Resenha: EM BUSCA DE UMA NOVA CHANCE (Filme em Destaque)


EM BUSCA DE UMA NOVA CHANCE  (The Greatest, EUA, 2009)
Gênero: Drama
Duração: 101 min.
Elenco: Carey Mulligan,  Susan Sarandon, Pierce Brosnan, Aaron Johnson, Johnny Simmons, Kevin Hagan, Miles Robbins, Cara Seymour, Ramsey Faragallah
Compositor: Christophe Beck
Roteirista: Shana Feste
Diretor: Shana Feste
Cotação:

O enredo de EM BUSCA DE UMA NOVA CHANCE (2009) lembra bastante o de O REFÚGIO, de François Ozon. Ambos os filmes mostram jovens mulheres lidando com o fato de ter engravidado de alguém que morreu e de encarar a família do morto, nem sempre simpática. Mas tirando essas coincidências, são filmes completamente distintos. Em qualidade e em tom. O melodrama americano até pode emocionar algumas plateias, mas a sucessão de clichês chega a incomodar. Quem sabe se o filme fosse sobre a relação dos dois namorados, antes do acidente que matou o rapaz, talvez fosse mais interessante do que ficar remoendo o luto da família e tendo que ver mais uma vez Susan Sarandon em desempenho repetitivo de mãe que perdeu o filho – vide NO VALE DAS SOMBRAS e UM OLHAR DO PARAÍSO. Por outro lado, Pierce Brosnan tem se mostrado cada vez melhor em papéis dramáticos. Seu papel, mais contido, ajuda.

No começo de EM BUSCA DE UMA NOVA CHANCE (essa turma que inventa esses títulos brasileiros faz muito bem em permanecer anônima), vemos o resultado de uma noite de amor perfeita, bem como o resultado de ficar com o carro parado no meio da estrada. Excetuando os rápidos flashbacks da garota (Carey Mulligan, o destaque de EDUCAÇÃO) pensando no rapaz, o filme é um chororô sem fim, especialmente da mãe. Duas sequências enfatizam isso: as que mostram o personagem de Brosnan esperando a hora do despertador tocar, seguido do choro da esposa. No mais, o filme não apresenta absolutamente nada de novo, nem utiliza os clichês a seu favor.

Até lembra um pouco alguns trabalhos independentes americanos dos anos 1990 e 2000, mas a família apresentada não é suficientemente disfuncional ou estranha. Ou talvez já estejamos acostumados a famílias imperfeitas. Famílias perfeitas é que são motivo de estranheza nos dias de hoje. Ainda assim, o filme fez algum sucesso de público no Festival de Sundance, e, independente disso, há um bom apelo comercial. O trailer o vende como sendo uma história de amor mais uma história de luto e superação. O que acabamos comprando é apenas metade do que o trailer vende. Mas o pouco que vemos da história de amor dos dois jovens até que é bem bonito. Não é à toa a escolha da última cena. Pelo menos souberam finalizar bem.

Ailton Monteiro

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