Resenha: SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (Filme em Destaque)


SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (The Hangover Part II, EUA, 2011)
Gênero: Comédia
Duração: 102 min.
Elenco: Zach Galifianakis, Nick Cassavetes, Bradley Cooper, Ken Jeong, Ed Helms, Justin Bartha, Ken Jeong, Paul Giamatti, Mike Tyson, Mason Lee
Compositor: Christophe Beck
Roteiristas: Scot Armstrong, Todd Phillips, Craig Mazin
Diretor: Todd Phillips
Cotação***

Praticamente uma refilmagem do primeiro filme, SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011) traz algumas pequenas mudanças, ou melhor, trocas: Las Vegas por Bangkoc, na Tailândia; o bebê por um macaquinho; um dente quebrado por uma tatuagem no rosto; e um casamento por outro. Aliás, sorte da turma que fez o bem sacado título nacional, já que o título original não fala de casamento nenhum. O que torna esta continuação tão interessante é o fato de ser um pouco mais sombria, juntando a comédia com o suspense, e provando que Todd Phillips, se quiser enveredar pelo mundo dos filmes de horror, até pode se sair muito bem.

O trio de protagonistas continua o mesmo, afinal, em time que está ganhando não se mexe. Bradley Cooper continua o sujeito mais controlado diante de situações adversas. Ed Helms é o cara que está com o casamento pronto e que tem umas crises de nervosismo que tornam o filme mais divertido. O ator, aliás, aproveitou a boa vocação para cantar mostrada em THE OFFICE para uma das cenas mais divertidas do filme, quase um extra. E Zach Galifianakis repete o mesmo papel de sujeito sem-noção e sem limites do primeiro filme e de UM PARTO DE VIAGEM (2010), também dirigido por Phillips.

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II já está fazendo um sucesso extraordinário nas bilheterias americanas: mais de 86 milhões de dólares em apenas três dias de exibição. Só não deve liderar a bilheteria anual por não competir com as produções que multiplicam sua renda por causa das cópias em 3D (a maioria, picaretas). A familiaridade com os personagens ajuda bastante a tornar o filme atraente aos espectadores, afinal, a repetição pode ser um elemento importante para o sucesso de uma comédia ou de um quadro humorístico. E curiosamente o filme não é uma comédia romântica, onde se atribui o sucesso às namoradas que levam os namorados para assistir, mas uma comédia masculina e suja.

Ainda assim, podemos dizer que esta continuação tem uma cara própria. É o tipo de comédia em que se vê muito dinheiro gasto na produção – algo que já se notava em UM PARTO DE VIAGEM, mas que aqui é ainda mais explicitado. As ruas caóticas de Bangkoc e o clima mais sombrio instalado são dois elementos novos muito bem-vindos, assim como a coragem de fazer uma comédia para adultos, com nudez frontal masculina e cenas não aconselháveis para se ver com toda a família. Não deixa de ser um triunfo de Phillips nesses tempos em que o politicamente correto predomina. Ainda assim, o primeiro trailer disponibilizado, que mostrava o macaquinho sugando uma garrafa colocada no bolso de um monge idoso, como se fosse um pênis ereto, chegou a ser proibido nos Estados Unidos.

Ailton Monteiro

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5 comentários sobre “Resenha: SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (Filme em Destaque)

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