A Música deve agradar?


 

Tarso Ramos e Gilberto Mendes

O que me motiva a escrever este texto é uma frase que ouvi hoje, de uma pessoa que gosta e conhece música. Durante uma conversa, a mesma citou Jean-Luc Ponty, Astor Piazzolla, Arnold Schoenberg entre outros, demonstrando que realmente tem parâmetros para avaliar a qualidade em música. Mas em certo momento, esta mesma pessoa disse algo mais ou menos assim: “um compositor que eu não gosto é Gilberto Mendes, sua música não me agrada”. Aceitei a opinião dele, mas lhe disse que a mim agrada, e fui pra casa pensando naquela frase, especificamente no “não me agrada”. Será que música deve agradar? Será que Mendes tem que agradar alguém? 

Bem, se olharmos pelo lado de que o músico apresenta sua obra para um ouvinte, diríamos que sim, ele tem que agradar seu ouvinte. Mas se olharmos pelo lado do músico, ou mesmo da própria música, não, ele não tem obrigação de agradar a ninguém, muito menos a música. Antes de defender a música, vou defender o músico. Mendes é um compositor nascido em 1922, época em que a música mundial já havia sido revolucionada por vários compositores e finalmente por Schoenberg, e continuava a passar por mudanças drásticas. Continuar lendo “A Música deve agradar?”

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