Rolfe Kent
Rolfe Kent

Rolfe Kent é um dos compositores mais requisitados atualmente na indústria do cinema. Kent nasceu na Inglaterra e, como sua mãe, é um psicólogo formado em Cambridge, mas desde a infância ele quis compor música para filmes. Nossa “ScoreGirl” Viviana Ferreira entrevistou o compositor, como você lê a seguir:

Viviana Ferreira – Olá Rolfe, estou muito contente por poder entrevistá-lo! Bem, primeiramente gostaria de perguntar como você soube que queria ser um compositor de trilhas sonoras?

Rolfe Kent – Aos 12 anos de idade eu já gostava muito de cinema, e adorava a música dos filmes. Na época eu já era um compositor – já compunha há alguns anos, mas foi ali que percebi que criar trilhas sonoras seria ótimo.

VF – Você é britânico… quais compositores ingleses influenciaram seu trabalho?

RK – Delius, Handel, Vaughn Williams, John Rutter, Gustav Holst

VF – Você trabalhou muitas vezes com o diretor Alexander Payne. Como você define sua relação com ele e de que modo vocês interagem para desenvolver um projeto juntos?

RK – Nós somos bons amigos, nós trabalhamos muito bem juntos, pois ele me encoraja a experimentar ou utilizar novas idéias. Ele, então, se desloca através das idéias para encontrar aquelas que ele gosta. É muito colaborativo.

VF – Você é muito procurado para compor trilhas de comédias românticas. Qual é a sua inspiração para compor este tipo de trilhas?

RK – Eu sempre busco inspiração no filme em si, e nas minhas próprias reações emocionais. Não importa se é uma comédia ou um thriller sombrio. É o próprio filme que inspira as minhas ideias.

VF – Falando em thrillers, você compôs o tema de uma das séries mais aclamadas de hoje em dia, “Dexter”. Como foi a experiência de trabalhar neste projeto?

RK – Foi um processo maravilhoso. O produtor me chamou e perguntou se eu queria escrever a música para seu tema. Eu amei o primeiro episódio, e eles sabiam que queria um tema peculiar e interessante com um senso de diversão, mas também um pouco distorcido. Então eu compus 2 temas e eles gostaram de um, mas gostei da energia do outro. Então eu reescrevi a música que eles gostavam com o ritmo do outro, e este se tornou o tema final.

VF – Em 2009 você compôs 5 trilhas – de “Minhas Adoráveis Ex-Namoradas”, “17 Outra Vez”, do documentário “Troupers”, da comédia “The Men Who Stare at Goats” e do hit de Jason Reitman “Amor Sem Escalas”. O que você achou de seu ano em 2009?

RK – Bem, na verdade eu só compus 2 trilhas em 2009, as demais foram em 2008 porém seus filmes só foram lançados em 2009. Mas em termos profissionais foi um bom ano. Pessoalmente foi triste para mim porque minha mãe morreu em um acidente, então foi bem traumático. Mas trabalhar em “Amor Sem Escalas” foi uma boa distração para a minha perda.

VF – Sentimos muito por sua perda. E sobre seus próximos projetos? Você pode nos falar algo sobre eles, sobre o que vem em 2010?

RK – Eu tenho um novo filme com Alexander Payne e George Clooney, então eu estou ansioso para fazê-lo.

VF – E sobre os seus trabalhos, qual é a trilha composta por você que é a sua favorita?

RK – “As Confissões de Schmidt” é uma das minhas favoritas, assim como “A Caçada” e “Amor Sem Escalas”. Também gosto muito de “The House of Yes”.

VF – E para terminar, o que você gostaria de fazer no ramo das trilhas sonoras que ainda não o fez?

RK – Eu gostaria de fazer mais filmes dramáticos, alguns mais perigosos e continuar a fazer experimentações com música.

Agradecimentos especiais a Rolfe Kent por nos ter concedido esta entrevista.

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