Resenha: O DESPERTAR (Filme em Destaque)


O DESPERTAR (The Awakening, Inglaterra, 2012)
Gênero: Terror
Duração: 107 min.
Elenco: Rebecca HallDominic WestImelda Staunton
RoteiroStephen Volk, Nick Murphy
Trilha SonoraDaniel Pemberton
Direção: Nick Murphy
Cotação: **½

O gênero horror ainda é um dos mais atraentes que existe. Claro que isso não vale para quem não é um aficionado. Mesmo assim, nos últimos tempos, tem-se notado um cansaço e uma falta de ideias que faz com que muitos filmes repitam cada vez mais os temas, com algumas pequenas mudanças. Mas isso é natural, levando em consideração que o horror tem quase a idade do cinema. Filmes de casas assombradas, então, precisam ser bem inspirados e bem conduzidos para funcionarem.

O que mais chama a atenção e que faz a gente valorizar O DESPERTAR (2011), assim que o filme inicia, é a sua fotografia. Uma das mais belas já vistas num filme de terror desde, talvez, ILHA DO MEDO, de Martin Scorsese, uma produção classe A. E talvez não possamos dizer o mesmo de O DESPERTAR, que é produzido pela BBC Films, mas se não é uma superprodução pelo menos é uma produção de uma rede de televisão e rádio nada pobre. E o detalhe da fotografia, eu achei importante destacar porque o cinema inglês tem uma tradição de fotografias pouco nítidas, mas ao que parece esse problema tem se resolvido nos últimos anos. E no caso de O DESPERTAR não só a fotografia, mas a direção de arte também, é particularmente caprichada.

Porém, no que é talvez o mais importante de se destacar num filme de terror, que é a capacidade de assustar, O DESPERTAR peca pela pouca eficiência. Ainda assim há alguns bons momentos, como a sequência da casa de bonecas. Que talvez nem seja tão original assim, mas que é um dos destaques do filme. Outro destaque, claro, é a presença de Rebecca Hall, essa bela atriz inglesa que tem se destacado no cinema americano desde O GRANDE TRUQUE, de Christopher Nolan, mas que se mostrou de verdade para o mundo como grande atriz em VICKY CRISTINA BARCELONA, de Woody Allen.

Na trama de O DESPERTAR, Hall é Florence Cathcart, uma especialista em desmascarar charlatões que dizem que podem fazer comunicação com os mortos. Sua vida vai seguindo, até que um homem a convida para visitar um colégio interno que tem sido, segundo ele, assombrado pelo espírito de um garoto. Interessante o modo como ela é apresentada no lugar, como uma mulher educada. Ao que parece, naquele tempo, o pós-guerra dos anos 1920, eram poucas as mulheres instruídas. Esse detalhe imprime não só autoridade à sua figura, mas também certa sensualidade. No mais, o filme tem boas sequências de investigação e assombração e alguns momentos de surpresa, mas nada que o torne tão memorável.

Ailton Monteiro

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8 comentários sobre “Resenha: O DESPERTAR (Filme em Destaque)

    • Olá também pensei que ela tivesse morrido… Na verdade o reitor falava da inspetora (mãe do menino).
      Ela esta VIVA e pede para o Robert avisar ao motorista para que ele a espere mais adiante pois ela iria andando, se vc prestar atenção no ultimo segundo ela comprimenta mais crianças, além do menino que vê gente morta!!!! ela esta VIVA!!!!

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  1. (SPOILER) bom adorei o filme… porém o final é bem confuso… será q ela morreu?
    na minha opinião sim… pq parece q somente os meninos a veem, além do carinha neh??? apesar do final confuso… o que faz com q fiquemos muito curiosos…. bom filme… com excelente arte mesmo!!!!

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    • Olá também pensei que ela tivesse morrido… Na verdade o reitor falava da espetora (mãe do menino) ela pede para o Robert avisar ao motorista para que ele espere, se vc prestar atenção no ultimo segundo ela comprimenta mais crianças, ela esta VIVA!!!!

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      • Não é tão certo assim. Na última sequência – antes de ela se dirigir ao Robert e pedir para avisar ao motorista – ela passa pelo reitor que está conversando com outro personagem, entre ambos, e parece sombra cujas roupas passam através do reitor, sem que este ou o interlocutor digam qualquer coisa. Impossível que eles não iriam cumprimentá-la.

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        • Concordo. Ao passar pelo reitor é como se estivesse morta . Ninguém falou com ela. Depois pede pro motorista esperar no fim da estrada … Final confuso. Não gostei. Nada ficou claro .

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  2. Olá. Eu gostei muito de “Despertar” porque é um filme que consegue se resolver bem. Apesar de ser um pouco lento para os padrões da época, ele procura resgatar o terror dentro de uma atmosfera gótica, ou seja, é mais atmosférico e com poucas, embora eficientes cenas de horror, que se faz a partir das imagens distorcidas do fantasma. Dentro do conceito de fantasma, o filme também me surpreendeu de forma positiva: note que a imagem do fantasma é mais figurada do que real, para explicar os “fantasmas” associados às lembranças da personagens. O filme consegue também manter o indefinição entre o real e o imaginário, e quando o sobrenatural se instaura isso é feito de forma convincente, ao contrário dos filmes da série “Atividade paranormal”, onde tudo é “fake”, e o expectador se sente enganado o tempo todo. O elenco do filme é outro ponto positivo: Rebecca Hall descoberta por Wood Allen em “Vicy Cristina Barcelona” é ótima e se não fosse por sua atuação convincente, o filme sucumbiria em seu terço final. Imelda Stauton, mais conhecida como a profa. de magia sádica de Harry Porter está perfeita como a misteriosa governanta e Dominic West também consegue uma boa atuação, como um homem que é atormentado por seus fantasmas do passado. Sobre a parte final, embora ela lembre outros filmes do gênero ele é eficiente e coerente com a proposta do filme. Seja pela atmosfera gótica, ou por sua realização técnica, principalmente, a fotografia e a direção de arte espetaculares, “O Despertar” é bem interessante, embora seja voltado mais para aqueles que gostem mais de terror do que horror e está muito acima da média, das bobagens que são produzidas atualmente, que somente visão o lucro fácil e que testam a paciência e inteligência do expectador. Talvez assim como outros filmes que evoca tais como ” A volta do parafuso, Os outros e O sexto sentido, deva ser visto mais de uma vez, para que possa ser apreciado e que suas qualidades sejam reconhecidas. É isso.

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