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Resenha: EPIC – Danny Elfman (Trilha Sonora)


Epic_CD

Música composta por Danny Elfman
Selo
Sony Classical
Catálogo
: 88883735322
Lançamento: 28/05/2013
Cotação: ****

O compositor Danny Elfman é sempre uma escolha segura quando se trata de filmes com temática de fantasia e aventura. Seu estilo exuberante, lírico e repleto de magia se encaixa perfeitamente nesse tipo de longa, e não é diferente em Reino Escondido (Epic), nova animação dos estúdios Blue Sky, que costumavam contar com o músico John Powell em quase todos os seus filmes (boatos dizem que Powell gostaria de descansar um pouco do mundo das trilhas sonoras, e por esta razão recusou o convite para participar desta e de diversas outras produções). De qualquer forma, Elfman não deixou nada a desejar em relação ao seu antecessor.

Na realidade, o score de Reino Escondido até supera alguns dos trabalhos recentes do ex-Oingo Boingo, inclusive o bom Oz: Mágico e Poderoso, que divide algumas similaridades temáticas com a animação da Fox. Os temas principais das duas trilhas são bastante parecidos mas, enquanto na partitura de Oz o foco era no mistério e na fantasia, em Reino Escondido ele está na aventura e na emoção.

Esse tema é logo introduzido na primeira faixa, “Leafmen”, conduzido inicialmente por violão, cordas e percussão (que inclui um pandeiro), em um estilo bem folk, antes da entrada da seção de metais e do coral, que já estabelecem o tom grandioso e heróico que a partitura irá adotar. Em seguida, “Pursuit” é uma enérgica e agitada faixa de ação, que utiliza toda a orquestra, acompanhada por guitarra acústica e sintetizador, que se encaminha para uma conclusão otimista. Na sequência, “Tara’s Chamber” é uma faixa que utiliza bastante a seção de cordas, com um leve acompanhamento dos metais e da percussão, para criar um senso de mistério e suspense, que se aprofunda com a entrada do coro ao final.

Após a curta e cômica “Meet Dad”, temos a bonita “Moonhaven Parade”, que faz grande uso do violão em meio a orquestra, está executando diversas variações do tema principal. Já “Alarms” traz um jogo entre as cordas e as madeiras, numa melodia doce e inocente, como cabe a uma animação infantil. “The Selection”, a faixa seguinte, se utiliza da orquestra, piano e coral em um motivo belo e lírico. Ela é seguida por “Ambush”, uma suíte de ação que emprega em especial cordas e metais, além de uma grande participação do coral, mas sem deixar o lirismo e a fantasia de lado.

A nona faixa é a bela e dramática “Tara’s Gift”, com participação do coro em meio à orquestra. A décima, “Small”, traz de volta a ambientação folk e o clima de aventura, inclusive com o retorno do tema do longa. Já “Girl Meets Boy” alterna entre a ação e o suspense, e faz grande uso dos metais para ressaltar a urgência. Ela é seguida pela melancólica “Rings of Knowledge”, que lembra o estilo do compositor em scores como Edward Mãos de Tesoura e Frankenweenie, pela utilização do coro feminino junto à orquestra, numa inspirada melodia. O lirismo também está presente na belíssima “Antlers”, onde se destacam cordas, harpa, glockenspiel e coral, de forma a ressaltar o dramatismo. O coro é bastante utilizado em “Kidnapped”, porém desta vez para salientar o suspense, enquanto a orquestra executa motivos de ação.

O álbum prossegue com “In The House”, onde Elfman alterna entre o lirismo e a ação de maneira eficiente. Após, temos a divertida e inocente “Many Leaves”, uma faixa que inicia de forma cômica e traz uma bela apresentação do tema do filme na sequência. Já “Escape”, que vem em seguida, utiliza toda a orquestra, com destaque para os metais e as cordas, bem como o coral, numa ótima e enérgica melodia de ação. O tema do filme retorna ao final, desta vez interpretado de maneira grandiosa. A faixa “False Start” inicia-se com um belo motivo lírico, e subitamente incorpora tons de suspense e ação. Destaque especial para a forma como o coro é utilizado aqui: se, no início, ele era usado em tons mais suaves, subitamente passa a representar o perigo e a ameaça, sem soar incoerente.

A batalha final da animação é representada por “Epic Final Confrontation”, faixa de ação que faz grande uso dos metais, da percussão e do coro, com as cordas acompanhando o ritmo frenético da música. O tema principal, por sua vez, é interpretado de forma heroica por toda a orquestra e coral. Em seguida, temos a suave e bela “Return”, na qual o coro, a guitarra acústica e o piano acompanham a orquestra, numa melodia lírica, grandiosa e carregada de fantasia, de forma a representar o triunfo do bem sobre o mal. É um ótimo cue, que lembra um pouco o estilo do músico em Alice no País das Maravilhas, por exemplo. A última faixa é “Epic Finale”, que traz toda a orquestra e o coral, com acompanhamento da guitarra, interpretando o tema da animação, em uma melodia de estilo folk.

Reino Escondido é, portanto, um trabalho surpreendente e “épico” (com o perdão do trocadilho com o nome original do longa) de Elfman, o melhor do compositor californiano dos últimos anos. Uma obra imperdível, não só para fãs do colaborador de Tim Burton, mas também para apreciadores de bons scores orquestrais. 

Faixas:

  1. Leafmen
  2. Pursuit
  3. Tara’s Chamber
  4. Meet Dad
  5. Moonhaven Parade
  6. Alarms
  7. The Selection
  8. Ambush
  9. Tara’s Gift
  10. Small
  11. Girl Meets Boy
  12. Rings of Knowledge
  13. Antlers
  14. Kidnapped
  15. In the House
  16. Many Leaves
  17. Escape
  18. False Start
  19. Epic Final Confrontation
  20. Return
  21. Epic Finale

Duração: 52:21

Tiago Rangel

2 opiniões sobre “Resenha: EPIC – Danny Elfman (Trilha Sonora)”

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