Resenha: ROCK OF AGES – O FILME (Filme em Destaque)


ROCK OF AGES – O FILME (Rock of Ages, EUA, 2012)
Gênero: Musical
Duração: 122 min.
ElencoTom Cruise, Malin Akerman, Bryan Cranston, Catherine Zeta-Jones, Alec Baldwin, Paul Giamatti, Russell Brand, Julianne Hough, Will Forte, Diego Boneta
Trilha Sonora Original: Adam Anders
Roteiro: Chris D’Arienzo, Allan Loeb, Justin Theroux
DireçãoAdam Shankman
Cotação**½

ROCK OF AGES – O FILME (2012) é a segunda adaptação de um musical da Broadway dirigida por Adam Shankman. A primeira foi HAIRSPRAY – EM BUSCA DA FAMA (2007), e faltou pouco para que esta segunda fosse bem sucedida. Talvez se tivesse meia hora a menos… O fato é que há uma grande diferença do gás que o filme tem até o momento do fim do espetáculo do personagem de Tom Cruise, na casa de shows Bourbon, e o que se segue.

Até então, ROCK OF AGES mantém um sabor bem interessante, com um amor pelo rock misturado com um apelo cafona saboroso, embalado por canções como “Waiting for a Girl Like You” e “I Want to Know What Love Is”, ambas da banda Foreigner. Mas isso já acontece mais ou menos lá pelo meio do filme, quando o romance do casal principal, vivido por Julianne Hough (que esteve no remake recente de FOOTLOOSE) e Diego Boneta (em seu primeiro trabalho para o cinema), já está estabelecido. O musical se articula mais ou menos como MOULIN ROUGE, de Baz Lurhmann, apostando em canções já conhecidas para ganhar o público. No caso de ROCK OF AGES, as canções escolhidas são do hard rock oitentista, também conhecido como “metal farofa”.

O grande destaque são as canções casadas, como “Juke Box Hero” (Foreigner) com “I Love Rock’n’roll” (Joan Jett), ou “More Than Words” (Extreme) com “Heaven” (Warrant). Esses primeiros momentos do filme, com essas canções misturadas e cantadas com entusiasmo contagiante, infelizmente não conseguem ser mantidos até o final. Ainda assim outros grandes momentos musicais se destacam, como Tom Cruise cantando “Wanted Dead or Alive” (Bon Jovi) e “Pour Some Sugar on Me” (Def Leppard).

No mais, como esquecer da cena de Cruise com Malin Akerman, se pegando no camarim? Sem dúvida, um dos grandes momentos do filme. Quanto à trama principal, que envolve o relacionamento entre os dois jovens protagonistas, ela vai perdendo a força, até porque Boneta não tem muito carisma para segurar o papel durante muito tempo. Sem falar que o filme descamba para um sentimentalismo excessivamente açucarado quando o casal de pombinhos volta e canta “Don’t Stop Believin'” (Journey), que até parece coisa do seriado GLEE.

Mesmo assim, ROCK OF AGES é um filme que merece ser apreciado, já esperando se tratar de um musical à moda antiga – mas com um pouco do veneno das guitarras do rock -, com uma história bem simples e interpretações surpreendentemente muito boas dos atores.

Ailton Monteiro

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Um comentário sobre “Resenha: ROCK OF AGES – O FILME (Filme em Destaque)

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