Resenha: CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR (Filme em Destaque)


CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR (Captain America – The First Avenger, EUA, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 124 min.
Elenco: Chris Evans, Samuel L. Jackson, Hugo Weaving, Sebastian Stan, Hayley Atwell, Toby Jones, Tommy Lee Jones, Dominic Cooper, Neal McDonough
Compositor: Alan Silvestri
Roteiristas: Joe Simon, Stephen McFeely, Christopher Markus, Jack Kirby
Diretor: Joe Johnston
Cotação: ***

Os estúdios Marvel têm feito tudo direitinho até o momento. Seria (ou está sendo) a realização de um sonho de um fã do Universo Marvel. Mas a materialização dos heróis dos quadrinhos em produções classe A, feitas com a intenção de ganhar um corpo coeso, um universo em que os heróis se cruzam como acontece em seu habitat original, ainda aguarda um grande filme. E espera-se que seja o dos Vingadores, previsto e aguardadíssimo para o próximo ano. Agora que Homem de Ferro, Thor, Hulk e outros heróis secundários, como a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro, já deram as caras, faltava apenas o primeiro grande herói da companhia para que o tabuleiro ficasse completo.

CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR (2011) teve um diretor escolhido sabiamente pelo estúdio. Joe Johnston é cria de Spielberg e já mostrou muito talento em filmes como QUERIDA, ENCOLHI AS CRIANÇAS (1989) e JURASSIC PARK III (2001). Tudo bem que ele pisou na bola em O LOBISOMEM (2010), mas a principal razão de ter sido Johnston o escolhido foi muito provavelmente o fato de ele ter dirigido ROCKETEER (1991), um belo filme de super-herói passado na década de 1930, o que o tornaria perfeito para comandar o filme do Sentinela da Liberdade. E ao mesmo tempo sem ter uma carga autoral forte demais que pudesse atrapalhar as intenções do estúdio e manter um certo padrão. Que por enquanto tem funcionado.

A trama segue em busca das origens do herói. Steve Rogers (Chris Evans) é um rapaz
franzino que deseja lutar na Segunda Guerra Mundial, dar sua contribuição para a pátria que tanto respeita. Mas ele é rejeitado diversas vezes por ser muito magro e ainda sofrer de asma. Até que um senhor (Stanley Tucci) percebe sua persistência e o leva para um grupo especial de treinamento. Dali ele seria o escolhido para ser o primeiro a experimentar o soro do Supersoldado que o transformaria num homem de força e habilidade físicas sobre-humanas. E isso é logo demonstrado na cena seguinte ao fim da experiência: uma perseguição nas ruas – Rogers a pé, perseguindo um carro. Isso já mostra para o espectador que o Capitão América é muito mais do que um sujeito vestido de bandeira com um escudo no braço.

Embora tenha o Caveira Vermelha, a Hidra e o Dr. Arnin Zola, o que falta no filme é mais sentimento. Mais sentimento da amizade de Rogers por Bucky Barnes, que mal aparece e já é seu melhor amigo. Mais sentimento do amor por Peggy Carter, por mais que a cena crucial de despedida dos dois tenha tido a intenção de comover. É um elemento que têm parecido secundário nos filmes do estúdio. E é isso que tem faltado para que esses projetos resultem em algo próximo do ideal, capazes de fazer chorar o espectador. Mesmo assim, CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR tem um agradável sabor de matinê. E talvez tenha sido essa uma das principais intenções dos produtores em relação ao filme.

Ailton Monteiro

4 opiniões sobre “Resenha: CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR (Filme em Destaque)”

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