Resenha: EMPEROR – Alex Heffes (Trilha Sonora)


EmperorCDMúsica composta por Alex Heffes
Selo: Lakeshore Records
Catálogo: Download Digital
Release Date: 05/03/2013
Cotação: ****

O nativo de Buckinghamshire (Inglaterra) Alex Heffes está acostumado a histórias e cenários intrincados, tendo trabalhado em  projetos como IB, Intrigas de EstadoTocando O Vazio e One Day in September. A história de Emperor lida com a questão de se o Imperador japonês deverá ou não ser punido por seus crimes de guerra, levando em consideração que ele é altamente reverenciado pelo povo japonês. O General Douglas MacArthur (Tommy Lee-Jones) designa o especialista em cultura japonesa, General Bonner Fellers (Matthew Fox), para a difícil tarefa de determinar em definitivo o futuro do Imperador. O filme é baseado no livro His Majesty’s Salvation, de Shiro Okamoto.

Embora Heffes pertença à nova era de compositores, ele não deveria ser categorizado como tal, já que o seu estilo é muito mais clássico que o de outros compositores contemporâneos como Brian Tyler, Lorne Balfe e Paul Leonard-Morgan. A razão pela qual dois dos compositores mencionados são escoceses é, simplesmente, porque Heffes tem um som muito característico que poderia ser comparado a grandes compositores contemporâneos de scores clássicos que vêm da Escócia, como Patrick Doyle e Craig Armstrong. Particularmente, Heffes combina o efeito de Doyle e a exposição de Armstrong, mas com um pouco mais de sensibilidade.

Em Emperor, devido ao complexo cenário, Heffes emprega o uso de camadas para dar a noção de que há uma situação um pouco mais complexa acontecendo, e que no futuro as coisas podem ficar ainda mais complicadas. Há muita força e beleza barroca em “Opening Title”, que não apresenta exatamente o tipo de cordas que esperaríamos em uma faixa de abertura. Heffes praticamente expõe as principais ideias em “Opening Title”, que serve como uma forma sintética de estabelecer a paleta sonora e a abordagem para contar a história sob sua própria perspectiva.

Percussões desempenham um grande papel para impulsionar a narrativa e fazer um contraponto interessante em faixas como “Tokyo 1940”, que têm um toque mais dramático e melancólico. “Nothing is Black and White” tem uma qualidade de suspense que poderia ser facilmente colocada em um filme noir de 1980 ou empregada em Blade Runner devido às suas dinâmicas variadas. Dinâmica é um recurso muito bem explorado por Heffes, que tenta mostrar como as coisas podem mudar muito facilmente, e tão sutilmente, que  muitas pessoas não perceberão a diferença. Um bom exemplo é “Fellers and Aya”, com seu mini-contraponto piano-cello.

Resumindo, Alex Heffes criou um score muito sofisticado, que permanece essencialmente empolgante, já que você irá descobrir diferentes nuances, instrumentos e perspectives a cada vez que você ouvi-lo.

Faixas:

1. Opening Title
2. Let’s Get It Done
3. Aya
4. The Investigation
5. Tokyo 1940
6. Nothing Is Black And White
7. Fellers And Aya
8. Trapped In A Vice
9. Rebellion
10. Time Is Running Out
11. The Imperial Palace
12. Reading The Letters
13. We Did Our Duty
1
4. Imperial Convoy
15. The Emperors Speech
16. End Title
17. Aya’s Theme Piano Solo

Duração: 55:27

Atila Almeida
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