CHERNOBYL (The Chernobyl Diaries, EUA, 2013)
Gênero: Terror, Ficção Científica
Duração: 90 min.
Elenco: Jesse McCartney,Jonathan Sadowski, Nathan Phillips, Olivia Dudley, Ingrid Bolsø Berdal, Devin Kelley, Dimitri Diatchenko
Trilha Sonora: Diego Stocco
Roteiro: Oren Peli, Carey Van Dyke, Shane Van Dyke
Direção: Bradley Parker
Cotação*

Costumo ser mais generoso quando falo de filmes de horror, por ter um especial carinho pelo gênero. Mas tem certos filmes que são indefensáveis. É o caso deste CHERNOBYL (2012), mais uma produção de Oren Peli, um sujeito que ficou rico da noite para o dia desde que a sua baratíssima produção ATIVIDADE PARANORMAL (2009) faturou milhões nas bilheterias em todo o mundo, e ainda teve uma espécie de remake passado no Japão e três continuações (a próxima está por vir este ano). Claro que a ajudinha do Spielberg foi providencial.

E por mais que eu goste muito de ATIVIDADE PARANORMAL 3 (2011), não dá para sair repetindo a fórmula por aí e ser bem sucedido sempre. Tudo bem que CHERNOBYL não é bem um filme estilo found footage, mas o uso da câmera na mão está lá do mesmo jeito. E de uma maneira usada para descomplicar, já que não é preciso se preocupar com quem está segurando a câmera. Assim, sai de cena o elemento metalinguístico e entra um terror bem ordinário.

Na trama, um grupo de amigos passando as férias em Kiev e prestes a ir para Moscou aceita a proposta louca de um deles de fazer um turismo diferente, visitando a cidade de Pripyat, que há 25 anos era lar dos trabalhadores do reator nuclear de Chernobyl. Hoje é uma cidade fantasma e com índices ainda altos de radiação. Só doido aceitaria fazer uma viagem dessas e, como em filme de horror toda desgraça é pouca, começam a aparecer coisas bem estranhas assim que eles chegam ao local.

CHERNOBYL se sustenta apenas em sustos baratos e manjados, e nem nisso ele é bem sucedido. Até diria que o filme tem alguns momentos de tensão razoáveis, mas isso se perde com o desenvolvimento e a conclusão. O diretor testa-de-ferro é o estreante Bradley Parker, que antes disso lidava com efeitos especiais em algumas boas produções classe A. Melhor sorte na próxima vez.

Ailton Monteiro

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