e sutilmente acompanhados pelo sintetizador, cordas e percussão. Na décima quinta faixa, o motivo da primeira faixa retorna, e é seguido por uma melodia misteriosa interpretada por violoncelos, baixos e trompas. Após isso, o tema elegíaco aparece, a cargo da seção de cordas e da voz feminina.

O motivo de duas notas retorna, dessa vez de forma progressivamente mais grandiosa, em “Flight”, interpretado pela guitarra e pelos metais. Ouvimos então uma variação do tema heroico, bem como uma melodia triste interpretada pelo piano, até a entrada triunfal do tema elegíaco, a cargo de toda a orquestra, coral, percussão e guitarras. O primeiro disco do álbum então se encerra de forma grandiosa com “What Are You Going to Do When You’re Not Saving the World?”, que, após apresentar o tema melancólico ao piano, traz toda a orquestra, guitarra e coral interpretando o tema heroico do Superman, de maneira épica e gloriosa.

Por fim, temos “Man of Steel (Hans’ Original Sketchbook)”, longuíssima suíte que, em 28 minutos (!) de duração, apresenta e resume os principais temas, da forma como foram concebidos por Zimmer. Como diz o título da faixa, é a partitura original do compositor reproduzida aqui, ou seja, suas ideias para a música antes de serem orquestradas e irem para as sessões de gravação. Funciona como um grande resumo da trilha, mas os ouvintes poderão se cansar.

A edição de luxo do álbum ainda apresenta algumas faixas-bônus, totalizando mais meia hora de música. O segundo disco, então, inicia com Are you Listening, Clark?”, trazendo motivos eletrônicos ameaçadores, até a entrada do tema melancólico ao piano. Ela é seguida por “General Zod”, que, como o título diz, traz os motivos relacionados ao vilão em sua forma mais completa, e interpretados pela orquestra de forma progressivamente mais dramática. Já “You Led Us Here” segue num crescendo, inicialmente com guitarras e sintetizadores, seguidos pelas cordas, piano, percussão e coral num trecho repleto de tensão e suspense.

A força que os instrumentos de percussão tiveram nesse score está representada em “This is Madness!”, faixa onde a melodia é conduzida apenas por essa seção da orquestra. “Earth”, na sequência, possui motivos tristes e atmosféricos, incluindo o tema melancólico, interpretados por sintetizadores, guitarra e piano. O álbum, então, se encerra com “Arcade”, que traz o retorno do motivo de Zod, numa melodia progressivamente mais grandiosa, interpretada por sintetizadores, guitarra e orquestra, até chegar a um final atmosférico.

Ao ouvir o álbum, percebe-se que Hans Zimmer não procurou negar seu estilo ao compor a música, pelo contrário. Várias das marcas registradas do alemão estão presentes no score de Homem de Aço, incluindo o famoso adágio progressivo orquestral, inventado por ele em Além da Linha Vermelha e utilizado em trilhas como O Último Samurai, O Código Da Vinci e Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. No caso dessa nova aventura do Superman, Zimmer utilizou esse recurso tanto nos temas relacionados ao herói quanto naqueles que representam o vilão.

Assim, Homem de Aço representa mais um bom trabalho do compositor. Pode até não se igualar à obra de Williams, mas este nunca foi o objetivo de Zimmer. Enquanto o colaborador de Spielberg procurou representar em sua trilha temas que ressaltassem o heroísmo romântico do Superman, o alemão fez uso de temas dramáticos e elegíacos para representar esse mesmo heroísmo – ou seja, uma abordagem diferente, nem mais certa e nem mais errada. Enfim, enquanto o longa tenta se tornar o marco inicial na construção de um Universo DC nos cinemas, Zimmer apresenta uma nova e inédita sonoridade para o herói. Nas inevitáveis continuações, certamente ele poderá desenvolver melhor os temas aqui presentes e apresentar outros para o nascente e super-heróico universo que os produtores tentam criar. É uma possibilidade empolgante. 

Faixas:

Disco 1

  1. Look To The Stars (02:58)
  2. Oil Rig (01:45)
  3. Sent Here For A Reason (03:46)
  4. DNA (03:34)
  5. Goodbye My Son (02:01)
  6. If You Love These People (03:22)
  7. Krypton’s Last (01:58)
  8. Terraforming (09:49)
  9. Tornado (02:55)
  10. You Die Or I Do (03:13)
  11. Launch (02:36)
  12. Ignition (01:19)
  13. I Will Find Him (02:57)
  14. This Is Clark Kent (03:47)
  15. I Have So Many Questions (03:48)
  16. Flight (04:19)
  17. What Are You Going To Do When You Are Not Saving The World? (05:27)
  18. Man Of Steel (Hans’ Original Sketchbook) (28:16)

Disco 2

  1. Are You Listening, Clark? (02:48)
  2. General Zod (07:21)
  3. You Led Us Here (02:59)
  4. This Is Madness (03:48)
  5. Earth (06:11)
  6. Arcade (07:25)

Duração118:22

Tiago Rangel

52 opiniões sobre “Resenha: MAN OF STEEL – Hans Zimmer (Trilha Sonora)”

  1. Mais uma trilha feita na preguiça e falta de capacidade do “businessman” e “celebridade” Hans Zimmer. O que o John William faz SOZINHO no piano com papel e lápis, o Zimmer, com toda sua parafernália de computadores, teclados, time de ghost writers não chega nem próximo do que foi feito no filme de 1978.
    Essa trilha é um insulto aos ouvidos dos apreciadores de boa música. Com uma orquestra soando como um teclado gigante e o barulho ensurdecedor de seus sintetizadores, o Hans Zimmer ainda se acha um gênio, que está revolucionando a música de cinema. Com certeza, está revolucionando para o nível mais baixo de sua história.

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  2. Enquanto John Williams faz Musicas no Nivel Universitario, Hans Zimmer faz Musicas no Nivel Fundamental… É um tremendo absurdo um compositor de cinema, precisar assinar o trabalho com quatro pessoas (parece até os trabalhos que eu fazia em grupo na escola), e essas quatro não ganhar o devido credito por suas composições. Hans Zimmer ganha todo o credito sozinho, é indicado a todos os premios sozinho e não dá o devido reconhecimento aos seus pupilos.

    Hans Zimmer é uma verdadeira farsa. Uma mancha na verdadeira arte de compor musica para filmes.

    Superman, com toda a sua gloria e seu poder, representado por DUAS NOTAS. Ridiculo isso.

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    1. Concordo em gênero, número e grau contigo, Leandro!
      Fiz uma crítica na resenha da trilha de The Lone Ranger falando sobre isso.
      Ou Hollywood está com falta de bons compositores ou o Hans é muitíssimo bem apadrinhado.
      Nem o considero tão ruim assim, ele já foi muito pior nos anos 80. Eu simplesmente o considero medíocre.
      Porém o problema são as pessoas ficando “maravilhadas” com o seu “excelente trabalho”. Pode isso?!?!

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      1. Não acredito que Hollywood esteja em falta de bons compositores, mas a mesma tem compositores jogados no limbo como Cliff Eidelman. Hollywood adotou o método Hans Zimmer de fazer trilhas e, praticamente, não está dando espaço para os demais compositores. Os filmes mais bacanas estão sendo feitos por eles. Quando assisti a Man of Steel, quase não percebi a presença da musica! Se esse projeto tivesse caido nas mãos do Michael Giacchino, com certeza teria sido um trabalho melhor.

        Eu considerava muito o trabalho de Zimmer. Gosto de Pearl Harbor, Gladiator, The DaVinci Code, Angels and Demons mas, por causa de seu metodo nada ortodoxo de composição, ele perdeu pontos comigo. Um cara que ganha todo o credito por coisas que não faz, não merece a atenção de ninguem.

        “Porém o problema são as pessoas ficando “maravilhadas” com o seu “excelente trabalho”. Pode isso?!?!”

        Pois é meu caro. O problema geral dessas pessoas é que elas não procuram outro compositor de trilhas para ouvir. Só conhecem Hans Zimmer e acham ele o fodão…

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        1. O Ailton tocou num ponto muito importante. O trabalho de Hans Zimmer realmente não é tão ruim. Como a Viviana Ferreira dizia ele é apenas preguiçoso, talentoso, mas preguiçoso. O problema realmente é a importância que dão a trabalhos medíocres dele. Imaginemos uma comparação entre duas atrizes: Anne Hathaway e Meryl Streep. A Anne é uma boa atriz, mas se começamos a colocá-la no patamar de Meryl torna-se um absurdo. A mesma coisa vem acontecendo com os compositores. Já vi os caras do ótimo site Cinema com Rapadura sugerirem que Hans Zimmer só não é tão lembrado quanto John Williams pq os filmes em que este trabalhou tiveram mais sucesso que os daquele. É claro que conhecemos muito bem a disparidade técnica do trabalho dos dois compositores, já que John Williams compões músicas muito mais complexas (beleza seria uma questão pessoal). Enquanto isso Desplat compõe a trilha de A Origem dos Guardiões e Giacchino a de Star Trek Into Darkness e não têm tanto buzz.

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          1. Só mais uma coisa. Pareceu em meu comentário que eu não reconheço a qualidade de alguns trabalhos de Zimmer. Queria deixar claro que gosto muito de Conduzindo Miss Daisy, O Rei Leão, O Amor não tira Férias, Piratas do Caribe 2 e 3, Anjos e Demônios, A Origem, entre outros.

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          2. Permitam-me insistir em mais um comentário. Não gostei da trilha. Uma das poucas vezes que achei um score do Zimmer meio deslocado do filme, sem emoção ou inspiração, mas achei muito interessante (ouvindo separadamente o score depois, e vendo vídeos das sessões de gravação) a percussão do trabalho.

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  3. Se tem uma das coisas que mais me desanimam no mundo é o conservadorismo nojento de algumas pessoas. Não só na política: lendo alguns comentários na internet acerca da trilha do Hans Zimmer para MOS, vejo pérolas como “o Zimmer é uma vergonha para o mundo das trilhas sonoras, o sujeito não sabe compor, usa uma parafernália tecnológica nojenta, o sujeito devia morrer, etc.”

    Francamente, tudo bem não gostar da música do Zimmer e das trilhas dele, mas é patético quando as pessoas tentam justificar seu ódio (por que isso é ódio, não tenha dúvidas) através de falácias arrogantes, ridiculamente superlativas e que ainda tentam ridicularizar o trabalho de vários profissionais (sim, vários: não só o Zimmer, como também os orquestradores, os músicos, os editores de áudio, etc) através de falas supostamente “engraçadinhas”. Enfim, crítica musical é algo complicado mesmo, resvala muito no gosto pessoal. Mas, realmente, algumas críticas que tenho lido aí são de uma infantilidade assustadora. É cada pérola que poderia figurar no dicionário como a definição de “preconceito” ou falácia. Ao invés de reclamar, por que não pegam o CD do John Williams para o Superman de 78 e não vão escutar então? E, com isso, minha fé na humanidade diminui a cada dia que passa…

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  4. Vamos ser sinceros… tirando uma meia dúzia de temas nas últimas décadas atualmente a falta de base cultural aos novos compositores é triste. Ouvimos score expandidos e completos de compositores que criam música como Jerry Goldsmith e apreciamos o imenso universo que não constava na primeira edição. Porém quando ouvimos o mesmo em se tratando de Hans Zimmer e outros tantos do momento chega a dar sono ou simplesmente você acaba até esquecendo do que estava ouvindo, dá a impressão que o compositor dormiu em cima do teclado.
    Há tempos venho dizendo que as atuais trilhas sonoras são tão genéricas que podem ser usadas em qualquer filme. E o pior, recebem o prêmio máximo, o tão esperado OSCAR, basta conferir quem levou e quem concorreu nos últimos 20 anos. Babel, Os homens que não amavam as mulheres, Rede Social, As Aventuras de Pi, é de chorar…, não é possível que alguém ouviu estas trilhas e deu o OSCAR. E um gênio como Jerry Goldsmith ganhou em sua carreia apenas 1 Oscar.
    Os atuais compositores são mais cortadores de grama do que jardineiros. Primeiro a imensa maioria dos grandes filmes NÃO tem Tema, acabou o Main Title, ou Theme from…., é um monte de barulho e percussão. Se não tem dinheiro para contratar compositores atuais que criam temas como Danny Elfman, o mestre John Williams, Alan Silvestri e alguns poucos ao menos deveriam contratá-los exclusivamente para criar o tema do filme em questão e deixar o resto da trilha com o compositor contratado. Isso já melhoraria e muito a qualidade das trilhas sonoras.
    Muitos trailers no youtube feito por fãs colocam a trilha de John Williams, quem sabe nas versões downloads do filme alguém tenha a paciência de colocar o tema de Williams e trazer mais emoção para o filme. Quanto a Hans Zimmer, pra mim quem estraga as trilhas são os produtores e diretores que não grudam no compositor e exigem qualidade como fez Peter Jackson com o Howard Shore que até então não tinha marcado sua história no universo musical e transformou as trilhas do Senhor dos Anéis em verdadeiras obras primas. A boa notícia é que o novo Man of Steel é muito bom e seria melhor ainda com a emoção que o tema de John Williams traz nas telas.
    Há quem diga que o tema de Williams não funciona neste filme, ora, o que seria de James Bond e seus mais de 50 anos de sucesso, incluindo diversos compositores que deixaram suas marcas, se o tema fosse mudado a cada compositor que entrasse com a explicação de que é um novo momento, o tema é velho, estamos numa nova fase e por aí vai. Negativo os produtos da série são claros o tema de 007 é imortal.
    Como é imortal os temas de Indiana Jones, Tubarão, Harry Potter, Star Wars, Rambo, ET, De Volta para o Futuro e tantos outros….
    Um tema forte e imortal não estraga um filme, apenas demonstra o respeito pelo personagem trazendo a emoção na hora certa e aguardada pelos fãs.

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  5. É triste ver o conservadorismo de alguns sendo utilizado para ridicularizar o trabalho de um compositor e sua equipe, e os comentários aqui nesta resenha são um demonstrativo disso.
    Vejam o nosso amigo Leandro Limeira: tudo bem ele não ter escutado o disco, afinal, não faz parte do refinadíssimo gosto musical dele, mas será que ele ao menos se deu ao trabalho de ler a crítica com atenção, ou só ficou preocupado em cuspir fogo? Cara, o tema do Superman em O Homem de Aço NÃO são as duas notas, elas são só a BASE para os TRÊS temas que o Zimmer criou para o herói.
    Outra coisa, uma das vantagens da música de cinema é a sua diversidade. Um filme pode possuir tanto uma trilha sinfônica quanto uma “jazzística”, eletrônica, vanguardista, “rockeira”, e por aí vai. Claro, por causa dos primeiros trabalhos nesse campo, a cargo de músicos como Steiner, Korngold, Newman, entre outros, a sonoridade sinfônica foi a mais ligada à música de cinema, mas isso não significa que possam existir boas trilhas.
    O Hans Zimmer sempre foi um compositor polêmico devido ao seu estilo, que mistura a música sinfônica tradicional com sonoridades eletrônicas, roqueiras e, muitas vezes, exóticas. Não agrada todo mundo. Mas isso não significa que ele seja um mal compositor. Muitas de suas trilhas, além de belas, se encaixam bem em seus respectivos filmes, ajudando a criar o tom adequado. Nesse sentido, ele não é muito diferente do próprio John Williams, por exemplo.
    Entretanto, algumas pessoas, simplesmente por não aceitarem o talento do alemão, adoram ir na internet e disparar seu ódio através de hipérboles e falácias, ao mesmo tempo em que sentem saudades dos “velhos tempos”. Ridicularizar um trabalho profissional, caro e complicado como é a música de cinema simplesmente se baseando em aspectos subjetivos e emocionais, e não numa análise técnica, é mais do que falta de educação – é perda de tempo.

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    1. Não. Não escutei o score. Fiquei preocupado em cuspir fogo sim, por isso eu peço desculpas.

      “O Hans Zimmer sempre foi um compositor polêmico devido ao seu estilo, que mistura a música sinfônica tradicional com sonoridades eletrônicas, roqueiras e, muitas vezes, exóticas. Não agrada todo mundo.”

      Nem mencionei o estilo de Hans Zimmer, mas devo dizer o seguinte: já escutei várias trilhas dele. Algumas me agradam por que se aproximam do estilo classico ao qual estou acostumado a ouvir como, Rei Leão, Gladiador, Anjos e Demonios e Rei Arthur (são as minhas prediletas). A minha principal critica à Zimmer é o fato dele ganhar todo o crédito por coisas que ele não fez. E caso você não saiba, o score de Man of Steel foi assinado à dez mãos! Se o Hans Zimmer é tão talentoso como você mesmo disse, porque diabos ele precisa da ajuda de quatro Remote Control, para fazer um simples score de ação/aventura? Isso é talento? Ganhar o credito por coisas que ele não realizou? Onde ficam os creditos de Steve Mazzaro, Junkie XL, Andrew Kawczynski e Atli Övarsson que contribuiram com suas notas nesse CD?

      Para um compositor com tanto “talento” que Hans Zimmer possui, por que ele não assinou SOZINHO, a trilha de Man of Steel? Pois, pelo que eu saiba, um compositor de trilhas sonoras escreve suas notas sozinho. Mas desde o uso de NOVE compositores adicionais que esse alemão usou em Piratas do Caribe II, que ele perdeu TODO o meu respeito! (sim, eu respeitava muito o trabalho de Hans Zimmer, muito!) Talento? Michael Giacchino foi super talentoso em John Carter; Marco Beltrami foi bem audacioso ao usar caveiras na trilha de WWZ; Goldsmith inovou ainda mais nas trilhas de Planeta dos Macacos, Balada para Satã e Jornada nas Estrelas – O Filme.

      Um sujeito desses, realmente, merece todo esse hype?

      “É triste ver o conservadorismo de alguns sendo utilizado para ridicularizar o trabalho de um compositor e sua equipe, e os comentários aqui nesta resenha são um demonstrativo disso.”

      Eu cresci com os scores de Alan Silvestri, John Williams e Jerry Goldsmith. Esses Mestres (eles merecem a alcunha de mestre) provaram pra mim que, era preciso apenas um lapis, piano, partitura e conhecimento musical (além do verdadeiro talento) para fazer uma boa trilha sonora. Bernard Herrmann nunca precisou de ajuda para escrever as notas de Psycho; Michael Giacchino não precisou de ajuda para escrever Up, ou Os Incriveis.

      Já Hans Zimmer… Me diz qual foi o ultimo score, em que esse sujeito escreveu todas as notas sozinho, sem a ajuda de nenhum Remote Control?

      Se, pelo fato de eu gostar mais de compositores com formação classica como, John Williams e Jerry Goldsmith, sou um conservador… Sou sim com bastante orgulho.

      O titulo da mateira devia ser:

      Man of Steel
      Musica composta por Hans Zimmer LTDA.

      Sim, porque Hans Zimmer transformou a arte de compor musicas de cinema, em um processo de puro negocio burocratico.

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      1. Cara, entenda uma coisa: diferentemente dos outros, a formação do Zimmer é essa, ou seja, a de compor de forma colaborativa. Ele aprendeu assim com o Stanley Myers e repete o mesmo com os seus outros “aprendizes” na RC, porque assim ele acredita que vai influenciar positivamente na carreira de outros compositores. Sim, de fato, isso não funciona o tempo todo – a irregular trilha do Batman Begins é um bom exemplo. Mas, eu imagino que, pelo menos nos álbuns, 95% do que escutamos tenha de fato saído da cabeça do Zimmer mesmo. E eu nem vejo esse processo colaborativo como um problema, na maioria dos casos, as contribuições de outros compositores se devem à alguns arranjos e/ou alguma música mais genérica mesmo. O estilo de alguns talvez até inspire o próprio Zimmer, como foi o caso de Gladiador, por exemplo. Seja como for, reclamar do estilo do Hans Zimmer é a mesma coisa de falar mal do melodrama que o John Williams tenta atingir em suas músicas, da repetição do James Horner ou que o Thomas Newman vem compondo a mesma trilha com cordas, piano e sintetizadores de forma “mágica e misteriosa” desde a década de 90. Ou seja, são basicamente crítica feitas ao estilo do compositor, baseadas em padrões subjetivos e opiniões pessoais.

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        1. Eu entendo perfeitamente a formação que ele obteve. Mas seus pupilos, dificilmente, conseguem adquirir um estilo de composição proprio. Ao meu entender, Hans Zimmer é um polvo e seus pupilos são seus tentaculos! Ao inves deles caminharem com as proprias pernas.

          Talvez os unicos que conseguiram um estilo musical proprio foram John Powell (que fez um score inspiradissimo em X-Men III) e Harry Gregson-Williams (embora na trilha de Incontrolavel, tem um cue que é uma cópia de Why So Serius). Os demais compositores – Geoff Zanneli, Blake Neely, Steve Jablonsky – quando fazem seus scores, tudo (ou quase) fica indentico ao estilo de Hans Zimmer!

          Um “mestre” como Hans Zimmer, devia estimular a arte de seus pupilos. Mas parece que ele só conhece um estilo musical – o dele proprio.

          Marco Beltrami, foi aluno de Jerry Goldsmith. E ele encontrou sua propria voz, seu proprio estilo. Digo o mesmo de Bear McCreary que foi aluno de Elmer Bernstein. E acho que o Bear devia explorar sua arte no cinema…

          Agora a trilha de Batman Begins… Cara, juntar o estilo James Newton Howard que escreveu a trilha de Sinais (fantastica trilha por sinal) com Hans Zimmer? Alguem achava que a trilha iria ficar boa juntando dois estilos completamente diferentes?
          Uma coisa é juntar Alfred Newman e Bernard Herrmann (O Egipcio) em ambos tem, praticamente, a mesma formação cultural e musical. Outra é juntar um compositor de “nivel universitario” (Howard) e um de “nivel fundamental” (Zimmer).

          Não foi à toa que, quando Nolan deu sequencia ao Begins, Zimmer tomou conta de todo o projeto The Dark Knight… E o Newton Howard, ficou chupando o dedinho…

          Mas, Hans Zimmer, vai continuar “assinando os scores sozinho”, não dando o devio credito aos seus pupilos. E, pra mim, vai continuar sendo a maior farsa da historia de trilhas pra filmes. Nada vai mudar minha opinião. E, nesse caso, não estou sendo conservador, estou sendo realista.

          Abraços, e é otimo ter um discussão saudavel por aqui :)

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  6. Como diriam os antigos, cultura nunca é demais e estas informações que o nosso amigo Leandro Limeira passou sobre a galera que trabalha com Hans Zimmer eu realmente desconhecia. Sou colecionador de trilhas desde 1984 quando vi Ghostbusters e me agarrei no vinyl, desde então já são mais de 2.000 trilhas na coleção. Sempre curti o material gráfico e a qualidade como um todo, mas nunca me liguei muito pela parte técnica. Pra mim compositor é aquele que escreve a sua emoção na partitura e quando não é maestro, faz a contratação de um sob suas rédeas. Eu realmente pensava que Hans Zimmer como tantos outros compositores era sim o responsável direto pela obra. Vivendo e aprendendo.
    Sobre a trilha de Hans Zimmer e Cia, ouvi e ela sem dúvida tem ótimos momentos. Mas como já disse anteriormente, sem o tema do Superman é praticamente impossível em seu término dizer que ouviu a nova trilha do Man of Steel.
    Inclusive o tema criado é muito bacana, tem sua força, mas pra mim este não é o caso. O tema específico de John Williams criado para o filme de 1978 teve uma proporção maior do que o próprio filme e o próprio compositor não imaginava, ele se tornou imortal, ou seja, virou o tema do personagem Superman reconhecido mundialmente.
    As pessoas ao ouvirem o clássico tema, despertam em suas memórias o personagem Superman, independentemente do filme em que ele participa.
    Eu gostaria de deixar claro que nunca foi de meu intuito discutir o trabalho de Zimmer ou Williams, cada um em seu tempo e com suas marcas, criando seus temas para Zod, Krypton, Lois,….A minha crítica e de muita gente ao redor do mundo é o descontentamento em não ter o tema imortal do personagem Superman neste novo filme. O novo tema poderia ser usado em momentos heróicos do personagem antes de se descobrir como o grande Superman, aí sim teria o tema clássico de Williams e pronto não estragaria em nada o filme, só traria mais emoção.
    Um compositor pode fazer uma trilha fantástica para um filme em questão, mas se ele não coloca o tema já imortalizado a trilha fica sem foco. Não tem como vc. ouvir 007, Rambo, E.T., Tubarão, Indiana Jones, Pantera Cor de Rosa, Star Wars, Exterminador do Futuro, ….e muitos outros, sem tocar a música já imortalizada.
    Se puderem revejam a melhor cena de ação em Superman Returns logo no início com o avião caindo em chamas em bom e alto som é emocionante ouvir a qualidade orquestral com temas novos criados por John Ottman incluindo no momento certo o tema do personagem Superman. Deixando claro que se o filme tivesse um vilão com um roteiro melhor e administrado com ótimas cenas de ação, teria sido um grande sucesso.
    Mas a culpa em não ter o tema não é de Zimmer mas sim do produtor e do diretor do filme, que lamentavelmente não entendem de música e acreditaram que um tema novo daria uma nova roupagem ao personagem.
    Sinceramente, não é um tema novo que dará uma nova visão ao personagem mas sim um ótimo filme, e isso, ainda bem, eles o fizeram.

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    1. Leandro, eu entendo seu ponto de vista. O tema do Superman composto pelo John Williams, para mim, é um dos melhores já criados por ele, e olha que estamos falando do John Williams. Porém, particularmente, eu acredito que o tema do filme de 1978, se estivesse presente nesse filme, simplesmente sabotaria a intenção desse O Homem de Aço, que é a de criar uma nova interpretação para o herói. A intenção do Christopher Nolan, Zack Snyder, e cia., não foi a mesma do Bryan Singer, que era a de homenagear e reverenciar o longa do Donner. Ora, um novo filme, uma nova abordagem, pede um novo tema musical. E este foi o objetivo do Zimmer, ou seja, basicamente o mesmo do Williams: representar toda a esperança e o heroísmo do Superman através de um tema heróico. Numa comparação boba, seria como ouvirmos os temas do Danny Elfman para Batman e Homem Aranha em Batman Begins e O Espetacular Homem Aranha. Imediatamente, lembraríamos dos filmes com o Michael Keaton e o Tobey Maguire, e seríamos transportados para fora daquele que universo que, embora novo, contenha basicamente os mesmos personagens e situações.

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  7. Jogar lenha na fogueira? Imagina… rsrsrs
    Essa discussão sobre o uso ou não do(s) tema(s) clássico(s) de John Williams é polêmica. Contudo, sempre é bom lembrar que Superman Returns era uma continuação direta de Superman II (ignorando os dois terríveis filmes subsequentes), enquanto Man of Steel é um reboot nos moldes da trilogia Batman do Christopher Nolan. Convenhamos, o tom dos novos filmes é tão diferente dos antigos que acho justificável que os realizadores tenham optado por um tratamento musical inédito. Algo parecido acontece quando reclamam que Michael Giacchino, nos novos Star Trek, não empregou o clássico tema que Jerry Goldsmith compôs para Star Trek: The Motion Picture. Também aqui, via criação de uma linha de tempo alternativa onde se passam as novas aventuras da Enterprise, temos um reboot. Além disso, nos filmes antigos de Star Trek, só quem usou o tema de The Motion Picture em outras ocasiões foi o próprio Goldsmith, com os demais compositores (James Horner, Cliff Eidelman, Leonard Rosenmann, etc.) optando por criar seus próprios temas principais, usando no máximo o tema da série original da TV, de Alexander Courage. Ok, os filmes de 007, também rebootados a partir da era Daniel Craig, continuam usando o tema clássico de Monty Norman, mas essa é uma exceção à regra. Acho que não devemos ser tão radicais assim, afinal John Williams, quando compôs sua memorável trilha para o filme de 1978, não foi pressionado para usar os temas precedentes do personagem, empregados na série animada de Max Fleischer, nos seriados de cinema e na antiga série de TV. Parece que as críticas são mais intensas porque o escolhido foi o polêmico Hans Zimmer (e equipe), fosse um compositor mais tradicional acho que elas seriam mais amenas. A propósito, lembro que esse “trabalho em equipe” de Zimmer, desde a época da Media Ventures, teve o efeito colateral de revelar muitos compositores de cinema que hoje estão aí, em trabalhos solo e devidamente valorizados. Mas afinal, quem é o melhor: Horner ou Zimmer? :D

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    1. Será? Horner não faz tudo sozinho, usa orquestradores… há “lendas” no mundo das trilhas sonoras de orquestradores que, na realidade, seriam autores se não de todo, mas de boa parte de scores de grandes compositores. É o caso do falecido Alexander Courage, que orquestrou muitas trilhas de Jerry Goldsmith e John Williams – deste, inclusive, adaptou os temas para Superman IV. E há o famoso caso do “James Bond Theme”, atribuído a Monty Norman mas que, na forma que conhecemos, foi realmente criado por John Barry. Norman acabou ganhando judicialmente a autoria da música, mas pelo que consta a versão original do tema, sem a orquestração / arranjos de Barry, é bem diferente.

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      1. Mas comparado à Hans Zimmer, Horner escreve todo o motivo tematico para um filme sozinho, foi isso que eu quis dizer.

        Os unicos compositores vivos que compoem, conduzem e orquestram tudo são Ennio Morricone e Howard Shore. Ambos tem um conhecimento monstruoso sobre musica (o primeiro leva grande vantagem, por ter feito 515 scores). Mas cada um com seu estilo, cada um com seu limite.

        Não se pode comparar Hans Zimmer à Ennio Morricone e outros tantos compositores com formação classica (universitaria). O estilo musical de Hans Zimmer é muito diferente (e nada ortodoxo). Como o Tiago disse, há quem agrade.

        Horner escreveu nove trilhas em 1983, ele deve ter ficado cansado, mas não precisou de ajuda para escrever suas notas. Comparando esse aspecto (se ele fosse contratado para fazer nove filmes), Hans Zimmer utilizaria quatro, cinco, seis, sete Remote Control para fazer a maioria do seu trabalho, e ganhar todo o credito por ele.

        Você gostaria que, outro cara ganhasse todo o credito por algo que você fez? Eu não.

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  8. …….assistir man of steel…. . a musica não ajudou o filme a subir…a decolar…….e isso é tudo em um filme …..entendo tudo que escreveram……pra mim o tema de Superman de John Williams ficou registrado HISTÓRIA….e vai ficar…muito tempo….o tema de Batman…….( que tema ? ) não dá para comparar…….acho que o tema ajudaria muito esse filme a decolar……

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    1. Concordo plenamente com vc.,Tentei sem sucesso deixar claro a minha insatisfação e o desrespeito para com o personagem Superman e seu tema imortalizado e reconhecido mundialmente, mas não fui compreendido por alguns. A boa é que basta vasculhar os sites pelo mundo que irá encontrar, inclusive no youtube, uma imensidão de pessoas que concordam com o nosso pensamento. Como já disse anteriormente, um tema forte e imortal não estraga um filme, apenas demonstra o respeito pelo personagem trazendo a emoção na hora certa e aguardada pelos fãs. A música de John Ottman mantendo o tema clássico do personagem não foi o causador do fracasso do filme Superman Returns, mais sim o filme em si, que deixou a aventura de lado com cenas ação de tirar o fôlego e ficou martelando no sentimentalismo, no drama.
      Concordo também com vc. Claiton, quanto a questão do tema do Batman, bem como Homem Aranha de Danny Elfman, foram boas trilhas ótimos temas, porém não foram imortalizados, não são reconhecidos mundialmente como a força que o tema de Superman tem, e cá entre nós, ninguém vai ver o novo James Bond e quando toca o tema cinquentenário vai lembrar do Sean Connery, vai lembrar sim do agente britânico 007 e pronto.
      Em breve Tom Cruise vai estar nas telas com o seu novo Missão Impossível e lá vai estar o tema imortalizado na série de tv.
      Ao meu ver o que tentamos colocar neste espaço foi que uma vez criado e imortalizado o tema para um determinado filme ou principalmente personagem não há lógica em mudar isto. Jerry Goldsmith, tentou insinar em Star Trek onde todos os filmes feitos por ele para o cinema tem o tema clássico e já imortalizado no início dos filmes da série, colocando já na sequência o tema de cada um seja de Nemesis, Insurrection, Primeiro Contato ou A Fronteira Final, e quando aparece um Klingon está lá o tema dele e não um novo arranjo.
      J.J.Abrams pisou na bola com o novo Star Trek deixando o tema de lado e colocando o fraco tema da série de tv, no final do filme, já recusado pelos produtores e seu criador quando o primeiro filme de Jornada foi para o cinema.Tenho certeza que no novo Star Wars, com uma nova ou velha visão do universo de George Lucas, ele não vai ter a coragem de tirar o tema principal da saga. E pra fechar gostei do trabalho de Hans Zimmer, saindo a trilha sonora no Brasil terei o prazer de ter em minha coleção, pena que não tem o tema. Abraços a todos.

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  9. Aproveitando essa folga de fim de ano resolvi, finalmente, escutar a trilha e ver o documentario “Crafting the Score” no youtube,

    Sobre a trilha, em minha opinião só tem quatro faixas que são audíveis. Quatro faixas em que as notas estão bem encaixadas e fazem algum sentido: Look To The Stars, What Are You Going To Do When You Are Not Saving The World?, Flight e Arcade. O restante da trilha é, simplesmente, insuportável de escutar. Falta muita harmonia e, principalmente, falta bastante emoção nessas notas.

    Eu, realmente, não sei qual é o problema de Hans Zimmer em subestimar o uso de uma boa orquestra sinfonica em “suas” trilhas. Vendo o Crafting, nota-se que ele utilizou poucos membros de uma orquestra, mas exagerou no uso de percurssoes e eletronicos. As tais Cordas de Aço, não acrescentam nenhuma emoção e, no filme, elas ficaram sufocadas perante todo o barulho dos efeitos sonoros. Como dizia Jerry Goldsmith, “as emoções, não podem ser PROGRAMADAS” e a presença de uma sinfonica é essencial para que sintamos as emoções dos personagens e/ou a historia que o filme quer nos passar.

    Nota-se tambem que, ele utilizou elementos muito estranhos, mas que nada acrescentaram na trilha. Se era pra fazer uma orquestração atonal, pelo menos, ele devia ter se preocupado em fazer MUSICA com instrumentos e não BARULHO. Parece que ele ficou mais preocupado em encontrar elementos estranhos para incorporar na trilha, do que dá-la uma identidade musical marcante. É interessante ver instrumentos estranhos numa trilha? Sim. Mas o compositor PRECISA saber como vai trabalha-los na mesma.

    Lembro que em Gladiador, Hans tinha dito que levou cerca de seis meses para escrever o score. E este trabalho é um dos poucos que podem ser chamados “dele”, já que ele escreveu 80% das notas (sem contar a colaboração de Klaus Badelt e Lisa Gerrard). A trilha de Gladiador é uma das melhores peças sinfonicas que esse sujeito já escreveu. E, por causa desta, eu esperava que ele evoluísse como compositor. Mas, Hans Zimmer, trocou a arte pelos negocios.

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    1. Concordo em tudo e gostaria de saber se alguém conhece um bom programa que possibilite em alguns momentos mais emocionantes do filme trocar a faixa da trilha musical para o mestre John Williams? Pois pretendo com muita calma fazer a minha versão do filme. Ver o Superman voando sem o tema marcante não dá.
      Detalhe: muitas amigas curtiram o filme, mas foram unânimes em dizer que este foi o Superman mais fraco de todos, tudo ele fazia com força e gritava, sofreu um monte lá na plataforma de petróleo e caiu no mar exausto….além de ser o mais baixinho de todos perdendo até mesmo para Tom Welling de Smallville. Para todas Christopher Reeves é e sempre será o verdadeiro e poderoso Superman e olhe que elas estão beirando agora os 30 anos. Abraços.

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    2. Não poderia concordar mais! Se pelo menos fosse reconhecido somente por suas boas trilhas, seria uma situação aceitável, mas os elogios que ele recebe por trilhas como a de Homem de Aço, me faz ter uma certa empatia pela pessoa dele. E olha que é um bom compositor (quando quer trabalhar), Rei Leão, The Holiday, Gladiador, e muitas outras confirmam isso. Repito um comentário que fiz acima: o problema não é o Zimmer, é a importância que dão a ele. Revolucionou? Sim. Isso quer dizer q é o melhor da história ou da atualidade? De forma alguma mesmo!!!

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  10. Muito bom esse papo de vocês e na minha opinião deixar o tema do John Willians fora do novo filme foi uma decisão correta, pois o personagem Superman é da DC e nao do John Willians ou do Richard Donner ou dos nossos corações saudosistas da sessão da tarde. Um personagem que já passou por tantas mudanças desde sua criação nao pode ficar preso, amarrado a uma versão. O tema do John Willians nao condiz com esse Superman verde, com muito a aprender, o final diz tudo.

    Hans Zimmer x John Willians. Música pop x Música clássica. Sempre tive essa sensacao ao escuta-los. Hans Zimmer tem um som grudento , que se encaixa no estilo do filme, ou e epico ou romantico, emotivo e sempre naquele crescendo… ele pega o espectador pelo coracao, pela emocao.

    O John Willians e outra levada. Sao altos e baixos … uma montanha russa…. o estilo classico e outra pegada. Claro que em termos de variacoes musicais a escola classica da de goleada. Desculpe os erros na escrita, teclado do PS3.

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    1. Olha Cesar, depois de tanto falar sobre este assunto chego a conclusão que o melhor é curtir a trilha sonora como um todo, ou seja, ligar o som e curtir a trilha em si, independentemente do filme e compositor em questão. O novo Batman com Superman já não vai ter o tema que Hans Zimmer criou para a trilogia com Christopher Bale, em suma vem outro tema para o eterno morcego, já Superman deve manter o esquecível tema de Man of Steel, pois estou pra ver alguém que não é lá ligadão em trilha associar este tema ao Superman. Assim sendo no futuro qdo os softwares caseiros puderem proporcionar de forma simples para os fãs mais calorosos a mudança caseira nas trilhas sonoras eu estarei lá fazendo a minha adaptação e curtindo então o filme com os temas certos nos momentos esperados por mim. Abraços.

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    2. Cesar, gostei do seu comentário Superman Verde, de fato, nunca vi um Superman fazendo tanta força nos momentos em que ele precisava mostrar o seu potencial. Praticamente em TODAS as cenas de Man of Steel ele grita, geme, treme, é uma tensão toda. Imagino o desespero de Lois Laine no clássico Superman de 78 vendo o todo poderoso Superman gritando de tanto fazer força pra segurar o helicóptero e ela ao mesmo tempo, talvez ela desmaiasse antes de chegar ao topo do edifício….rs…rs… Abraços.

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