RESIDENT EVIL 4: RECOMEÇO (Resident Evil: Afterlife, Reino Unido, Alemanha, EUA, 2010)
Gênero: Ficção Científica, Terror
Duração: 90 min.
Elenco:  Milla Jovovich, Ali Larter, Spencer Locke, Jason O’Mara, Wentworth Miller, Shawn Roberts, Boris Kodjoe, Kim Coates
Compositores: Tomandandy
Roteirista: Paul W. S. Anderson
Diretor:  Paul W. S. Anderson
Cotação***½

Eis a melhor experiência que eu tive com o 3D até o momento. Sem dor de cabeça ou náuseas, efeitos especiais de primeira linha, sem muito exagero no uso de coisas sendo arremessadas para a plateia, excelente uso da profundidade de campo e a volta de Paul W. S. Anderson à direção da franquia que ele iniciou a partir dos populares games de Shinji Mikami. E já sei que boa parte dos apreciadores dos jogos não gostam nada dos filmes. Como não conheço os jogos e não sou nem pretendo ser um conhecedor deles, fico só com os filmes mesmo. E olhe lá, pois com a distância entre um e outro, eu acabo me esquecendo das tramas. Quer dizer, a cinessérie é mesmo para ser curtida e depois esquecida. Por isso, quem não espera uma trama profunda, complexa e inteligente de RESIDENT EVIL 4: RECOMEÇO (2010), pode muito bem curtir a sua narrativa movimentada.

A franquia, por si só, já tem um ótimo apelo comercial para o público, especialmente o masculino: em primeiro lugar, a presença estonteante de Milla Jovovich como a Alice, a moça que foi pega pela corporação Umbrella e que agora deseja se vingar. No final do terceiro filme, além de um exército de clones, ela tinha adquirido poderes impressionantes. Após a luta contra o grande vilão do filme, ela acaba por perder esses poderes, mas isso torna o filme até mais interessante. O que não quer dizer que os efeitos à MATRIX do início não voltem aqui e ali.

Outra personagem muito bem vinda da série é Claire, vivida pela bela Ali Larter, que apareceu em RESIDENT EVIL 3: A EXTINÇÃO (2007). Ela está presente em alguns momentos de ação bem interessantes. Destaque para a sequência da luta contra um monstro gigantesco segurando um machado igualmente gigantesco. Outra coisa legal do filme são esses monstros criativos. Inclusive, para quem gostou dos bizarros cachorros do primeiro filme, eles estão de volta nesta quarta parte. E outro nome, dessa vez masculino, que também contribui para tornar a diversão quase que uma festa, é o de Wentworth Miller, que ficou famoso pelo papel de Michael Scofield na já saudosa série PRISON BREAK. E não deixa de ser uma ironia ele aparecendo pela primeira vez dentro de uma jaula. Parece que não tem jeito: o ator foi feito pra viver encarcerado.

Os zumbis até que aparecem pouco, o que dá ao filme um ar ainda mais apocalíptico, especialmente quando tudo o que Alice vê, ao sobrevoar cidades com um pequeno avião é deserto. A não ser em Los Angeles, onde ela encontra multidões de zumbis famintos e um grupo esperando ser resgatado. No mais, o filme deixa um gancho para mais uma produção, o que é natural, já que os games também não param de sair. Mas recebo muito bem essa série. Deve ser a junção “mulheres bonitas + armas” (o que por si só já tem algo de bem fetichista) + zumbis + monstros originais que acaba por atrair a mim e a uma multidão de fãs. Ainda assim, o filme tem o seu momento NOSSO LAR. Não custa avisar.

Ailton Monteiro

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