Resenha: ILHA DO MEDO (Filme em Destaque)


ILHA DO MEDO (Shutter Island, EUA, 2010)
Gênero: Suspense
Duração: 148 min.
Elenco: Leonardo DiCaprio , Mark Ruffalo , Ben Kingsley , Emily Mortimer , Michelle Williams, Max Von Sydow, Jackie Earle Haley, Elias Koteas
Roteirista: Laeta Kalogridis, baseado em livro de Dennis Lehane
Direção: Martin Scorcese
Cotação: ***½

Sempre que um cineasta de primeiro escalão resolve dirigir um filme de horror, o resultado é carente de sustos quase na mesma proporção que é rico em sofisticação visual. Pense em O ILUMINADO, de Stanley Kubrick, DRÁCULA DE BRAM STOKER, de Francis Ford Coppola, ou mesmo DESAFIO DO ALÉM, de Robert Wise. Com ILHA DO MEDO (2010), chega a vez de Martin Scorsese experimentar o gênero. Ainda que ele já tenha dirigido um thriller com resultado ainda mais impactante – CABO DO MEDO (1991) -, é a primeira vez que o diretor abraça um horror sobrenatural num longa para cinema. Na televisão, Scorsese chegou a dirigir um episódio de horror para a série AMAZING STORIES – HISTÓRIAS MARAVILHOSAS chamado “Mirror, mirror” (1986).

Há quem diga que ILHA DO MEDO é um falso terror, um veículo para que o diretor exponha mais uma vez o seu elogio à loucura, visto de maneira genial em O AVIADOR (2004). Para isso, o diretor se utiliza dos variados clichês do gênero, tomando o cuidado para não banalizá-los. Na verdade, há poucos momentos de sustos no filme. Scorsese aposta mais na atmosfera. A fotografia de Robert Richardson é de encher os olhos. Ajuda a tornar o ato de ver o filme agradável desde os primeiros fotogramas, que mostram um cenário nebuloso, onde vemos um barco e uma ilha. No barco, o detetive vivido por Leonardo DiCaprio vomita por causa dos enjoos causados pelo balanço do mar. Ele está acompanhado de um novo parceiro (Mark Ruffalo). O destino: Shutter Island, uma ilha-presídio-hospício que abriga criminosos perigosos e com sérios problemas mentais. O caso a ser resolvido envolve o desaparecimento de uma paciente.

O clima de pesadelo crescente vai se instalando aos poucos, quando o personagem de DiCaprio passa a questionar a própria sanidade. Seria culpa das pílulas para enxaqueca que o diretor do hospital (Ben Kingsley) lhe deu? Alguns momentos são especialmente memoráveis, como a sequência dos rochedos, onde Scorsese homenageia filmes de horror do passado, como no momento em que o protagonista se vê cercado de ratos. Aliás, passado e sonho são duas palavras valiosas para o cinema de Scorsese. Quase como uma forma de negar o presente, de negar a realidade. A busca pela fuga da verdade dolorosa, tão comum em filmes de horror de temática espiritualista, é recebida com um forte abraço por Scorsese.

Os problemas do filme se devem mais ao excesso de diálogos e explicações e a uma trama que parece um pouco banal e que se estende além do necessário, provocando sonolência a certa altura. O trabalho de interpretação do elenco também é um pouco problemático, mas isso se deve mais às amarras do gênero. Nos momentos em que o filme se entrega totalmente ao clima de total desapego com a realidade e finca os pés quase em definitivo no delírio, difícil não lembrar de alguns momentos não muito felizes de LOST, até porque ambas as obras se passam numa ilha e possuem um clima de mistério. A diferença é que Scorsese parece saber muito bem aonde quer chegar. Ou aonde não quer chegar.

Ailton Monteiro

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73 comentários sobre “Resenha: ILHA DO MEDO (Filme em Destaque)

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkespaçokkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    n entendi o filme

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  2. Claro que ele era louco, e todos momentos que nao seriam possiveis para um paciente realizar, como a chegada do barco no inicio, sao viagem da cabeça do Leonardo. E os medicos fizeram toda esta simulaçao com ele como uma tentativa de provar que a loucura tem cura, mas no final nao deu certo, e ele eh sujeito a cirurgia de remoçao de um pedaço do cérebro q tu passa a viver de uma maneira quase sem raciocinio.. entenderam ?

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  3. o filme é otimo !!!!!! precisa apenas prestar atençao em todos os detalhes e estudar um pouqinho sobre SAÚDE MENTAL!!!!!!! e vai dar para entender tudo!!!!!!!!!!

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  4. Adorei o filme. Chega até um ponto que acreditei que afinal ali era uma ilha onde os médicos tratavam os pacientes com métodos e foi logo na época que teve a reforma psiquiátrica. E para quem não entenderam o filme: ELE ERA ESQUIZOFRÊNICO E VIVEU EM UM MECANISMO DE DEFESA. E NO FINAL DEPOIS DAQUELE TUDO DIZ: ESSA ILHA ME FAZ PENSAR O QUE É MELHOR VIVER COMO UM MOSTRO OU MORRER COMO UM HÉROI. Então ele entendeu a sua realidade mas preferiu perder suas emoções do que viver sabendo que matou sua mulher. ^^

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    • Eu não o interpretei desta forma, pois penso que todos nós temos a loucura dentro de si, para sabê-la bastam estímulos e alucinógenos. Ele foi vítima dos médicos que usavam seus pacientes em pesquisas científicas do gênero. Por mais confuso que estava ainda tentou fazer conexões de sua investigação que levava a crer que os médicos eram criminosos, desta forma o doparam para a certeira queima de arquivo. Sabendo que iria para a morte, imaginando ter cubos de gelo introduzidos no cérebro, e sem esperança de voltar a ser o que era, desabafa com seu amigo que não sabia o que seria pior, se viver como ele estava se sentindo ou morrer como estava programado.

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  5. Filme sem pé nem cabeça. Filme para pessoas de 3° mundo, que se envolvem com suspense sem nexo. Se o personagem que Di caprio vivia era louco, então por que o psiquaitra fingiria que era seu assistente de polícia? Por acaso Médico pode fingir ? É ético tal procedimento ? Filme louco para idiotas que não sabem o que é filme bom( filmes antigos, com começo meio e fim , com enredo,..esse?? louco , sem sentido. O idiota que assiste é que faz o final..)

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  6. Pingback: Resenha: O DESPERTAR (Filme em Destaque) | ScoreTrack.net

  7. sinceramente,esperava mais, muito mais! Por isso faço algumas pesquisas para tentar entender qual a proposta do autor .Talvez eu me surpreenda com que encontrarei!!Ou simplesmente morrerei tentando!!!!!

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  8. Que graça teria o filme se fosse pra descobrir logo de cara o q Quiz; dizer o filme ,essa complicação ao final é para você saber que não basta assistir uma vez para criticar e sim varias para entender …

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  9. O filme é ótimo, e só mostra a realidade (que ele é esquizofrênico) e explica os fatos (sonhos do Leonardo com a mulher ensanguentada e filhos mortos) no final. EXCELENTE FILME para pessoas inteligentes…

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  10. Tal qual em “Show de Truman” ( The Truman Show, 1998), onde procura-se racionalizar a paranoia do protagonista (Christof, o demiurgo, tenta racionalizar a melancolia de Truman tentando construí-la dentro de um plot freudiano: sentimento de culpa pela morte do pai, processo de lutificação, punição a si mesmo por meio de uma forma histérica) da mesma maneira em A Ilha do Medo os psiquiatras do manicômio procuram racionalizar a crescente paranoia de Teddy (“tudo que você faz é considerado parte da loucura, seus medos são chamados de paranoia, seu instinto de sobrevivência é rotulado como mecanismo de defesa…”).

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  11. Acabei de assistir o filme na Globo é muito bom o filme, mas o cara se curou mas não aguentou a pressão, preferiu vegetar.

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    • ta mas ele tava ciente dakela cirurgia ou não ? no final ele fico loco e fez akele procedimento ou ele tava são e só quis fazer a cirurgia pra não se lembrar do que fez ?

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  12. Pra falar a verdade eu gostei do filme, mas preferia que o final tivesse sido outro. Eu amo as expressoes do leonardo, ele e fantastico!

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  13. FIlme muito sem nexo, perdi quase duas horas assistindo pra no final não saber quem dizia a verdade ou a mentira. Se ele imaginou tudo aquilo, os acontecimentos do farol também deveria ser imaginação, e não realidade como demonstrou o fim do filme. Nota -10, bem menos.

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  14. acabei de assistir na globo, e tambem fiquei meio confusa, mas o que entendi mesmo é que ele preferiu viver vegetando do que com sua realidade,,,,mas, realmente é meio complicado,,,,

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  15. Bom gente na minha opinião concordo com a Lais: ELE ERA ESQUIZOFRÊNICO E VIVEU EM UM MECANISMO DE DEFESA. E NO FINAL DEPOIS DAQUILO TUDO,ELE DIZ: ESSA ILHA ME FAZ PENSAR O QUE É MELHOR “VIVER COMO UM MOSTRO OU MORRER COMO UM HÉROI”. PORTANTO eu acho que mesmo depois de voltar a realidade e tendo total consciencia ele “FINGIU” TER VOLTADO AO DELÍRIO para poder fazer a cirurgia e não ter que conviver com a culpa de ter sido o culpado da morte da esposa e de certo ponto da dos filhos…

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  16. Laís faço minhas as sua palavras a ultima frase que o autor principal fala diz tuudo só não entende quem não quer! Ele reconhece a sua loucura, mas preferi viver aquele mundo de ilusão como ele mesmo disse: morrer como um homem boom. Já que a realidade dele o tornava um mostro por se sentit culpado também pelas mortes dos seus filhos! Achei gênial, pura criatividade. ^^

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  17. kkkkkkkkkk Adorei eu e mais nove pessoas que acabaram de assistir o filme na globo viemos a net e comentar sobre o filme. Que boom isso :)

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  18. Ai gente, é um filme que fala de louco e a sua realidade. O autor queria que a gente mergulhasse nesse mundo e sentir o que eles sentem. Só isso!

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  19. Explicou como poucos como funciona a esquizofrenia, o sujeito vive uma realidade que se mistura passado e uma uma realidade que não quer vivenciar, apesar dos dialogos misturados entre passado e presente, que se tornava um pouco confuso o entendimento durante o filme, o autor só tentou remeter como realmente se passa por uma cabeça de um paciente nessas condições. Gosto de filmes assim, Scorcese é demais!

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  20. Parabéns Laís, matou a pau! Porém quero acrescentar uma coisa. O Teddy personagem do Leonardo realmente era louco. E vivia uma fantasia, a de que tinha chegado na ilha para para investigar um caso. Na verdade ele era um paciente e os médicos tinham o objetivo de provar através dele que era possível trazer o paciente para realidade e assim não proceder com a lobotomia, a cirurgia drástica. Eles conseguiram atingir o objetivo através de Teddy. Mas, Teddy os enganou ( com dúvidas aí para seu parceiro/pisiquiatra) porque não quis viver como monstro preferiu se submeter a cirurgia para livrar-se do trauma de ter matado a mulher e sentir culpa na morte dos filhos . No entanto, quero acrescentar que ele foi covarde e não ajudou a equipe médica a progredir em seus experimentos. Rsrsrs…

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  21. Os melhores comentários que merecem aplausos são do Sérgio Sidney e da Laís. De fato, o personagem principal tinha um trauma ou como disse o médico numa sequência, uma ferida a ser curada. A perda dos filhos e da esposa, o deixaram louco. A fantasia foi um mecanismo de defesa. A realidade era traumática. Preferiu morrer do que viver com aquelas lembranças. Os médicos estavam numa luta para trazê-lo a realidade, sem proceder com a lobotomia e provar que isto era possível. Entretanto, o personagem principal não suportou a realidade, por isto terminou com aquela frase num momento de lucidez –
    ESSA ILHA ME FEZ PENSAR O QUE É MELHOR “VIVER COMO UM MONSTRO OU MORRER COMO UM HERÓI”.

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  22. Ele era louco sim,só que no final ele não querendo assumir a culpa que matou a mulher e os filhos não tinhão morridos preferio fazer a cirurgia.. Cheguei a atrasado Fuuu

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  23. Quero fazer algumas objeções se possível me ajudem
    Também assisti o filme fique indiguinado com o final, porque.
    A mulher que ele encontrou na ilha que se dizia medica era fruto dos seus delírios?
    E as reações que ela disse que ele teria como paralisação e visões de pessoas estavam ocorrendo muito mais coisas que não foram explicadas no filme, acredito que se realmente se os diretores quiserem podaram dar ainda um seguimento a trama fazendo a ilha do medo 2. Dando a entender que o ator principal pelo seu trinamento em guerra teria entrado no jogo (feito-se de louco) para vence-los no final.

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  24. Concordo com Edimar Teles. Até porque a última frase dele foi: ESSA ILHA ME FAZ PENSAR O QUE É MELHOR VIVER COMO UM MOSTRO OU MORRER COMO UM HÉROI.Seria interessante sim, que tivesse continuidade. Tive que rever algumas cenas pra poder entender. A esquizofrenia é uma doença complicada.

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  25. amigos…este filme e 10,nunca que poderia se imaginar q o final terminaria desta forma,o ator principal como louco,esta ultima frase que ele disse foi demais,quem prestou atenção no filme,não teve problema nenhum em entede-lo…

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  26. gente, tdo bem, ele até podia ser esquisofrênico, mas se ele estava sendo medicado, como afirma o médico responsável, não teria tido tantas “visões” e alucinações, achei a proposta do autor mto boa, pois mostra que pra quem não sabe, existiu mtos lugares como aquele, e ainda existe hospícios que se recusam a desinstitucionalização e quando não há medidas nem estrutura pra tal ato, não se justifica o tratamento para com o outro ser humano, como se fossem animais, já que existem tantos outros tipos de tratamentos, aliás nem animal se trata assim, mas voltando a “confusão” do final do filme, ele não convence mto, pois seu “parceiro” o chama pelo nome de sua “outra” personalidade,se queriam que ele voltasse a realidade, deveriam continuar tratando-o como Andrew!.

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  27. os médicos dizem que em cada 3 pessoas uma tem problemas mentais, preste atenção em dois amigos seus, se eles aparentemente forem normais o doido é você.

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  28. É óbvio que DiCaprio era paciente da clínica, no final do filme, ele volta a pensar que ainda era detetive… como tem ignorante nesse site….rs

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  29. Permitam-me descordar, mas eu acho que ele não era louco (desprovido de razão? afinal o que é a loucura?), e o filme mostra justamente isso. Vivemos em uma sociedade totalmente esquizofrênica, com situações desumanas e surreais. O filme mostra como é possível enlouquecer uma pessoa, justamente na tentativa de ocultar os horrores que aconteciam naquele clínica e seriam denunciados na investigação a ser realizada. Quando Pinel pensou a instituição psiquiátrica, seu principal objetivo era observar o processo da loucura, separando os “loucos” e investigando em comportamentos e no cérebro deles os elementos da loucura. Da mesma foma os “profissionais” do filme o fizeram, passo a passo, até que no final a própria vítima acreditou no enredo armado, tramado desde o início pelos médicos.

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  30. Ele estava pronto para ir embora da ilha, quando o psiquiatra dá sinal dizendo que ele ainda não se curou, porque ele escolhe continuar na insanidade, se levanta e volta pras mãos dos enfermeiros. O filme todo é ele lutando contra à realidade, por isso o alemão ficava repetindo que ele tinha um “forte mecanismo de defesa”, e quando as pessoas nas alucinações diziam “você ficará pra sempre nessa ilha” isto era ele tentando se cativar à enxergar a verdade, para assim poder se curar e sair da ilha. Então sim, ele afinal era mesmo o “louco”.

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