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Resenha: OZ, MÁGICO E PODEROSO (Filme em Destaque)

OZ, MÁGICO E PODEROSO (Oz, The Great and Powerful, EUA, 2013)
Gênero: Fantasia
Duração: 128 min.
Elenco: James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams, Zach Braff, Abigail Spencer, Joey King, Martin Klebba, Ted Raimi, Bill Cobbs, Tony Cox, Bruce Campbell
Trilha Sonora Original: Danny Elfman
Roteiro: Mitchell Kapner, David Lindsay-Abaire
Direção: Sam Raimi
Cotação**

Quando a gente pensa que conseguiu de volta um diretor bom que havia se perdido pelo caminho – dirigindo os filmes da trilogia HOMEM-ARANHA (2002, 2004, 2007) -, ao ver uma obra tão divertida e um retorno ao gênero que o consagrou, com ARRASTE-ME PARA O INFERNO (2009), eis que Sam Raimi se rende novamente aos grandões de Hollywood e faz mais um filme ditado pelas regras do mercado, engrossando o número de filmes de fantasia que enchem as salas de cinema atualmente.

Pois é com OZ, MÁGICO E PODEROSO (2013) que Raimi dá sua contribuição para esse momento não muito interessante do cinemão contemporâneo. Até porque não são filmes de fantasia que trazem algo novo, mas que sempre requentam alguma coisa, seja do cinema, seja da literatura. No caso do filme de Raimi, ele se pretende um prelúdio do clássico musical O MÁGICO DE OZ (1939). E adivinhem só: já está engatilhado um remake para o musical, previsto para 2014. Criatividade, que é bom, cadê?

Pelo menos o filme de Raimi tem alguns poucos momentos de irreverência quanto ao filme original, como na cena em que um grupo de anões começa a organizar um número musical para o “Poderoso Oz” e ele diz: “não!, chega!, parem!”, o que sinaliza uma interessante falta de paciência do diretor e de seus roteiristas para com aqueles números musicais do filme de Victor Fleming. Curiosamente, eu estava sentado na cadeira logo à frente de uma garotinha, que, antes de começar o filme conversava com uma senhora mais velha sobre Judy Garland e manifestava seu interesse pelo clássico. Na hora da interrupção do número dos anões ela fez um “ah!” de desapontamento.

OZ, MÁGICO E PODEROSO pode até agradar a um bom número de pessoas, mas a impressão que fica é de que é uma dessas sessões da tarde chatas e sonolentas, cujas lembranças vão embora rapidamente. Eu, pelo menos, mesmo depois de ter tomado um expresso antes do filme, tive que sair para comprar uma daquelas pipocas caríssimas lá do lado de fora, para conseguir terminar de ver o filme acordado. Quer dizer, além de pagarmos mais caro pelo 3D, há também esse convite ao consumo da pipoca e do refrigerante. E digo mais: os efeitos 3D nem são dos melhores.

Claro que se percebe nos efeitos especiais que se trata de uma produção milionária. O orçamento estimado é de 200 milhões de dólares e, com todo esse dinheiro, é mais do que obrigação dos produtores entregarem um bom filme do ponto de vista da produção e dos efeitos especiais. Então, não chega a ser grande mérito.

Por outro lado, também não dá para cobrar mais complexidade num filme que se pretende ser dirigido também ao público infantil, explicitando o caráter bondoso e malvado de vários personagens. Até mesmo o personagem de James Franco, o Oz, que é um enganador e ambicioso mágico de truques do início do século XX, mostra a sua porção bondosa no filme, o que é natural. Por isso que é bom saber o que as crianças acharam do filme, para ver se o OZ, MÁGICO E PODEROSO foi bem sucedido nesse sentido; se as bruxas, a boneca de porcelana, o macaco voador e tantos outros personagens do filme causaram nelas algum encantamento.

Na trama, James Franco é um mágico de circo itinerante que é levado por um furacão do Kansas para uma terra mágica e colorida – o efeito da tela se abrindo de um preto e branco de proporção 1.33: 1 para 2.35:1 não deixa de ser bonito, principalmente se o filme for visto numa sala de boa qualidade de projeção. Lá ele é confundido com Oz, um mágico que seria enviado para aquela terra para salvar os oprimidos das garras de uma bruxa má.

Além de James Franco, que está bem no papel, o elenco destaca três beldades: Michelle Williams, Mila Kunis e Rachel Weisz. Bruce Campbell, o eterno Ash da trilogia EVIL DEAD (1981, 1987, 1992), comparece numa ponta um tanto difícil de identificar. Devido ao sucesso comercial do filme, a Disney já se manifestou positivamente quanto a uma continuação.

Ailton Monteiro

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2 opiniões sobre “Resenha: OZ, MÁGICO E PODEROSO (Filme em Destaque)”

  1. Me pergunto como se pode criticar um filme do qual se saiu no meio da sessão para comprar pipoca. Muito profissional.

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