Resenha: ASSALTO AO BANCO CENTRAL (Filme em Destaque)


ASSALTO AO BANCO CENTRAL (Brasil, 2011)
Gênero: Policial
Duração: 104 min.
Elenco: Milhem Cortaz, Hermila Guedes, Lima Duarte, Giulia Gam, Eriberto Leão, Gero Camilo, Cássio Gabus Mendes, Milton Gonçalves, Tonico Pereira, Vinícius de Oliveira, Antônio Abujamra
Compositor: André Moraes
Roteirista: Renê Belmonte
Diretor: Marcos Paulo
Cotação: **½

Era só questão de tempo fazerem um filme sobre o assalto à agência do Banco Central de Fortaleza. O fato em si já era “cinematográfico”: o segundo maior assalto a banco de todos os tempos, o maior do Brasil. Tudo bem que o ideal era um filme do nível de um TROPA DE ELITE, mas não se pode ter tudo e a estreia de Marcos Paulo na direção, mesmo tendo seus tropeços aqui e acolá, é um bem-vindo retorno do cinema brasileiro ao gênero policial, que era bastante popular nos anos 1970, mas que foi perdendo a força nas décadas seguintes.

O maior ponto em comum de ASSALTO AO BANCO CENTRAL (2011) com TROPA DE ELITE é a presença de Milhem Cortaz e de algumas frases de efeito usadas como alívio cômico. Aliás, nem dá bem para falar de alívio cômico, pois ASSALTO AO BANCO CENTRAL peca por não trazer a necessária dose de suspense que um filme de assalto deveria ter. Mesmo assim, é prazeroso ver a construção do enredo e dos personagens, alguns deles feitos para fazer o público rir, como o do irmão gay da personagem de Hermila Guedes.

A maior parte das filmagens foi realizada no Rio de Janeiro, mas algumas externas de Fortaleza são reconhecíveis, como a Ponte dos Ingleses e a Av. Santos Dumont perto das dunas. O fato de ser um filme de ficção também deu a liberdade para os roteiristas tomarem os fatos reais apenas como inspiração para o roteiro. Ainda assim coisas como a imprensa ter noticiado a possibilidade de o crime ter relação com o PCC e de um dos assaltantes ter escondido milhões em um caminhão cegonha aparecem no filme.

A edição inicial, intercalando ações presentes e futuras, do ponto de vista dos bandidos e dos policiais, é um ponto a favor do filme. Pena que isso vai se dissipando antes da metade, fazendo de ASSALTO AO BANCO CENTRAL um filme bem ordinário do gênero. Por outro lado, o ótimo elenco, ainda que mal utilizado, de vez em quando traz momentos bons, como Tonico Pereira cantando “comer Tatu é bom…” (“Mundo Animal”, a canção dos Mamonas), enquanto o Tatu (Gero Camilo) usa as suas ferramentas para aumentar o túnel. Talvez quem ainda tenha escapado um pouco do caricato tenha sido Eriberto Leão, uma das pontas do triângulo amoroso entre Hermila Guedes e Milhem Cortaz. Quanto aos policiais vividos por Lima Duarte e Giulia Gam, eles não têm a mesma sorte em seus retratos. Entre prós e contras, o filme até que se sai bem para quem não espera muito.

Ailton Monteiro

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3 comentários sobre “Resenha: ASSALTO AO BANCO CENTRAL (Filme em Destaque)

  1. O filme é mt bom. Apenas não gostei dos “dois tempos” das ações transcorrerem paralelamente, pois tirou todo o suspense do desfecho.
    Neydy

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  2. O filme é muito bom, fiquei impressionada com a aldácia deles na forma como planejaram e oragnizaram tudo, tinha até engenheiro, que por sinal se deu muito bem, hein!!!

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  3. Olá. Acabei de ver. Para começar vamos falar abertamente: o filme mais parece ter sido produzido para a televisão do que para o cinema. Os cortes são rápidos, os diálogos e as interpretações “televisivas” não nenhuma cena onde foi usados travellings, que são necessários neste gênero de filme. Sobre o roteiro é um caso a parte: mal estruturado, não existe nenhuma cena que termina com climax ou é criada um clima de tensão e ainda por cima na parte final não tem o chamado turning point, ou seja, ponto de virada a exemplo de O plano perfeito de Spike Lee sobre o mesmo assunto. A falta desses elementos deixou o filme “frouxo”, com cara de produção de tv. Quem assiste tem a impressão que foi feito às pressas, filmado a toque de caixa. Ou seja, trata-se de mais uma produção do Telecine feita com um único objetivo: faturar na bilheteria. Infelizmente, não foi desta vez que se conseguiu produzir no Brasil um trailer de ação de respeito, mesmo por que a falta de ação é justamente a grande falha do filme. Quem sabe um diretor mais ousado e talentoso, livre dos vícios “globais” possa no futuro corrigir esta falha. Mas por enquanto ficou só na promessa.

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