Produção: 1981, 1984, 1989, 2008
Duração: 482 min.
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Harrison Ford, Denholm Elliot, Karen Allen, John Rhys-Davies, Kate Capshaw, Sean Connery, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent
Vídeo: 2.35:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 5.1), Português (Dolby Digital 5.1 e 1.0), Espanhol, Francês (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Francês
Região: A, B, C
Distribuidora: Paramount
Discos: 5 (BD 50GB)
Lançamento: 20/09/2012
Cotações (Médias): Som: ****½ Imagem: ****½ Filmes: **** Extras & Menus: **** Geral: ****½

SINOPSES
OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (RAIDERS OF THE LOST ARK, 1981) – Em 1936, acompanhamos a busca do arqueólogo aventureiro Indiana “Indy” Jones (Harrison Ford), cujas marcas registradas são o chapéu e o chicote, pela mítica Arca que originalmente continha os 10 Mandamentos e que conferiria poderes divinos a quem a possuísse. Por tal razão a Arca também é disputada pelos nazistas, que encarregam um arqueólogo francês rival de Indy, Belloq (Paul Freeman), de encontrar a relíquia. Uma ex-namorada de Indy, Marion Ravenwood (Karen Allen), o acompanha na aventura.

INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO (INDIANA JONES AND THE TEMPLE OF DOOM, 1983) – Um ano antes da busca pela Arca da Aliança, Indy (Ford), o garoto Short Round (Ke Hui Kwan) e a namorada da hora, a cantora Willie Scott (Kate Capshaw), vão parar nas florestas da Índia, onde descobrem um antigo culto à deusa Kali, liderado pelo sacerdote Mola Ram (Amrish Puri). Crianças são raptadas do vilarejo próximo, e a situação se agrava depois que Indy é forçado a beber uma droga que o converte ao culto, e Mola Ram ordena que Willie seja sacrificada.

INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (INDIANA JONES AND THE LAST CRUZADE, 1989) – Mais uma vez Indiana Jones e os nazistas disputam um artefato mítico, o Cálice Sagrado. Mas primeiro Indy (Ford) terá de encontrar seu pai, o Dr. Henry Jones (Sean Connery), cuja vida fora dedicada a encontrar o Cálice e que havia desaparecido durante sua busca. A aventura coloca Indiana Jones em plena Berlim, de onde, após ficar cara a cara com Hitler, deverá escapar a bordo de um dirigível levando consigo o diário do seu pai, contendo a localização do Cálice.

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (INDIANA JONES AND THE KINGDON OF THE CRISTAL SKULL, 2008) – Em 1957 Indy (Ford) vive sozinho, ainda sofrendo com as mortes de seu pai e do colega Marcus Brody. Mas sua rotina é quebrada por soldados russos liderados pela psíquica Irina Spalko (Cate Blanchett), que pretende que Indiana Jones descubra, na América do Sul, a localização da misteriosa caveira de cristal de Akator, usando pistas deixadas por seu velho amigo e colega Oxley (John Hurt). Ajudando Indy está Mutt Williams (Shia LaBeouf), um jovem rebelde filho de Marion (Karen Allen).

COMENTÁRIOS
Depois do estrondoso sucesso de STAR WARS (1977), o diretor George Lucas convidou seu amigo e colega Steven Spielberg, que no mesmo ano lançara outra ficção científica bem sucedida, CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU, para dirigir uma nova série de filmes protagonizada por um arqueólogo que percorria o mundo em busca de artefatos com poderes sobrenaturais ou paranormais. Spielberg, que à época queria dirigir um filme de James Bond, topou na hora, e o resto é história. OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (que em seu lançamento em DVD fora rebatizado como “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida” e agora retorna ao seu título original) custou a bagatela de U$ 20 milhões, estreou em 1981 e, com sua proposta de transportar para os dias atuais as aventuras dos antigos seriados dos anos 1930 e 1940, foi outro sucesso esmagador. Com roteiro de Lawrence Kasdan (baseado em uma história de Lucas e Philip Kaufman), cenas de ação que já entraram para a história do cinema, um excepcional score de John Williams (além da célebre “Raiders March”, o maestro compôs um dos mais belos temas de sua carreira, o da Arca), Harrison Ford no papel que marcaria sua carreira, Karen Allen como a melhor namorada de Indy e Spielberg dirigindo no ápice de seu talento, o filme ainda hoje diverte e empolga, demonstrando ser um verdadeiro clássico da aventura e de longe o melhor filme da série. Vencedor do Oscar de 1981 nas categorias de Efeitos Visuais, Direção de Arte, Montagem, Som e Edição de Efeitos de Som.

Para a segunda aventura de Indy, Lucas e Spielberg resolveram alterar um pouco sua receita. Assim, INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO, que estreou em 1984, é um prelúdio que se desenrola um ano antes dos eventos de OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA. Além disso, realizaram uma aventura mais sombria e violenta, apesar de apresentar, desta vez, crianças em papéis relevantes (dada a controvérsia criada, Spielberg conseguiu introduzir uma nova faixa etária na censura americana, a hoje conhecida “PG-13”). Com tudo isso, o que resultou foi o filme mais fraco da trilogia original, fato admitido pelo próprio Spielberg. O roteiro de Willard Huyck e Gloria Katz é inferior ao de OS CAÇADORES, e o elenco secundário não consegue compensar as limitações com que os personagens foram escritos. Quem mais sofre é Kate Capshaw – comparar sua dondoca Willie Scott com Marion Ravenwood chega a ser covardia. Ainda assim o terço final do filme é uma montanha-russa de ação, e a partitura de John Williams, se não é tão boa quanto à do filme anterior, certamente é variada e inspirada: preste atenção nos temas criados para o romance de Indy e Willie, o garoto Short Round, a jornada dos heróis pela selva indiana, a cerimônia profana no Templo e a cena da perseguição da mina, todos memoráveis. Vencedor do Oscar de 1984 na categoria de Efeitos Visuais.

Lucas e Spielberg levaram mais tempo para realizar o filme que encerraria a trilogia inicialmente planejada, certamente para garantir que os problemas de O TEMPLO DA PERDIÇÃO não se repetissem. Portanto, INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA chegou somente em 1989, mantendo uma estrutura bem similar à de OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA: os nazistas novamente são os vilões, e o objeto cobiçado é, mais uma vez, um artefato judaico / cristão (o Cálice Sagrado). Ainda assim, o filme apresenta suas inovações. Na sequência inicial assistimos a uma aventura de Indy ainda adolescente (interpretado pelo prematuramente falecido River Phoenix), que além de mostrar a origem das características do personagem (sua fobia por cobras, o chapéu, o uso do chicote, a cicatriz no queixo), introduz o mote do filme – o relacionamento conflituoso entre pai e filho, um dos temas preferidos de Spielberg. Considerado por muitos o melhor da série, não há dúvida de que A ÚLTIMA CRUZADA é o mais sofisticado, cuja trama é enriquecida pelo reencontro de Indy já adulto (Ford) com seu pai, o Dr. Henry Jones (Sean Connery). A impecável interpretação de Connery como o Jones pai e sua perfeita interação com Ford, dão ao filme um calor humano único. Um tempero especial é adicionado pelo fato de que tanto pai como filho conheceram, no sentido “bíblico”, a heroína / vilã Elsa Schneider (Alison Doody). O score de Williams mais uma vez é um destaque, e apesar de não possuir a originalidade de OS CAÇADORES e a variedade de O TEMPLO DA PERDIÇÃO, ainda é um ótimo trabalho – basta conferir os temas para o relacionamento de Indy com seu pai, e o dedicado ao Cálice Sagrado. Vencedor do Oscar de 1989 na categoria de Edição de Efeitos de Som, o longa se encerra com Indy, seu pai e os amigos Brody e Salla cavalgando rumo ao sol, naquele que poderia ser um final poético e perfeito para as aventuras do arqueólogo aventureiro.

Porém, a partir de 2000, Ford, Spielberg e Lucas começaram a discutir seriamente a possibilidade de uma nova aventura, e finalmente em 2008 INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL chegou às telas. Como seria de esperar, a idade de todos os envolvidos, e aí incluo até mesmo os fãs mais velhos, cobrou seu preço. Para agravar a situação, no roteiro de David Koepp sente-se a falta da mão de Lawrence Kasdan, e como resultado o filme em sua maior parte passa uma sensação de mesmice ou reciclagem. Se a trilogia original evoca os antigos seriados dos anos 1940, este quarto título busca inspirar-se nos filmes B de ficção científica dos anos 1950, onde a ameaça alienígena é uma metáfora da Guerra Fria e os russos ocupam a vaga que era dos nazistas. Mas a trama se perde em momentos tolos (e neles não vou nem incluir a cena de Indy sobrevivendo a uma explosão nuclear dentro de uma geladeira), e por mais que tentemos relevar pensando “ok, é um filme de Indiana Jones e não deve ser levado a sério”, fica muito difícil aceitar, por exemplo, que soldados e agentes russos, em pleno auge do McCarthismo e da paranóia anti-comunista, ajam com tanta liberdade em pleno solo norte-americano – e sempre falando inglês com aquele forte sotaque que já virou clichê. Pelo menos, então com 66 anos, Harrison Ford conseguiu a façanha de ainda ser um Indiana Jones aceitável, e o personagem à la James Dean de Shia LaBeouf, que o público não demora dez segundos para deduzir que é filho de Indy, consegue refrescar um pouco a trama. No balanço geral, entre coisas que parecem deslocadas em um filme de Indiana Jones (insetos feitos em CGI, alienígenas e discos voadores), este A CAVEIRA DE CRISTAL é uma boa aventura, mas que decepciona àqueles que testemunharam os tempos gloriosos da trilogia original.

SOBRE O BD
Se o lançamento em DVD da trilogia original de Indiana Jones foi um marco em função da cuidadosa restauração / remasterização dos filmes, a chegada da série em Blu-ray, agora incluindo o mais recente INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL, não fica atrás, possibilitando que nos deslumbremos ainda mais com as aventuras de Indy em alta definição. Nossa edição, que difere das comercializadas nos EUA apenas na embalagem (enquanto lá ela segue o estilo cardboard do box de STAR WARS, aqui ela é uma bonita digipak envolta em luva de cartolina), traz uma quantidade considerável de extras e, principalmente, os quatro filmes em cristalinas transferências anamórficas 1080p/AVC MPEG-4, na proporção de tela original 2.35:1 – e todos, como é comum nas produções da LucasFilm, com certificação THX para áudio (original) e vídeo.

OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA foi o único dos filmes que, além de nova transferência em alta definição e correção digital de cores, também recebeu uma nova restauração, que envolveu tanto Steven Spielberg como George Lucas. Os negativos originais 35mm foram escaneados em uma resolução 4K, e os danos removidos digitalmente quadro-a-quadro. Não há indícios de aplicação de DNR (ou tampouco de Edge Enhancement), e a moderada granulação original da película foi preservada. Apesar dos 31 anos de idade, a imagem possui excelente detalhamento, impressionando especialmente nos close-ups. O nível do preto é sólido, e a paleta de cores é vibrante. Aqui criou-se uma certa polêmica, porque em comparação com o DVD nota-se que a correção de cores atenuou os tons azulados originais. Contudo as cores são acuradas, e os tons de pele, naturais. De resto, algumas deficiências, como certas sequências que parecem um pouco suavizadas ou fora de foco, remontam às lentes empregadas na filmagem original. A composição dos efeitos visuais da ILM, em especial na conclusão, resistem bem à alta definição. Dos quatro filmes, o primeiro é o que fornece a melhor apresentação visual.

Para o lançamento em Blu-ray, INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO recebeu nova transferência em alta definição, com correção digital de cores – sem, contudo, provocar uma mudança geral de tonalidade como em OS CAÇADORES. Na maior parte do tempo as cores são vibrantes, em especial nas cenas ambientadas nas florestas da Índia. A granulação original de película faz-se presente, assim como o elevado nível de detalhes, mesmo nas cenas escuras passadas dentro do templo. Os pretos são fortes, e os efeitos visuais também resistem à alta definição – ainda que em alguns casos não tão bem quanto os de OS CAÇADORES. Temos uma apresentação visual não tão impressionante quando à do filme original, porém em se tratando de um título de catálogo, ela chega próximo da excelência.

O tratamento dado a INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA, para seu lançamento em Blu-ray, também se limitou a uma nova transferência com correção digital de cores, sendo o resultado final tão bom (talvez até um pouco melhor), que o de O TEMPLO DA PERDIÇÃO. Respeitando a concepção visual original, temos a moderada granulação fílmica original e cores sempre vibrantes. Os pretos são sempre fortes, e os tons de pele acurados. O nível de detalhes é elevado, o que ajuda a realçar os recortes de imagem na composição dos efeitos visuais nas cenas da perseguição aérea. Também aqui, por tratar-se de um filme de catálogo, sua apresentação pode ser considerada aima da média.

Dos quatro filmes, INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL não recebeu qualquer tipo de tratamento especial, o que seria desnecessário já que se trata de uma produção bem recente. Para o único título da série até então disponível em Blu-ray, aparentemente foi utilizada a mesma transfer em alta definição do BD duplo lançado em 2008. Em plena era das câmeras digitais de altíssima definição, a exemplo dos demais o longa foi rodado em 35mm, mas a paleta de cores “moderna”, tendendo para o amarelo-esverdeado, foi a que menos me agradou entre todos eles. A granulação natural da película se faz presente, os pretos são sólidos, e as cores, fortes e estáveis. O nível de detalhes é bem elevado, e os efeitos visuais em CGI não possuem falhas que possam ser realçadas.

No que se refere ao som, cabe ressaltar que OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA, além da remasterização, também passou por uma restauração de áudio: a partir da master original do sound designer Ben Burtt, que estava arquivada desde 1981, os canais surround foram reconstruídos empregando-se os efeitos sonoros gravados originalmente em estéreo, mas que para o lançamento em DVD foram mixados em mono. Além disso, o canal de graves foi refeito e o volume do canal central passou por retificações. A faixa lossless DTS-HD MA 5.1 resultante, comparada com as mixagens modernas, obviamente não pode ser considerado de referência, mas para um filme com mais de trinta anos soa espetacular. E a trilha sonora de John Williams nunca foi ouvida com tamanha qualidade.

Tanto INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO como INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA, pelo que consta, não receberam restauração de áudio, mas tão somente remasterização. De qualquer maneira foi o suficiente para que apresentassem faixas DTS-HD MA 5.1 que se equivalem à de OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA. Música, efeitos sonoros e diálogos são exemplarmente reproduzidos, com os canais surround propiciando ótimo envolvimento tanto em cenas mais calmas como de ação alucinante. Os graves são potentes, e a música de John Williams, mais uma vez, é belamente reproduzida. No entanto, e sem surpresa, é INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL que traz a faixa lossless mais dinâmica de todos os filmes, fruto de sound design e processos de gravação e mixagem já concebidos dentro dos parâmetros dos filmes modernos. Se no Blu-ray de 2008 a faixa lossless era Dolby TrueHD 5.1, aqui (provavelmente para fins de padronização) ela foi substituída pelo codec DTS-HD MA, que soa igualmente impressionante. Em comparação aos outros filmes, notamos aqui os graves mais agressivos e a ambientação sonora superior. Os diálogos, sempre claros, nunca são atrapalhados por efeitos ou pela música (que novamente possui uma reprodução excelente).

Além do áudio original em inglês sem perdas, há faixas lossy (com perdas) Dolby Digital 5.1 em português, espanhol e francês, e aqui um fato digno de nota: além das novas dublagens 5.1 da trilogia original, feitas para os relançamentos dos DVDs, foram incluídas as dublagens mono com que esses filmes foram exibidos na TV nas décadas de 1980 e 1990, e que foram disponibilizadas apenas no primeiro box, de 2003. Creio ser a primeira vez, seja em DVD ou Blu-ray, que temos não uma, mas duas faixas em português, o que certamente agradará em cheio aos saudosistas. Contudo, para quem busca a máxima qualidade na reprodução sonora, apenas as faixas lossless é que contarão. Temos legendas disponíveis em português, inglês, espanhol e francês, e os belos menus, principais ou pop-up, estão disponíveis apenas em inglês.

EXTRAS
Também em termos de extras, a nossa edição de INDIANA JONES – A AVENTURA COMPLETA é um espelho das que foram lançadas lá fora, com a maior parte do material vindo dos lançamentos anteriores em DVD, em resolução SD (480p). Ou seja, os suplementos são apresentados de forma tradicional, não explorando o potencial interativo do Blu-ray. Em HD (1080p), temos os trailers, o documentário inédito No Set com Os Caçadores da Arca Perdida e material reaproveitado do BD duplo de INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL. Neste aspecto, a maior crítica que se pode fazer a este box é que ele não inclui parte considerável dos suplementos do último filme, ou seja, quem quiser todos aqueles extras terá de buscá-los no lançamento de 2008. Além disso, alguma coisa do relançamento da trilogia original em DVD também ficou de fora (como galerias de storyboards e imagens). Enfim, vamos ao que temos disponível, com qualidade de vídeo e formatos de tela variáveis (4:3 e 16:9), áudio original em inglês e opções de legendas em português (ressalte-se que, como é comum nos títulos dirigidos por Steven Spielberg, não há comentários em áudio). Apesar dos menus estarem apenas em inglês, utilizei a tradução dos títulos dos extras fornecida pela distribuidora:

Disco 1: OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA

  • Trailer Teaser (HD, 1:03 min.);
  • Trailer de Cinema (HD, 2:33 min.);
  • Trailer do Relançamento (HD, 1:45 min.).

Disco 2: INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO

  • Trailer Teaser (HD, 1:00 min.);
  • Trailer de Cinema (HD, 1:26 min.).

Disco 3: INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA

  • Trailer Teaser (HD, 1:28 min.);
  • Trailer de Cinema (HD, 2:13 min.).

Disco 4: INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL

  • Trailer de Cinema 2 (HD, 1:54 min.);
  • Trailer de Cinema 3 (HD, 1:57 min.);
  • Trailer de Cinema 4 (HD, 1:42 min.).

Disco 5: EXTRAS

  • No Set com Os Caçadores da Arca Perdida: (HD, 57:52 min.) – Com quase uma hora de duração, este documentário inédito traz cenas de bastidores nunca vistas, cenas eliminadas, entrevistas e conversas no set com o diretor Steven Spielberg e o produtor executivo e roteirista George Lucas, os atores Harrison Ford, Paul Freeman, Karen Allen, o produtor associado Robert Watts, o desenhista de produção Norman Reynolds e o coordenador de dublês Glenn Randall. Na maior parte dedicado às filmagens de OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA, o documentário está dividido em duas partes, Da Selva ao Deserto (29:35 min.) e Da Aventura à Lenda (28:17 min.), sendo que nesta última foi adicionado material relativo aos demais filmes, bem como ao trabalho do compositor John Williams.
  • Making Of Os Caçadores da Arca Perdida (SD, 57:48 min.) – Outro ótimo documentário dedicado a OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA, realizado à época do lançamento do filme nos cinemas. Temos vários depoimentos (Spielberg, Lucas, o produtor Frank Marshall, etc.), e praticamente todos os aspectos da produção são abordados: origens do projeto, escolha do elenco, filmagens em locação, criação de cenários, o treinamento de Harrison Ford para as cenas de ação, dublês, o uso das cobras na cena do Poço das Almas, efeitos práticos, efeitos visuais, e por aí vai. Tudo isso é construído com trechos dos filmes e muitas cenas de bastidores, sendo que alguma coisa (não muita) é repetida do documentário anterior;
  • Making Of Os Caçadores da Arca Perdida (SD, 50:52 min.) – Mais um making of dedicado a OS CAÇADORES. Nele George Lucas conta muitas curiosidades – como, por exemplo, ter batizado o personagem de Harrison Ford em “homenagem” ao seu cão Indiana, e como foi trabalhar com o roteirista Lawrence Kasdan. Acompanhamos os testes de Tom Selleck e Tim Matheson para o papel de Indy, a escolha das locações, a criação dos figurinos, o trabalho de cinematografia de Douglas Slocombe, as filmagens de determinadas cenas, seleção do elenco secundário, pós-produção, e muito mais. Novamente temos repetição de algumas informações e cenas de bastidores, mesmo assim vale a pena assisti-lo;
  • Making Of Indiana Jones e O Templo da Perdição (SD, 41:09 min.) – O documentário dedicado à segunda aventura de Indy inicia com George Lucas e Steven Spielberg discutindo as ideias que surgiram para o primeiro filme, mas acabaram sendo incorporadas a O TEMPLO DA PERDIÇÃO. Elenco e equipe comentam a história e o tom mais sombrio e ousado da nova aventura. Vemos a escolha de Kate Capshaw e Ke Huy Quan para o elenco, o número musical que abre o filme, as filmagens em Sri Lanka, a memorável cena do jantar, como foi trabalhar com os insetos, a controvérsia sobre a censura do filme, etc.;
  • Making Of Indiana Jones e A Última Cruzada (SD, 35:03 min.) – Mais curto mas repleto de boas informações, o making of da terceira aventura de Indy traz Spielberg, Lucas, Ford, Sean Connery e outros envolvidos discutindo o desenvolvimento da trama, o relacionamento pai e filho, a abertura com o jovem Indiana Jones, a volta de personagens do primeiro filme, as filmagens na Califórnia, Espanha e Veneza, como foi trabalhar com ratos de mentirinha e reais, a escolha de Connery e o desenvolvimento do seu personagem além do que previa o roteiro, figurino, as filmagens de várias cenas, e muito mais;
  • Making Of Indiana Jones e O Reino da Caveira de Cristal (HD, 28:49 min.) – Ainda mais curto que os anteriores, o making of do filme de 2008 mostra, entre outras coisas, Spielberg falando sobre as origens da trama, a combinação dos seriados dos anos 1930 com os filmes B dos anos 1950, a Guerra Fria e a ameaça nuclear como pano de fundo, a incorporação de uma lenda “real” em uma história ficcional, a facilidade de Ford em retornar ao icônico personagem quase duas décadas depois de A ÚLTIMA CRUZADA, a reunião da velha equipe, a escolha da vilã, o treinamento de Shia LaBeouf na motocicleta, as filmagens no Havaí, a volta de Karen Allen, construção de cenários e uma discussão sobre o final do filme;
  • As Cenas de Ação de Indiana Jones (SD, 10:56 min.) – Featurette que mostra como foram feitas as elaboradas e arriscadas cenas de ação com dublês da trilogia original, bem como a participação do ator Pat Roach nos três filmes;
  • O Som de Indiana Jones (SD, 13:21 min.) – Ben Burtt, o premiado O engenheiro de som que criou os sons de STAR WARS e JURASSIC PARK, nos mostra como foram produzidos os efeitos sonoros e a edição de som da trilogia;
  • A Música de Indiana Jones (SD, 12:22 min.) – Extra essencial para os fãs de trilhas sonoras, onde John Williams fala sobre a música da série e a concepção de seus vários temas. Assistimos a raras cenas de sessões de gravação, enquanto Spielberg explica como o maestro Williams acabou combinando o que eram, originalmente, dois temas separados para OS CAÇADORES, o que resultou naquele que hoje é o nosso conhecido tema de Indiana Jones. Spielberg também elogia o score de O TEMPLO DA PERDIÇÃO por suprir o filme em seus diferentes níveis, e o tratamento mais intimista dado pelo compositor à música de A ÚLTIMA CRUZADA;
  • A Luz e a Magia de Indiana Jones (SD, 12:22 min.) – Mostra como Dennis Muren e a equipe da Industrial Light & Magic (ILM), de Lucas, produziram os efeitos especiais dos três primeiros filmes, antes do advento da computação gráfica;
  • Os Caçadores: O Rosto Derretendo! (SD, 8:12 min.) – Como o título indica, este featurette é dedicado à criação de um dos efeitos visuais mais memoráveis da série;
  • Indiana Jones e as Criaturas Rastejantes (SD, 11:46 min.) – Se você curte as cenas da série repletas de cobras, insetos e ratos dos três primeiros filmes, irá adorar este vídeo. Ele inclui uma faixa opcional pop-up que oferece informações adicionais;
  • Viaje com Indiana Jones: Locações (SD, 9:58 min.) – Featurette que nos oferece uma visão geral das locações ao redor do mundo, empregadas nos filmes. Também aqui temos faixa opcional pop-up de informações adicionais;
  • As Mulheres de Indy: Tributo do American Film Institute (SD, 9:15 min.) – Os interesses amorosos de Indy na trilogia original, interpretados pelas atrizes Karen Allen, Kate Capshaw e Alison Doody, conversam com Jean Firstenberg, do AFI, e no final encontram seu amigo especial;
  • Os Amigos e Inimigos de Indy (SD, 10:10 min.) – Em sua primeira parte, o vídeo destaca os aliados de Indy, e na segunda, seus oponentes;
  • Objetos Icônicos (HD, 9:52 min.) – Conheça os objetos de cena de O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL, e ao final reencontre a Arca da Aliança, que faz uma aparição especial;
  • Os Efeitos Especiais de Indy (HD, 22:34 min.) – Featurette dedicado aos efeitos visuais CGI e ao trabalho com miniaturas de O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL;
  • As Aventuras da Pós-Produção (HD, 12:36 min.) – Encerradas as filmagens da mais recente aventura de Indiana Jones, damos uma olhada nos processos de edição, criação do sound design e a gravação da trilha musical.

Jorge Saldanha

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